5.04.2007

De volta ao Rally de Portugal

Bem sei que com indesculpável atraso, mas como diz o emigrante português em terras de Monsieur Sarkozy, "mais vale tarde que jamais". Seguem as fotos restantes das nossas paragens a sul, no interior algarvio que bem merece uma visita!



Uma das nossas maiores riquezas. Ainda São Brás de Alportel, sexta-feira à tarde.




Sábado à tarde, perto de Ourique. O amarelo garrido das flores à espera da passagem dos primeiros.



Poucas coisas ou acontecimentos levam, no ano de 2007, tanta gente para o campo passar a tarde...




Será esta a essência da coisa? Ficar convenientemente longe da estrada, ainda assim num local tão espectacular como este, beberricando uma cervejinha fresca... Prazeres de sábado à tarde!



Na antiga Nacional 2 há um miradouro com a indicação "Serra do Caldeirão". Passei por lá depois de ter estado aqui. Para chegar aqui é preciso estudar muito bem o Google Earth. A vista é incomparavelmente superior ao dito miradouro "oficial". Como é costume nestas coisas de todo o terreno, aliás! Domingo pela manhã, Serra do Caldeirão, algures atrás de Salir / Barranco do Velho.



O final. Aquelas coisas que o nosso país tem para nos oferecer em recantos escondidos. No mesmo local, bem no alto da serra, um moinho abandonado.



A história da trouxa dos ciganos, do regresso do emigrante, não andará muito longe disto...

E pronto.
Espera-se agora que para o ano haja mais. Já sabemos os caminhos, os timings, tudo será mais fácil. E o prazer de andar por aí, onde poucos já estiveram, sempre presente.

5.03.2007

305/30/19 e 235/35/19

Chamo a atenção, como várias vezes por aqui, para um comparativo entre o novíssimo Audi R8 e um Porsche 911 Carrera 4S 997 Coupé presente nas páginas da Auto-Foco (remodelada graficamente. Para pior, quanto a mim.)
Bem sei que não sou acompanhado por muita gente, mas para o meu modesto (embora coerente) gosto, nunca na vida, jamais em tempo algum trocaria o 911 daquele teste por uma coisa espampanante como o Audi R8, um Lamborghini Gallardo ou um qualquer Ferrari.
A questão é justamente essa: ser ou não espampanante. Estacionar à porta para ver e ser visto ou ir acelerar para um sítio sem povo. Ter carro para a volta de domingo ou ir trabalhar todos os dias num automóvel fiável, sem vibrações e barulhos, embalado embora pelos seus 355 cavalos.

P.S. - Para a malta distraída, o título do post contém as medidas dos pneus do 911 Carrera 4S (majorados em relação ao resto da gama abaixo), diferentes no eixo dianteiro e posterior, como convém a um carro à séria.

Daylight savings

Confirmo na Blue Wine que apareceu hoje nas bancas uma ideia anteriormente saboreada: do Cedro do Noval para o Quinta do Noval, para além de uns bons 30,00 €, poucas diferenças são notadas. Ou seja, o irmão mais novo dá muito bem conta do recado por uns competitivos 20,00 €.
Ambos a um nível elevadíssimo! Mais um label de sucesso por terras do Douro.

Chamada para si

Ouvindo London Calling, Clash, sem a mínima condição de falar com ninguém por telefone.
Ainda efeitos da passagem meteórica do chulo Olegário por Coimbra na passada segunda-feira.

5.02.2007

Juntar a fome à vontade de comer

para criar algo capaz de proporcionar um serão agradável / um ambiente de cortar à faca...

No pare siga siga



Já muitas vezes disse que era O concerto que mais se coadunava com as noites da Queima das Fitas. Ninguém me ouve.

Filhos de um Deus menor vs. o filho da puta

Segunda-feira houve um jogo de futebol em Coimbra.

Do que se passou por lá, acho que já está tudo dito (imagens é que infelizmente há poucas, como é costume).

Registo um momento: a saída de campo do impune vigarista que foi mandado pela máfia do Norte apitar o jogo, rodeado dos habituais polícias (que deviam ser da divisão de trânsito, caso contrário deviam ter dado voz de prisão ao colectivo...), debaixo de um monumental coro de assobios (que devia ter sido de cadeiras de plástico pelos cornos deles abaixo), foi acompanhada pelo nosso capitão Pedro Roma, que num acto de assombroso desportivismo e educação, aliás seu timbre, protegeu, à sua maneira, a saída de campo do trio de ataque do Sporting de Braga (Olegário de Leiria e seus camaradas de putedo). Como foi possível ter aquela calma toda, não explodir de raiva nas fuças hediondas daquele ser efeminado, cheio de terjeitos mariconços?
Depois, à boca do túnel, desviou-se, e veio à bancada pegar num miúdo ao colo, com uma calma olímpica. Um exemplo de serenidade e fair-play deste enorme jogador, após uma fantástica exibição (mais uma!).

Um grande abraço ao Pedro Roma.

P.S. - Quanto ao resto, não assistimos a um jogo de futebol. Antes a uma aula prática de Processo Penal, sobre recolha de matéria factual para abertura de inquérito criminal.

P.S. 2 - Problemas técnicos afastaram-me do acesso à Net desde a tarde de segunda-feira. Ainda bem que assim foi. O que não seria escrito por aqui no serão de segunda-feira.

P.S. 3 - Foi dado mais um passo para o meu abandono do futebol.

4.27.2007

Anúncio Minimal

"Olha um cão! Olha uma ovelha! Olha! É a OVIBEJA!!!"

Rezava assim o anúncio à feira agrícola do Baixo Alentejo nos idos de 1999. Ano em que gramei com um finalista do IST de Lisboa uma viagem Lisboa - Havana a gritar o slogan incessantemente, embalado por uma profunda bebedeira...

Ainda assim, pelo pão, queijo, presunto e vinho que se devem tragar por lá, bem que marchava uma saltada a Beja!

Monocarril

Em testes a partir da linha do Alentejo o monocasta Touriga Nacional 2004 do Esporão, que medirá forças com um Quinta Nossa Senhora do Carmo (Vichimaria, nome comprido...) 2004, ao que se sabe proveniente da Linha do Tua.
Lá pelo cair da noite.

Bilhete Geral

Olho mais uma vez com um misto de surpresa e indignação para o paupérrimo e repetitivo programa das Noites da Queima de Coimbra, o qual me dispenso de repetir (vejam o do ano passado, o de 2005, o de 2004, 2003, 2002, etc.. é igual!).
Então, deixo uma sugestão para um programa de Queima das Fitas a sério, absolutamente irrealizável, que sempre contaria com um orçamento ilimitado.
E com um cartaz desta categoria, um bilhete geral para mim e uma semana de férias:

Sexta-feira (Noite de Economia / Noite Sagres Bohemia)

Legendary Tiger Man
Klaxons
Sonic Youth
White Stripes

Porque sempre gostei muito desta noite de Queima...

Sábado (Noite de Farmácia / Noite Absolut Lemon)

Desperados
DJ VIBE
Fatboy Slim
Chemical Brothers

Noite das substâncias psicotrópicas...

Domingo (Noite de Direito / Noite Super Bock de garrafa...)

Mão Morta (o distinto Colega, of course)
Editors
She Wants Revenge
Interpol

Segunda (Noite de Ciências / Noite Verde à Pressão)

Foo Fighters
Tool
Pearl Jam

Terça (Cortejo / Noite garrafão de Jameson)

Ena Pá 2000
José Cid
Paris Hilton (essa mesma... ela não é também cantora? Agora imaginem a mistura Paris/Queima...)
CSS - Cansei de ser Sexy
Manu Chao e su orchestra (entre as 3 e as 6 da manhã)

Quarta (Se alguém ainda fosse vivo... / Noite Gordon´s Tónico)

Da Weasel
Violent Femmes
Arcade Fire

Quinta (revivals´r´us... / Noite Burmester Dry White & Schweppes Tónica)

Pop dell´Arte
Sétima Legião (pronto, reuniam-se e tocavam! Ninguém disse que este post era a sério pois não?)
GNR (se começou na garagem...)
David Bowie (v/ comentário à Sétima Legião...)

