5.03.2008

De volta ao rali de Portugal

Agora que faltam alguns dias apenas para o regresso do Rali de Portugal, fica o necessário upgrade da lista fornecida há um ano e tal por aqui.
Desde logo, o meio de transporte passaria a ser este:



Experimentado há alguns dias na florestal do Buçaco no meio de uma grande chuvada, apenas para confirmar que se trata do melhor carro todo-o-terreno do mundo.
Quanto ao resto, a lista do ano passado servirá em toda a sua extensão.

5.02.2008

Em Maio, em Coimbra

De volta aquele fim de semana onde, há uns anos atrás, tudo acontecia.
Àquela semana em que se vivia de noite e dormia de dia.
Apenas noto, com a devida distância, que o povo já não tolera tão bem o fenómeno.
Como em relação a tantas outras coisas, já não lhe acha tanta graça.
Já lhe vai faltando a paciência que, por exemplo, uma senhora de meia idade teve, em meados de 90, com um estudante que se deitou no capot do seu carro em frente à Pastelaria Vénus, numa manhã de Domingo pós-Noites do Parque e Baile de Gala. Nesse tempo em que o Baile era ao sábado.

Bons e cada vez mais distantes tempos.

4.18.2008

Margherita (Cont.) & Pausa

Apenas para avisar, novamente e de forma reposicionada, que a presente e desinteressante página ficará em pousio até ao dia do Trabalhador ou quase.

Entretanto, com o iPod já carregado, novamente no limiar dos 20 GB e a mochila com 3 kgs. de livros que aguardavam serenamente a sua vez de serem devorados, segue igualmente o cortador de charutos, o boné e os óculos escuros. Os ditos compram-se .
Para mim, é o bastante.

Cordiales Saludos!

4.17.2008

Contra o Jet-Lag

Em preparação, uma extensa playlist, até dar conta da bateria do iPod e enquanto o sono não chega:

Vampire Weekend - Vampire Weekend
Raconteurs -
Consolers of the Lonely
M83 - Saturdays / Youth (o álbum todo; fenomenal)
M.I.A. - Bamboo Banga
Feist - My Moon My Man
Spoon - Don´t make me a target
Cut Copy - Saturdays
Sun Kil Moon - Like the River
The Dodo´s - Walking
Hercules and Love Affair - Blind
Daft Punk - Around the World (Live)

Umas 2.30 horas fresquinhas como o tempo.

Estádio de Oeiras

Passado o perigo que se insinuou na noite de ontem, o caminho está aberto para a vitória do FCP na final da Taça de Portugal. Houve júbilo pelo país, dentre as suas centenas de milhar de adeptos.
Como sabemos, o FCP não tem medo de ninguém. Dos árbitros, da polícia, dos juízes e procuradores, das demais autoridades, dos adversários.
O FCP só tem medo de uma coisa, que sempre o atormenta.
Que de tempos a tempos, regressa, da "morgue", do inferno, do sul corrupto e malfeitor, ameaçadora.
O FCP só tem medo do Benfica.

4.10.2008

"Nã fosse o gasóle tã caro"...

... e era certinha a ida a esta feira...

4.08.2008

Novas de primavera

Vampire Weekend.

Muito falados. Música simpática.

Curiosamente, em Portugal começamos, lentamente, a ter hábitos de cidades modernas.
Uma banda novíssima, com o primeiro álbum chegado à rua, e já anunciados para tocar por cá.
Casa da Música, Porto, 30 de Maio.

4.05.2008

Provavelmente o melhor pedaço de estrada deste nosso Portugal



Cruzamento do Confurco, troço de Fafe/Lameirinha, EN 311 Fafe-Cabeceiras de Basto.
Definitivamente, o melhor local onde algum dia assisti a um rali.

Exigem-se medidas urgentes



Ando a perder bons concertos em série. Não pode ser.
Campo Pequeno, Lisboa. Munich, Editors.

4.03.2008

A festa do tri

Tenho para mim que querem tirar os pontos ao FCP que dêem exactamente para que os festejos do título sejam feitos em casa contra o Benfica.

Não falo de futebol aqui. Muito menos de justiça desportiva. Não tenho paciência.

3.29.2008

Calai-vos! Deixai ouvir!



Deixai as palmas para o fim!

Travelling without moving

Certas músicas remetem imediatamente para certos locais.
Automatic Stop, Strokes, para Times Square, NYC, para a Virgin Megastore (perto da rua onde viramos para ir jantar à Cabana Carioca, esse templo luso-brasileiro do bacalhau com todos e da caipirinha em plena Manhattan). Para onde comprei Room on Fire, em finais de 2003.
Trata-se aqui, claramente, de um reenvio não prejudicial, recordando os longínquos ensimamentos do Direito Internacional Privado...

Man at Work

Trabalhando, tarde fora, a um sábado, à boleia de uma playlist do iPod especial para missões igualmente especiais, que vai debitando coisas mansas como Prefab Sprout, GNR, Luna, Durutti Column, James, Rodrigo Leão, Sérgio Godinho, Sétima Legião, Lou Reed, Penguin Cafe Orchestra, Cocteau Twins, Cat Power, etc.

3.27.2008

Esperai lá!

Ainda a propósito do concerto de Beirut a 27 de Julho: então não é que, no mesmo dia, temos Kings of Convenience na Casa da Música do Porto?
Mas quem é a besta que marca concertos para o mesmo dia? Deve ser a mesma que marcou Lou Reed e Leonard Cohen igualmente para a mesma data em Julho...

Especial Pinóquio Praça dos Restauradores

Beirut, 27 de Julho, Coliseu de LX, segundo o Diário Digital.
O que quer dizer, regra geral, gambas com sal, um pica-pau enorme e umas quantas imperiais na esplanada do Pinóquio dos Restauradores.

3.26.2008

Deliberações do novo Conselho de Administração recém-empossado:

No decurso da anunciada compra dos 2 digníssimos representantes da nobre linhagem automóvel inglesa, são desde já introduzidas as seguintes mudanças nas duas marcas:

1. Apresentação da gama por castas, da superior para a inferior, aquela meio reles que nem as moscas querem cheirar:

Superior:



Média:




Inferior:



Desclassificado da sociedade, sem casta atribuída:



2. Introdução, na gama todo-o-terreno, das versões:

Land Rover Chamuça

Land Rover Caril

Land Rover Pinta-Vermelha-no-Vidro-da-Frente

Pelo C.A,
Rajiv Tata, Vogal

3.25.2008

Portugal lá fora (ou "o que é bom é para se mostrar...")

Ainda para mais, no insuspeito The Guardian...

"Ouvisto de Passagem" regressa triunfante!

(Por interposta e atenta pessoa, que nos fez chegar a "pérola" e a quem penhoradamente agradecemos e atribuímos os créditos autorais)

Na caixa do hipermercado, um senhor de idade e a menina da caixa denotam conhecer-se doutras paragens.

Por isso, conversam animadamente sobre essa candente questão que é "o tempo".

Diz ela:

"- Está mesmo estranho este tempo, ainda há pouco estava um sol tão bonito e agora já está outra vez tudo encoberto!"

Responde o freguês, com ar grave:

"- É verdade, é mesmo Março na verdadeira ascensão da palavra..."

Podem acompanhar a leitura disto com aquela música da Sétima Legião, que pedia emprestada a voz de Teresa Salgueiro. Ou até com a versão do Rodrigo Leão...

Goze-se o silêncio

Estive pela primeira vez no Festival Sudoeste em 1998.
Um alinhamento fortíssimo, conforme se dá conta neste cartaz desse mesmo ano:



Vem isto a propósito do renascimento dos Portishead.
Nessa noite de Domingo, 9 de Agosto de 1998, em fim de festa, Beth Gibbons e seus pares foram autores de uma proeza que não voltei a ver repetida em actuações festivaleiras, por nenhuma banda: colocaram em absoluto silêncio as 20 e tal mil almas que estavam em frente ao palco, como que hipnotizadas pela música que ouviam. O silêncio só foi interrompido, entre cada música, para aplausos quase histéricos.
Ouvi tantas e tantas vezes o álbum Dummy, nesses tempos, que o arrumei no fundo da gaveta há já alguns anos.
Está na hora de o ir buscar outra vez. Para fazer companhia ao novo Third, a aparecer por aí por estes dias.

(ainda a propósito dos casados de fisco:) formcasoriofinancas@INCONTINENTAL.pdf

Para encerrar o caso entretanto aberto, perfilhamos as alterações ao formulário dos casórios preconizadas pelo douto Incontinental, aqui.

3.24.2008

Direito Fiscal - Caso prático comentado

A propósito dos novos deveres de colaboração dos contribuintes com o Fisco, hoje novamente relembrados:

A, médico, casado com B, advogada, estão radiantes com o casório da filha C com D, filho de E e de F, empresários.

Dá-se o enlace, em ambiente de grande luxo e ostentação, grande festa, etc. e tal.

No dia seguinte, os pombinhos partem em lua-de-mel para um destino paradisíaco.

Passados outros 3 dias, os paizinhos recebem uma notificação das finanças, para apresentarem documentação sobre as despesas com o casamento.

