9.09.2008

Era grande, a reportagem

Tropecei num exemplar com 13 anos de idade da extinta "Grande Reportagem". Reli-a, noite fora, como se fosse deste mês.
Tratava-se daquela revista, superiormente dirigida por Miguel Sousa Tavares e José Barata-Feyo, incompreensivelmente desaparecida dos escaparates.
Nessa altura já custava uns impensáveis 790 Escudos (confirmei na lombada na minha última visita). Era cara como o diabo.
Mas foi nela que encontrei alguns dos mais fabulosos relatos de viagens e lugares (muitos deles depois coligidos no livro "Sul" de MST), enquadrados por fotografia sempre de grande nível e artigos de fundo (as mais das vezes polémicos, como aqueles que foram dedicados ao tema do ordenamento do território e dos "atentados" urbanísticos), daqueles que mais nenhuma imprensa queria acolher. Provavelmente porque demoravam muito a ler. Eram compridos. E incómodos.
Nestes tempos de artiguinhos a correr, notas de imprensa e noticiário trivial, muitas vezes até com erros de ortografia, tenho muitas saudades da Grande Reportagem.

9.05.2008

Bem hajam aqueles

Que um dia gravaram um disco assim, relembrado, muito a propósito pelo nosso Androide. Que arrumamos, recuperamos, ouvimos 10 vezes seguidas com o som no máximo, arrumamos outra vez e vamos lá buscar, como se ouvíssemos aquilo tudo pela primeira vez.
Como há cerca de um ano, descendo a fabulosa Av. 4 de Julio de Buenos Aires, a caminho do aeroporto, no fim de 5 dias de asado e tinto Malbec, com o iPod bem alto...

8.29.2008

Viciado

Sim, sou mesmo.
Nas canetas Uniball Vision Elite.



Pretas, Azuis e Vermelhas. Plane-Proof, diz na embalagem. Gasto umas quantas por ano. São um pouco caras, mas que se lixe. Adoro-as. Todas.

Novos ou os mesmos?

Boa pergunta.
Um dilema: considerando os recursos escassos (financeiros e dias de férias, necessariamente por esta ordem), avançar em viagem para paragens ainda não visitadas ou repetir destinos por onde já tivemos o privilégio de passar?
Não consigo decidir.
Repetir um jantar na Garota de Ipanema (e mais suas caipirinhas venenosas) do Rio de Janeiro, olhar de novo a vista do Corcovado. Calcorrear novamente a pé a 5ª Avenida em Manhattan e parar junto dos néons de Times Square. Cruzar a Ponte Carlos de Praga, descer e voltar a subir as escadas da Praça de Espanha em Roma, empanturrar o estômago na Cabana Las Lilas do Puerto Madero de Buenos Aires. Gozar a luz de Lisboa a partir da muralha do Castelo de São Jorge.
Caminhar pelos Campos Elíseos de Paris sem destino certo, só por caminhar; perder um dia na Porte de Versailles no Mondial de L´Automobile, carregando vários kgs. de catálogos da maquinaria de elite por ali exposta.
Vou por aqui. O resto do mundo pode, por ora, esperar.

8.25.2008

As time goes by

Céu meio encoberto, com o sol a querer romper.
Um arroz de lingueirão irrepreensível, empurrado por um verde gelado.
O Ben Harper a fazer-se ouvir pela sala.
Estava-se bem, um dia destes que passou, no Museu do Arroz na Comporta.

Primeiras inquietações da rentrée:

Será admissível o nome "Yebda" para um jogador de futebol? Ainda para mais para um executante engalanado com uma autoestrada amarela na cabeça, pintada com tinta de cabelo daquela barata?

8.18.2008

E então: as férias foram boas?

Não. Ficaram muito aquém das expectativas.
A concorrência entre as praias era fortíssima. Depois, uns dias estava muito calor, outros um vento insuportável, outros ainda bastante fresco para tirar a t-shirt, o que dificultava enormemente a minha prestação.
Por outro lado, já se sabe que de manhã, o que sabe bem é ficar a dormir na caminha e as pessoas têm a mania de ir para a praia logo de manhã, o que é manifestamente desagradável.
Acresce que, em muitos dos dias, ao chegar à praia, ficava bloqueado com o excesso de veraneantes que por lá estavam. É que a praia estava mesmo a abarrotar.
E não posso esquecer a inquietante presença do senhor das Bolas de Berlim e do Nadador-Salvador, que claramente me distraíram e intimidaram naqueles dias.
Num dos dias, inclusivamente, deu-me mesmo um ataque de histeria ao ouvir o som que as colunas do bar da praia emitiam.
Por tudo isto (e mais algumas coisas que por ora não me lembro), pese embora tenha prometido que este ano ia gostar muito da praia, falhei os meus objectivos. Assim, declaro que abandono a minha carreira de veraneante.
Eu durante o resto do ano até sou capaz de passar duas horas seguidas na praia, dar 5 mergulhos numa tarde, ler um livro em 3 dias ao sol, mas não sei bem porquê, chego a Agosto e é sempre assim. Deve ser psicológico, ou lá o que é.
Em suma, este tipo de férias não são para mim.

[Rendo desta forma homenagem aos nossos atletas olímpicos, todos medalhados na categoria "desculpa esfarrapada a resvalar perigosamente para a estupidez, a 15 metros com carabina de pressão, classe 470 com flik-flak à rectaguarda"]

7.31.2008

E pronto.

Até meados do mês, nada mais se passará por aqui.

Declara-se encerrado o estabelecimento por manifesta inércia do proprietário, que, acompanhado de uns 2 ou 3 kgs. de livros, um iPod com 19,32 GB de música e mais alguns apetrechos indispensáveis, se dirige a sul.

Para banda sonora de encerramento de hostilidades, deixo isto.



Tomar acompanhado de um porto tónico (pode ser o Taylor´s Extra Dry White) bem feito, com tónica Schweppes de lata, gelo do bom, rijinho e uma folha de hortelã bem viçosa.

Até um dia destes, se e quando a bateria estiver recarregada.

7.29.2008

Ainda a propósito da notícia do "tecno":

Música tecno não é agressão se ouvida, noite fora, numa discoteca.
Torna-se um verdadeiro atentado se despejada em cima de um pobre cidadão carente de uma manhã de praia.

Unta e espreme

Ainda ao redor da praia, em miúdo ficava intrigado com uns senhores com um cassetete branco que deambulavam vestidos pela praia, com uma espécie de farda.

Vozes avisadas diziam que eram os "Cabos do Mar" e que andavam a ver, entre outras coisas, se as senhoras estavam a fazer topless.

Claro está que já passaram, entretanto, uns anos.

Hoje ouvi na rádio a preocupação do mesmo Cabo do Mar quanto à prática de massagens na praia, sugerindo mesmo a sua proibição na costa algarvia sob sua jurisdição.
Pode ser que, embalado por essa febre proibicionista, o dito Cabo do Mar interpele (em especial no Norte do país) e multe as Neusas Priscilas que se dedicam ao desporto de praia mais abjecto que algum dia presenciei: o de espremer, com as suas longas e bem tratadas unhas, as borbulhas (espinhas, no dialecto nortenho) dos seus namorados e familiares próximos estendidos nas suas toalhinhas de turco coloridas. É que, claro está, há que começar por algum lado.

Banda sonora original

Solidarizo-me com o protesto de Manuel Alegre, colhido aqui.
Detesto em absoluto aquelas animações de praia, com música aos berros e "animadores" de micro na mão, aulas histéricas de aeróbica, pum pum pum, unts unts unts, etc.
São uma fonte de poluição no local onde mais gosto de estar calado, em sossego, a ouvir outro tipo de música: a das ondas a desfazerem-se no areal.
É por essa música que ando muitos quilómetros, e creio que muita gente me acompanhará no sacrifício.
Note-se, aliás, que antes dessa febre poluidora, já as pessoas iam à praia e desfrutavam dela. Sem necessidade de batucada. Para isso, há à noite a Kiss em Albufeira e o Kadoc à beira da estrada. Entre outras.
E há, claro está, o iPod com uns phones, que permitem à Neusa Priscila e ao Nelo Adeodato partilharem, um com cada parte do phone (pressupondo a prévia higiene das cavidades auditivas logo pela manhã, ou com a unhaca, a caminho da praia) ouvir no máximo do volume o CD da Shakira ou da Buraka Som Sistema em plena praia. Mas sem chatear.

7.28.2008

The Stieg

Não, este post não é sobre automóveis, muito menos sobre o agente encoberto da Top Gear que aparece sempre de capacete enfiado e fato de competição branco. Esse é o Stig.

Falo de Stieg Larsson, sueco, autor do best-seller "Os homens que odeiam as mulheres" (título que sofreu uma estranha metamorfose do original "The Girl with the red Tatoo", não privativa da tradução portuguesa, ao que parece).