Sexta

Pronto. Estava feito o cartaz. Junte-se um sarau no TAGV na última noite, em estilo chill out, sossegadinho, com distribuição ao lugar de Old McCallan 18 anos, para uma última noite ao som de Durutti Column e Elisabeth Fraser.

Entretanto, o estudante universitário acorda, debaixo da sua capa já um tanto vomitada e com uma bebida verde alface a escorrer pela camisa, ao som da Minha Casinha, tocada pela 165ª vez pelos Xutos na Queima de Coimbra, que se misturava com um techno horroroso provindo de uma tenda plastificada à pinha de gente, sonhando ter assistido a este programa de música no Choupalinho...

Same shit, different year, dirão os do costume!

4.20.2007

Prémio "Concentrações dessas sempre são melhores que as do Partido Renovador"

Lido no Público Online:

"O comandante dos Bombeiros Voluntários de Oliveira de Frades, Fernando Farreca, contou à Lusa que "caiu uma forte saraivada só na vila e aldeias limítrofes, num raio de dois a três quilómetros". "Foi uma coisa muito rápida, mas hora e meia depois ainda havia telhados completamente brancos", afirmou, acrescentando que há zonas onde a concentração de saraiva "ultrapassa os 30 centímetros de altura".

Eh lá. Se calhar muitos Saraivas juntos não é boa coisa...

Os letrados

Comecei a prestar-lhes atenção há alguns anos. Antes da sua explosão mainstream.
Não deixa de ser surpreendente, uma vez que se inserem num estilo que não aprecio muito.

No entanto, por várias vezes dei por mim a assistir a concertos deles (a maioria em festivais, como Vilar de Mouros em 2002), atraído principalmente pela fabulosa dicção do seu vocalista. Aquele que consegue dizer muitas palavras em pouco espaço e todas são perceptíveis. Como no exemplo abaixo transcrito.

Gosto muito dos Da Weasel.

"Yoo
Ela diz que me adora quando a noite vai a meio
Eu sinto-me melhor pessoa, menos fraco, feio
Passa o dedo na rasta com a mão bem suave
Encosta o lábio no ouvido e diz-me: queres que a
lave?
Vamos
para o chuveiro e ela flui com a água,
Lava-me a cabeça, a alma e qualquer réstia de mágoa
Diz que o meu amor lhe dá um certo calor na barriga
É aí que eu sei que quero ser para sempre aquele
nigga
Que lhe mete a rir, rir, quando eu lhe faço vir
Da terra até à lua mano, é sempre a subir...
E somos grandes, gigantes com dez metros de altura
Falamos vinte línguas, dialectos da Ternura
Tipo...

[Refrão:]
Uhhh, uhhh!
Yeah, yeah!
Faz, faz!
Bebé (2x)

Água morna em pele quente poro aberto não perfura
a minha alma já tá nua e eu faço-lhe uma jura, jura
Para sempre teu depois da noite volvida
Um segundo ao teu lado já preenche uma vida
O conceito de tempo não entra na sensação
Aquilo que vivemos tá gravado no coração
Segura na minha mão e continua a canção
É a melhor que já ouvi reinventaste a paixão
Ela diz que me adora quando o dia vai a meio
O copo passa de meio vazio para meio cheio
A palavra ganha vida e fala à minha frente
Sigo calmo atrás dela deixo crescer a semente
E Diz-me:

[Refrão:]
Uhhh, uhhh!
Yeah, yeah!
Faz, faz!
Bebé(4x)

Em cada beijo há uma frase, em cada frase há um
Verso
Em cada verso há um lado do lado inverso
De uma estória que assombra a memória
Da leveza irrisória de uma conquista notória
Faço V de vitória, porque hoje eu sou rei
Ao lado da rainha com que sempre sonhei
Foi por isto que esperei, em cada noite que amei
Ou pensei que amei porque é agora que eu sei
A razão da palavra consagrada
Que tanta gente dá à toa em troca de quase nada
Ela não tá espantada, pelo contrário, relaxada
Revê-se na expressão da expressão enamorada
E diz-me

[Refrão:]
Uhhh, uhhh!
Yeah, yeah!
Faz, faz!
Bebé (10x)

uhhh, uhhh!
yeah,yeah!"

4.19.2007

Lido de passagem (Prémio "o jornalista possuído" ou "possui-me que estou com a broca!")

In Visão, 19-04, p. 176, ao fundo:

Sobre George Michael:

"Uma multa por possessão de cannabis..."

Poça! Possessão? Isso dá multa? Já agora um gajo não pode recorrer ao misticismo!

De todo o modo, não há mais evidências de que o pobre jornalista tenha feito uma translacção quase-directa deste artigo do inglês para português...

Hang the DJ

Nova visita à cave iTunes para grande descoberta: um conjunto de versões mixadas dos grandes hits de Stone Roses.
Dance Dance Dance to the Radio! Também aqui, Manchester rules!

Ouvisto de passagem (prémio "deve ser professor do IST, o senhor...")

Venue: alta cerimónia pública com figuras de proa (e popa) da ciência portuguesa

A meio do discurso de S.EXA. um Sec. de Estado:

"Citando Almeida Negreiros..."

Bolas. Foi por pouco que o senhor não ficou transformado em Almada Nagalhos, que era bem pior...

Ouvisto de passagem (o comercial ortodôntico)

Diálogo entre um interessado em adquirir um serviço Internet e o solícito vendedor / comercial porta-a-porta:

(o adquirente)

"-
Reparo que me esqueci de tirar a fotocópia da última factura, conforme me pediu por telefone."

(o comercial)

"- Não tem mal senhor, trouxe aqui uma máquina e desvitalizo já o documento!"

Escusado será dizer que o adquirente em questão foi imediatamente acometido de uma violenta picada no segundo molar esquerdo, ao mesmo tempo que mordia o lábio para evitar escaqueirar-se a rir em frente ao diligente (e quase-nerd) comercial, munido de um scanner portátil HP...

Horror! Baaaaahhhh!!

Começou no Vangelis, que de tão mauzinho até era coerente.
As músicas épicas dos comícios políticos, nesse tempo, eram adequadas. O barriguita anafada do Eng. Guterres (este por direito próprio e sem ser técnico) e aquela música, ui! Que impacto na populaça!!

Nada nos prepara para, alguns anos depois, via rádio, ouvir um candidato a PR Francês - François Bayrou, no caso - entrar no palco ao som de Rebellion (Lies), Arcade Fire.

Por favor, deixem a boa música em paz...

4.17.2007

O prometido é de vidro

Assim sendo, resta trazer aqui alguns singelos momentos do regresso do Mundial de Ralis a Portugal, mais concretamente às serras algarvias.
Quem esperava ver fotos de carros a levantar poeira, enganou-se.
Redondamente.
A fome de ver os WRC era tanta que nem me dei ao trabalho de tentar.
Todas as fotos que tirei foram antes, entre ou depois das vedetas passarem.
Foi boa a festa, pá. E a Primavera tinha chegado entretanto, após um Inverno em que choveu, mesmo no Algarve.

Primeiro Acto: a única maneira que muito boa gente que conheço concebe de entrar num estádio. Ok, para ver um concerto e tal...
Quinta-feira, 29 de Março, primeira super-especial no Estádio do Algarve, o início das hostilidades:



Segundo Acto: o amanhecer na serra de Tavira, 6º positivos, vento cortante e a fabulosa luz tipicamente portuguesa.
Sexta-feira, 30 de Março, pela manhã, no alto da povoação do Carvalhal (ZE1 em linguagem de rally...)



Terceiro Acto: Novas paragens, mais centrais (nem Barlavento nem Sotavento), com a represa de água límpida e todo o verde ao redor.
Mesmo dia, já durante a tarde, São Brás de Alportel (ZE 2)



Os actos seguintes aparecerão dentro de momentos.