A resposta não tardou, por parte de A, B, E e F:

"Informa-se V. Exa. que o casamento correu muito bem, graças a Deus.
Fomos desde logo surpreendidos, à chegada à Igreja (para a qual nos deslocámos a pé, em consonância com as melhores práticas saudáveis instituídas no país), pela quantidade de ramagens e flores que, com o vento da noite anterior, tinham entrado pela porta entreaberta da igreja, conferindo um ar festivo ao seu interior. Calhou mesmo bem, porque estava realmente bem enfeitada.
Curiosamente, estava a um canto do templo um senhor de modos humildes a tocar órgão, ao qual os circunstantes foram dando moedas para que continuasse a tocar. Tratava-se concerteza de um pedinte ou assim.
Fomos também dispensados do pagamento da côngrua pelo Sr. Padre que presidiu ao serviço religioso, por sermos pessoas de fracos rendimentos.
Tendo decorrido na Igreja adjacente à paragem dos transportes públicos, os convidados e os noivos apanharam todos o autocarro, onde usaram o respectivo passe social para a viagem em direcção ao "copo de água", que decorreu no parque verde da cidade.
Copo de água que, como o próprio nome indica, não passou disso mesmo.
Cada um dos convidados foi comprar a sua sanduiche ao quiosque e a sua bebida, que pagaram individualmente e em dinheiro (sendo que desafortunadamente a máquina registadora do quiosque estava sem toner e por isso não imprimiu as respectivas facturas).
No final do petisco, todos os convidados tiveram a oportunidade de durante uns bons 15 minutos, tirar fotografias com os seus telemóveis junto dos noivos, o que até foi patusco.
No final, a avó do noivo desembrulhou o bolo que fez em sua casa e distribuiu uma fatia por cada convidado, ao mesmo tempo que colocou o seu rádio Sony Mega Bass de pilhas a tocar, dando início ao baile.
Este durou até final da tarde, no parque verde, e foi acompanhado por 5 garrafões de Água do Luso que comprámos para oferecer aos convidados no dito "copo de água", do qual juntamos a factura de compra no supermercado, no valor de 7,55 €, sendo por isso a única despesa a reportar pelo casamento dos nossos filhos.

Instados ainda a informar se presenciámos, no mesmo dia, alguma outra festividade análoga, apenas registamos a vitória do clube de futebol local, pois passámos, à saída do parque, por uma longa caravana automóvel que apitava ruidosamente, e na qual todos os carros ostentavam uma tirinha branca a esvoaçar agarrada à antena do rádio.
Mas concretamente casamentos, não, não presenciámos mais nada.

Após a entrega da resposta ao Fisco, congratularam-se os compadres A, B, E e F, ao ver as fotos do casamento enquanto beberricavam um Pol Roger Bruto e trincavam umas tiras de pata negra 5 Jotas:
"- Safa, olhe que quando recebi a carta das Finanças, pensei que era por causa das minhas consultas sem recibo ou daquela minha aplicação nas Cayman" , ao que retorquiu o compadre: "...ou da minha casa do Algarve comprada em dinheiro, ou do IVA que não paguei... que susto!"

3.20.2008

Paz-Côa

Páscoa junto ao Côa. Como é costume.
Em paz. E sossego.

3.15.2008

Contra factos

nao há argumentos.

Foi mesmo ratado, nada a fazer:



O novo Nissan GT-R será mesmo o melhor carro desportivo do mundo no momento?
Parece que sim.

3.14.2008

Começa amanhã a época 2008 de F1

A Grelha de Partida para a noitada de amanhã, enquanto esperamos pelo arranque às 4 da manhã, já está formada:

Pole Position (ou primeiro a arrancar):
Milheiro Selas Espumante Bruto

2º Lugar na grelha:
Esporão Reserva Branco 2006

3º Lugar:
Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo
Tinto 2005

4º Lugar:
Depende da disposição.

Outras observações muito breves:

1. Para mim, o campeão do mundo será Kimi Raikkonen, pelo segundo ano consecutivo.
2. Já podemos comprar roupa da Boss dedicada à F1 à vontade: já não há nos escaparates fotografias e bonés do Alonso.
3. Anseio pelas duas novidades do ano no que toca a circuitos: o citadino e ultra-rápido urbano de Valência (com uma curva de cojones à entrada do viaduto da Marina) e a prova nocturna de Singapura. Quanto a esta, só tenho pena que não montem umas rampas de faróis nos monolugares, como nos saudosos troços de ralis disputados à noite...
4. Que chova em muitas corridas. Sempre quero ver quem é que sabe guiar no molhado sem controlo de tracção...

3.10.2008

Essencialmente, foi isto...

Sábado passado, de stand em stand e que (ainda) me lembre, provaram-se os seguintes:

Warm-up:

Quinta da Sequeira Tinto 2004 - um 16,5 bem medido. Uma agradável surpresa.
Em aquecimento para o arranque da feira, no D´Oliva, em Matosinhos, que continua irrepreensível. Pedido a copo, que vinha em dose razoável e temperatura excelente, acompanhou uma fabulosa costela de vitela barrosã, que procurou criar o lastro indispensável para a desbunda alcoólica que se seguiu;


Já no Palácio da Bolsa, nos Tintos:

Quinta da Senhora da Ribeira Porto Vintage 2005 - 17,5. O primeiro da tarde, para começar mansa a série. Pela primeira vez provei um Vintage novo. Gostei muito. Uma raríssima concessão ao território estranho do Vinho Fino, para corresponder ao amável convite do staff da Casa Symington.

Quinta da Sequeira Grande Reserva
Tinto 2003 - Acima do primeiro, 17.

Cortes de Cima Homenagem a Hans Christian Andersen Tinto 2005 - 17. Porreiro para Alentejo, bem feito.

Quinta de Roriz Reserva Tinto 2005 - 17,5. A caminho de uma grande forma. Ainda em estado de protótipo, sem rótulo.

Nídeo Grande Escolha Tinto 2005 - 17. Uma evolução do velho conhecido Valle do Nídeo.


VT Tinto 2005 - 17,5. Mais um da liga principal do Douro.


Quinta do Vallado Reserva Tinto 2005 - 15,5. A necessitar certamente de descansar em garrafa antes de ser bebido.

Xisto Tinto 2005 - 18. Uma delícia.

Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2005 - 16. Diga-se o mesmo que foi dito a propósito do Quinta do Vallado. Ainda demasiado jovem.

Lavradores de Feitoria Meruge 2005 - 18. O responsável pelo stand referiu que este vinho estava para este produtor como o Charme estava para a casa Niepoort.
Concordo. Também aqui, à semelhança do que acontece com é de longe o vinho que mais aprecio, dentre a gama apresentada.

Lavradores de Feitoria Grande Escolha Tinto 2005 - 17. Saiu a perder na comparação com o dito Meruge.

Quinta de la Rosa Reserva Tinto 2005 - 17. Bom, mas esperava mais.

Quinta de la Rosa Passagem Tinto 2005 - 16. Ao que consta, novo projecto (mais um) na zona da foz do Sabor. Também simpático.

C.V. Tinto 2005 - 18,5. Claramente o melhor tinto da tarde, infelizmente provado a meio da viagem, em prejuízo claro dos restantes vinhos provados.
O melhor, claro está, na falta de Vale Meão, Pintas, Poeira, Batuta ou Charme para provar.

Quinta do Couquinho Reserva Tinto 2005 - 17. Mini-produção, resultados simpáticos.

Nos brancos:

Dona Berta Reserva 2006 - 16,5. Sou um adepto ferrenho deste branco. Achei piada à lista de restaurantes portugueses que distribuíam aos bebedores onde podemos encontrar este vinho da estrada para Freixo de Numão.

Dona Berta Reserva 2007 - 17. Creio que o ano passado foi um grande ano de brancos. Ainda melhor, promete para acompanhar os peixes grelhados do próximo verão.

Redoma Reserva 2007 - 19. O melhor branco entre todos. Agora até tive o azar de o provar choco, a uma temperatura tão alta que até era imprópria para um tinto. Até choco é delicioso.
Depois, um reforço mais fresquinho. E logo aquele inconfundível travo, perfumado, quase interminável, que faz deste o melhor vinho branco que conheço.
Acresce a simpatia do pessoal do stand da Niepoort, que se disponibilizou para abrir portas a uma visita (lá para Maio) ao local do crime: Quinta de Nápoles, berço destes fabulosos vinhos!

Dolium Reserva 2006 - 16. Um alentejano com alguma graça, ainda assim longe do Pêra Manca e do Esporão Reserva.

Quinta da Foz de Arouce 2007 - 14. A desilusão da feira. Tinha-me deliciado há tempos com o 2006, este resultou, no nariz avisado de uma enóloga da concorrência a quem foi pedido que provasse, em "barrica contaminada" e "cheiro a animal". Esquisito, muito esquisito...

Nídeo Grande Escolha 2007 - 17 & Valle do Nídeo Reserva 2007 - 17 - Ambos muito, muito bons. O Dona Berta tem companhia nas preferências...

Os mais da feira:

- Muitos rótulos e apresentações de garrafas com gosto, estilo e diferença;
- Aquele encanto do Palácio da Bolsa e o ar bem disposto dos circunstantes;
- Muita senhora de aspecto distinto e malta sub-25, com a roupa pinguça da moda e cabelo espetado, todos de copo de tinto na mão;
- Os rótulos das garrafas da Niepoort, lindos. Todos!
- Um balcão onde se podia comprar umas sanduiches e umas tapas. Estava escondido, mas dava imenso jeito para compor o estômago para as investidas seguintes.
- O nível geral de asseio, compostura e ordem de toda a feira.