Poucas vezes fiquei tão viciado numa história. As críticas eram muitíssimo boas, mas as desventuras do Mikael Blomqvist e da freak Lisbeth excederam largamente as minhas expectativas. Foram 500 e muitas páginas devoradas em 10 dias.

No final, apenas tenho a declarar que pese embora tenha adorado o livro, não vou começar a ouvir Elvis Presley. E por aqui me fico...

7.24.2008

Um díptico

Que celebra o achamento, via iTunes, de uma das mais longas marchas de Manchester. Devem ser uns bons 15 minutos de video. Brutal.



Weekender. Flowered Up.

7.23.2008

Se os DJ´s das discotecas fossem todos como este senhor, então eu ia mais vezes à discoteca...



Assombroso.

Salmão da Bahia? Menino (nórdico) do Rio?



AC Jobim por Erland Oye.
Kings of Convenience, Casa da Música, Porto.
Questão de Direito Internacional Privado: Cantor nórdico canta música brasileira em sala de espectáculos em Portugal.

Mais uma grande noite de música que passou. Digo bem. Passou.
Quando tiver oportunidade de ir ver um concerto este ano aviso.

7.22.2008

No future / esta juventude é um espanto

Já ouvi, da boca de gente com idade para ter (mais) juízo, casados e quase pais dizer, de peito feito, que dia 31 lá estarão em Paredes de Coura no mosh.
Gente empregada, profissional liberal, com posições sociais respeitáveis e tal... mas, claro está: and we don´t care!

7.21.2008

Concentração Nacional de IVECO DAILY´s

Traz os tês primos e os tês tios e os tês pais todos!

Jaguar XJ6



Sempre que passo por um (ainda que haja poucos da cor "original"), é inevitável.
Com indisfarçável gozo, lembro-me sempre disto:

7.18.2008

Salvem os colegas dele. Depressa!

O frame principal do Messanger tem uma funcionalidade que permite identificar o que os nossos contactos estão a ouvir no momento.
Dei-me conta, atónito, que um dos meus contactos, há cerca de meia hora atrás, ouvia "Chiquitita" dos Abba no local de trabalho, que partilha em open space com alguns colegas.
Agora, abri de novo o Msn e... "Não mexas no tempo", André Sardet. Deus meu.

Apenas tenho uma coisa por certa: se acaso trabalhasse nessa sala, de duas uma, ou o visado tinha que comprar uns phones com redução de ruído ou a esta hora eu já teria adquirido licença de uso e porte de arma e seria visita regular de espingardarias...

Mesmo não partilhando tão horrenda realidade, tenho para mim que se vir no Msn na linha dele que se encontra a ouvir Santos&Pecadores, aí vou mesmo lá falar com ele. Se ainda for a tempo...

De decibel em decibel

Se o mundo estivesse alinhado com os meus gostos, este fim de semana seria mais ou menos assim:

- Hoje ao final da tarde, Guimarães, direcção Palácio Vila Flor. Um jantar na rua, um verde gelado e depois, The National;

- No final, rumo a Moledo, para a corrente de ar nocturna no paredão, junto ao mar;

- Sábado, direcção sul, Lisboa, Belém. Leonard Cohen. Antes, uma paragem numa praia a Oeste, no caminho.

- Domingo, debaixo de um ar condicionado dos fortes, um almoço de marisco & peixe grelhado.

Merda. Porca miseria. Uma vez mais, tudo passa ao lado.

7.17.2008

Os iniciados

Algures no fórum online do Autosport, perguntava-se outro dia qual tinha sido o primeiro automóvel que os leitores tinham guiado na vida e qual o seu primeiro automóvel do seu percurso de condutor.

A propósito disso mesmo, e com a pequenina ajuda do Google, cá vão as duas primeiras máquinas gloriosas que tiveram que me aturar a tentar conduzi-las (em idade obviamente inconfessável, mais próxima do final da "fase triciclo"):



Honda N600, que ainda há bem pouco tempo circulava alegremente algures em Lisboa...



Land Rover Series I 88, que nessa altura só conhecia esta versão, de vidro para baixo. Um cabriolet em todo o seu esplendor, infelizmente vítima do início das Inspecções Periódicas Obrigatórias...

Quanto à primeira máquina a sério, uma verdadeira escola de condução do dia-a-dia, travões abaixo de medíocre mas um comportamento que fez dele um clássico de sempre:



Morris Mini Clubman 1100 1972 (1996-1998)
Equipado com 4 Yokohama A008 P importados de Inglaterra (que valiam novos praticamente o mesmo que tinha custado o carro todo, gentilmente cedidos free of charge a meio uso), fez corar de vergonha muita gente com carros recentes, à chuva, na rotunda do Papa, aos Arcos do Jardim, pela velocidade estonteante com que curvava nas pedras polidas, ultra-escorregadias...

Santíssima Trindade Veraneante (não dos últimos dias, mas dos finais de tarde)



Gelo, Limão e Água Tónica (Schweppes, como sempre).
O Divino já se sabe qual é...

Midnight summer dream

Estrada fora, num pedaço sinuoso, de bom piso (lembro-me de repente da descida da EN 236 até à Lousã e da estrada Góis-Colmeal), sem trânsito, com isto a tocar:



Ao volante de um destes:

7.16.2008

Melting

E pronto, chegaram de armas e bagagens os 35º graus típicos da época.

Assim sendo, ontem ao final do dia, altura em que ainda persistiam uns bem medidos 34º, rumei à grande superfície mais próxima de onde saí acompanhado de alguns instrumentos de luta contra a canícula: Murganheira Super Reserva Bruto 2002, Marquês de Borba 2007 Branco, Quinta da Aveleda 2007 e Alvarinho Soalheiro 2007. Para consumo imediato, antes do fim do mês. De um trago só.

Ficaram a faltar as folhas de hortelã e os limões para fazerem companhia ao Taylor Extra Dry White e ao Bombay Sapphire que aguardam a chamada em auxílio dos encalorados de fim de tarde.

É tramado o verão...

7.11.2008

Ai fôna

Confesso a minha estupefacção pela corrida desenfreada dos portuguesinhos para comprar o iPhone.
Estupefacto pelo consumismo desenfreado, selvagem que demonstra, pela felicidade alcançada pelo indivíduo pela posse do novo brinquedo.
Estupefacto também porque dar 500 Euros por um gadget da moda com esta facilidade contraria todos os sinais de crise que por aí andam (Ok, alguém empresta o dinheiro, Ok, este ano vão menos dias de férias para se andarem a pavonear de iPhone, são menos uns jantares de peixe e marisco, mais uns menus no Mc Donalds, menos uns livros que se compram, etc...).
Mais estupefacto porque não me imaginava, jamais, numa fila à meia noite à porta de uma loja para comprar fosse o que fosse.
Agora o grau máximo de estupefacção é alcançado pelo preço que a malta está a pagar cá pelo dito: pedir a alguém que traga um dos EUA e que o declare na alfândega (pagando os 21% de IVA e cumprindo os sacrossantos deveres de bom contribuinte) apresenta um lucro tal que dá para comprar 3 iPhones (desbloqueados) pelo preço pedido por um, pelas operadoras nacionais... Roubo? "Nacional-Otarismo" exuberante? Mmm...

Ok, eu até confesso que o iPhone é muito engraçado, já brinquei com um várias vezes.
Mas tenho um princípio de vida segundo o qual não gasto mais de 50 Euros em telemóveis.

7.08.2008

6.

Fiesta.



É isto. Sublimada pelas conquistas recentes do mundo da bola, contra os defensores dos animaizinhos, cagando de alto para o politicamente correcto, respeitando a velha tradição.
Muito nos ensinam nuestros vecinos...

Entretanto, a reunião do Conselho de Justiça da Federação continuou rua fora...

... Com o colectivo a tentar convencer a opinião pública da justeza da sua argumentação (lançando mão da técnica do encierro, comprovadamente eficaz):

Ditado popular (só para fanáticos)

Chuva na pista, Massa não é artista...

Catchwords: F1, Silverstone, Ferrari, Controle de Tracção, Off, Chuva, KDU-Kit de Unhas, Piloto parecido com o Tony Carreira, Piões, 0 pontos.

El Toro

Em tempos passados (coincidindo com os intermináveis finais de Maio e inícios de Junho dos anos de Faculdade), dediquei muito tempo a assistir a partidas de ténis via TV. Em especial, do torneio de Roland Garros.
Desde sempre gostei mais do estilo força bruta neste jogo, daqueles jogadores cuja energia não acaba e que jogam quase sempre à padeirada.
Assim sendo, não é de estranhar a minha predilecção por Rafael Nadal, o jogador mais enérgico que me lembro de ver jogar.
A quem faltava, até domingo passado, derrotar o betinho Federer no sacrossanto relvado do All England Lawn Tennis and Crocket Club, num jogo absolutamente fabuloso, riquíssimo e rijamente disputado. Do qual, infelizmente, não assisti ao 5º e último set, devido ao atraso ditado pela chuva, tarde fora...