British (Style) Council

A propósito de uma notícia lida aqui, cabe perguntar:

será que a palavra adequada para traduzir para português a expressão (ou cargo) Venue Master será qualquer coisa como caseiro, capataz ou contínuo?
Parece-me bem que sim. Aliás, tenho para mim que acabou de criar-se um novo estrangeirismo para os tios de Lisboa empregarem quando levarem os amigos de fim de semana ao monte alentejano e quiserem brilhar:

"Ah, [vendo chegar o caseiro todo porco a cheirar a leite de ovelha ao volante da pick-up], este é o Shô Zé, o meu Venue Master aqui do monte..."

O que foi não volta a ser

Passando pelo YouTube aparece um registo que me parece filmado na Praça de Touros de Cascais, num dos mais épicos e excessivos concertos a que tive a graça de assistir, no (parafraseando Jaime Pacheco) auge da plenitude dos Smashing Pumpkins ao tempo do lançamento do seu duplo álbum Mellon Collie and the Infinite Sadness.
Em dia de serenata e início de Queima das Fitas em Coimbra, uma autêntica garraiada de mosh na arena da entretanto demolida Praça de Cascais, ao som de Bullet with Butterfly Wings...

Insequecível.




P.S. - Se não é, paciência. Foi seguramente muito próximo da descarga de electricidade que vemos neste trecho...

Amex Guide? Lonely Planet? Guia Michelin? Não, obrigado!

De forma um tanto ou quanto acidental, encontrei uma reportagem interessantíssima na Land Rover Owner International, edição Spring 2007 (assim chamada porque no verão há mais números que meses para esta devota revista dedicada aos jipes ingleses).
Uma viagem Coimbra-Guiné-Coimbra efectuada por 3 carros praticamente de série, incluindo um Series II 88 Commando dos anos 70, guiados por um grupo de Coimbrinhas que partiram em grupo, sem mais apoios, numa missão de entrega de medicamentos à delegação da AMI em Bolama.
5 páginas a cores numa revista internacional. É obra!
E um merecido retorno para os exploradores e para os seus patrocinadores, que aparecem com bastante visibilidade na reportagem.

Errata

Notificam-se todas as doidas interessadas que afinal George Michael espalhará a sua bichice / encanto / outra coisa qualquer cá pelo burgo no dia 12 de Maio, ao invés do dia 19, como afirmava o Blitz Online ainda ontem.
Por isso, ainda a tempo de, no dia seguinte, obter uma salvação qualquer dos pecados cometidos.
Por falar nisso, imagino desde já a eleição nocturna do Mister Colete Reflector junto à Ponte de Santa Clara, ao jeito de mistura de eventos...

4.16.2007

Rir nas Rias

Fugindo à caloraça que chega de mansinho ao cont´nente, direcção La Coruña, não em busca de Jorge Andrade mas do Cabo Finisterra e da travessa gigante de marisco. Lá para final da semana.

Ouvisto de passagem (Pós-bola, ou o rescaldo pela voz do adepto FCP)

A caminho do carro, no fim da bola, um grupo de adeptos rua fora com acentuadíssimo sotaque nortenho:

"- Oh pá, benho fu...do com aquele car...ho do Jesualdo! P...a que o pariu!
Num faz as substituições que eu quero porquê, c...lho?"

Os outros anuíram imediatamente:

"-É, c...lho, filho da p...ta de Jesualdo!"

E replica o primeiro:

"Eh pá, benho tão fu...do que alguém inda bai ter que pagar por esta m...da hoje, c...lho!
Bai ser a minha mulher! Chego a casa, pego-lhe nas bentas, arrumo-as de encontro à cómoda e digo-lhe: bá minha granda p...a, grita lá agora JESUALDO!! JESUALDO!!"

Seguiram-se alguns segundos de risos grotescos de todo o grupo, face à apaixonada declaração do adepto líder de opinião sobre o período pós-90 minutos.

Caberá perguntar: o que diria (e o que faria ao serão lá por casa...) o mesmo senhor se a equipa dele tivesse perdido? Quão quentes ficariam as orelhas da sua consorte, Rua do Brasil acima?

Só mais uma coisa: isto passou-se mesmo, à minha frente. Não é invenção.
Alguma razão terá a adaptação da famosa frase de José Cardoso Pires, segundo a qual o futebol é cada vez mais um sítio mal frequentado.

Dia 17 de Maio, mijem tudo o que têm para mijar

Quem avisa, amigo é.
Dia 18 de Maio consta que todos os urinóis, WC´s de cafés e bares de Coimbra vão estar encerrados por ordem camarária. Nesse dia, só ao ar livre e à vista de todos.
Razão?
Elementar, meus caros.

4.15.2007

Fui ao engano

Na noite passada, fui ao futebol.
Pensava ir ver um jogo que opunha a AAC/OAF ao futebol clube do Porto.
Entretanto, os visitantes marcaram um golo e comecei a ouvir uns cânticos de TODA a curva dos adeptos andrades dirigidos, como é costume, ao Benfica.
Que raio, comprei bilhete para a Briosa e acabei a ver o fantasma do costume...

A única coisa que prestou ontem foi que, bem vistas as coisas, não houve xistrema a favor dos do costume.

Mensagem do Provedor do Maquinista

Avisam-se os interessados que foram efectuadas as alterações requeridas ao sistema de comments desta irrelevante página.

Obrigadinho.
Ass: Transatlântico de Oliveira Arrastão de Pesca Grossa.

4.13.2007

Agora mais a sério:

Amanhã, a minha eventual ida ao jogo Académica-fc do Porto pode muito bem significar o fim das minhas idas ao futebol envolvendo 2 equipas portuguesas.
Estou no limite da paciência. E do azedume.

Daqui em diante, posso muito bem viver com os jogos da nossa Selecção, a Premier League, os jogos internacionais do Benfica (quando há...) e um ou outro derby pela TV. Chega bem.

Circo Mariano & Macaco, o Adriano

Ó pais preocupados, escondei as crianças em casa!
Em alternativa, se tiverem mesmo de sair de casa, colocai-lhes um capacete integral.
Amanhã cá pela cidade vamos ter a visita do macaco e seus chimpanzés amestrados (e cadastrados) atiradores de petardos e cadeiras de plástico, alvo de hipnose por pensarem estar sempre a assistir ao mesmo jogo contra o Benfica.
Integrado no mesmo circo, outras atracções: um Papa com olhos de carneiro mal morto, um endividado crónico ao Casino de Espinho e um cigano com pés chatos.

Todo o cuidado é pouco. O espectáculo é pouco recomendável a crianças de tenra idade.

4.12.2007

Importa-se de repetir?

"Porsche mata duas mulheres em paragem de autocarro."

Título isolado do Público de hoje, edição Norte.

Peço desculpa. Porsche? Mas quem, o Eng. Ferdinand ou outro membro da família assassinaram duas mulheres?
Ah, não. Foi o carro. Ah, ok.
Mas sozinho? Não, afinal era alguém com o grau que diz que o carro "escorregou". Pronto, ok.
É que estava a ficar preocupado e ao mesmo tempo a lembrar-me daquele filme Christie, o carro assassino...

(Ma)Canudo

Do pouco tempo que dispensei ao programa informativo do serão de ontem na TV pública, que versou, ao que sei, sobre canudos, pilares, betuminoso, faculdades da treta, inglês técnico e mais umas coisas de somenos relevância, retive uma frase:

(qualquer coisa muito próxima disto)

" - Repare, eu não me licenciei em Engenharia com o intuito de, algum dia, vir a exercer a profissão".

Quem foi o autor desta barbaridade?
Um candidato a atendedor de call-center?
Um aspirante a franchisado daquelas carrinhas de congelados que apitam ao pé das casas?
Não.
Nenhum deles.
Foi o Primeiro-Ministro de Portugal.

Assim, lamentando-se tais palavras, cumpre perguntar:

Então licenciou-se em Engenharia Civil para quê?
É que se era para vir a ser PM, se calhar tinha dado mais jeito o cursito de Economia ou de Direito...