Os martelados ou menos da feira:

- A falta de alguns "pontas de lança" Tintos e Brancos para a guerra dos "melhores";
- Os bimbos podres de bêbados do costume. Poucos, felizmente, mas a fazerem-se notar...
- O claríssimo desnível Douro vs. outras regiões, ainda assim mais equilibrado este ano.
- A falta de tempo para visitar a Feira Gourmet do Mercado Ferreira Borges.

Enfim, mais uma jornada de luta, mais uma tarde de prazer.
22 vinhos diferentes, que ainda me lembre. Em doses pequeninas, claro está.
Espero que a crise económica não impeça a realização deste evento em 2009 e, a ser assim, conto passar novamente por lá.

À Vossa!

Lá mais para a tarde...

... resumo do que me lembro da Essência do Vinho.
A partir de uma nota SMS que fui escrevendo, no regresso a casa, convenientemente sentadinho no banco de trás do carro, com os vinhos que me lembro de ter provado.

Também provei um Jaguar XF 2.7 d Executive que estava exposto por lá. Vai depois tudo junto, ok?

Clap your hands say yeah

3 horas, 40 músicas. Até tocaram Grinding Halt, do velhinho Three Imaginary Boys...

Just clap your hands...

3.08.2008

A jornada

Em viagem para o Porto, hoje pela manhã, não pude deixar de me lembrar:
Os dias em que vi tanto autocarro a caminho de Lisboa foram nos tempos das grandes noites europeias do Benfica no antigo Estádio da Luz.

3.06.2008

A fase do armário (close to me)




Em 1998 tive a graça de ver The Cure no Festival Sudoeste.
Tinha falhado as 2 datas anteriores: 1989 por claríssimo défice etário e adiante já em 90 e tais, num SBSR em Lisboa, creio que no Passeio de Alcântara.
Julgo terem passado por cá em 2004 em Vilar de Mouros, data da qual se conta uma história da perdição de Robert Smith e da sua entourage pela cozinha minhota, que levou a que o concerto começasse atrasado...

Esta banda foi seguramente a minha primeira grande tara sonora.
O meu quarto esteve pejado de posters, fotos e recortes de jornal sobre os The Cure. Tinha as letras de In between days e The walk (que ainda hoje sei de cor) escritas numa capa de caderno do liceu.

Ainda estive tentado a revê-los nesta nova visita a Portugal. Deixei passar o tempo, até saber que estava já esgotado. Não admira.

Trata-se de uma das mais profissionais bandas a actuar ao vivo, nunca regateando esforços para tocar quase tudo o que interessa. Aqui, quem paga bilhete tem espectáculo garantido. Value for money, diriam os economistas...

Veja-se o exemplo do set de Marselha, (com créditos ao Blitz Online) esta semana:

Plainsong
Prayers for Rain
Alt.end
The Walk

The end of the world
Lovesong
Pictures of You
Lullaby
From the Edge of the Deep Green Sea
Kyoto Song
The Blood
Please
Project
Push
Friday I'm In Love
In Between Days
Just Like Heaven
Primary
A Boy I Never Knew

Shake Dog Shake
Never Enough
Wrong Number

One Hundred Years
Disintegration

Encore 1
At Night
M
Play for Today
A Forest

Encore 2
The Lovecats
Let's Go To Bed
Freak Show
Close To Me
Why Can't I Be You?

Encore 3
Boys Don't Cry
10:15 Saturday Night
Killing An Arab


Pouco falta a uma lista destas, que deve ultrapassar as 3 horas de concerto!
Ainda assim, gostaria ainda de ouvir, além destas:

Jumping someone else´s train
Charlotte Sometimes
How beautiful you are
Shiver and shake

E pouco mais. Realmente, no próprio concerto serão revisitados todos os hits, antigos e mais recentes.
Por aqui fico a carpir as mágoas por falhar este concerto.

3.03.2008

Six Pack

Encontros imediatos com acervos musicais bem recheados motivaram a alteração radical da minha bandeja sêxtupla de CD do autorádio.

Assim sendo, saltaram para o armário:
uma colectânea de iTunes de finais de 2007, o último álbum de Electrelane, um Best of de Chemical Brothers e Release the Stars, Rufus Wainwright.

Entraram:
Riot on an empty street - Kings of Convenience, The Peel Sessions - Joy Division (e a sua electrizante versão de baixo interminável de Transmission que não ouvia desde que o States fechou...), Bossanova - Pixies, Concert - The Cure live (já lamentando muitíssimo ter-me baldado ao concerto do próximo sábado...) e Neon Bible, Arcade Fire.

Manteve-se, imperial:
Jukebox - Cat Power. Uma doida, esta...

Boas viagens.

Se fosse eu a mandar,

no próximo fim de semana o programa das festas seria mais ou menos assim:


Sexta-feira, ao final do dia:

Direcção Braga/Amares, dormida, por exemplo, na Pousada de Santa Maria do Bouro.
Jantar no Vítor de S. João do Rei, superlativamente famoso pelo seu bacalhau assado.


Sábado, logo pela manhã:

Direcção Serra da Cabreira, para as primeiras impressões do (aliás pobrezinho) Nacional de Ralis, com o Rali Torrié: PEC 2 Serzedelo / Anissó, 10.05 e PEC 5 Agra / Serradela 1 11.45

Pela hora do almoço, direcção Palácio da Bolsa para um início de tarde na Essência do Vinho
(Daqui em diante, requerer a presença de um motorista...)

15.00 - 17.00 Essência do Vinho

17.00 - A1, Direcção Lisboa

19.45 - Parque das Nações

Pequena bucha

21.30 - Pavilhão Atlântico, The Cure

0.30 - Direcção Lapa, Berimbar, carregar baterias alimentícias

2.30 - Bairro Alto

4.00 - Lux

6.00 - Take a rest...


Domingo, nunca antes das 14.00 horas:

Apanhar uma insolação no Guincho depois de um almoço no Porto de Santa Maria.
Regressar, devagarinho, a casa.

Ingredientes essenciais (para além de um AMEX carregadinho): Umas sapatilhas GORE-TEX e um blusão do mesmo material, umas bolachas para entreter a fome durante o dia, uma caixa de aspirinas para domingo de manhã, um BMW X5 3.0 SD prateado automático com bancos confort, óculos escuros e um boné.
Restaurantes, Automóveis, Vinhos e Música, num só dia, de norte a sul de Portugal.
Era programa, sem dúvida...

À falta deste ou de coisa parecida, ficar-me-ei, se me deixarem, pela versão redux: conto estar sábado à tarde na Essência do Vinho.

2.29.2008

Antes que acabe o dia

Fica a merecida homenagem às primeiras vozes que normalmente ouço ao acordar, todas as manhãs:
A voz da TSF.

Só lamento - e já o disse por aqui - que de há uns 2/3 anos a esta parte esta rádio, cuja matriz é a informação, tenha cedido, nos intervalos musicais, ao mais rotundo mainstream.
Que saudades do tempo em que esta rádio, entre o trânsito, a economia, o tempo e as notícias passava coisas tão diferentes e inesperadas como Cesária Évora ou Tindersticks. Fosse a que horas fosse do dia ou da noite.
Manda o mercado / dinheiro que assim seja.
Aliás, para dizer a verdade, à excepção da Antena 3 (e mesmo assim com alguma boa vontade...), hoje em dia pouco haverá a ouvir no espectro FM português.
Sobra a RUC de sempre (que por acaso comemora amanhã 22 anos "seeeeempre no aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaar"e para a qual vão igualmente os parabéns...) e a inevitável porque, esta sim, espectacular Radar de Lisboa, que religiosamente procuro ao passar as portagens de Alverca no autorádio e que tento ouvir via net quando a largura de banda não decide cortar a emissão de 10 em 10 segundos...

Fucking Drunk

Só para lembrar que a Essência do Vinho é já de hoje a oito dias.

Para quem não sabe, é aquele dia em que bebemos Batuta, Charme, Quinta do Noval, Vallado Reserva, Chryseia, Maritávora Reserva, C.V., Pintas e mais uns brancos de estalo nos intervalos, num mesmo local (Palácio da Bolsa, Porto), e pelo mesmo copo. Aquele que compramos à entrada da feira, juntamente com o bilhete.
Façamos um brinde pois então. Enquanto esperamos por sábado à tarde.

2.27.2008

Spot on!

O primo Minimalista já é objecto de citação e homenagem!
Salvé!

2.26.2008

Pau

Ontem não fui à bola.
Aliás, a minha disposição para aturar o paupérrimo futebol português é cada vez menor.
Ouço pela rádio que, pela enésima vez, um jogador do Boavista lesionou um adversário (Pavlovic, da AAC/OAF) com uma entrada à margem das leis, que o sr. árbitro e o bandeirinha ignoraram, não mostrando sequer um cartão amarelo. O jogador da Briosa saiu do campo de maca, aos 20 e poucos minutos da primeira parte.
Vem isto a propósito do horroroso lance protagonizado por Eduardo da Silva, avançado do Arsenal, ceifado por um grunho e gordo defesa inglês (Martin Taylor) no passado fim de semana.
As imagens são bárbaras, mostrando claramente que o croata (grande jogador, por sinal) sofreu uma fractura exposta no tornozelo, da qual poderá mesmo nunca mais recuperar para a prática desportiva. Aos 25 anos de idade. Agredido aos 3 minutos de jogo, a meio campo.
Valha-nos o consolo de ter visto o árbitro ter ripado imediatamente do cartão vermelho. Se fosse por cá, se calhar o menino ainda ficava em campo...
Partilho da opinião geral de que aquele assassino devia ser imediatamente irradiado (radiado, para os adeptos do bitória perceberem...) da prática desportiva.