Ontem, a música portuguesa ficou mais rica. Ou quase.

Delfins anunciam o fim da banda.

Digo quase porque:
1. O final da banda só ocorrerá MESMO no dia 31 de Dezembro de 2009.
2. Até lá, muita coisa ainda pode mudar.
3. Ainda não ouvi nenhuma notícia análoga sobre o fim dos Santos & Pecadores.

No entanto, a 31-12-2009 cá estaremos para comemorar, com festa rija, a efeméride!

7.02.2008

Com a devida vénia

Cito o colega VLX, num lapidar post sobre a cada vez mais desgraçada realidade da nossa justiça, no inevitável Mar Salgado.

6.30.2008

Vodapoca? Optipoca? Pi-TMN-Poca?

Va por ellos

Quando não joga a Selecção Portuguesa, normalmente torço por quem dá mais espectáculo a jogar. Por isso nunca gostei da Itália, gostei pouco da Alemanha e detestarei para todo o sempre o futebol merdoso e medroso da Grécia.
Assim sendo, ontem torci pela Espanha. Jogaram muitíssimo bem e ganharam com mérito. Tiveram aquilo que se calhar nos faltou a nós: um guarda-redes de luxo (Iker Casillas, classe pura!) e dois pontas de lança a sério (Villa e Torres).
A dada altura, estando o jogo quase a terminar, lembrei-me de todos aqueles portuguesinhos pequeninos que dizem que gostavam muito de ser espanhóis, que em Espanha é que é, muita classe, vive-se bem e tal, que isso de ser português é um bocado treta, que este país não presta para nada, etc.
Pués entonce que se van. La aduana no existe más.

6.25.2008

Cantinho da inveja

A gasolina sem chumbo 98 está a mais de 300 paus o litro?
Paga uns bons 4500 € de seguro por ano?
É um chamariz desgraçado para o carjacking?

É verdade.

Mas é lindo. De morrer.



Upgrade do imortal Porsche 911 Carrera. Pura e simplesmente o melhor automóvel do mundo. Aquele que, ao mesmo tempo, tem a traseira mais sexy algum dia vista num automóvel.
Agora integrando a histórica faixa entre-faróis, que a partir desta série passam a ser de tecnologia led, conforme a última moda dos construtores germânicos.

Ao que consta, à venda a partir de 5 de Julho.

Espera-se que igualmente na costumeira versão Minichamps em 1/43, com caixa cinzenta Porsche, que é o mercado em que tradicionalmente me movimento.

6.24.2008

Next Stop

Olhando para este conjunto de "paragens", tão seguidas umas às outras, do Festival Alive de meados de Julho, vontade não falta de ir ver tanta banda de qualidade num dia só:

Cá para mim, seria assim (sublinhados):

DIA 10

Palco Optimus:

Rage Against the Machine - 00H40

The Hives - 23H10

Gogol Bordello - 21H40

The National - 20H20

Spiritualized - 19H10

Galactic - 18H00

Kalashnikov - 17H00

Metro On Stage:

Boys Noize (DJ set) - 02H20

Tiga (DJ set) - 00H50

Hercules & Love Affair - 23H50

Peaches (DJ set) - 22H20

Cansei de Ser Sexy - 21H10

MGMT - 20H00

Vampire Weekend - 18H50

Sons Of Albion - 17H50

Banda Soundtribes - 17H00

6.20.2008

Estado de alma

Slighty depressed.
Felizmente, ligo hoje muito menos ao fenómeno da bola que há uns anos atrás.
Como naquela noite de Junho de 2000, carpindo mágoas em hora de fecho de restaurante, pelo penalti do Zidane que nos afastou da final do Euro.
Sim, nesse ano em que melhor futebol jogámos, como selecção, desde que me conheço...
Fica a lembrança da maior festa que algum dia fiz após um jogo, superior a todas as alegrias do Euro 2004 e a algumas do Mundial de 2006: o dia em que, de um 0-2, virámos 3-2 contra a Inglaterra, contra tudo e contra todos, e a jogar futebol a sério. Nesse início de noite, houve de tudo: cerveja a voar, mosh, gajos em cima de mesas, armários, e no final, uma aparelhagem a debitar Unreasonable Behaviour (bem a propósito...), Laurent Garnier, com um grupo de estudantes de Coimbra em total êxtase, que depois seguiu rua fora...

6.19.2008

Uma proposta de selecção

Um 11 magnífico, para fins de tarde e inícios de noite de verão.
Jogadores da bola? Nop. Líquidos. Dos bons, em 4-4-2:

Na baliza (querem-se valores seguros, experiência, etc.)

1 - Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2004 Tinto

Quarteto defensivo (uma quadra coesa, que confira a devida segurança à equipa e que lhe acrescente força)

2 - Giro Sol 2007 by Dirk Niepoort
3 - Guru 2007 Branco
4 - Herdade dos Grous 2006 Tinto
5 - Vértice Super Reserva Bruto

Meio campo (ajuda e ataque, criação de jogo)

6 - Murganheira Super Reserva Bruto
7 - Taylor´s Extra Dry Port White
8 - Bombay Sapphire
9 - Grandjó Late Harvest

Ofensiva (para rebentar com o adversário)

10 - Bushmills Malt 16 anos
11 - James Martin´s 30 anos Single Malt

Com uma equipa destas, a vitória era certa.
Ficam a faltar os respectivos copos, o gelo (muito), o limão, as latas de Schweppes tónica, as folhas de hortelã, umas amêndoas torradas, um prato de caju, uma cigarrilha Cohiba e um jantar num sítio fresco.

Giro Sol (made in Portugal)

Que está hoje. Bem português.
Imagino que na Alemanha esteja bem cinzento, tristonho, o dia.
Assim sendo, se amanhã já não estivermos no Euro 2008, resta-nos este sol fabuloso.
Este, não se perde, não se rouba, não se tira. E não se troca por qualquer outro.

Por outro lado, se amanhã ainda estivermos em prova, aproveitemos o fresco da manhã, bem cedo, e a luz portuguesa, para sair de casa e ver o ar contente da malta a ir para o trabalho.

Quanto ao título deste post, sim, é verdade, ele coincide com o nome de um belo branco esverdeado português criado pelo grande Dirk Niepoort. E que bom que ele estava ontem à noite...

Fica desde já prometido: se estivermos nas meias finais, terei (outro) Giro Sol comigo para ver o jogo na quarta feira da semana que vem.

Força rapazes!

6.17.2008

David Piper & Vila Real

O nome poderá à primeira vista soar a pipas, vinho, etc. ao estar associado à capital de Trás-os-Montes.
No entanto, este é o nome do antigo piloto-preparador que corria com um Ferrari verde e que deslumbrou, nos anos 70, no Circuito de Vila Real.
Por motivos vários, nunca assisti a esta prova. Por isso digo agora, a alguns dias de distância: eu vou.
Claro está, para o final da famosa descida de Mateus, local do qual se contam histórias de big balls ao volante de um automóvel...

6.15.2008

Infantes da pátria

Os meus votos, a alguns minutos de abrir um rosé geladinho portuguesíssimo (Valle do Nídeo, claro está), aliás bem melhor que as cervejas mortiças com que arruinei a minha garganta na passada quarta-feira num bar de hotel algures na Alemanha, é que a Selecção Portuguesa dê um motivo especial aos nossos emigrantes na Suiça para que amanhã apareçam de peito feito aos seus patrões.
Uma vez mais, força rapazes!

6.09.2008

Bem anda quem diz

Que por cá o povo não anda a bater muito bem.
Música de espera no call center da CP? A da série "Soldados da Fortuna", pois claro...

6.08.2008

Só 1 coisa:

Estamos em dia de arranque de Campeonato da Europa de futebol, e lembro-me agora, de repente, que esta medíocre e irrelevante página surgiu para ocupar espaço na rede há exactamente 4 anos.
4 anos da mais pura trivialidade e encher de chouriços.
Uma coisa é certa: música, copos & pratos e automóveis, e um pouco (cada vez menos) de bola sempre andarão por aqui.

Por falar em bola, céus, Pepe joga bola prá caralho!
E assim me retiro, com um jingle publicitário a ressoar dentro da minha cabeça: "olhó João Moutinho lálálálálá, olhó João Moutinho lá lá lá lá lá lá"... (boa, puto!)

6.06.2008

1. Desfraldar

= Tirar a camisa de dentro das calças.