Que grande miséria.
Por cá, é sempre a descer. Mesmo quando parecia já termos atingido o fundo.

4.11.2007

Eu quero não acreditar

Na notícia que dá conta da forte possibilidade do fim da Antena 3, por alegadamente, não cumprir as suas obrigações de serviço público.
Então poupar os nossos ouvidos à conspurcação auditiva da maioria das rádios nacionais não é serviço público relevante?
Ou será que serviço público, na acepção de quem pariu tal designação, é passar música do povo e para o povo, tipo Rádio Renascença?
Serviço público devia ser acabar com estas merdas de classificações idiotas e deixar agir a mão invisível.
Não a do Adam Smith, mas a da "imensa minoria". Aquela que roda o scroll do rádio à procura de uma estação que passe Arcade Fire e que não passe o Tony Carreira.

4.10.2007

Elas pedem, elas têm

A pedido de várias famílias, e com a devida vénia e imprescindíveis créditos autorais ao distinto Colega, cá fica o primeiro testemunho fotográfico respeitante ao Rally de Portugal.
Dá conta do estado de enamoramento, parafreaseando o famoso sociólogo Francesco Alberoni, de dois nativos, esperando pela segunda passagem por um dos troços. Recuperando assim, lentamente, da ingestão matinal de várias Super Bock de garrafa.



Tudo isto enquanto esperamos pacientemente pelas demais fotos do evento. Muito brevemente por aqui, assim espero.

4.05.2007

Provas Especiais de Classificação

Retomando as impressões sobre o Rally de Portugal para relatar as passagens, estas não em sistema de ronda, pelas diversas mesas ao longo da prova.
Estas sim foram as PEC´s mais importantes:

Quinta - A desoras e em riscos de falta de jantar, um simples franguinho da Guia na própria terra, muitíssimo bom, acompanhado de umas febras grelhadas mui bem amesendadas (como diria o velho Quitério). Num pequeno restaurante, o último que ainda servia jantares, já perigosamente perto das 11 da noite...

Sexta - Revisitando o clássico Roque da Ilha de Faro. Como já comprovei várias vezes, muitíssimo melhor fora de Agosto. Ameijoas, conquilhas e arroz de lingueirão, como é costume.

Sábado - A PEC mais longa, no inevitável Rui de Silves.
O sítio onde, a meu cargo, nunca fica uma gorja de menos de 3 Euros para os empregados mais eficientes e simpáticos que algum dia vi a trabalhar!
O local ideal para retemperar défices alimentares que duraram desde as 6 da manhã... começam a ganhar foros de mito os Tigres Grelhados cheios de alho picado com que invariavelmente encerramos o banquete.

Domingo - Almoço tardio em Castro Verde, num restaurante recomendado pelo inevitável transeunte que apanhámos à beira da estrada.
Vários cestos de um irrepreensível pão alentejano do dia e sua manteiga e uma carne de porco à alentejana bem esgalhada.

E pronto. "Quem não presta para comer não presta para trabalhar", já diz o povo e tem razão!

Sanpa Blues

Ecos próximos dão conta de grande descarga de boa onda para os lados do Lux ontem à noite, pela mão de Cansei de Ser Sexy.
Muita pena. Não se pode estar em todo o lado...

4.04.2007

Clássicos revisitados

Um flash bem real: no passado Domingo, regressando do Rally de Portugal, subindo pachorrentamente a antiga Nacional 2 de Salir para Almodôvar, a tal estrada onde a BMW leva os jornalistas quando faz as suas apresentações de carros desportivos no Algarve (veja-se a propósito a reportagem da EVO de apresentação do BMW Z4), empoleirado no jipe, olho o espelho retrovisor que se enche de repente com um magnífico 911 Carrera 4S Cabrio 996 prateado.
Logo arranjei espaço para lhe dar passagem por dentro numa curva onde coubéssemos todos - a largura da minha burra e a bunda mais sexy de todos os automóveis (aqui em versão majorada pelo eixo traseiro do 911 Turbo).

A seguir, abri o meu vidro todo para engolir aquela descarga sonora do seis-opostos, passando furiosamente, dando início a uma orgia vertiginosa de esquerdas e direitas serra acima. Um deleite!


Em homenagem a esse fabuloso momento (ainda que vivido do lado pior...), ouçamos bem alto Cult, Rain e Fire Woman, enquanto olhamos para este exemplar igual ao de Domingo passado, imaginando-nos ao volante com o Becker Porsche CDR a tocar bem alto...


Plastic Surgery Disasters

Chegados a casa,de olho cheio por 4 dias ao redor dos automóveis, deparamo-nos com o início de um jogo de futebol supostamente decisivo para o desfecho do campeonato.
O que vemos então é uma horda de cadastrados a bombardear com bombinhas que esconderam nos seus boxers à entrada (que pena não ter nessa altura passado por perto um isqueiro aceso...) e cadeiras de plástico arrancadas à patada os restantes espectadores que assistiam ao jogo.
Se Talião fosse vivo, quem sabe se uma mão a agarrar os fundilhos das calças desses meninos que depois os largasse lá de cima, com força, para que se estatelassem no relvado, não resolvesse a situação?

Tudo é lamentável aqui:

- Quem dá ordens para que o erário público gaste rios de dinheiro com o acompanhamento destes grunhos nas suas "deslocações", eivadas de atropelos à ordem pública;
- Quem os deixou entrar ou quem, nesse momento, não os revistou (atenção, a estes Super Dragões como a todas as demais claques organizadas, sejam de que clube for);
- Quem os colocou no anel superior (que raio de ideia...);
- Os urros de "povo de merda" entoados por esses anormais (se calhar o jogo era contra uma equipa estrangeira e eu não me apercebi...);
e
- Quem os aplaude ou se ri um bocadinho, às escondidas ou entre pares, porque sempre atacaram "lampiões" e isso "até tem graça".

A estes últimos, um secreto desejo: que quando forem com os vossos filhos pequenos à bola, vos coloquem os No Name Boys ou a Juve Leo por cima ou mesmo ao lado.
Ou então, não levem a prole ao futebol. É um local muito mal frequentado. E perigoso.

Levem-nos antes a ver o Rally de Portugal. Ou outra prova automóvel algures neste fantástico e fotogénico país. Longe do ambiente cada vez mais conspurcado do futebol. Do qual cada vez mais me afasto, e para o qual olho de forma mais fria e desinteressada.

Todo o Algarve (que não ALLGARVE) e mais algumas coisas

Lá fomos e lá viemos.
Foi um excelente regresso do Rally de Portugal.
Brevemente, a seguir à quadra pascal, algumas fotos e demais comments dos locais por onde passou a prova.
Porque nem só de carros vive o povo e porque o inverno foi chuvoso, as serras algarvias encheram-se de cores vivas, a pedir a competente fotografia.

3.28.2007

Right Minus, Tight Hairpin Left

Infelizmente, a voz que tantas vezes cantou notas destas nas maratonas de Playstation 2 (Nicky Grist, para que conste) não vai estar no banco do lado a partir de amanhã por terras do Algarve. Se estivesse, era bom sinal. Era a prova de que Colin McRae lá estaria igualmente a disputar o nosso Rally de Portugal.

Autor da mais memorável passagem em ralis que me lembro, na descida do Confurco, no troço de Fafe / Lameirinha em 1998, no seu Subaru de 3 portas.
Roçando com os cantos traseiros dos 2 lados nos rails da ligação de alcatrão, ao mesmo tempo que fazia rodopiar o carro, entrando totalmente atravessado de novo na terra à frente da multidão que urrava como se estivesse num jogo da bola.

Só que neste jogo, normalmente ganhamos sempre. Porque estivémos lá.

2 anos mais tarde, fiquei, junto com a turba de fanáticos, chapado no fabuloso livro Rally Cars do famoso fotógrafo Reihnard Klein, no mesmo sítio, vendo passar um Seat Cordoba WRC.

1984, 1987-1998 ininterruptamente (em maior ou menor extensão), 2000, 2001 e agora 2007.