O futebol cada vez me repugna mais. E pensar que as pessoas se interessam por ele para se distraírem das suas desinteressantes e stressantes actividades do dia a dia.

2.20.2008

(De volta ao mesmo) The Unforgiven

O povo quer, o povo tem:



Uma manif à porta da FIA, pelo regresso às origens da mais espectacular disciplina do desporto automóvel?
Somos muitos a pedir.

Stand meu...

... haverá carro mais fabuloso...



... do que eu?

2.19.2008

Maio maduro Maio

The National e Cat Power por cá. Aula Magna e Coliseus de Lisboa e Porto. 11 os primeiros, 26 e 28 a segunda.

2.18.2008

Ó luz que me "alumia"...

O Incontinental é poiso certo para o topo de gama da galhofeira.
Desta vez, creio termos chegado ao topo...

Santo Deus, o que é isto? Xabregas? Miami? Boston? Pitões das Júnias?

"Ná desporto como a caça"

Dizia um dia Miguel Sousa Tavares numa entrevista, citando o seu companheiro de tiro Sousa Cintra.

Digo eu, a propósito disto:

2 perdizes no forno, 1 feijoada de lebre, superiormente executados, duas Quinta do Vale Meão, 2001 para as perdizes, 2005 para as lebres; 1 Balvenie Single Malt 25 anos e um Cohiba Siglo II no final.

As peças e o Vale Meão, gentilmente oferecidos, oportunamente agradecidos.

Raras vezes terei tido a graça de participar num almoço como este.

Raras vezes terei retirado tanto prazer de uma refeição.

2.08.2008

Achei! O Gabriel Alves afinal tinha razão!

Achei!
O FALSO LENTO
, afinal, existe mesmo!

2.07.2008

Viva a noiva!

Tenho especial aversão a comentar, discutir a vida privada de terceiros.
Sinto-me particularmente incomodado quando estou perto de uma roda de amigos, de copo na mão, que se diverte a percorrer figuras, gradas ou nem por isso, próximas ou distantes, salientando as suas diabruras, vidas íntimas, amores e desamores. Já alguém disse em tempos que as pessoas menores discutem pessoas e as outras, um pouco acima, discutem ideias. Aprecio mais estas últimas que aquelas.

Todavia, há cromos neste mundo que pelo seu quê de patusco, implicam quebrar a dita regra.
Nada melhor que estar a compor o nó da gravata e a espichar a ponta do fraque, a borrifar o pescoço com a regimental dose reforçada de perfume do bom, tudo a minutos do casamento, e aproveitar para mandar um SMS...

Soleado

Corre larga a tarde.
Um sol esplendoroso e aquela luz que só um português conhece.
Uns 18º/19º graus na rua, sem vento.
Cat Power embrulha o inesquecível New York New York num encantador e meloso registo.
Faltava por aqui um carro descapotável em viagem rápida com destino a uma esplanada que tivesse um Bombay com tónica Schweppes à minha espera.

2.06.2008

A polícia é uma delícia?

Ou uma nova interpretação do clássico "ainda morres calçado"...

2.04.2008

Imagem de Inverno

Chove a cântaros, o rádio toca baixinho, os Eagle F1 GSD3 levantam uma cortina de água acima do tejadilho do carro, os ocupantes oscilam entre o sono, o bocejo e um ou outro comentário. Deslocamo-nos entre os 100 e os 120 km/h.
É domingo, depois de almoço.

Not in my backyard

A partir de oportuníssima sugestão de um blog amigo, fica um desfile de aberrações urbanísticas assinadas pelo nosso mais conhecido Eng. Técnico em funções no país, aqui .

Com ele, ou a partir dele, regozijemo-nos:

Por ainda não termos a imprensa escrita totalmente vendida a quem manda. Estranho é que apenas o Público reme nesta direcção. Será por pertencer a um grupo económico de "mão livre"?

Olhando para ele, lembremos:

Que, andando por este país interior fora, a todo o tempo tropeçamos em abortos arquitectónicos da mesma sorte (ou azar) que os que fazem parte do portfolio socrático.
Provavelmente, todos ou quase todos com origem no mesmo esquema manhoso que pariu estes que o Público denuncia e documenta: Uma mente curtinha (ou legalmente impedida) a desenhar, outra manhosinha e ávida de massa a assinar no fundo da página como "sr. eng.", caucionando o disparate.

Passando os olhos de novo pelas 23 maravilhas, concluamos:

Ainda bem que o visado não exerceu perto da minha casa.
Arre porra, não há uma casa que se aproveite... é tudo horroroso!


No fim, lastimamos.

1.28.2008

Urrai, ó possuídos!

Guimarães, sábado ao serão. Burburinho em fundo. De repente, o coro enfurecido, 28.000 almas possuídas urram "BENFICA É MERDA!". E repetem: "BENFICA É MERDA!". Bola no meio campo do Bitória, joga-se para trás, perda de bola junto à linha. "FILHOS DA PUTA!", de novo o rugido grunho dos nativos. Di Maria parte o defesa da casa em dois, avança para a área. "BENFICA É MERDA!". Centra para o emplastro benfiquista e chupem lá o 0-2.
Gosto mesmo quando há jogo no Afeganistão.

1.18.2008

Hoje é dia de festa

Finalmente, com 2 meses de atraso, chega à minha aldeia o filme Control.
Os homens da terra já carregam as grades de minis, o porco já foi morto agora de manhã sem avisar a ASAE, as mulheres foram ao cabeleireiro fazer a permanente e tiraram da arca uns xailes novos, ainda a cheirar a naftalina.
Hoje, um grupo de aldeões vai ao cinema. Repetindo os hábitos dos habitantes das grandes cidades - Lisboa primeiro, o Porto depois - , que tiveram o privilégio de ver o dito filme na data da sua estreia em Portugal ou logo após.
Mas isto já se sabe, tal como a luz eléctrica, o progresso só chega às aldeias (quando chega, porque por exemplo em Leiria nem sequer será exibido o dito filme) quando quem manda quer. Leia-se, quem no caso vertente é dono de todos os cinemas da aldeia...

Um abraço à Lusomundo por estes 2 meses de espera.
E outro à Autoridade da Concorrência, sempre atenta ao controlo dos monopólios.
Esperando sempre que as pipocas estejam dentro do prazo.

This is Night Hawk (ou "Gúde Núte", como diria o guarda inglês do inesquecível Allô Allô...)

Constato o aumento de visitas em horário madrugante, via SiteMeter, ao tasco.
Confirmo que o desinteresse do mesmo contribui certamente para que o sono dos insónicos chegue depressa...

1.09.2008

Prazer em conhecê-lo

Corre desinteressante a tarde.
Valha-nos a malícia que escorre das colunas do portátil, embrulhada em Sympathy for the Devil, Rolling Stones.

1.08.2008

A propósito da Lei nº 37/2007 de 14 de Agosto (lei do tabaco, para os amigos)

Apenas me apetece cantar, com Gogol Bordello e no mesmo registo galhofeiro:

"In thi oldtime, in thi oldtime, inthioldtime IT WAS NOT A CRIME!!"

1.04.2008

O balanço daquilo que antes de o ser já o era

Balanço este que visa em concreto a anulação pura e simples do Lisboa-Dakar 2008:

1 - Estou com todos aqueles que afirmam que assistimos a uma estrondosa vitória, ainda para mais sem grande esforço, do terror sobre a liberdade. Anular-se um evento de 20 dias, que move milhões de Euros e centos de pessoas, que tem honras de dezenas de horas de TV, com fundamento em ameaças terroristas não concretizadas, com esta rapidez e decisão, é obra para encher de júblio essa cáfila de sarracenos que anda por aí;

2 - Será difícil convencer algum patrocinador a apostar nesta prova nos anos mais próximos, caso ela se desenrole no continente africano. Também, se mudar de continente, fica desde logo declarado o seu óbito.

3 - Não queria estar na pele de nenhum dos concorrentes, sejam os pro´s oficiais, sejam os mais puros amadores. Estive no CCB nos 2 últimos anos na quinta-feira anterior à prova e testemunhei o entusiasmo, a pica, a alegria e adrenalina de todos os que compunham a caravana desta prova. Quem honrará os compromissos financeiros com os patrocinadores?

4 - Porquê cancelar só na véspera, a horas da partida da prova para a estrada? A ameaça só chegou ontem? E pergunto ainda: se a prova arrancasse de Paris, será que a A.S.O. teria coragem de anular TUDO como fez aqui? Creio que não, infelizmente...

5 - A parte portuguesa do Lisboa-Dakar safou-se in extremis de causar mais engulhos a esta prova. Relatos diversos dão conta que a primeira etapa, que se disputaria amanhã, seria um verdadeiro caos, e este cairia em cima da organização portuguesa com estrondo. A mistura de imensa lama, caminhos intransitáveis porque alagados, com a projectada invasão de centenas de milhar de pessoas a uma zona tão restrita ia ser um problema muito sério de resolver.

6 - Como é tradição também, TODA a imprensa escrita e falada vai dedicar-se extensamente a dissecar este triste evento. Aliás, desporto automóvel nos media só quando há sangue...

7 - Outro tema que procurarei na imprensa é a relação da petrolífera Total e das seguradoras francesas da prova com esta decisão. Para confirmar os rumores segundo os quais ontem à noite já era certo e sabido que a prova estava condenada.