2. Abrir um branco fresquinho.

3. Ligar a televisão.

4. Ver a estreia da Selecção contra os turcos.

5. Vir à varanda fumar uma cigarrilha e ouvir o povo, ao longe, a festejar.

Força rapazes!

Reumon Gel

De 2 em 2 anos, quando a SIC nos oferece uma fabulosa transmissão em directo do (pouco atraente) Rock in Rio, muitíssimo bem filmada e com recursos técnicos abundantes, dedico uma meia hora do meu tempo a assistir a uma actuação de uma banda de metal.
Para lá dos Faith No More, de que sempre gostei, da onda grunge onde muita gente passeou e do álbum preto dos Metallica, os meus massacrados ouvidos há muito que perderam capacidade de filtrar aquela música rapidíssima e ruidosa.
No entanto, gosto sempre de ver o empenho com que os artistas tocam (o baterista dos Metallica, por exemplo, é um espectáculo por si só, pelo ritmo e velocidade frenética que impõe à sua Tama) e principalmente, a devoção, o fanatismo, do público presente, profundamente conhecedor.
Ainda ontem, no RiR, muitos milhares urraram até ao limite das gargantas e abanaram furiosamente as suas cabeças minutos a fio, numa comunhão com os artistas que mais nenhum estilo musical consegue sequer aproximar-se, quanto mais replicar. Para já não falar do gigantesco mosh que acompanhou toda a performance da banda de Lars Ulrich.
E da arrepiante entrada em cena da banda, com o povo a cantar a música de Ennio Morricone que abre todos os seus concertos, conforme o apontamento conhecedor do especialista Henrique Freitas da Antena 3, imediatamente antes do início do concerto.

Muita Mebocaína Forte e Reumon Gel se deve vender hoje em Lisboa...

Olé

Primeiro, a declaração de interesses: não sou, nem de perto nem de longe, aficionado pela tauromaquia, mas também não é um espectáculo que me repugne em absoluto.

Assim sendo, ao ler notícias superlativamente estúpidas como esta, lembro-me sempre, com indisfarçável gozo, de uma imagem gravada há uns anos, creio que na Praça de Touros da Figueira da Foz, em que o grupo de forcados saíu da praça e deu uma monumental coça naqueles meninos coloridos e fracturantes da Associação Animal...

Ainda a propósito da mesma notícia, aguardo serenamente que algum Meritíssimo decrete uma qualquer providência cautelar a proibir a exibição daqueles filmes de sangue abundante, porrada à bruta e violência gratuita com que as TV´s nacionais entretêm a populaça aos fins de semana...

Assim se vai perdendo o juízo!

6.04.2008

Não faltará

apoio, a Norte, a todos os adversários que compuserem o grupo do Benfica na Champions League.
Prevejo aliás nova recepção apoteótica dos Super Dragões a uma claque qualquer de um clube adversário dos lampiões, como fizeram quando a Lazio defrontou o Benfica há uns anos atrás.
Porque há tradições que são para manter.

Ouvisto de passagem

Após a esperada e justíssima suspensão do FCP das provas Europeias por parte do comité da UEFA reunido na Suiça, um adepto portista entrevistado à porta do Dragão disse apenas isto:

"Ó menina, bindo de Lisboa nada me espanta!"

Ainda um dia hão-de tentar provar que aquele Cunha Leal estava no anteprojecto de revisão da Lei da UEFA, aquele lampião...

6.03.2008

Tximi

A alguns dias do início do Euro 2008, 4 anos depois da saudável maluqueira em que nos metemos durante um mês inteiro, tenho andado distante da euforia da bola.
Sei desde já que não alcançarei os níveis de envolvimento e puro gozo de 2000 e 2004 (e um pouco menos no Mundial de 2006). Cada vez ligo menos à bola.
Ainda assim, tenho a minha ideia de como devíamos jogar de início. Todos os portugueses têm uma ideia, aliás.

Quim na baliza

Pepe / Ricardo Carvalho ao centro
Paulo Ferreira / Bosingwa nas laterais

Raul Meireles / Miguel Veloso / Deco ao meio

Quaresma / Ronaldo / Simão (Nani) à frente

Prevejo uma passagem aos quartos sofrida. Já se sabe que se fosse um grupo de tubarões a coisa ia correr melhor, certamente. Assim,vai ser difícil e muito dependente do primeiro jogo contra os turcos. E da frescura do Deco. E da vontade - parafraseando Artur Jorge - de Ronaldo "fazer coisas bonitas"...

Para o segundo jogo, retomo uma tradição antiga: deveres de ofício levar-me-ão a estar nesse dia fora do país, altura em que ainda berramos pelas nossas cores com mais força, tentando incomodar todos ao nosso redor, enquanto enchemos a nossa mesa de copos de cerveja vazios.

Em suma, expectativas em ascensão muito moderada, para que haja poder de encaixe para alguma surpresa desagradável.
O caminho mais fácil é aquele em que as coisas começam a correr bem: o do frigorífico, dos baldes de gelo, dos charutos e, no final, o da buzina do carro. À parolo, incomodando tudo e todos, como muito bem fizeram os nossos emigrantes em Genebra e em Neuchatel, para desespero dos fascistas dos suiços, que - imagine-se! - decretaram que, em caso de vitória, só se poderá buzinar nos 30 minutos imediatamente a seguir ao final do jogo...

Força rapazes!







Rock em quem?

Rock foi isto: O velho Alvalade cheio e o início da história da garrafas voadoras, no longínquo ano de 1992, instigada, uma vez mais, pelo inevitável Mike Patton:



Nota: claro está que este video não foi gravado em Sevilha, mas sim em Lisboa. Em 1992.

Quieren Baladas?




Mike Patton, num acesso de criatividade poucas vezes visto. Beth Gibbons deve ter ficado rouca ao ouvir isto...

5.27.2008

Slogan brilhante

Ouvindo a inevitável Radar noite fora, agarrado ao trabalho inadiável, retenho um slogan bem arrancado de um programa desta rádio (Álbum de Família, se bem me lembro):

"De Elvis a Costello, de Kobain a Kapranos"

Que pena nós, que vivemos na parvónia, só podermos ter esta estação por companhia via Web...

P.S. - Pérola da 1.oo da manhã: Dirty Boots, Sonic Youth. Foge para longe, ó sono maldito!

5.26.2008

Processamento de salários

Notícias recentes dão-nos conta do vencimento (livre de impostos) de José Mourinho no seu novo clube (Inter de Milã0): 9 milhões de Euros, ao que consta.

Assim sendo, peguei na calculadora e escrevi: 9.000.000,00 € / 14 (como é trabalhador dependente, tem direito a subsídio de férias e de Natal) = 642.857,00 € (seiscentos e quarenta e dois mil oitocentos e cinquenta e sete Euros) por mês.
Em finais de Julho e de Novembro, como todos os trabalhadores, o mesmo receberá 1.285.714,00 € (um milhão duzentos e oitenta e cinco mil setecentos e quatorze Euros).

Se tirarmos os "mil" e o "milhão", temos o vencimento líquido de muito boa gente: 642 Euros /Mês, 1285 € nos 13º e 14º meses.

Dá que pensar? Sim. E muito.

Então e que tal a folha salarial proposta a Cristiano Ronaldo pelo Real Madrid?

30.000.000,00 € redondos / ano.

Ou seja, 2.142.857,00 € /mês (dois milhões, cento e quarenta e dois mil oitocentos e cinquenta e sete Euros). O que nos meses de férias e Natal perfazia a soma de 4.285.714,00 € (quatro milhões duzentos e oitenta e cinco mil setecentos e quatorze Euros).

Nos nossos dinheiros antigos, o emblema merengue propõe-se despender com um trabalhador mais de quatrocentos mil contos por mês.

Voltando ao mesmo exercício de há pouco, já se contam em números bem mais baixos os portugueses que recebem mensalmente 2.142,00 Euros...

Pensa-se novamente no caso: será que este trabalho vale tanto dinheiro assim?

5.24.2008

Para lá do limite

Em fim de semana de GP do Mónaco, recordemos o imortal video de uma das mais extraordinárias voltas de qualificação da história da Formula 1: Ayrton Senna, 1989, Mclaren Honda V12 à solta pelas ruas do Principado:

5.21.2008

Em tons de cinzento

A cor do céu que se vê pela janela, cinzento muito carregado, combina absolutamente com Dr. Strangelove, Blonde Redhead, que o computador debita pela sua colunazeca lateral.

