1.28.2008

Urrai, ó possuídos!

Guimarães, sábado ao serão. Burburinho em fundo. De repente, o coro enfurecido, 28.000 almas possuídas urram "BENFICA É MERDA!". E repetem: "BENFICA É MERDA!". Bola no meio campo do Bitória, joga-se para trás, perda de bola junto à linha. "FILHOS DA PUTA!", de novo o rugido grunho dos nativos. Di Maria parte o defesa da casa em dois, avança para a área. "BENFICA É MERDA!". Centra para o emplastro benfiquista e chupem lá o 0-2.
Gosto mesmo quando há jogo no Afeganistão.

1.18.2008

Hoje é dia de festa

Finalmente, com 2 meses de atraso, chega à minha aldeia o filme Control.
Os homens da terra já carregam as grades de minis, o porco já foi morto agora de manhã sem avisar a ASAE, as mulheres foram ao cabeleireiro fazer a permanente e tiraram da arca uns xailes novos, ainda a cheirar a naftalina.
Hoje, um grupo de aldeões vai ao cinema. Repetindo os hábitos dos habitantes das grandes cidades - Lisboa primeiro, o Porto depois - , que tiveram o privilégio de ver o dito filme na data da sua estreia em Portugal ou logo após.
Mas isto já se sabe, tal como a luz eléctrica, o progresso só chega às aldeias (quando chega, porque por exemplo em Leiria nem sequer será exibido o dito filme) quando quem manda quer. Leia-se, quem no caso vertente é dono de todos os cinemas da aldeia...

Um abraço à Lusomundo por estes 2 meses de espera.
E outro à Autoridade da Concorrência, sempre atenta ao controlo dos monopólios.
Esperando sempre que as pipocas estejam dentro do prazo.

This is Night Hawk (ou "Gúde Núte", como diria o guarda inglês do inesquecível Allô Allô...)

Constato o aumento de visitas em horário madrugante, via SiteMeter, ao tasco.
Confirmo que o desinteresse do mesmo contribui certamente para que o sono dos insónicos chegue depressa...

1.09.2008

Prazer em conhecê-lo

Corre desinteressante a tarde.
Valha-nos a malícia que escorre das colunas do portátil, embrulhada em Sympathy for the Devil, Rolling Stones.

1.08.2008

A propósito da Lei nº 37/2007 de 14 de Agosto (lei do tabaco, para os amigos)

Apenas me apetece cantar, com Gogol Bordello e no mesmo registo galhofeiro:

"In thi oldtime, in thi oldtime, inthioldtime IT WAS NOT A CRIME!!"

1.04.2008

O balanço daquilo que antes de o ser já o era

Balanço este que visa em concreto a anulação pura e simples do Lisboa-Dakar 2008:

1 - Estou com todos aqueles que afirmam que assistimos a uma estrondosa vitória, ainda para mais sem grande esforço, do terror sobre a liberdade. Anular-se um evento de 20 dias, que move milhões de Euros e centos de pessoas, que tem honras de dezenas de horas de TV, com fundamento em ameaças terroristas não concretizadas, com esta rapidez e decisão, é obra para encher de júblio essa cáfila de sarracenos que anda por aí;

2 - Será difícil convencer algum patrocinador a apostar nesta prova nos anos mais próximos, caso ela se desenrole no continente africano. Também, se mudar de continente, fica desde logo declarado o seu óbito.

3 - Não queria estar na pele de nenhum dos concorrentes, sejam os pro´s oficiais, sejam os mais puros amadores. Estive no CCB nos 2 últimos anos na quinta-feira anterior à prova e testemunhei o entusiasmo, a pica, a alegria e adrenalina de todos os que compunham a caravana desta prova. Quem honrará os compromissos financeiros com os patrocinadores?

4 - Porquê cancelar só na véspera, a horas da partida da prova para a estrada? A ameaça só chegou ontem? E pergunto ainda: se a prova arrancasse de Paris, será que a A.S.O. teria coragem de anular TUDO como fez aqui? Creio que não, infelizmente...

5 - A parte portuguesa do Lisboa-Dakar safou-se in extremis de causar mais engulhos a esta prova. Relatos diversos dão conta que a primeira etapa, que se disputaria amanhã, seria um verdadeiro caos, e este cairia em cima da organização portuguesa com estrondo. A mistura de imensa lama, caminhos intransitáveis porque alagados, com a projectada invasão de centenas de milhar de pessoas a uma zona tão restrita ia ser um problema muito sério de resolver.

6 - Como é tradição também, TODA a imprensa escrita e falada vai dedicar-se extensamente a dissecar este triste evento. Aliás, desporto automóvel nos media só quando há sangue...

7 - Outro tema que procurarei na imprensa é a relação da petrolífera Total e das seguradoras francesas da prova com esta decisão. Para confirmar os rumores segundo os quais ontem à noite já era certo e sabido que a prova estava condenada.