8 - A organização de João Lagos deve apanhar um rombo financeiro enormíssimo com esta anulação da prova. Mais um a quem não gostava de vestir a pele...

9 - Incrível a quantidade de comentários sentidos de adeptos no Fórum do Autosport no decurso desta notícia.

10 - Seja de que forma for, terrorismo, política, interesses económicos, a vida anda a ter menos graça. Coisas boas que acabam ou mudam para sempre.

11 - O futuro? Temo que Dakar, com a configuração actual, tenha terminado hoje.
Podemos vir a ter provas extensas às portas da Europa, ou então assistirmos à migração da grande aventura para a América do Sul. Guardemos pois os relatos de José Megre e todos os outros sobre as 29 edições do Dakar.
Mas o cruzamento do continente africano em competição talvez tenha sido hoje posto definitivamente em causa. Daqui a um ano veremos.

Últimas - Valha-nos o facto dos ralis não atraírem tantas atenções. Pode ser que nos deixem continuar a assistir a eles em paz e sossego.
Fiquei muito triste com o que se passou hoje. Estava mesmo com vontade de voltar a ver esta prova. Os blusões e botas estavam a postos, a bateria da 400d carregada e o cartão de memória vazio. O frigorífico cheio de pacotes de sumo e vários pacotes de bolachas Maria Torrada alinhados ao lado. Merda para isto.

Não vou requerer indemnização

Isto porque ainda não tinha começado a fazer as sanduiches e a preparar o restante farnel.

Lisboa-Dakar 2008 cancelado integralmente por motivos de segurança.

Será certamente o fim desta prova tal como a conhecemos.

Foi bom enquanto durou.

1.03.2008

F-méride

Apenas para dar conta da passagem de mais um aniversário do surgimento, ou do achamento desse território de riso desbragado que dá pelo nome de Incontinental!

PROTESTO


Primeiras palavras em 2008 para solidarizar-me com o protesto do povo que gosta de desporto automóvel contra a organização das etapas portuguesas do Lisboa-Dakar.
Eu faço parte do povo. Quero ver as duas etapas da prova em solo português, já que não faço parte daquela casta de privilegiados que podem ir assistir aos troços a Marrocos.
Não sou nem nunca fui pessoa de invadir propriedades, deitar portões ou vedações abaixo para ver uma prova. Tenho ideia de ser uma pessoa minimamente civilizada, mas ao mesmo tempo não admito ser tratado como gado. Tudo tem limites. É impossível levar uma multidão como a que se prevê para sábado de autocarro seja onde for. Não dá, pronto.
Temo que tudo isto dê asneira. E que a prova seja anulada no sábado pela invesão descontrolada de uma enorme massa de descontentes aos terrenos onde decorrerá a prova.
Retomando esta os seus trabalhos no domingo, na serra algarvia.
Conto estar por lá, e à hora do almoço a despachar uma travessa de tigres grelhados no Rui de Silves, que é tão perto do troço algarvio...

Fica prometido um relato mais ou menos exaustivo do que se passou lá para inícios da próxima semana.




Quanto aos senhores que organizam isto por cá, que no sábado à noite as vossas orelhinhas não estejam muito a ferver e sinceramente, que não haja grandes problemas no sábado.

12.28.2007

As time goes by

Assim termina o ano por aqui.
Como se nota, faltou-me manifestamente pachorra para organizar aquelas coisas habituais do que prestou e não prestou este ano.

Ainda assim, telegraficamente,

gostei muito:

- de vários vinhos que provei, dos quais destaco os Poeira e Pintas 2004, o fabuloso Vale Meão 2005 bebido na Consoada, o Redoma Reserva 2006 da mesma noite (ainda assim em pior forma que o inesquecível 2004 do ano passado), Quinta de Porrais Branco 2006 e do Valle do Nídeo 2005 (a subir em relação ao 2004);

- de voltar a ver o Rali de Portugal a contar para o Campeonato do Mundo, ainda que a sul e não em Fafe ao nascer do dia;

- das romagens da saudade a Arganil (Julho) e à sequência Sintra - Gradil - Montejunto (Novembro) e do grupo de autênticos fanáticos que por aí tive o enorme prazer de conhecer;

- de jantar no novo D.O.C. da estrada Régua / Pinhão;

- de voltar a ver os Arcade Fire ao vivo;

- de voltar à muralha de Cacela-a-Velha e confirmar que aquela paisagem de fim de tarde continua lá à minha espera;

- dos percebes (understands, para a ASAE) do Fernando de Matosinhos;

- de ter tido o privilégio de conhecer Roma a fundo e (quase toda) a pé e confirmar o que toda a gente sabe;

- do magnânimo Chuletón de 750 grs. do restaurante Cabana Las Lilas das docas de Buenos Aires;

- do combate VasquinhoPV / MST por esses jornais fora;

- da série de programas "Portugal: um retrato social", confirmando a minha enorme admiração pelos trabalhos de António Barreto, já louvados por aqui.


Não gostei mesmo nada:

- de ver que poucas coisas mudam e daquelas que mudam, muitas deviam ficar iguais...

- de não ter tido oportunidade de ver Control no cinema na cidade em que vivo, pelo simples facto das salas serem todas do mesmo dono e este não ter tido interesse em passar o dito filme em qualquer delas. Por isso, para esses senhores, o meu protesto em forma de DVD pirateado!

- de ver subir o preço do gasóleo até quase 250 paus dos antigos;

- de ver passar à minha frente tanta e tão variada filha da putice, mascarada em vestes muito díspares, ou como diria o Doutor Gomes Canotilho, "afivelando máscaras diferentes";

- da tentativa generalizada de homogeneizar a nossa vida, de fio a pavio, que devemos agradecer a quem nos governa e ao legislador, "esse (como me disse um dia um venerando Juiz Desembargador de uma Relação qualquer)... bêbado" (fim de citação). Entre outros, claro está;

- de ter passado um ano inteiro-365 dias-inteirinhos sem ter dado uma voltinha de Lancer Evolution VII ou nalgum Porsche (conto que o ano par que se insinua ao virar da esquina acabe rapidamente com este mal...);

- de ver uma superlativa besta gorda com uma gaja ao lado roçar o carter de um fabuloso Aston Martin V8 azul escuro novinho em folha numa berma junto a um restaurante da moda nos Algarves de Agosto;

- de ser governado por um estado de ditadura disfarçada e movida a sound-bytes.

E por ora chegará.

Já tenho comigo um Queijo da Serra e meio de Serpa, 3 charutos e uma caixa de munições Quinta do Crasto de anos diferentes, encimada por um prometedor Reserva Vinhas Velhas 2001 para por fim a este ano e entrar manso no próximo a descascar uma playlist de 7 horas de músicas que só a mim me apetece ouvir, tão estupidamente diferentes que vão de M´as Foice (prémio da gerência a quem se lembrar / souber do que se trata) a This Mortal Coil, de Dead Kennedys a Jamiroquai, de Klaxons a Buraka Som Sistema passando por Emir Kusturica & the No Smoking Band e terminando algures perto de Stone Roses e Xutos & Pontapés...

Já não será mau se ainda tivermos uma réstia de vontade para aparecer por aqui e escrevinhar qualquer porcaria em Dezembro de 2008.

Façam o favor de recusar liminarmente qualquer oferta de espumante meio seco ou doce e de qualquer espécie de vinho martelado na última noite do ano e façam o favor de não só de fazerem pela vidinha como de serem felizes em 2008, sim?

Obrigadinho. Abraços.

12.26.2007

A Pena

Momento alto deste final de ano, a passagem no cruzamento desnivelado tão bem retratado neste filme, na parte final do mítico troço de Sintra do antigo Rally de Portugal.
Para situar, fica na descida do Palácio da Pena para a vila de Sintra, aproveitando o encadeado de ganchos da parte final desta lindíssima estrada.
No tempo em que não havia ZE´s, Marshalls, etc.

12.19.2007

O verdadeiro dilema

Retomando o tema aberto há uns posts atrás, um pequeno survey: Trata-se de eleger o carro mais bonito actualmente em produção.
Não o melhor, o mais rápido, o mais isto ou aquilo. Apenas O mais bonito.

Para mim, a escolha resume-se a estes dois:



Para aumentar a ficção, deixo a sugestão da melhor combinação de cores para os dois:

Azul escuro, interior camel.

O Aston em versão Cabrio, por favor. Shaken, stirred, não interessa.

Alguém desempata?

12.17.2007

Mesmo com a música dos carrinhos de choque (ou dos "3 Pinheiros", só para conhecedores...)

O que conta mesmo é o que se vê.
Que é grandioso.

Deleitem-se, que eu também.

12.14.2007

Antes que acabe

Um destes dias, se a paciência não me faltar (e ela é cada vez mais um bem escasso), os altos e baixos de 2007. Tendo sempre em conta que nos anos pares normalmente acontecem mais coisas dignas de registo que nos ímpares.
Temo desde já não ter vontade de fazer uma coisa tão exaustiva como a que fiz em finais de 2006. Aqui e aqui.

Teenage Fan Club

Apanhei, com indisfarçável gozo, via iTunes, um disco que representou para mim aquela fase parva das nossas vidas em que achamos que vamos, um dia, ser uns gajos do caraças, que gastamos todas as nossas energias (e recursos financeiros postos à disposição por terceiros...) em projectos idiotas como apanhar 5 bebedeiras em 7 dias da semana e acordar em todos eles sempre depois do meio dia, em suma, aqueles deliciosos tempos de início de faculdade.
Tempos irrepetíveis, irresponsáveis.
A minha bandeja de CD do carro tem em posição de destaque Live at The Marquee, The Cult.