5.20.2008

EVEL Hearted You

Um achado nas prateleiras dos supermercados, a uns 3 Euros e pouco.
Muitas vezes, o vinho mais barato de uma carta de vinhos de restaurante.
Mas uma qualidade muito, mas mesmo muito acima do preço marcado.
Evel Branco 2007.
A consumir sem qualquer moderação, até que um riso parvo tome conta de nós.
Enquanto não ganhamos coragem para nos levantarmos da cadeira e constatarmos que o nosso estado já não é o mais puro.

O que é National é bom

E o artista é um bom artista. E gosta de estar com a sua gente.

5.19.2008

Festival da canção

Enquanto eles, quando ganham, cantam o clássico "SLB Filhos da Puta SLB", esse hino familiar do Estádio das Antas, entoado vezes sem conta por famílias inteiras e ensinado desde tenra idade, os outros, quando lhes ganham, cantam-lhes o "cheira bem, cheira a Lisboa".
Depois queixam-se que ninguém os grama.

Um país, dois sistemas

Para quem vive num país que começa no Gerês e tem fronteira a sul na Meta dos Leitões, na Mealhada, nada melhor que visitar o país mais abaixo para um jogo de bola em Oeiras e saír de lá, com duas batatas no saco, ao som do "cheira bem, cheira a Lisboa...", conforme tive o prazer de ouvir via TSF enquanto subia uma Avenida da Liberdade quase deserta ontem à tarde.
Desta forma, igualmente, a Sra. Dona Filomena e o seu marido não tiveram que passar pelo camarote presidencial, que rejeitaram para se sentarem no do lado, amuados, como é costume.

5.16.2008

Toponímia Furacona

Vai uma pessoa ao site da Meteorologia para ver se amanhã chove e depara-se com isto.
Logo, cabe ajudar os senhores: porque não
SÓCRATES,
PINHO,
PINTO DA COSTA,
CHALANA,
CAJUDA,
SANTANA,
MENEZES,
ASAE
ou
CAROLINA?

Um caso a pensar. Até segunda se não for antes, sim?

5.14.2008

Prémio "Mas aquele programa da Fátima Lopes onde se chorava muito não acabou já?"

"Perdoa-me, desculpa, não sei mais o que fazer"

O Senhor PM, a ser verdade esta propagandística notícia, deve agradecer ao Público o bem que lhe fez à saúde. E ainda diz mal deste jornal...

Quanto ao Ministro da Economia, talvez embarcar com um aquário redondo com o gargalo bem apertado resolva o seu problema de fumar nos aviões. Era outro favor que nos fazia. A nós todos.

Prémio "Ó pá, caga. Ninguém vê, pá!"

Num interessante livro sobre as desventuras dos ilustres (leia-se representantes do Estado) portugueses em Nova Iorque, escrito pelo dono de uma empresa de limousines, a dada altura conta-se uma história de uma senhora VIP que chegando atrasada a Newark Liberty para apanhar o vôo da TAP para Lisboa, por motivos espúrios e extra-laborais (segundo a mesma fonte e sempre alegadamente...) encontrando não só o check-in mas o embarque já completo, exigiu que retirassem um passageiro do avião para que ela ainda seguisse nesse vôo para a capital do império (falido) que lhe paga o ordenado.
Ameaçando de caminho, tudo e todos, em especial o pessoal de terra da TAP que caso não embarcasse, no dia seguinte "iam rolar cabeças".

Vem isto a propósito da nova classe de privilegiados passageiros de avião: aqueles que em terra, com pompa e circunstância, decretam em geral a proibição de fumar em recintos fechados e em especial em qualquer transporte público, mas depois, a recato da cortininha da Business Class, fazendo pouco de tudo e todos e mostrando aquela sobranceria típica do portugesinho investido de poderes, logo acendem os seus cigarros, alegando que se tratava de um "vôo fretado". "Faz o que eu mando, não faças o que eu faço", no caso será pouco para qualificar estas condutas.

Valha-nos o costumeiro Público para denunciar publicamente (veja-se o gigantesco número de comments à notícia, mais de 300, postados ontem no site do jornal), qual voz no deserto, estas poucas-vergonhas que de forma impressiva e simples tudo dizem de quem manda aqui na feira. Temo que no regresso os jornalistas deste jornal sejam convidados a viajar no porão. Ou tenham que comprar bilhete noutro avião...

Claro está - conhecendo o material de que são feitos estes senhores - que, caso alguém ousasse interromper o momento de deleite fumarento dos senhores governantes, incomodando ainda que brevemente o seu fluxo de altos pensamentos para a condução dos desígnios da nação e da amizade com a Venezuela Bolivariana, ficaria perigosamente exposto a ouvir o já referido "amanhã vão rolar cabeças"...

Volto a Nova Iorque e ao tal livro do senhor das Limousines: nele também se diz que por lá, todos são iguais perante um comando ou proibição da lei. Seja um borra-botas qualquer, seja um Primeiro-Ministro. No exceptions!

Agitando as águas

5.13.2008

O rali é isto

Para quem não sabe, um rali decorre no campo, num pinhal, no alto de uma serra. É mais ou menos isto:



Serra do Caldeirão, retomando um spot do ano passado. Perto de Salir e de Barranco do Velho.




Algures na planície alragvia, junto a São Brás de Alportel.



Um campo de malmequeres perto de Almodôvar.

Mas pergunta-se: um rali é só isto? Claro que não.
O que nos leva lá longe é mesmo isto:










Créditos fotográficos: o próprio, armado em discípulo do Reinhard Klein...

5.12.2008

Há mar e mar. Há ir e voltar?

Claro que sim. Ao Mar Salgado, comemorando o seu 5º aniversário.

5.08.2008

Serra do Caldeirão

Retomando o saudável hábito de acordar com as galinhas e seguir monte acima até ao local onde os virtuosos pilotos da mais espectacular modalidade do desporto automóvel (aquele onde os adeptos ganham sempre, sempre que vão assistir) dão todo o gás possível e imaginário.

Comer pó, comer mal e a desoras, aturar bêbados e grunhos, beber cervejas já não muito frescas; mas tirar grandes fotos, estar com aqueles que partilham a nossa maluqueira, dizer muitos disparates de seguida, andar fora do dia-a-dia atrás deles.

Aqueles que guiam como nós nunca guiaremos.

Vemo-nos amanhã e sábado, em locais tão improváveis e toponimicamente esquisitos como Barranco do Velho, Salir, Javali, Cova da Muda ou Vascão.

E para a semana voltamos aqui para contar como foi.

O Rui

Primeira metade da década de 90.

Aproveitando mais um amabilíssimo convite full board (viagem, almoço, passeata, bola no camarote, ceia com marisquinho e imperial e regresso a casa em classe executiva...), mais uma eliminatória europeia ao vivo no Estádio da Luz. Algo distraído, como sempre no que toca ao futebol, deito o olho à equipa provável do Benfica, na época treinada pelo senhor Eriksson (esse mesmo).
Reparo num nome, na posição de avançado, que nunca tinha visto: Rui Costa.
Pergunto, intrigado: quem é este? Respondem-me que era um puto e que diziam que era muito bom.
Lá segui a sua exibição com atenção. Jogava bem, sim senhor.
Em 1993 ou 1994, estive num Benfica-Parma, meia-final da Taça Uefa, no terceiro anel de um Estádio da Luz quase cheio, onde os adeptos em coro cantaram os parabéns ao Rui, que fazia anos nesse dia.
Alguns anos depois, já mais homenzinho (o Rui, claro está...), voltei a vê-lo jogar ao vivo, pela Fiorentina, num jogo da UEFA contra o Benfica. Nesse jogo, na altura em que foi substituído, ouvi o maior aplauso que me lembro de assistir a um jogador da equipa adversária.
Estava sentado muito perto do banco Viola e o Rui ficou de pé, com os braços apoiados à cobertura. Quando Batistuta marca o golo da vitória (um golo fabuloso, aliás), ele abanou a cabeça, cabisbaixo, enquanto toda a equipa festejava. (Nota: este jogo não foi aquele amigável em que o mesmo jogador chorou ao marcar um golo à sua antiga equipa)
Guardo também aquele momento amargo, passado em Berlim em 1997, em que o Rui viu um (segundo) cartão amarelo numa situação em que NUNCA mais vi ninguém ser admoestado: por demorar um pouco mais a render um colega numa substituição.
Perdemos esse jogo, com 10, depois de jogarmos muitíssimo bem e termos encostado os boches à boxe, às mãos de um senhor chamado Marc Batta (quem se lembra deste ranhoso?)
Mais tarde, em 2004, marcou o golo que mais festejei na minha carreira de adepto: o 2-1 à Inglaterra, no prolongamento daquele memorável jogo, de novo no Estádio da Luz. Vitória de Pirro, como se viu... recuperada alguns minutos depois nos penaltis!
Voltei a vê-lo jogar ao vivo contra a Académica, no ano passado e este ano.
Retenho dele aquele toque de bola especial e a forma como centrava a bola para a área. O problema era mais da falta de qualidade dos executantes que recebiam esses centros, mas essa é outra história.