8 - A organização de João Lagos deve apanhar um rombo financeiro enormíssimo com esta anulação da prova. Mais um a quem não gostava de vestir a pele...

9 - Incrível a quantidade de comentários sentidos de adeptos no Fórum do Autosport no decurso desta notícia.

10 - Seja de que forma for, terrorismo, política, interesses económicos, a vida anda a ter menos graça. Coisas boas que acabam ou mudam para sempre.

11 - O futuro? Temo que Dakar, com a configuração actual, tenha terminado hoje.
Podemos vir a ter provas extensas às portas da Europa, ou então assistirmos à migração da grande aventura para a América do Sul. Guardemos pois os relatos de José Megre e todos os outros sobre as 29 edições do Dakar.
Mas o cruzamento do continente africano em competição talvez tenha sido hoje posto definitivamente em causa. Daqui a um ano veremos.

Últimas - Valha-nos o facto dos ralis não atraírem tantas atenções. Pode ser que nos deixem continuar a assistir a eles em paz e sossego.
Fiquei muito triste com o que se passou hoje. Estava mesmo com vontade de voltar a ver esta prova. Os blusões e botas estavam a postos, a bateria da 400d carregada e o cartão de memória vazio. O frigorífico cheio de pacotes de sumo e vários pacotes de bolachas Maria Torrada alinhados ao lado. Merda para isto.

Não vou requerer indemnização

Isto porque ainda não tinha começado a fazer as sanduiches e a preparar o restante farnel.

Lisboa-Dakar 2008 cancelado integralmente por motivos de segurança.

Será certamente o fim desta prova tal como a conhecemos.

Foi bom enquanto durou.

1.03.2008

F-méride

Apenas para dar conta da passagem de mais um aniversário do surgimento, ou do achamento desse território de riso desbragado que dá pelo nome de Incontinental!

PROTESTO


Primeiras palavras em 2008 para solidarizar-me com o protesto do povo que gosta de desporto automóvel contra a organização das etapas portuguesas do Lisboa-Dakar.
Eu faço parte do povo. Quero ver as duas etapas da prova em solo português, já que não faço parte daquela casta de privilegiados que podem ir assistir aos troços a Marrocos.
Não sou nem nunca fui pessoa de invadir propriedades, deitar portões ou vedações abaixo para ver uma prova. Tenho ideia de ser uma pessoa minimamente civilizada, mas ao mesmo tempo não admito ser tratado como gado. Tudo tem limites. É impossível levar uma multidão como a que se prevê para sábado de autocarro seja onde for. Não dá, pronto.
Temo que tudo isto dê asneira. E que a prova seja anulada no sábado pela invesão descontrolada de uma enorme massa de descontentes aos terrenos onde decorrerá a prova.
Retomando esta os seus trabalhos no domingo, na serra algarvia.
Conto estar por lá, e à hora do almoço a despachar uma travessa de tigres grelhados no Rui de Silves, que é tão perto do troço algarvio...

Fica prometido um relato mais ou menos exaustivo do que se passou lá para inícios da próxima semana.




Quanto aos senhores que organizam isto por cá, que no sábado à noite as vossas orelhinhas não estejam muito a ferver e sinceramente, que não haja grandes problemas no sábado.

12.28.2007

As time goes by

Assim termina o ano por aqui.
Como se nota, faltou-me manifestamente pachorra para organizar aquelas coisas habituais do que prestou e não prestou este ano.

Ainda assim, telegraficamente,

gostei muito:

- de vários vinhos que provei, dos quais destaco os Poeira e Pintas 2004, o fabuloso Vale Meão 2005 bebido na Consoada, o Redoma Reserva 2006 da mesma noite (ainda assim em pior forma que o inesquecível 2004 do ano passado), Quinta de Porrais Branco 2006 e do Valle do Nídeo 2005 (a subir em relação ao 2004);

- de voltar a ver o Rali de Portugal a contar para o Campeonato do Mundo, ainda que a sul e não em Fafe ao nascer do dia;

- das romagens da saudade a Arganil (Julho) e à sequência Sintra - Gradil - Montejunto (Novembro) e do grupo de autênticos fanáticos que por aí tive o enorme prazer de conhecer;

- de jantar no novo D.O.C. da estrada Régua / Pinhão;

- de voltar a ver os Arcade Fire ao vivo;

- de voltar à muralha de Cacela-a-Velha e confirmar que aquela paisagem de fim de tarde continua lá à minha espera;

- dos percebes (understands, para a ASAE) do Fernando de Matosinhos;

- de ter tido o privilégio de conhecer Roma a fundo e (quase toda) a pé e confirmar o que toda a gente sabe;

- do magnânimo Chuletón de 750 grs. do restaurante Cabana Las Lilas das docas de Buenos Aires;

- do combate VasquinhoPV / MST por esses jornais fora;

- da série de programas "Portugal: um retrato social", confirmando a minha enorme admiração pelos trabalhos de António Barreto, já louvados por aqui.