12.06.2007

Distraídos, como sempre. E infelizmente. Queria um baixinho!

Muitas vezes andamos tão embrenhados em trabalho, chatices, parvoíces e outras que tais que apenas temos conhecimento do que se passa tão perto de nós tardiamente. Tarde, e a más horas.
Aquelas a que normalmente podia ser encontrado no Avenida.
Nos tempos do Liceu, a horas de aulas, ou mais tarde, noite fora, de fino na mão.
Muitas e muitas noites de copofonia, discussões acaloradas, jogos da bola coléricos, namoro, pura e simplesmente meter nojo ao fim de uma tarde de verão, aproveitando a sombra de umas árvores que alguém, entretanto, se lembrou de arrancar.
Lembro-me claramente das últimas 2 noites que passei por lá a desoras: 1 de Maio de 2006 (onde fumei o puro que se fuma num dia destes...sabeis do que falo!) e na primeira noite do Parque da Queima das Fitas deste ano, ao redor de uma mesa de estudantes universitários de 20 e poucos em estado de avançada embriaguez.
Como muitas que passei sentado naqueles estupidamente desconfortáveis bancos de madeira com o pano verde.
Em todas elas, invariavelmente, fui atendido pelo Fernando.
Sempre alternando entre o colérico e o galhofeiro, entre o educado e a mais desbragada caralhada, sempre ultra-portista. Sempre assim, aliás muito antes de eu por lá parar.
Soube, totalmente de surpresa, da sua morte, há pouco.
Assim se perde, com o tempo, a identidade de uma terra.
Vão sobrar os McDrives, as Croissanterias, as Pizza-Hut. Essas merdas todas.

Um baixinho! Depressa!

12.04.2007

O que me apetecia agora, assim de repente, não sei bem porquê, era:

Apanhar-me às 4 da manhã no Batô de Leça, à cunha de gente, com um Bushmills cheio de gelo na mão, a ouvir a electrizante, estrondosa versão de Shadowplay que os Killers compuseram a propósito de Control.

Flashes de fúria e falta de castigos no corpo. Há muito tempo.

11.19.2007

Com a devida vénia

Já por inúmeras vezes dediquei posts a António Sérgio.

Atónito, li no Blitz Online que o tinham "dispensado" da Rádio Comercial. Provavelmente por limite de idade ou por motivos igualmente espúrios, como aquela aberração do share obrigatório de música portuguesa (no sentido de "feita por cidadão portador de BI português e com domicílio estável em Portugal Continental, ilhas ou PALOP"), estupidez obviamente importada da vizinha Espanha, local onde é impossível ouvir rádio.

Delicio-me com nova entrevista daquele que mostrou à malta hoje ao redor dos trintas e a alguns peri-quarentões o que eram os Stone Roses, Jane´s Addiction.

E ainda mais com a notícia de que terá novo programa na inevitável RADAR, entre as 23.00 e a 1.00 da noute, horas ligeiramente mais saudáveis que o clássico 1-3 do Som da Frente e Hora do Lobo para alguém com idade para ser avô...

Assim a ligação de rede colabore para que os residentes extra-Lisboa possam ouvir Viriato 25, nome do programa, em transmissão online da dita Rádio Radar, nestes gélidos serões que se aproximam...

Porque gostamos de certas coisas que outros acham uma perfeita estupidez

E essas, as que gostamos mesmo, devem andar sempre por perto.

O curioso disto tudo é que, a ver por estas imagens, há muito mais quem goste do mesmo que eu.
Ainda bem.

11.16.2007

Fome, fartura, fartazana

De uma assentada, e no prazo de 8/15 dias, preparam-se para morrer, umas a seguir às outras, as seguintes preciosidades:

- Quinta do Vale Meão 2004, já amanhã à noite
(e mais alguma coisa que certamente não deixará de a acompanhar).

- Guru 2006 Branco (aka o Pintas branco), altamente prometedor [na falta absoluta do memorável Redoma Reserva Branco 2006, esgotadíssimo]

e

- Vértice Grande Reserva 2003, lá para domingo.

Via telefone, penhoradamente agradecido pela oferta prometida:

- Quinta do Vale Meão 2001, que aguardará pelo sacrifício de 2 perdizes de caça que iam (digo bem, iam, coitadinhas...) a passar para os lados de Foz Côa, ritual que não demorará mais que 1/2 fins de semana a cumprir.

Por último:

- Quinta do Crasto Maria Teresa 1998, o Rolls Royce da garrafeira. Prometi que deste ano não passava fechadinha na garrafeira.

Ele há dias assim, em que tudo aparece.

Força força companheiro Vasco

Nunca é demais referir por aqui (e por outros lados) a importância dos livres-pensadores numa sociedade.
Aqueles que se estão a cagar para a corrente dominante, a situação, os costumes arreigados e que não têm medo de agitar, chocar, remar contra a corrente, escaqueirar, ser malcriados, arrogantes, pedantes até.
Pessoas tão diferentes e com registos comunicativos tão díspares como Miguel Sousa Tavares, António Barreto, José Manuel Fernandes, José António Saraiva. E, claro, above them all, Vasco Pulido Valente.
Sou viciado naquela violenta descarga biliar da última página do Público das sextas e sábados. Faz-nos bem estar sintonizados com aquele lado negérrimo, ultra-céptico, mas ao mesmo tempo certeiro e principalmente muito bem redigido.
Tudo isto porque me lembrei da risota de ontem ao ler o seu perfil na revista Sábado. E porque me preparo para ler o seu artigo de hoje no Público.

Hugo Boss

A propósito da passagem do inenarrável ditador Hugo Chavéz por Portugal, para um encontro com S.EXA. o Sr. PM na próxima semana, fica aqui a nota de asco por ser governado por gente que recebe este personagem e que se prepara para receber igualmente, com honras de Estado, Robert Mugabe, que além de ditador é profundamente racista.
Aguardo para ver que rótulos trará o ditadorzeco pseudo-comunista no seu alforge para etiquetar os nativos que não lhe agradam ou com os quais não se identifica.
Valer-lhe-à, para gáudio da populaça, que por cá não haverá ninguém com cojones que o mande calar. É que este sempre foi o país dos brandos costumes.
Pouca vergonha é pouco.

11.08.2007

Unknown Pleasures



Andava eu no liceu, pelos meus 16 anos, corria larga a moda de encapar aqueles cadernos pretos da Âmbar com fotografias variadas.
Era um ritual engraçado do final de férias, à falta de algo mais interessante para fazer.
Invariavelmente os meus temas eram automóveis e música. Vários shots de carros de rali a voar num troço qualquer, letras de músicas, fotos de bandas, por aí. Tudo recortado, com a perícia possível, de revistas da especialidade. Por ali conviveram nesses anos pacificamente Audi´s Quattro de Grupo B, os The Cure, Porsches 911, a escandalosa capa de Surfer Rosa, Pixies...

Um belo dia, estava numa aula do British Council com um desses cadernos ao lado, e a professora, uma senhora inglesa nessa altura (inícios de 90) com uns bons 45/50 anos, passa por mim e fica especada em frente ao dito caderno, encapado com uma foto de um vulto, a preto e branco.
Pergunta-me, com um ar surpreendido:
" - Tu conheces os Joy Division? Tu sabes quem foi Ian Curtis?"
[No estilo "ó seu fedelho, o que andas a fazer com o Ian Curtis na capa do caderno, tu que nem eras nascido quando ele formou a banda?]

Respondi-lhe que tinha sido precocemente atirado para o meio da "fogueira" da boa música por pessoas mais velhas e que sim, não só conhecia Joy Division como tinha a discografia toda e que simplesmente adorava tudo aquilo.
Disse-me então que em finais de 70 tinha assistido a duas actuações da banda (!!!), uma em Londres e outra em Manchester, e que era igualmente fã deles. Acrescentou que, como ia no Natal a casa, ia procurar no sótão os bilhetes e o cartaz do concerto, que me daria caso os encontrasse.
Infelizmente, o tempo já os tinha consumido.
No regresso, ofereceu-me dois postais da época sobre a banda que ainda por lá andavam por casa.
Assim resolvi o problema de uma das capas para o ano seguinte. Com a certeza de mais ninguém ter uma igual à minha!

Vem isto a propósito da estreia, de hoje a oito dias em Portugal, do filme sobre a vida e obra de Ian Curtis: Control.

Um filme sobre um personagem e uma banda que ouço há pelo menos 15 anos sem ter a mínima vontade de me cansar de lá voltar, sempre que necessário.
Pode passar muito tempo, semanas, meses, sem privar com eles.
Mas sempre volto a ouvir Transmission, New Dawn Fades, Love Will Tear Us Apart, These Days, Shadowplay, Decades e todas as outras.

NOTA DE RODAPÉ: Com muita pena minha, na transição do mundo da K7 para o CD, perdi uma gravação em K7 de uma BBC Peel Sessions dos Joy Division, que incluíam uma versão fabulosa de Transmission (com uma linha de baixo mais longa no início, acompanhada de bateria) que nunca mais apanhei em parte alguma nem voltei a ouvir desde que fechou o States.

Alguém pode ajudar este ouvinte carente? Obrigadinho.