Deixo este tributo ao Rui Costa, a uma forma elegantíssima de estar em campo, a muitas jogadas de encher o olho e a um atleta devoto de um clube, coisa que cada vez mais escasseia neste desporto mercantil.

Já não concordo tanto com o endeusamento feito pela trupe benfiquista ao mesmo Rui Costa. O que é demais, além de chatear, fica mal.
Espero ainda que o Rui tenha pelo menos o mesmo sucesso como Director Desportivo como aquele que teve como jogador. Será pedir demais? Penso que sim. Não acredito muito nestas novas vestes. A ver vamos.

5.03.2008

Armados em Duran Duran?



Ainda bem. Muito bom. Mesmo. O verão aproxima-se perigosamente.

De volta ao rali de Portugal

Agora que faltam alguns dias apenas para o regresso do Rali de Portugal, fica o necessário upgrade da lista fornecida há um ano e tal por aqui.
Desde logo, o meio de transporte passaria a ser este:



Experimentado há alguns dias na florestal do Buçaco no meio de uma grande chuvada, apenas para confirmar que se trata do melhor carro todo-o-terreno do mundo.
Quanto ao resto, a lista do ano passado servirá em toda a sua extensão.

5.02.2008

Em Maio, em Coimbra

De volta aquele fim de semana onde, há uns anos atrás, tudo acontecia.
Àquela semana em que se vivia de noite e dormia de dia.
Apenas noto, com a devida distância, que o povo já não tolera tão bem o fenómeno.
Como em relação a tantas outras coisas, já não lhe acha tanta graça.
Já lhe vai faltando a paciência que, por exemplo, uma senhora de meia idade teve, em meados de 90, com um estudante que se deitou no capot do seu carro em frente à Pastelaria Vénus, numa manhã de Domingo pós-Noites do Parque e Baile de Gala. Nesse tempo em que o Baile era ao sábado.

Bons e cada vez mais distantes tempos.

4.18.2008

Margherita (Cont.) & Pausa

Apenas para avisar, novamente e de forma reposicionada, que a presente e desinteressante página ficará em pousio até ao dia do Trabalhador ou quase.

Entretanto, com o iPod já carregado, novamente no limiar dos 20 GB e a mochila com 3 kgs. de livros que aguardavam serenamente a sua vez de serem devorados, segue igualmente o cortador de charutos, o boné e os óculos escuros. Os ditos compram-se lá.
Para mim, é o bastante.

Cordiales Saludos!

4.17.2008

Contra o Jet-Lag

Em preparação, uma extensa playlist, até dar conta da bateria do iPod e enquanto o sono não chega:

Vampire Weekend - Vampire Weekend
Raconteurs -
Consolers of the Lonely
M83 - Saturdays / Youth (o álbum todo; fenomenal)
M.I.A. - Bamboo Banga
Feist - My Moon My Man
Spoon - Don´t make me a target
Cut Copy - Saturdays
Sun Kil Moon - Like the River
The Dodo´s - Walking
Hercules and Love Affair - Blind
Daft Punk - Around the World (Live)

Umas 2.30 horas fresquinhas como o tempo.

Estádio de Oeiras

Passado o perigo que se insinuou na noite de ontem, o caminho está aberto para a vitória do FCP na final da Taça de Portugal. Houve júbilo pelo país, dentre as suas centenas de milhar de adeptos.
Como sabemos, o FCP não tem medo de ninguém. Dos árbitros, da polícia, dos juízes e procuradores, das demais autoridades, dos adversários.
O FCP só tem medo de uma coisa, que sempre o atormenta.
Que de tempos a tempos, regressa, da "morgue", do inferno, do sul corrupto e malfeitor, ameaçadora.
O FCP só tem medo do Benfica.

4.10.2008

"Nã fosse o gasóle tã caro"...

... e era certinha a ida a esta feira...

4.08.2008

Novas de primavera

Vampire Weekend.

Muito falados. Música simpática.

Curiosamente, em Portugal começamos, lentamente, a ter hábitos de cidades modernas.
Uma banda novíssima, com o primeiro álbum chegado à rua, e já anunciados para tocar por cá.
Casa da Música, Porto, 30 de Maio.

4.05.2008

Provavelmente o melhor pedaço de estrada deste nosso Portugal



Cruzamento do Confurco, troço de Fafe/Lameirinha, EN 311 Fafe-Cabeceiras de Basto.
Definitivamente, o melhor local onde algum dia assisti a um rali.

Exigem-se medidas urgentes



Ando a perder bons concertos em série. Não pode ser.
Campo Pequeno, Lisboa. Munich, Editors.

4.03.2008

A festa do tri

Tenho para mim que querem tirar os pontos ao FCP que dêem exactamente para que os festejos do título sejam feitos em casa contra o Benfica.

Não falo de futebol aqui. Muito menos de justiça desportiva. Não tenho paciência.

3.29.2008

Calai-vos! Deixai ouvir!



Deixai as palmas para o fim!

Travelling without moving

Certas músicas remetem imediatamente para certos locais.
Automatic Stop, Strokes, para Times Square, NYC, para a Virgin Megastore (perto da rua onde viramos para ir jantar à Cabana Carioca, esse templo luso-brasileiro do bacalhau com todos e da caipirinha em plena Manhattan). Para onde comprei Room on Fire, em finais de 2003.
Trata-se aqui, claramente, de um reenvio não prejudicial, recordando os longínquos ensimamentos do Direito Internacional Privado...

Man at Work

Trabalhando, tarde fora, a um sábado, à boleia de uma playlist do iPod especial para missões igualmente especiais, que vai debitando coisas mansas como Prefab Sprout, GNR, Luna, Durutti Column, James, Rodrigo Leão, Sérgio Godinho, Sétima Legião, Lou Reed, Penguin Cafe Orchestra, Cocteau Twins, Cat Power, etc.

3.27.2008

Esperai lá!

Ainda a propósito do concerto de Beirut a 27 de Julho: então não é que, no mesmo dia, temos Kings of Convenience na Casa da Música do Porto?
Mas quem é a besta que marca concertos para o mesmo dia? Deve ser a mesma que marcou Lou Reed e Leonard Cohen igualmente para a mesma data em Julho...

Especial Pinóquio Praça dos Restauradores

Beirut, 27 de Julho, Coliseu de LX, segundo o Diário Digital.
O que quer dizer, regra geral, gambas com sal, um pica-pau enorme e umas quantas imperiais na esplanada do Pinóquio dos Restauradores.

3.26.2008

Deliberações do novo Conselho de Administração recém-empossado:

No decurso da anunciada compra dos 2 digníssimos representantes da nobre linhagem automóvel inglesa, são desde já introduzidas as seguintes mudanças nas duas marcas:

1. Apresentação da gama por castas, da superior para a inferior, aquela meio reles que nem as moscas querem cheirar:

Superior:



Média:




Inferior:



Desclassificado da sociedade, sem casta atribuída:



2. Introdução, na gama todo-o-terreno, das versões:

Land Rover Chamuça

Land Rover Caril

Land Rover Pinta-Vermelha-no-Vidro-da-Frente

Pelo C.A,
Rajiv Tata, Vogal

3.25.2008

Portugal lá fora (ou "o que é bom é para se mostrar...")

Ainda para mais, no insuspeito The Guardian...

"Ouvisto de Passagem" regressa triunfante!

(Por interposta e atenta pessoa, que nos fez chegar a "pérola" e a quem penhoradamente agradecemos e atribuímos os créditos autorais)

Na caixa do hipermercado, um senhor de idade e a menina da caixa denotam conhecer-se doutras paragens.

Por isso, conversam animadamente sobre essa candente questão que é "o tempo".

Diz ela:

"- Está mesmo estranho este tempo, ainda há pouco estava um sol tão bonito e agora já está outra vez tudo encoberto!"

Responde o freguês, com ar grave:

"- É verdade, é mesmo Março na verdadeira ascensão da palavra..."

Podem acompanhar a leitura disto com aquela música da Sétima Legião, que pedia emprestada a voz de Teresa Salgueiro. Ou até com a versão do Rodrigo Leão...

Goze-se o silêncio

Estive pela primeira vez no Festival Sudoeste em 1998.
Um alinhamento fortíssimo, conforme se dá conta neste cartaz desse mesmo ano:



Vem isto a propósito do renascimento dos Portishead.
Nessa noite de Domingo, 9 de Agosto de 1998, em fim de festa, Beth Gibbons e seus pares foram autores de uma proeza que não voltei a ver repetida em actuações festivaleiras, por nenhuma banda: colocaram em absoluto silêncio as 20 e tal mil almas que estavam em frente ao palco, como que hipnotizadas pela música que ouviam. O silêncio só foi interrompido, entre cada música, para aplausos quase histéricos.
Ouvi tantas e tantas vezes o álbum Dummy, nesses tempos, que o arrumei no fundo da gaveta há já alguns anos.
Está na hora de o ir buscar outra vez. Para fazer companhia ao novo Third, a aparecer por aí por estes dias.