Não gostei mesmo nada:

- de ver que poucas coisas mudam e daquelas que mudam, muitas deviam ficar iguais...

- de não ter tido oportunidade de ver Control no cinema na cidade em que vivo, pelo simples facto das salas serem todas do mesmo dono e este não ter tido interesse em passar o dito filme em qualquer delas. Por isso, para esses senhores, o meu protesto em forma de DVD pirateado!

- de ver subir o preço do gasóleo até quase 250 paus dos antigos;

- de ver passar à minha frente tanta e tão variada filha da putice, mascarada em vestes muito díspares, ou como diria o Doutor Gomes Canotilho, "afivelando máscaras diferentes";

- da tentativa generalizada de homogeneizar a nossa vida, de fio a pavio, que devemos agradecer a quem nos governa e ao legislador, "esse (como me disse um dia um venerando Juiz Desembargador de uma Relação qualquer)... bêbado" (fim de citação). Entre outros, claro está;

- de ter passado um ano inteiro-365 dias-inteirinhos sem ter dado uma voltinha de Lancer Evolution VII ou nalgum Porsche (conto que o ano par que se insinua ao virar da esquina acabe rapidamente com este mal...);

- de ver uma superlativa besta gorda com uma gaja ao lado roçar o carter de um fabuloso Aston Martin V8 azul escuro novinho em folha numa berma junto a um restaurante da moda nos Algarves de Agosto;

- de ser governado por um estado de ditadura disfarçada e movida a sound-bytes.

E por ora chegará.

Já tenho comigo um Queijo da Serra e meio de Serpa, 3 charutos e uma caixa de munições Quinta do Crasto de anos diferentes, encimada por um prometedor Reserva Vinhas Velhas 2001 para por fim a este ano e entrar manso no próximo a descascar uma playlist de 7 horas de músicas que só a mim me apetece ouvir, tão estupidamente diferentes que vão de M´as Foice (prémio da gerência a quem se lembrar / souber do que se trata) a This Mortal Coil, de Dead Kennedys a Jamiroquai, de Klaxons a Buraka Som Sistema passando por Emir Kusturica & the No Smoking Band e terminando algures perto de Stone Roses e Xutos & Pontapés...

Já não será mau se ainda tivermos uma réstia de vontade para aparecer por aqui e escrevinhar qualquer porcaria em Dezembro de 2008.

Façam o favor de recusar liminarmente qualquer oferta de espumante meio seco ou doce e de qualquer espécie de vinho martelado na última noite do ano e façam o favor de não só de fazerem pela vidinha como de serem felizes em 2008, sim?

Obrigadinho. Abraços.

12.26.2007

A Pena

Momento alto deste final de ano, a passagem no cruzamento desnivelado tão bem retratado neste filme, na parte final do mítico troço de Sintra do antigo Rally de Portugal.
Para situar, fica na descida do Palácio da Pena para a vila de Sintra, aproveitando o encadeado de ganchos da parte final desta lindíssima estrada.
No tempo em que não havia ZE´s, Marshalls, etc.

12.19.2007

O verdadeiro dilema

Retomando o tema aberto há uns posts atrás, um pequeno survey: Trata-se de eleger o carro mais bonito actualmente em produção.
Não o melhor, o mais rápido, o mais isto ou aquilo. Apenas O mais bonito.

Para mim, a escolha resume-se a estes dois:



Para aumentar a ficção, deixo a sugestão da melhor combinação de cores para os dois:

Azul escuro, interior camel.

O Aston em versão Cabrio, por favor. Shaken, stirred, não interessa.

Alguém desempata?

12.17.2007

Mesmo com a música dos carrinhos de choque (ou dos "3 Pinheiros", só para conhecedores...)

O que conta mesmo é o que se vê.
Que é grandioso.

Deleitem-se, que eu também.

12.14.2007

Antes que acabe

Um destes dias, se a paciência não me faltar (e ela é cada vez mais um bem escasso), os altos e baixos de 2007. Tendo sempre em conta que nos anos pares normalmente acontecem mais coisas dignas de registo que nos ímpares.
Temo desde já não ter vontade de fazer uma coisa tão exaustiva como a que fiz em finais de 2006. Aqui e aqui.

Teenage Fan Club

Apanhei, com indisfarçável gozo, via iTunes, um disco que representou para mim aquela fase parva das nossas vidas em que achamos que vamos, um dia, ser uns gajos do caraças, que gastamos todas as nossas energias (e recursos financeiros postos à disposição por terceiros...) em projectos idiotas como apanhar 5 bebedeiras em 7 dias da semana e acordar em todos eles sempre depois do meio dia, em suma, aqueles deliciosos tempos de início de faculdade.
Tempos irrepetíveis, irresponsáveis.
A minha bandeja de CD do carro tem em posição de destaque Live at The Marquee, The Cult.