Anos de pouco sono, muito pó, sandes e mais sandes de tudo e mais alguma coisa, imensa excitação e de conhecimento desse belo Portugal por onde poucos passam - Coruche e Martinchel, o alto da Serra de Montejunto, a Serra de Figueiró, a Lousã e seus arredores, Arganil, Fafe, Mondim de Basto, Serra da Aboboreira (com o Marão ao fundo a espreitar), a Serra da Boa Viagem, etc.
Agora, o interior algarvio, vergonhosamente ignorado pelos banhistas que passam A2 abaixo a toda a velocidade e onde, até agora, me incluo.

Ficaram a faltar no CV do amante deste desporto dois ou três momentos: uma noitada em Arganil, no tempo das fogueiras e troços às 5 da manhã, a manhã tenebrosa de Sintra e S. Lourenço da Montaria (entretanto já calcorreado de jipe).

Assim sendo, segunda de volta ao posto, relatando o que se passou pelos Algarves.

See Ya!


Ontem à noite eu vi televisão

Ainda que amplamente anunciado, devia ter sido obrigatório assistir ao programa "Portugal: um Retrato Social", da autoria de um dos últimos livres-pensadores moderados que vale a pena ler e ouvir, António Barreto.
Vindo de quem vem, a expectativa era alta, e a meu ver, foi superada.
O tratamento de imagem, a fantástica banda sonora (de Rodrigo Leão), a voz off do próprio autor (que por opção, nunca vai aparecer em nenhuma das partes do documentário) e a forma straightforward como foi tratado o tema do primeiro programa foi um dos momentos mais altos de TV dos últimos tempos de Belas & Mestres, concursos com apresentadores anafados, etc.

De tempos a tempos, que realmente interessa ver, ler e ouvir, lá aparece. Ainda bem.

3.26.2007

Quem Manda? Quem Manda? Quem Manda?

Queriam que a resposta fosse "Salazar"?
Não é.
Quem mandou, para mim, naquele programazeco da estação pública de TV que se arrastou meses a fio foi um qualquer hacker da informática que arquitectou uma forma qualquer de produzir SMS de forma massiva e assim condicionar a votação.
O que por um lado até é merecido, atenta a estupidez do formato do programa, onde ainda ontem se disse que, no tempo de D. João II, até era aceitável que se fizesse a folha aos opositores enquanto que Salazar foi um assassino, um porco fascista.
Isto quando o escopo do programa era comparar estas figuras, à mistura com Fernando Pessoa, Camões e outros...
Manifestamente não acredito que tanta gente assim tenha votado no senhor P. do C. de plena consciência.
Mas admitamos que sim, que até foi o povo. O que isso quererá dizer afinal?
Falo por mim, nunca, em dia nenhum à excepção do início do programa de ontem, prestei atenção a semelhante coisa. Aliás, o meu desprezo pela televisão é cada vez maior.
Logo, naturalmente não me sinto minimamente representado naquela votação. Nem naquela nem nas demais.
Lembrem-se que já só votam metade dos eleitores para eleger PM e PR...
Portanto, quantos votaram para eleger Salazar como a maior figura de Portugal?
O hacker de forma fraudulenta?
Algum povo saudosista ou ressabiado com o estado actual das coisas?

Conclusão: (por favor) não retirar daqui muitas consequências.
Vai ser incha, desincha e passa.
Rir um pouco, desprezar o fenómeno.
Não tenhais medo, os ultras actualmente são membros de uma claque da bola...
Eu desde que vi um fulano de cor numa claque da bola a fazer a saudação nazi (!! sim, foi verdade...), fiquei definitivamente convencido que essas coisas são passado.
Não voltam, porque a malta não sabe bem o que é...

Prémio "E esta merda é toda nossa olé, olé!"




especialmente dedicado aos nossos bravíssimos jogadores de Rugby que aguentaram em Montevideu a vantagem trazida de Lisboa, assegurando um lugar no Mundial da modalidade, a disputar em França lá para Setembro.
Bom, aguentaram isso e mais alguma coisa...

3.22.2007

Prova dos nove e qualquer coisa

Minto. Foram mais de nove.
No passado sábado, os copos de:
Arinto Prova Régia Branco 2005 (a valer um 16 pela frescura e por me fazer lembrar os memoráveis jantares do Camané da Ilha de Faro)
Quinta do Cidrô Chardonnay Reserva Branco 2003 (outro 16, uma coisa cheia de personalidade, que não deixa meias opiniões... ame-o ou deixe-o!)
Herdade dos Grous Tinto 2005 (um vinho enorme, uma forma imperial para a idade. 17, quando não 17,5! Do melhor que o Alentejo já deu a beber!)
Vinha Grande Tinto 2001 (muito bom, evoluiu em garrafa de forma brilhante. 17 também!)

Em resumo. Uma noite regadíssima, à espera do GP de Melbourne, discutindo planos avançados para o Rally de Portugal, cada vez mais perto...

Nós por cá

Em tempos de ebulição laboral, fomos apanhados, deliciados, a ouvir o não-menos-delicioso álbum de Klaxons a plenos phones via iPod, ao sabor de enorme ventania, no Deck 2 da gare do Oriente, olhando o Tejo, naquela que deve ser uma das mais bonitas estações de comboios do mundo...

3.16.2007

F 1 2007: prós e contras

Não busquei inspiração naquele inenarrável programa da RTP com o mesmo nome, com uma apresentadora para a qual não arranjo melhor qualificativo que "saloia enfeitada".
Bom, adiante. Estávamos de volta da RTP. Chegamos à F1.
A partir deste ano, um exclusivo Sport TV.

Vantagens e desvantagens, como sempre.

Pelas primeiras:
- a possibilidade de ver TUDO o que se passa em pista, de quinta a domingo, como ontem, por exemplo, em que pudemos assistir ao treino livre de 1.30 hora (!!).
- não termos de aturar comentadores idiotas como o encantador Paulo "Snake" Solipa, que nos embruteceu anos a fio na RTP. Por ora, no canal pago temos José Miguel Barros, que pese embora o tom monocórdico, pelo menos sabe do que fala...
- não apanhar anúncios de permeio.

As desvantagens:
- há que manter viva a assinatura da Sport TV (A Premier League ajuda a manter o interesse no serviço...).
- há que estar perto de casa à hora da corrida, pois caso estejamos na rua ou de fim de semana não vemos nada.
- deixámos de ter RTL, com reportagem a partir do local, pois a mafia TV Cabo já se adiantou e cortou o acesso ao único canal gratuito da grelha que transmitia a F1.

3.12.2007

Especial Rally de Portugal

Como o prometido é devido, e na esteira das publicações estrangeiras que amiúde nos presenteiam com coisas análogas, segue uma lista de personal belongings indispensáveis para que o adepto avisado acompanhar o regresso do nosso país às lides dos Ralis mundiais.
Acompanha alguma experiência sobre o que é mesmo preciso para esse animado fim de semana. O critério é, como habitualmente, a anarquia total, e crédito ilimitado.
Pressupõe uma ida em grupo, tipo 4/5 pessoas. Ou mais.

Assim sendo, bloco de notas em riste, cá vai a check-list:



Hotel para o fim de semana, pode mesmo ser aqui neste de cima. É simpático, fora da confusão e perto dos troços. E o pequeno-almoço é muito bom.




Uma reflex digital com uns 10MP e teleobjectiva 70-300 que permita fotografar longe dos carros, dos calhaus voadores e, mais uma vez, do pó.




Uma T-9 para aquelas fotos de proximidade do GNR de mini na mão, o gajo perdido de bêbado a dormir atrás de um medronheiro, aquela vista brutal do alto da serra no meio de nenhures, a foto de família dos fanáticos, etc.



A mochila Lowepro para arrumar a maquinaria toda em condições anti-pó (brincadeira esta, hem?)


Um presunto pata negra, arrumado na mala, bem acondicionado.


10 pacotes de Bolacha Maria Torrada. Um clássico!



Dois cantis com 15 bicas bem tiradas, para reanimar a malta a meio da manhã / tarde.