(ainda a propósito dos casados de fisco:) formcasoriofinancas@INCONTINENTAL.pdf

Para encerrar o caso entretanto aberto, perfilhamos as alterações ao formulário dos casórios preconizadas pelo douto Incontinental, aqui.

3.24.2008

Direito Fiscal - Caso prático comentado

A propósito dos novos deveres de colaboração dos contribuintes com o Fisco, hoje novamente relembrados:

A, médico, casado com B, advogada, estão radiantes com o casório da filha C com D, filho de E e de F, empresários.

Dá-se o enlace, em ambiente de grande luxo e ostentação, grande festa, etc. e tal.

No dia seguinte, os pombinhos partem em lua-de-mel para um destino paradisíaco.

Passados outros 3 dias, os paizinhos recebem uma notificação das finanças, para apresentarem documentação sobre as despesas com o casamento.

A resposta não tardou, por parte de A, B, E e F:

"Informa-se V. Exa. que o casamento correu muito bem, graças a Deus.
Fomos desde logo surpreendidos, à chegada à Igreja (para a qual nos deslocámos a pé, em consonância com as melhores práticas saudáveis instituídas no país), pela quantidade de ramagens e flores que, com o vento da noite anterior, tinham entrado pela porta entreaberta da igreja, conferindo um ar festivo ao seu interior. Calhou mesmo bem, porque estava realmente bem enfeitada.
Curiosamente, estava a um canto do templo um senhor de modos humildes a tocar órgão, ao qual os circunstantes foram dando moedas para que continuasse a tocar. Tratava-se concerteza de um pedinte ou assim.
Fomos também dispensados do pagamento da côngrua pelo Sr. Padre que presidiu ao serviço religioso, por sermos pessoas de fracos rendimentos.
Tendo decorrido na Igreja adjacente à paragem dos transportes públicos, os convidados e os noivos apanharam todos o autocarro, onde usaram o respectivo passe social para a viagem em direcção ao "copo de água", que decorreu no parque verde da cidade.
Copo de água que, como o próprio nome indica, não passou disso mesmo.
Cada um dos convidados foi comprar a sua sanduiche ao quiosque e a sua bebida, que pagaram individualmente e em dinheiro (sendo que desafortunadamente a máquina registadora do quiosque estava sem toner e por isso não imprimiu as respectivas facturas).
No final do petisco, todos os convidados tiveram a oportunidade de durante uns bons 15 minutos, tirar fotografias com os seus telemóveis junto dos noivos, o que até foi patusco.
No final, a avó do noivo desembrulhou o bolo que fez em sua casa e distribuiu uma fatia por cada convidado, ao mesmo tempo que colocou o seu rádio Sony Mega Bass de pilhas a tocar, dando início ao baile.
Este durou até final da tarde, no parque verde, e foi acompanhado por 5 garrafões de Água do Luso que comprámos para oferecer aos convidados no dito "copo de água", do qual juntamos a factura de compra no supermercado, no valor de 7,55 €, sendo por isso a única despesa a reportar pelo casamento dos nossos filhos.

Instados ainda a informar se presenciámos, no mesmo dia, alguma outra festividade análoga, apenas registamos a vitória do clube de futebol local, pois passámos, à saída do parque, por uma longa caravana automóvel que apitava ruidosamente, e na qual todos os carros ostentavam uma tirinha branca a esvoaçar agarrada à antena do rádio.
Mas concretamente casamentos, não, não presenciámos mais nada.

Após a entrega da resposta ao Fisco, congratularam-se os compadres A, B, E e F, ao ver as fotos do casamento enquanto beberricavam um Pol Roger Bruto e trincavam umas tiras de pata negra 5 Jotas:
"- Safa, olhe que quando recebi a carta das Finanças, pensei que era por causa das minhas consultas sem recibo ou daquela minha aplicação nas Cayman" , ao que retorquiu o compadre: "...ou da minha casa do Algarve comprada em dinheiro, ou do IVA que não paguei... que susto!"

3.20.2008

Paz-Côa

Páscoa junto ao Côa. Como é costume.
Em paz. E sossego.

3.15.2008

Contra factos

nao há argumentos.

Foi mesmo ratado, nada a fazer:



O novo Nissan GT-R será mesmo o melhor carro desportivo do mundo no momento?
Parece que sim.

3.14.2008

Começa amanhã a época 2008 de F1

A Grelha de Partida para a noitada de amanhã, enquanto esperamos pelo arranque às 4 da manhã, já está formada:

Pole Position (ou primeiro a arrancar):
Milheiro Selas Espumante Bruto

2º Lugar na grelha:
Esporão Reserva Branco 2006

3º Lugar:
Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo
Tinto 2005

4º Lugar:
Depende da disposição.

Outras observações muito breves:

1. Para mim, o campeão do mundo será Kimi Raikkonen, pelo segundo ano consecutivo.
2. Já podemos comprar roupa da Boss dedicada à F1 à vontade: já não há nos escaparates fotografias e bonés do Alonso.
3. Anseio pelas duas novidades do ano no que toca a circuitos: o citadino e ultra-rápido urbano de Valência (com uma curva de cojones à entrada do viaduto da Marina) e a prova nocturna de Singapura. Quanto a esta, só tenho pena que não montem umas rampas de faróis nos monolugares, como nos saudosos troços de ralis disputados à noite...
4. Que chova em muitas corridas. Sempre quero ver quem é que sabe guiar no molhado sem controlo de tracção...

3.10.2008

Essencialmente, foi isto...

Sábado passado, de stand em stand e que (ainda) me lembre, provaram-se os seguintes:

Warm-up:

Quinta da Sequeira Tinto 2004 - um 16,5 bem medido. Uma agradável surpresa.
Em aquecimento para o arranque da feira, no D´Oliva, em Matosinhos, que continua irrepreensível. Pedido a copo, que vinha em dose razoável e temperatura excelente, acompanhou uma fabulosa costela de vitela barrosã, que procurou criar o lastro indispensável para a desbunda alcoólica que se seguiu;


Já no Palácio da Bolsa, nos Tintos:

Quinta da Senhora da Ribeira Porto Vintage 2005 - 17,5. O primeiro da tarde, para começar mansa a série. Pela primeira vez provei um Vintage novo. Gostei muito. Uma raríssima concessão ao território estranho do Vinho Fino, para corresponder ao amável convite do staff da Casa Symington.

Quinta da Sequeira Grande Reserva
Tinto 2003 - Acima do primeiro, 17.

Cortes de Cima Homenagem a Hans Christian Andersen Tinto 2005 - 17. Porreiro para Alentejo, bem feito.

Quinta de Roriz Reserva Tinto 2005 - 17,5. A caminho de uma grande forma. Ainda em estado de protótipo, sem rótulo.

Nídeo Grande Escolha Tinto 2005 - 17. Uma evolução do velho conhecido Valle do Nídeo.


VT Tinto 2005 - 17,5. Mais um da liga principal do Douro.


Quinta do Vallado Reserva Tinto 2005 - 15,5. A necessitar certamente de descansar em garrafa antes de ser bebido.

Xisto Tinto 2005 - 18. Uma delícia.

Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2005 - 16. Diga-se o mesmo que foi dito a propósito do Quinta do Vallado. Ainda demasiado jovem.

Lavradores de Feitoria Meruge 2005 - 18. O responsável pelo stand referiu que este vinho estava para este produtor como o Charme estava para a casa Niepoort.
Concordo. Também aqui, à semelhança do que acontece com é de longe o vinho que mais aprecio, dentre a gama apresentada.

Lavradores de Feitoria Grande Escolha Tinto 2005 - 17. Saiu a perder na comparação com o dito Meruge.

Quinta de la Rosa Reserva Tinto 2005 - 17. Bom, mas esperava mais.

Quinta de la Rosa Passagem Tinto 2005 - 16. Ao que consta, novo projecto (mais um) na zona da foz do Sabor. Também simpático.

C.V. Tinto 2005 - 18,5. Claramente o melhor tinto da tarde, infelizmente provado a meio da viagem, em prejuízo claro dos restantes vinhos provados.
O melhor, claro está, na falta de Vale Meão, Pintas, Poeira, Batuta ou Charme para provar.

Quinta do Couquinho Reserva Tinto 2005 - 17. Mini-produção, resultados simpáticos.