Em toda a conta

Por inexplicáveis acasos do correr dos dias, andava afastado do saudável hábito de passar pelo Mar Salgado.
De volta a essas paragens, dois posts que me enchem as medidas: o primeiro, lapidar; o segundo, pelas memórias veraneantes. Brilhante FNV!

O meu Mercedes é maior que o teu

Plagiando barbaramente o engraçado nome do bar da Ribeira do Porto (conhecido como o "aquecimento pré-Batô"), para reduzir a escrito, para memória futura, as minhas escolhas do concurso "melhores carros 2008" promovido pelas revistas do grupo Motorpress.
Para comparação futura com a votação colectiva, para ver se ganho o curso de condução desportiva da Porsche no Autódromo do Estoril (omygwd, isso é que era...) e para retomar o inesgotável porque subjectivo tema dos automóveis:

Classe A - Superminis

Equilíbrio entre o Mini e o novo Fiat 500
Aguardando a chegada da versão Abarth com 150 cavalos deste patusco italiano, que virou objecto de culto em Roma, como constatei na semana passada in loco.

Classe B - Veículos Pequenos

Toyota Yaris e o novo Mazda 2
Já agora, desde quando é que o Toyota Yaris é um "veículo pequeno"? Por dentro, é mais habitável que um BMW série 3...

Classe C - Segmento Médio / Inferior

BMW Série 1 e Toyota Auris
Paixão ou razão. A costumeira questão. Que cairia inapelavalmente para o lado da paixão no caso de um 123d 3 portas com kit M Sport (sim, 204 cavalos num 1...) azul escuro.

Classe D - Veículo Médio

Lexus IS e o novo Mazda 6
Ou melhor, o IS220d com som surround Mark Levinson e a carrinha Mazda 6 que sairá em Março.

Classe E - Veículo Médio Superior

BMW série 5 e Lexus GS

O primeiro se vivesse na Europa, o segundo se vivesse na América.
Qualquer um, se fosse portador de GALP Frota de empresa com plafond ilimitado.

Classe F - Luxo

Bentley Flying Spur e BMW série 7

Ou como tornar um carro parecido com uma saboneteira do IKEA (a versão Coupé do Bentley) em algo bastante mais interessante e ao mesmo tempo adquirir uma berlina que dá 320 km/h reais e tem tracção às quatro rodas, por um lado; Por outro lado, andar de limousine, curvar como um desportivo e gastar 8,5 litros de gasóleo aos 100 (730d).

Classe G - Desportivos

Porsche 911 e Ferrari F430
Não há aqui dilema nenhum. Desportivo é 911, period.
O opositor italiano aparece aqui porque jamais me esquecerei do dia em que vi um fulano com pinta de futebolista da Premier League, preto, esguio e impecavelmente vestido, a pôr um 430 Spider preto a trabalhar em King´s Road, bairro de Chelsea, Londres, uma vez que ia a passar a pé por lá... aquele ruído de carro de corrida ao ralenti...

Classe H - Cabrios

Aston Martin V8 Volante e DB9 Volante

Quanto a estes, é pacífico o entendimento segundo o qual serão os 2 carros mais bonitos do mundo (juntamente com o Alfa 8C Competizione).
Não serão os melhores, não seriam aqueles que compraria, não serão os mais desportivos, blá blá blá.
Mas convenhamos: a imagem de um V8 Volante azul escuro ou british racing green, qualquer um deles estofado em pele camel, de capota aberta a ronronar numa estrada marginal é o topo dos topos no que respeita a estética automóvel!

Classe I - Todo o Terreno

Toyota Land Cruiser 140 e Mercedes G

Não gosto de coisas aparentadas com um jipe mas que não o são.
Coisas bonitas como o BMW X5 e X3 ou Mercedes ML.
Jipe ou todo-o-terreno é uma coisa pesadona, com motor diesel, redutoras, chassis separado da carroçaria, capaz de levar os ocupantes a qualquer lado, haja ou não caminho, neve, lama, corta-fogo, whatever, e ao mesmo tempo andar a 200 na auto-estrada a ouvir música no fim da passeata, tudo em grande conforto, até mesmo com uns bons bancos de cabedal.
Acresce ter que ser um carro que nunca avarie ou se queixe dos tratos do condutor retribuindo com barulhos, grilos, vibrações, etc., motivo pelo qual nunca um Land Rover caberia nesta eleição...
Desta forma, só mesmo aqueles 2 exemplares, aos quais podemos eventualmente juntar o Toyota Land Cruiser normal, o Mitsubishi Pajero e o Nissan Patrol GR, cumprem os requisitos.
Então se pensarmos nesta nova versão do Toyota Land Cruiser 140, com motor V8 Diesel com 280 cv, um interior super-luxuoso e a manutenção das suas elevadíssimas capacidades TT, está encontrado o vencedor desta classe.

Classe J - Monovolumes

Confessso a minha ligeira embirração com este tipo de carros.
Curvam mal, são em regra pesadões e desinteressantes de conduzir. Apesar do conforto e espaço interior. Mas para ter espaço, prefiro SUV´s ou jipes.

Ainda assim, 2 votos: Toyota Corolla Verso e Mazda 5.

E é tudo.

11.02.2007

Willkommen aus Portugal / Vens aí, moço?

Voo Roma - Lisboa, TAP Portugal.
Chegada à Portela: 21.08.
Chegada da primeira mala ao tapete: 21.48.
Chegada à fila dos táxis (das Partidas, obviamente. Nas Chegadas é que não. Não me dou com ciganos, drogados e cadastrados...): 22.25.
1:15 desde que o avião aterrou até que consegui sair do aeroporto.
Não, não fui interrogado nem revistado, muito menos interpelado por alguma equipa de televisão ou rádio.
Nem sequer parei na livraria para comprar revistas. Por acaso até parei, mas não demorei.
Assim que entrei, empurrando o meu carrinho com as malas no espaço totalmente VAZIO da dita livraria (à esquerda de quem desce a rampa das chegadas ao miserável e malcheiroso aeroporto da Portela de Sacavém), e antes que pudesse escolher alguma coisa, fui logo avisado pela menina da caixa que não podia estar ali com o carrinho.
Dei a devida resposta: saí imediatamente, sem comprar nada, deixando um monte de coisas na caixa. Lá ficou a menina com a EVO, Sport-Auto, Auto-Hoje, Auto-Foco, Visão e Sábado por vender.

É sempre bom chegar a Portugal.

10.23.2007

Ouvisto de passagem (Prémio "no princípio era o verbo" ou "mais um verbo na língua portuguesa"

"Prontos, aqui nesta máquina não dá, vou à outra fotocopiadora ver se SCANEIO o documento e já lho envio de volta!"

Um diligente funcionário de escritório, numa manhã de segunda-feira...

Fica a dúvida: qual a distância que medeia entre "sacanear" e "scaneiar"? Isto, claro está, tomando por certo que são duas coisas que se fazem muito nos escritórios hoje em dia...

Os velhos tempos das pinturas de parede

Como é sabido, ainda hoje no mundo dos ralis se fala na mítica "Casa do PPD".
Este nome foi dado a uma Casa de Guarda Florestal no alto da Serra do Açôr onde passava um troço do Rally de Portugal, casa esta que tinha na parede, desde 1977, o escrito "PPD". Desta forma, sempre se associou a dita casa à política, a propósito de coisas bem mais interessantes, como é o caso das provas de automóveis.

De volta ao Portugal desquecido e ostracizado, deparei-me com este mural, que representa um caso típico de acção-reacção (na melhor das hipóteses), ou então uma enorme confusão naquelas cabeças, à semelhança daquele jovem que disse que "(H)Otel(o) Saraiva de Carvalho devia ser um hotel de 5 estrelas mas não estava bem a ver o que era..."

Numa aldeia perto de Belmonte, sábado passado:

10.17.2007

A gorda

Corre rápida a tarde ao som de Standing in the way of control, Gossip. Uma música de peso.

10.12.2007

Tv on the Radiohead

Contando com a imprescindível colaboração do inevitável Olavo Lupia, (que cada vez mais me faz lembrar um "António Sérgio sem programa de rádio", tantas as músicas acima do par que desvendou!) algures por aqui, cá fico, deliciado, a ouvir a última criação de Thom Yorke e seus pares: In Rainbows, um daqueles raros casos de devoção à primeira audição.
Aguarda-se agora, serenamente, a vinda dos Radiohead novamente ao nosso país. Serenamente, todavia com pressa. Justificada.

10.09.2007

Trianon

O mítico café da Praça Machado de Assis e, em consequência, esta cada vez mais irrelevante e não-influente cidade, ficaram hoje mais pobres.
A Associação Académica de Coimbra / O.A.F. vê partir mais um ex-Presidente.
Respeitos pela morte de Fausto Correia.

10.02.2007

Size matters



Um pormenor: o telefone ao lado daquilo é um Nokia N70. Grandinho...
Trata-se apenas do MELHOR naco de carne que alguma vez me passou pela frente. Grandioso, magnífico. Acompanhado de um tinto de Mendoza, casta Malbec. Ah, e custou menos de 20 euros.

Restaurante Cabana Las Lilas, Docas de Puerto Madero, Buenos Aires.
Um último olhar sobre esta fabulosa cidade.

Essa avenida não tem fim?



A mais larga do mundo, segundo os próprios porteños...
Av. 9 de Julio, num fim de tarde de sol radioso.

A vida a cores



la Boca, uma vez mais.