Uma palete de garrafas de água de 1,5 ltrs.



Imprescindível. Nada mais apropriado para tirar o pó agarrado às paredes da garganta que uma lata de Super Bock barbaramente gelada.




Uma garrafa de tinto para o fim da tarde.



Uma de branco para casos extremos de pó e sede.



Um frigorífico portátil para colocar as coisas boas que se bebem quando há muito pó. A ver infra...



Uma enfermeira? Nada disso. Uma máscara anti-pó para cada secção da prova. Ou seja, 3 para as manhãs, 2 para as tardes. Por pessoa.



Vários pacotes de toalhitas de limpeza. Perguntem a quem vai ao Dakar quão bem sabem no meio do pó e da terra em suspensão!



Um esfregão para tirar o pó e terra entranhados. Imprescindível!



Várias caixas de cotonetes. O pó levantado por um carro com 300 cavalos na terra fofa, quando chega, não distingue classe, casta ou condição social...



10 frascos de Shampoo e Gel de banho. Não só para o corpinho, mas também para tirar o negro do esmalte da banheira no fim do banho.



Um polar. Para usar até às 10.30 da manhã.




Uma mesa com cadeiras em kit desmontável. Vai na mala, just in case...






Fundamental. Umas boas sapatilhas com sola Vibram. É que nestes dias, tanto andamos 150 metros para ver os carros como 5 kms. Muitas vezes em passo acelerado...



Uma lanterna de cabeça, para não estorvar e dificultar qualquer operação a decorrer antes do nascer do dia...




Um relógio dos bons, com bússola electrónica e cronómetro, tudo com números muito grandes.




Um mapa de estradas. Acompanhado de uns prints do Google Earth e de cartas militares ajuda muito.






Os 2 meios de transporte: um Mercedes GL 420 CDI (versão 7 lugares s.f.f.) e um Helicóptero Agusta, para o caso do trânsito apertar e o pó ser muito.
A escolha do primeiro prende-se com uma "coisa" chamada Pack Off-Road Pro, equipamento de série, que basicamente transforma este SUV luxuoso num tractor todo o terreno que sobe corta-fogos de marcha-atrás. Quanto ao segundo, é parecido com o que o board da Subaru / Prodrive andava por cima de Fafe em 2000.



Três destes também dão muito jeito. Em nome de uma firma abastada, de preferência.




Um identificador de Via Verde. Desde que não seja para eu pagar.


Um GPS, para apanhar aquele trilho escondido que vai dar a uma curva sem povo.




Para o caso de haver levante no Estreito de Gibraltar ou o tempo ser o mesmo do ano passado: chuva e nevoeiro.





Uma mochila levezinha e arejada para levar os pertences.


Um boné para o sol, esperando-se que seja muito. No final do dia retirar o pó com a ajuda das toalhitas que são referidas supra.




Uma caixa de charutos dos bons para o aprés-ski (rally), comentando as incidências do dia e beberricando mais uma imperial.



Uma meia-dúzia destes para evitar o calor.

Um par de óculos de sol, dos bons, dos que não fazem reflexo. Melhor. Dois pares, iguais.




Um rádio pequeno com boa captação FM e som Mega Bass para ouvir como vai a prova e apanhar aquelas rádios locais fabulosas que sempre ouvimos nos ralis por esse país fora...

Finalmente, levar os números de telefone dos restaurantes todos onde é previsto passar e sentar, para marcar mesa com antecedência.

E pronto. É mais ou menos isto. Se virem alguém nestas condições (cumulativas), sou eu.
Se não virem, paciência. Tentem para o ano.

Glória a Nós

Que somos abençoados com tardes de sol como a do passado Sábado: Moledo, com vista para o mar e o Monte de Sta. Tecla, 0 kms/h de vento, um Trinidad Fundadores a queimar vigorosamente e um cálice de Vinho Fino com mais de 50 primaveras. Glorioso!

Atafulhado. Cheio. Empanturrado.

Um encontro imediato do meu iPod com mão amiga munida de cabo de downloads e portátil encheu-me ontem, entre dois tragos do surpreendente Lavradores de Feitoria Três Bagos Sauvignon Blanc 2005, um branco ideal para o verão antecipado que temos, o já apertado disco de 20 GB de coisas tão boas, tão boas, que agora não sei por onde começar: Klaxons, uma bootleg edition de White Stripes, Turn on the bright lights de Interpol (com injustificado atraso...), Neutral Milk Hotel, (tudo sobre) Yeah Yeah Yeahs, The Good, the Bad and the Queen, the Killers (Hot Fuss e Sam´s Town) e mais umas coisas ao vivo de Arcade Fire vindas sabe-se lá de onde...


Boas tardes em perspectiva!

3.09.2007

Faltam 19 dias

Para o início do nosso Rally de Portugal.
Brevemente por aqui, um extenso foto-rol de bens que o adepto avisado e experiente que pensa deslocar-se até aos Algarves e que não quer perder pitada do que por lá se passar não deverá esquecer em casa.
Bens que vão desde um Agusta 109 Grand até um pacote dos grandes de cotonetes.
Serviço público Maquinista no regresso dos mestres do slideshow e do scandinavian flick a Portugal.

Stand up for the special ones

Que é dizer, para os automóveis antigos, felizmente reabilitados por cá ao estatuto de "moda", como facilmente reparamos na quantidade de eventos dedicados ao tema, negócios ao redor, etc.
Assim sendo, torna-se incontornável passar uma horita a apreciar o número especial comemorativo do 25º aniversário da bíbila inglesa Classic & Sports Car, edição de Abril.
Que ainda assim nos relembra o nosso impenitente e permanente estado de pelintra, aquele que só entra nestes mundos pela via da imprensa e da escala 1/43...

Do NOT bother me

A propósito do (meritório, sempre meritório) estudo científico sobre a qualidade (ou da pretensa falta dela) bacteriológica das alheiras que consumimos em Portugal.
Ó minhas senhoras, preocupem-se com outras coisas, deixem-nos curtir as coisas boas porém emporcalhadas que temos por cá! Começámos nos queijos caseiros, passámos nas matanças do porco, um dia destes proíbem-nos o arroz de cabidela e os jaquinzinhos (será pedofilia?)...
Associo-me à voz impopular de Miguel Sousa Tavares, que de tempos a tempos vem lembrar que um povo que é povo (ou que diz ser, ou que quer continuar a ser) não se pode auto-flagelar e auto-proibir e reprimir!
Ponham os olhos nos nossos vizinhos do lado, a que ninguém faz frente nas suas tradições.

3.07.2007

Notícias do Mundo

A equipa cujos adeptos no passado Sábado assobiaram o minuto de silêncio em memória de um guarda-redes da nossa Selecção e que mais uma vez festejaram um golo num jogo no estrangeiro cantando "e quem não salta é lampião olé" foi eliminada da edição 2006/2007 da Liga dos Campeões.

Forróbódó

3 de Julho, Lisboa. Ao que já se sabia - a segunda actuação de Arcade Fire entre nós - junte-se, em jeito de aquecimento, mais um gig de Bloc Party e Klaxons, no mesmo dia.
Haja frescura ambiente, porque o ajuntamento será intenso...

3.02.2007

A tarte de maçã

Compro a revista Sport-Auto francesa de Março (hábito aliás perdido nos idos de Janeiro de 1996 e religiosamente mantido até 2003, altura em que mon coeur "balançou" em favor da EVO inglesa...) Na página 82, uma foto a toda a largura da página, mostrando o campeoníssimo Sebastien Loeb, no final de um troço do Rally de Monte Carlo, totalmente extenuado, a saborear deliciado uma tarte de maçã que o dono do tasco onde acabava o troço lhe ofereceu numa bandeja, pelo vidro do Citroen C4 WRC. Este o flash que numa imagem ilustra o porquê de gostar muitíssimo mais destas provas que da asséptica, insípida, super-salubre, enjoada e de mau-feitio... Formula 1!! Aqui, no final ou no início de um troço, ou durante o mesmo, as coisas passam-se MESMO ao nosso lado e as pessoas são normais...