12.06.2007

Distraídos, como sempre. E infelizmente. Queria um baixinho!

Muitas vezes andamos tão embrenhados em trabalho, chatices, parvoíces e outras que tais que apenas temos conhecimento do que se passa tão perto de nós tardiamente. Tarde, e a más horas.
Aquelas a que normalmente podia ser encontrado no Avenida.
Nos tempos do Liceu, a horas de aulas, ou mais tarde, noite fora, de fino na mão.
Muitas e muitas noites de copofonia, discussões acaloradas, jogos da bola coléricos, namoro, pura e simplesmente meter nojo ao fim de uma tarde de verão, aproveitando a sombra de umas árvores que alguém, entretanto, se lembrou de arrancar.
Lembro-me claramente das últimas 2 noites que passei por lá a desoras: 1 de Maio de 2006 (onde fumei o puro que se fuma num dia destes...sabeis do que falo!) e na primeira noite do Parque da Queima das Fitas deste ano, ao redor de uma mesa de estudantes universitários de 20 e poucos em estado de avançada embriaguez.
Como muitas que passei sentado naqueles estupidamente desconfortáveis bancos de madeira com o pano verde.
Em todas elas, invariavelmente, fui atendido pelo Fernando.
Sempre alternando entre o colérico e o galhofeiro, entre o educado e a mais desbragada caralhada, sempre ultra-portista. Sempre assim, aliás muito antes de eu por lá parar.
Soube, totalmente de surpresa, da sua morte, há pouco.
Assim se perde, com o tempo, a identidade de uma terra.
Vão sobrar os McDrives, as Croissanterias, as Pizza-Hut. Essas merdas todas.

Um baixinho! Depressa!

12.04.2007

O que me apetecia agora, assim de repente, não sei bem porquê, era:

Apanhar-me às 4 da manhã no Batô de Leça, à cunha de gente, com um Bushmills cheio de gelo na mão, a ouvir a electrizante, estrondosa versão de Shadowplay que os Killers compuseram a propósito de Control.

Flashes de fúria e falta de castigos no corpo. Há muito tempo.

11.19.2007

Com a devida vénia

Já por inúmeras vezes dediquei posts a António Sérgio.

Atónito, li no Blitz Online que o tinham "dispensado" da Rádio Comercial. Provavelmente por limite de idade ou por motivos igualmente espúrios, como aquela aberração do share obrigatório de música portuguesa (no sentido de "feita por cidadão portador de BI português e com domicílio estável em Portugal Continental, ilhas ou PALOP"), estupidez obviamente importada da vizinha Espanha, local onde é impossível ouvir rádio.

Delicio-me com nova entrevista daquele que mostrou à malta hoje ao redor dos trintas e a alguns peri-quarentões o que eram os Stone Roses, Jane´s Addiction.

E ainda mais com a notícia de que terá novo programa na inevitável RADAR, entre as 23.00 e a 1.00 da noute, horas ligeiramente mais saudáveis que o clássico 1-3 do Som da Frente e Hora do Lobo para alguém com idade para ser avô...

Assim a ligação de rede colabore para que os residentes extra-Lisboa possam ouvir Viriato 25, nome do programa, em transmissão online da dita Rádio Radar, nestes gélidos serões que se aproximam...

Porque gostamos de certas coisas que outros acham uma perfeita estupidez

E essas, as que gostamos mesmo, devem andar sempre por perto.

O curioso disto tudo é que, a ver por estas imagens, há muito mais quem goste do mesmo que eu.
Ainda bem.

11.16.2007

Fome, fartura, fartazana

De uma assentada, e no prazo de 8/15 dias, preparam-se para morrer, umas a seguir às outras, as seguintes preciosidades:

- Quinta do Vale Meão 2004, já amanhã à noite
(e mais alguma coisa que certamente não deixará de a acompanhar).

- Guru 2006 Branco (aka o Pintas branco), altamente prometedor [na falta absoluta do memorável Redoma Reserva Branco 2006, esgotadíssimo]

e

- Vértice Grande Reserva 2003, lá para domingo.

Via telefone, penhoradamente agradecido pela oferta prometida:

- Quinta do Vale Meão 2001, que aguardará pelo sacrifício de 2 perdizes de caça que iam (digo bem, iam, coitadinhas...) a passar para os lados de Foz Côa, ritual que não demorará mais que 1/2 fins de semana a cumprir.

Por último:

- Quinta do Crasto Maria Teresa 1998, o Rolls Royce da garrafeira. Prometi que deste ano não passava fechadinha na garrafeira.

Ele há dias assim, em que tudo aparece.