A Boca Doce



O Inesquecível Bairro de la Boca. Buenos Aires, numa tarde de Setembro.

9.21.2007

La Bombonera

Em trânsito do Pinhal de Leiria após a primeira etapa do Rally Centro de Portugal, a caminho de Castanheira de Pêra para a segunda etapa, passando pela simpática Marisqueira Tonico da Praia da Vitória, com destino final, lá para a tarde de segunda-feira, no Aeroporto Ministro Piastrini, quase quase no cú do mundo. Um cú bem jeitoso por sinal. Prometem-se as costumeiras fotos e relatos, de cá e de lá, se e quando se justificar.

9.19.2007

Coração de Melão

Hoje, às 19.00 horas, nova oportunidade para os nossos jogadores seleccionáveis da bola redonda, pochette Vuitton e pulseira de brilhantes aprenderem como se canta o Hino Nacional.
Cantado por veterinários, advogados, economistas, professores de educação física, puxado lá bem do fundo. Por cá, já começaram as habituais sugestões de que aquilo é demais, é filme, é forçado é no limite até um bocadito facho e tal.
Eu gosto de ver. Mais: adorei ver, contra os superhomens neozelandeses.
Por isso, hoje quero que o Nani e o Ronaldo se danem.
Hoje, as nossas vedetas vão ser mais pesadas, vão distribuir porrada a torto e a direito, e no fim, abrir alas, aplaudindo o adversário. E nunca mandam o árbitro para lado nenhum.
19.00 horas, Vasco Uva e seus companheiros, rumo ao ensaio contra os italianos.
Força rapazes!

Nem mais nem menos

Últimas adições ao iPod. Como é costume, coisas tão diferentes como Pavarotti, Gogol Bordello, Morrissey já velhinho, Manu Chao, etc.
Para chegar ao número redondo: 5000 músicas, canções, cançonetas, malhas.
Reunidas num único sítio, mesmo à mão de semear.
Pergunta-se a propósito: haverá 5000 músicas boas neste mundo?

9.17.2007

Os meus heróis não jogam à bola (II)

Retomo o post anterior.
Apenas para dizer que me ficou completamente "atravessada" a morte de Colin McRae. A palavra foi escolhida propositadamente.
Há pessoas com as quais, mesmo sem as conhecer, estabelecemos empatia, acompanhamos, à distância, as suas carreiras. Preparava-me aliás para o rever na etapa portuguesa do Lisboa-Dakar 2008, confirmada que estava a sua presença ao volante do BMW X3 X-Raid oficial. O que significava também grandes imagens, via Eurosport, Marrocos e Mauritânia abaixo, pois o BMW ia voar baixinho, certamente!!
É impressionante o conjunto de testemunhos de malta nova, muito nova, que nasceu a ver o escocês do Subaru azul (indissociável, até por ter sido o carro com que venceu o seu único campeonato do mundo de ralis, em 1995) a abrasar pelas florestais fora, lamentando a perda do seu ídolo. E do típico adepto português apaixonado, sempre ávido de ver o piloto que passa para lá das marcas... Assim, digamos, o antónimo da condução clean do campeoníssimo Sebastien Loeb.
Reafirmando o meu gradual afastamento do futebol, inversamente proporcional à minha paixão pelos automóveis, manifesto o meu choque pelo desaparecimento daquele que terá sido o mestre do espectáculo em ralis. Ouso mesmo dizer, alguém que, juntamente com Henri Toivonen, bem poderá merecer o título do Gilles Villeneuve dos ralis.
Justamente por ser aquele para quem havia sempre, além da estrada, mais um bocadinho onde meter o carro. Ou onde bater com ele. E onde sempre houve rapidez, muita rapidez.
Conforme já referi noutra sede, Colin Mc Rae foi o autor da melhor passagem que me lembro de ver em ralis, no longínquo ano de 1998, na inevitável descida do Confurco do troço de Fafe/Lameirinha, a bordo do seu Subaru Impreza 555 WRC de 3 portas (que guardo na minha estante em 1/43, perto do seu Ford Focus Martini Racing. Aqueles com que venceu o nosso rali de Portugal, em 1998 e 1999). Uma descida para lá de todos os limites, quase a saltar fora da estrada em cada curva, a entrada no alcatrão com o pobre Impreza a roçar os dois lados do rail e a entrada em slide às quatro rodas, mesmo à minha frente e dos restantes 20 ou 30 mil fanáticos que aplaudiam como se de um jogo da bola se tratasse.



O mesmo Colin que um dia varreu ravina abaixo dois espanhóis podres de bêbados no cruzamento da Selada das Eiras, em Arganil, que não contaram com a diferente noção de espaço para atravessar o carro que aquele tinha...
Ainda, o mesmo que após sofrer três furos no vertiginoso troço de asfalto da Lousã com o Subaru Legacy 555 (a banheira japonesa...), chegou ao fim do troço apoiado em 3 discos de travão e uma roda, a bater de berma a berma. Como se isso fosse a coisa mais normal do mundo!

Ficam os meus respeitos à família, sabendo-se do drama que constituiu este acidente de helicóptero onde faleceu igualmente o seu filho e mais duas pessoas que os acompanhavam e um último tributo, em jeito de fotografia, ilustrando a forma mais espectacular de ver ralis na segunda metade da década de 90 em diante...



E nada melhor, para homenagear o grande Colin, que estar no próximo fim de semana na estrada, de São Pedro de Moel às Fragas de São Simão e ao Espinhal, a acompanhar de perto o Rally Centro de Portugal.
E sempre que alguém empandeirar o carro, salvar-se na última de um valente estoiro ou passar pertinho de um muro ou de uma árvore, recordar com saudade o velho mestre!


Respeitos.

9.16.2007

Os meus heróis não jogam à bola



Por ora, apenas um tributo em forma de video.
Amanhã, breves palavras que tentarão explicar quanto me custou engolir a notícia da morte de Colin Mc Rae. Cada vez mais, para mim, os meus heróis não jogam à bola.

9.14.2007

Então, bom fim de semana, sim?

Eu cá vou dar uma volta...

9.11.2007

Ouvisto de passagem (Eu bem digo que não devemos prestar muita atenção ao que passa na TV...)

"Eles estão lá para ser técnicos, não é humanos."

Aquela apresentadora do "Prós e Contras", a propósito do papel dos agentes da PJ no caso Maddie, interpelando com ar de caso um desses agentes, em directo, no seu programa.

Times Square

Nunca esquecido este dia. Respeitos, memória e o habitual pedido neste dia para que seja encontrado o autor moral da infâmia de Nova Iorque, há 6 anos atrás, para que seja castigado. Se, como disse o operacional da CIA, for necessário que a cabeça dele venha numa caixa com gelo, pois, seja então.

O meu amor e admiração por vós é infinito

Por isso mesmo, recorro aos tempos em que as pessoas ainda tinham graça para vos homenagear e relembrar a vossa eterna imaginação, heterogeneidade, inovação, diferença, enfim, tudo o que vos torna diferente no panorama musical e de entretenimento em Portugal e além-fronteiras...




Gosto mesmo de vocês, pá? Onde é o próximo "encontro inter-..."?

9.04.2007

Olha pá:

Ouvi dizer que estava um ilhéu perto de Lanzarote à venda. Pequenito, cheio de calhaus e tal.
Não te queres mudar para lá? Pensa bem, pá.

Danoninho Downunder

Domingo ao serão os felizardos que se borrifaram para o futebol merdoso que se joga entre nós e passaram pelas 10 da noite para a RTP-N tiveram oportunidade de assistir a meia hora de desporto a sério.
Todos os condimentos estiveram presentes: cenários fabulosos, grandes intérpretes desse desporto, acção a rodos, boas filmagens e planos diferentes, a história toda de fio a pavio e não o mero resumo a correr e um enorme fair-play e respeito entre os principais contendores: aqueles que andaram três dias ao redor de estradas de terra escorregadias picados um com o outro e no final ficaram separados por... 0,3 décimos de segundo! Que equivalem a uma pequenita escorregadela de traseira do derrotado. Ou se calhar nem isso.
Uma vez mais o mundial de ralis a proporcionar um despique memorável, inesquecível, entre dois senhores pilotos, Marcus Gronholm e Sebastien Loeb. Este último a quem faltou o bocadinho assim...

Porque foste nessa?

O estoicismo de certas pessoas impressiona-me.
Pelos motivos óbvios, de quando em vez tenho prestado atenção à violência extrema que constitui uma prova de triatlo. Nadar, sair da água a correr e montar uma bicla e no fim atirar com ela e correr à doida não é para todos. Muito menos fazer tudo isto sem paragens, apenas trocando o calçado e beberricando uma água nas mudanças de turno.
Revi ontem, depois de ter acompanhado o final em directo no domingo, a fabulosa prova de Vanessa Fernandes no Mundial desta especialidade. Creio que será, sem grande dificuldade, a atleta portuguesa mais medalhada de sempre. Chapeau!

A luta continua

Insónias várias, sonos trocados, calor, tédio absoluto.
O monitor do portátil treme ligeiramente, ficando baço de vez em quando.
A vontade de adormecer em cima dele é total.
O que vai salvando o quadro negro aqui experienciado é Death to the Pixies (Live) ouvido alto e bom som, a sequência enérgica de malhas gravadas ao vivo que impedem, por ora, o escriba de soçobrar...
It took the Haaaaaang wiiiiire! (Acompanhado de furioso headbanging)