O Maquinista

O que só se levanta de madrugada, come mal ou não come, passa sede, apanha pó, molhas integrais, frio, calor, alergias cutâneas, por um de dois motivos: boa música ou automóveis.

O díptico do prazer



Neste, a ouvir isto

Luminoso fluorescente

Entretanto, ontem pela manhã, bem cedo, deu entrada na nossa redacção pela porta das traseiras Neon Bible, cognome O Aguardado.

Demoro muito tempo a ficar retido por uma música, aprisionado, num estado de necessidade desculpante que me leva a regressar a ela com inusitada frequência na roda do dia e na click-wheel do iPod.

No cars go, agora com arranjos de orquestra, passou de uma música engraçada a uma das coisas mais poderosas e agitadoras que algum dia ouvi. Passou à primeira impressão, para a galeria das minhas malhas de sempre. Acompanhada do ligeiro arrepiar da penugem que sempre aparece nestas alturas.

Como é possível o país mais seca do mundo ter dado à luz semelhante fenómeno?

Nascido a 4 de Julho

Tom Cruise no papel de Marine deficiente? Nop.
Dia da Cidade de Coimbra? É, mas também não será por aí.
4 de Julho. O regresso de Arcade Fire à nossa terra. Não no local ideal, propício a enchentes monumentais e fraca visibilidade (Parque Tejo, LX).
Seja aí, noutro local do rectângulo, a 3, 4 ou outro dia qualquer, be there on time.

3.01.2007

O Homem do Bigode

É pena que só se fale em bola por aqui por motivos tristes / desagradáveis.
É a vida. No caso, manifestando os respeitos a um homem do tempo em que os jogadores não tinham tiques bichonas, não usavam pochette Vuitton e tinham bigode farfalhudo.
Manifestando assim tributo à memória de um grande benfiquista e guarda-redes da nossa Selecção que tantas vezes vi jogar nos meus tempos de puto.

De quem guardo a imagem de enormes defesas e do chapadão que pregou ao Manuel Fernandes, um dia que este lhe deu um encosto numa jogada na área do Benfica, em dia de derby!

Até sempre, Bento!

Relatos de cenas urbano-depressivas agudas

Assistir, no fim de um longo dia de trabalho, a um jogo de futebol português onde 2 equipas se entretiveram a tentar provar, uma à outra, qual conseguia jogar pior durante 90 minutos, tudo embalado por mais uma arbitragem do mais canalha que se consegue arranjar.
Foi assim o serão da noite passada. Mais uma vez, porque é que nos damos ao trabalho de ver estas porcarias? Há tanto livro bom para ler, tanta música para ouvir...

Relatos de cenas urbano-depressivas agudas

Apanho um jovem amigo munido de um lustroso iPod 80 GB Video, daqueles MESMO topo de gama, convenientemente recheado de milhares de músicas e clips a preceito.
Decidido a surfar por aquelas playlists fora, saco-lhe o brinquedo e coloco os phones.
Tive imediatamente que os voltar a tirar.
O som estava tão absurdamente alto que feria os meus pobres e já maltratados tímpanos.
Interpelei o teenager sobre o assunto. Respondeu-me que "era mesmo assim, que até vinha na rua a ouvir e tal..."
Note-se: eu gosto muito de ouvir música bem alto, em casa, no carro, no iPod. Mas aquilo não era ouvir música num tom elevado. Era agredir os ouvidos.
Pobre rapaz, pelo andar da carruagem, do iPod ao Sonotone que me habituei a ver nas orelhitas da velhada do tempo da Segunda Grande Guerra será um curto passo...

Perdidos e Achados

Por onde andarão os Wolfgang Press?
Passou por mim um flash da prazenteira malha Mama told me not to come perdida algures nos fundilhos das memórias...

2.26.2007

Longa se torna a espera

Por isso, enquanto esperamos, cá vai:



Arcade Fire, Neon Bible. Quase quase a chegar...

Assim sendo, fica já combinado:

Em meados de Maio, aqui:



Matando saudades do MAIS fabuloso dos spots para assistir a um rali: a descida do Confurco, no imortal troço de Fafe/Lameirinha.

Tudo isto, claro está, depois do Rally de Portugal, pelos Algarves, em finais de Março.

Só eu não sei porque fiquei em casa.

Já devia saber. Trocar automóveis por (mais) um jogo da bola normalmente é má troca.
Baldar-me ao Rally Torrié na Serra da Cabreira para estar no Municipal de Coimbra foi péssima opção.
Ainda que esteja a chover nos troços, que seja longe como o catano, que esteja frio, que o gasóleo esteja caro e as portagens pior.
Mas trocar isto



por uma merda dum jogo de bola em que somos violentamente roubados de fio a pavio - a começar mesmo aqui



e em que o treinador (??) do conjunto de caceteiros no final profere aleivosias diversas sobre doentes mentais, falando num tom abaixo de taberneiro, cada vez mais me leva para longe da merda do nosso futebol e para perto do desporto automóvel. Aquele em que nunca ninguém perde, todos ganham e não há Apito Dourado.

Daqui decorre toda a ausência, há longo tempo, de postas disparatadas sobre futebol por aqui.

Até porque, saído daquele miserável, nojento, asqueroso jogo AAC/OAF - Caceteiros da Inbicta, apanhei na TV o Atlético de Madrid / Real Madrid e o Arsenal / Chelsea.

Assim, não há bola portuguesa que resista... ide para casa. Todos!

Mas deixai o dinheiro dos patrocínios aos automóveis. Se faz favor...

2.23.2007

Só para avisar

Que o bilhete para o concerto de Bloc Party no Coliseu de Lisboa a 18 de Maio próximo já cá canta.

Somos filhos da madrugada

Lembrando Zeca Afonso, no 20º aniversário da sua morte.

2.20.2007

Peculato de Côngrua?

IP3, sentido Coimbra - Viseu, ontem ao fim da manhã. Perto da terra do Senhor P. do C..
Ultrapasso um garboso Range Rover Vogue HSE, modelo 2003, daqueles que valem uns 100.000 € bem medidos.
Ao volante, sozinho, com aquele ar sereno e ao mesmo tempo sobranceiro que todos os condutores de Range Rovers exibem... um padre!

Peculato de côngrua? Um empréstimo de amigo só para ver quanto dava na descida? Um velhote mascarado a caminho do corso?
De há uns anos a esta parte que não via nada tão engraçado na época do Carnaval...

2.18.2007

Oh Dirk Niepoort we love you!

Regressado, em estado lamentável, do evento decorrido no Palácio da Bolsa do Porto, apenas para confirmar algo que já suspeitava, a saber, que sou absolutamente devoto dos vinhos da casa Niepoort.
Após uma renhida batalha, que durou toda a tarde, em que foram provados alguns dos melhores vinhos nacionais, com o copinho que a organização vendia a 5,00 €, tenho a dizer que, depois do insuperável Redoma Reserva Branco 2004 provado na noite de Consoada, junto-lhe o Charme 2004 Tinto como o melhor tinto que algum dia provei. Aquele que, à semelhança das contadas vezes que provei Barca Velha, nunca mais esquecerei e sempre ansiarei pela próxima vez!

Isto depois de ter experimentado (é certo que não nas melhores condições...):

Chryseia 2005
Nídeo 2005
Quinta do Vallado Reserva 2004
Xisto 2004
Maritávora Reserva 2004
CARM Grande Escolha 2004
Quinta de Daniel 2004
Quinta de Roriz Reserva 2004
Quinta da Lêda 2004
Quinta do Noval 2004
Quinta Vale D. Maria 2004
Batuta 2005
C.V. 2004

Ou seja, depois de 10,00 € à entrada (que considero uma taxa moderadora [de acessos à sala] e que por isso mesmo devia ser de 20,00 €...), a oportunidade de, em duas ou três horas, apanhar no copo e goela abaixo TUDO o que de melhor se faz entre nós no que tange a vinhos.
Agora que sei como é, fica a certeza: para o ano, estou lá à hora de abertura (15.00 horas) e pernoito pelo Porto, acabando a noite a desmoer os fabulosos tintos no inevitável Batô!
Entretanto, deixo um conselho, que oportunamente tentarei que chegue perto da organização do evento: à semelhança do que vi no Beer Weekend de Bruxelas, porque não, nos cantos da (aliás belíssima) sala do Palácio da Bolsa, instalarem uns corners de comida, onde pudéssemos petiscar (ainda que contra pagamento) qualquer coisa entre o 24º e o 32º vinhos provados? Ganhava a bebida, o nosso estômago e principalmente a nossa desmiolada cabeça, já baralhada com tanta coisa boa...