Nos brancos:

Dona Berta Reserva 2006 - 16,5. Sou um adepto ferrenho deste branco. Achei piada à lista de restaurantes portugueses que distribuíam aos bebedores onde podemos encontrar este vinho da estrada para Freixo de Numão.

Dona Berta Reserva 2007 - 17. Creio que o ano passado foi um grande ano de brancos. Ainda melhor, promete para acompanhar os peixes grelhados do próximo verão.

Redoma Reserva 2007 - 19. O melhor branco entre todos. Agora até tive o azar de o provar choco, a uma temperatura tão alta que até era imprópria para um tinto. Até choco é delicioso.
Depois, um reforço mais fresquinho. E logo aquele inconfundível travo, perfumado, quase interminável, que faz deste o melhor vinho branco que conheço.
Acresce a simpatia do pessoal do stand da Niepoort, que se disponibilizou para abrir portas a uma visita (lá para Maio) ao local do crime: Quinta de Nápoles, berço destes fabulosos vinhos!

Dolium Reserva 2006 - 16. Um alentejano com alguma graça, ainda assim longe do Pêra Manca e do Esporão Reserva.

Quinta da Foz de Arouce 2007 - 14. A desilusão da feira. Tinha-me deliciado há tempos com o 2006, este resultou, no nariz avisado de uma enóloga da concorrência a quem foi pedido que provasse, em "barrica contaminada" e "cheiro a animal". Esquisito, muito esquisito...

Nídeo Grande Escolha 2007 - 17 & Valle do Nídeo Reserva 2007 - 17 - Ambos muito, muito bons. O Dona Berta tem companhia nas preferências...

Os mais da feira:

- Muitos rótulos e apresentações de garrafas com gosto, estilo e diferença;
- Aquele encanto do Palácio da Bolsa e o ar bem disposto dos circunstantes;
- Muita senhora de aspecto distinto e malta sub-25, com a roupa pinguça da moda e cabelo espetado, todos de copo de tinto na mão;
- Os rótulos das garrafas da Niepoort, lindos. Todos!
- Um balcão onde se podia comprar umas sanduiches e umas tapas. Estava escondido, mas dava imenso jeito para compor o estômago para as investidas seguintes.
- O nível geral de asseio, compostura e ordem de toda a feira.

Os martelados ou menos da feira:

- A falta de alguns "pontas de lança" Tintos e Brancos para a guerra dos "melhores";
- Os bimbos podres de bêbados do costume. Poucos, felizmente, mas a fazerem-se notar...
- O claríssimo desnível Douro vs. outras regiões, ainda assim mais equilibrado este ano.
- A falta de tempo para visitar a Feira Gourmet do Mercado Ferreira Borges.

Enfim, mais uma jornada de luta, mais uma tarde de prazer.
22 vinhos diferentes, que ainda me lembre. Em doses pequeninas, claro está.
Espero que a crise económica não impeça a realização deste evento em 2009 e, a ser assim, conto passar novamente por lá.

À Vossa!

Lá mais para a tarde...

... resumo do que me lembro da Essência do Vinho.
A partir de uma nota SMS que fui escrevendo, no regresso a casa, convenientemente sentadinho no banco de trás do carro, com os vinhos que me lembro de ter provado.

Também provei um Jaguar XF 2.7 d Executive que estava exposto por lá. Vai depois tudo junto, ok?

Clap your hands say yeah

3 horas, 40 músicas. Até tocaram Grinding Halt, do velhinho Three Imaginary Boys...

Just clap your hands...

3.08.2008

A jornada

Em viagem para o Porto, hoje pela manhã, não pude deixar de me lembrar:
Os dias em que vi tanto autocarro a caminho de Lisboa foram nos tempos das grandes noites europeias do Benfica no antigo Estádio da Luz.

3.06.2008

A fase do armário (close to me)




Em 1998 tive a graça de ver The Cure no Festival Sudoeste.
Tinha falhado as 2 datas anteriores: 1989 por claríssimo défice etário e adiante já em 90 e tais, num SBSR em Lisboa, creio que no Passeio de Alcântara.
Julgo terem passado por cá em 2004 em Vilar de Mouros, data da qual se conta uma história da perdição de Robert Smith e da sua entourage pela cozinha minhota, que levou a que o concerto começasse atrasado...

Esta banda foi seguramente a minha primeira grande tara sonora.
O meu quarto esteve pejado de posters, fotos e recortes de jornal sobre os The Cure. Tinha as letras de In between days e The walk (que ainda hoje sei de cor) escritas numa capa de caderno do liceu.

Ainda estive tentado a revê-los nesta nova visita a Portugal. Deixei passar o tempo, até saber que estava já esgotado. Não admira.

Trata-se de uma das mais profissionais bandas a actuar ao vivo, nunca regateando esforços para tocar quase tudo o que interessa. Aqui, quem paga bilhete tem espectáculo garantido. Value for money, diriam os economistas...

Veja-se o exemplo do set de Marselha, (com créditos ao Blitz Online) esta semana:

Plainsong
Prayers for Rain
Alt.end
The Walk

The end of the world
Lovesong
Pictures of You
Lullaby
From the Edge of the Deep Green Sea
Kyoto Song
The Blood
Please
Project
Push
Friday I'm In Love
In Between Days
Just Like Heaven
Primary
A Boy I Never Knew

Shake Dog Shake
Never Enough
Wrong Number

One Hundred Years
Disintegration

Encore 1
At Night
M
Play for Today
A Forest

Encore 2
The Lovecats
Let's Go To Bed
Freak Show
Close To Me
Why Can't I Be You?

Encore 3
Boys Don't Cry
10:15 Saturday Night
Killing An Arab


Pouco falta a uma lista destas, que deve ultrapassar as 3 horas de concerto!
Ainda assim, gostaria ainda de ouvir, além destas:

Jumping someone else´s train
Charlotte Sometimes
How beautiful you are
Shiver and shake

E pouco mais. Realmente, no próprio concerto serão revisitados todos os hits, antigos e mais recentes.
Por aqui fico a carpir as mágoas por falhar este concerto.

3.03.2008

Six Pack

Encontros imediatos com acervos musicais bem recheados motivaram a alteração radical da minha bandeja sêxtupla de CD do autorádio.

Assim sendo, saltaram para o armário:
uma colectânea de iTunes de finais de 2007, o último álbum de Electrelane, um Best of de Chemical Brothers e Release the Stars, Rufus Wainwright.

Entraram:
Riot on an empty street - Kings of Convenience, The Peel Sessions - Joy Division (e a sua electrizante versão de baixo interminável de Transmission que não ouvia desde que o States fechou...), Bossanova - Pixies, Concert - The Cure live (já lamentando muitíssimo ter-me baldado ao concerto do próximo sábado...) e Neon Bible, Arcade Fire.

Manteve-se, imperial:
Jukebox - Cat Power. Uma doida, esta...

Boas viagens.

Se fosse eu a mandar,

no próximo fim de semana o programa das festas seria mais ou menos assim:


Sexta-feira, ao final do dia:

Direcção Braga/Amares, dormida, por exemplo, na Pousada de Santa Maria do Bouro.
Jantar no Vítor de S. João do Rei, superlativamente famoso pelo seu bacalhau assado.


Sábado, logo pela manhã:

Direcção Serra da Cabreira, para as primeiras impressões do (aliás pobrezinho) Nacional de Ralis, com o Rali Torrié: PEC 2 Serzedelo / Anissó, 10.05 e PEC 5 Agra / Serradela 1 11.45

Pela hora do almoço, direcção Palácio da Bolsa para um início de tarde na Essência do Vinho
(Daqui em diante, requerer a presença de um motorista...)

15.00 - 17.00 Essência do Vinho

17.00 - A1, Direcção Lisboa

19.45 - Parque das Nações

Pequena bucha

21.30 - Pavilhão Atlântico, The Cure

0.30 - Direcção Lapa, Berimbar, carregar baterias alimentícias

2.30 - Bairro Alto

4.00 - Lux

6.00 - Take a rest...


Domingo, nunca antes das 14.00 horas:

Apanhar uma insolação no Guincho depois de um almoço no Porto de Santa Maria.
Regressar, devagarinho, a casa.

Ingredientes essenciais (para além de um AMEX carregadinho): Umas sapatilhas GORE-TEX e um blusão do mesmo material, umas bolachas para entreter a fome durante o dia, uma caixa de aspirinas para domingo de manhã, um BMW X5 3.0 SD prateado automático com bancos confort, óculos escuros e um boné.
Restaurantes, Automóveis, Vinhos e Música, num só dia, de norte a sul de Portugal.
Era programa, sem dúvida...

À falta deste ou de coisa parecida, ficar-me-ei, se me deixarem, pela versão redux: conto estar sábado à tarde na Essência do Vinho.