2.14.2007

O despacho que não gaspacho

De que serve um restaurante que serve dois bifes bastante razoáveis em 7 minutos depois de ter apresentado um prato de presunto simpático em 2 (ainda que a troco de uns imerecidos 7,00 €...) quando depois demora 15 longos minutos a trazer a conta à mesa?
De pouco serve. Para a próxima, a praça de alimentação terá outro tasco para oferecer.

P.S. - Falando em comeres de shopping, muito patusco o artigo (licenciado pela insuspeita Business Week americana) da revista Prémio da passada sexta-feira sobre as novas ofertas lucrativas da cadeia MdDonalds. Assim, o hit dos pequenos almoços pelos states no momento são "panquecas com bacon de porco por dentro" (!!). Holymothafuckinshit, importam-se de repetir, enquanto vou ali buscar um Kompensan e já volto ?

Considerações diversas: a banda gástrica, o dia dos namorados e a Autoridade da Concorrência

Será Valentina Torres o oposto de dia de S. Valentim?

Por outro lado, quanto terá subido o preço das flores hoje por essas terriolas e shoppings fora? E aqui, Senhor Professor Abel Mateus, a Autoridade da Concorrência não intervém porquê? Esta cartelização dos preços ao dia é o quê? Seus namorados...

Foge Loeb. Sai da frente, Gronholm.

A notícia mais esperada confirma-se: Armindo Araújo vai mesmo ter um WRC para dar na cabeça aos seus pares no Rally de Portugal.
Agora, para além dos Huggies, do termo com os cafés e da máscara para o pó, vou levar também a bandeira de Portugal para o Algarve no fim de Março.
Para um piloto do outro mundo, uma oportunidade a não perder. Para o excitadíssimo público português, a apoteose no regresso da nossa prova ao Mundial de Ralis.

A APTN - Associação de Portadores de Touriga Nacional pede-nos para divulgar o seguinte apelo:

No próximo sábado tranquem-se na garagem do prédio logo pela manhã. Levem agasalho e comida para aguentar até domingo à noite. Incomunicáveis.
O perigo espreita, tentações à solta de forma desenfreada no Palácio da Bolsa.
Aqui o escriba conta passar por lá, e se ainda se lembrar de alguma coisa, lá para a semana contará como foi.

Panther Kallista

Apenas para dar conta do aparecimento de novo projecto postadeiro de excelsa autoria: O Minimalista de Schindler de seu nome.
O título deste post é mais uma bizzaria maquinística, pois trata-se de um estranhíssimo automóvel artesanal made in UK, terra de onde brotam coisas de 4 rodas também elas artesanais como o Ariel Atom, o TVR Sagaris, o Bristol Blenheim, entre outros.

2.13.2007

HABEAS CREDIT

Novo produto bancário para ti, meu pato bravo, que andas por aí a assinar petições de Habeas Corpus, agora que te mandam pagar taxa de justiça sem saberes porquê, o teu banco de sempre lança o HABEAS CREDIT, para que possas pagar a prestações as tuas UC´s ao tribunal em 48 prestações a juros de 35%.
Adere já, não esperes que te penhorem o ordenado e a renda pá!

O Maquinista

Aquele que embora (em tempos) tenha sabido o que era o prius metodológico, hoje em dia sabe já bastante bem como é andar de Toyota Prius.

Ouvisto de passagem (prémio treinador analista de sangue)

"Bom, quanto a isso, ANEMICAMENTE é bom para nós."

Fernando Santos, lançando em rueda de prensa a eliminatória europeia de amanhã. Com a hemoglobina em valores historicamente baixos, como se vê...

2.12.2007

Ouvisto de passagem (prémio CEO nudista com a mania que fala carote)

"É isso que muitas vezes DESPELÓTA a desconfiança..."

As heard algures numa reunião com empresa, pela boca de altíssimo responsável de negócios...

2.09.2007

Tarde de chuva é península inteira a chorar

A previsão para o fim de semana é de chuva.
Altura para avançar com as leituras pendentes, a começar pelo viciante "A Revolução da Riqueza", de Alvin e Heidi Toffler e a terminar no denso "A Guerra do Mundo" do historiador Niall Ferguson.
Desbastando as últimas novidades literárias, para iniciar os próximos!

2.07.2007

Nunca mais é sábado

Prestes a entrar na posse pacífica e de boa fé (S. iTunes...) do punhado de temas de Weekend in the City, segundo álbum de Bloc Party, recordando-me de que é imperioso passar na FNAC reservar bilhetes para a sua visita ao Coliseu de Lisboa no próximo mês de Maio... sem esquecer de marcar mesa no inevitável Pinóquio dos Restauradores, para o clássico aquecimento de gambas com sal e imperiais antes da entrada no abafadísssimo antro das Portas de Santo Antão!

2.05.2007

Mão na bola

Não, não vou falar de futebol. Continuo de nojo.
Falo sim do grande espectáculo que foi a final do campeonato do mundo de andebol, entre Alemanha e Polónia, a que assisti ontem à tarde. Este jogo é tremendamente emotivo e, quando executado por bons jogadores, espectacular!
Fez-me lembrar com claridade e saudade tardes de sábado no pavilhão da AAC/OAF em que estivémos muito perto de ser campeões nacionais de andebol. Tempos em que se entrava de borla nos pavilhões, alegando estatuto de "criança" numa perspectiva lata.
Tempos que terminaram com uma das mais intensas cenas de hooliganismo que me lembro de assistir em Coimbra, na última visita do ABC de Braga, no jogo que decidiu, em nosso desfavor, o campeonato...

2.04.2007

Encores Impossíveis, Bandas fenomenais

Mais uma vez a partir do inevitável Olavo Lupia, fica um registo do que uma banda muito grande (Arcade Fire) faz pelos seus devotos fans, supostamente respondendo aos desmandos autoritários de um segurança no final de um concerto em Londres...

2.01.2007

As 3 Marias

Ainda a propósito do tema anterior (mas desta vez sem gajas, atentos os movimentos de traseira das beldades aqui presentes...)

Sense and sensibility

Manhã cedo aqui na parvónia, abordo uma rotunda no centro da cidade.

Abrando propositadamente a marcha para deixar passar (e assim apreciar, ouvir, mirar, babar-me um pouquinho...) um esplendoroso Porsche 911 Turbo 997 preto, com matrícula recentíssima, conduzido por uma senhora de meia idade. Alguém falou em crise por estes lados?

Ver uma mulher a conduzir um Porsche é um cenário que aprecio bastante. Lembro-me de ver três ou quatro senhoras às compras na Calle Serrano de Madrid deixando os seus 911 (seus, lá de casa, enfim...) em segunda fila à porta das tiendas . Demonstra um enormíssimo bom gosto das ocupantes, até porque normalmente o seu lugar é na bacquet do pendura, ao lado do marido cioso da sua preciosa máquina.

Liz (but not) Taylor

Uma tarde sairá sempre a ganhar se acompanhada, ao longe, por Elisabeth Fraser, os Cocteau Twins e Heaven or Las Vegas.
Aliás, se um dia, já em 1999, se deu o improvável acontecimento que foi assistir ao vivo a um concerto de Bauhaus (experiência entretanto repetida), porque não pedir o segundo happening inaudito, que seria assistir a um concerto de Cocteau Twins algures?
Vá lá...