10.28.2008

José Lobo Saramago Jel



Nobel? Viado?

10.27.2008

(Ainda sobre o post anterior)

Para mais informações sobre adeptos fanáticos que vomitam ao ver a sua equipa perder, consultar a crónica do inevitável Miguel Sousa Tavares na revista GQ de Novembro. Já nas bancas.

No rescaldo do fim de semana desportivo

Mais do mesmo.

Caro Cebola, congratulo-me por teres finalmente percebido a grandeza do clube para onde foste jogar.
Sê então bem-vindo ao mundo do Macaco e dos demais adeptos que dizem que quando perdem por muitos até vomitam bancada abaixo.
E já agora, para a semana pede um blindado à Prosegur para ires para o estádio.
Abraço, pá. E viva o Tacuara.

10.24.2008

Tara de fim de tarde e de início de fim de semana

Depois de ter lido, todo eu inveja, um inspiradíssimo relato de um test-drive de um Porsche 911 Turbo 997, que metia velocidades insanas na via pública, palmas das mãos a transpirar, etc., fica aqui a tara (combinação máquina/som) deste fim de tarde:





Para quem só tem a segunda parte (o som...), fica o consolo de estar amanhã bem cedo em Mortágua para ver um igual a tentar colocar os seus 450 cavalos no chão e gozar com aquele flat-six a gritar desabridamente...

10.22.2008

SMS Fisco

A ser verdade esta tolice, imagina-se já o resto:

SMS Fisco

"Oi pknina/o, tens aki mt IRS p/pagr. Despaxa-t. Bj, FIX."

Respostas possíveis do contribuinte

"Ok. dd teklas?"
"Poh caral..."
"N tenhu dnh. Paga tu, kota!"
"K. Dp pago."

10.20.2008

Jukebox

De vez em quando acompanho a jornada laboral com o meu iPod.
O procedimento é quase sempre o mesmo: escolho uma das várias playlists que contêm a palavra "States", minimizo a janela do Itunes e espero para ver qual a música que virá a seguir.
Como as ditas playlists têm sempre umas largas dezenas de músicas cada uma, e nenhuma delas repetida, dá para todo o dia.

Segue um exemplo de uma sequência de 25:

Deanna Unplugged 2:53 Nick Cave and the Bad Seeds
Baby Screams 3:47 The Cure
Means To An End 4:08 Joy Division
Evil 3:36 Interpol Antics
Behind The Wheel 4:03 Depeche Mode
The Passion Of Lovers (Live) 3:37 Bauhaus
This Wheel's On Fire 5:43 Siouxsie and The Banshees
Walk Away 3:24 Sisters of Mercy
Counting The Days 3:37 The Sound
Slow Emotion Replay 3:55 The The
Rock the Casbah 3:42 The Clash
Take Me To The River 5:33 Talking Heads
Me And The Farmer 2:54 The Housemartins
We Hate It When Our Friends Become Successful 2:30 Morrissey
Common People 5:52 Pulp
Beautiful Ones 3:34 Suede
Planet Claire 4:38 The B-52's
Never There 2:44 Cake
Please Be Cruel 3:37 Inspiral Carpets
You're The Reason I'm Leaving 2:47 Franz Ferdinand
Dancing Shoes 2:21 Arctic Monkeys
Everyday I Love You Less And Less 3:38 Kaiser Chiefs
U-Mass 3:01 Pixies Trompe Le Monde
Rock 'n' Roll Nigger 6:23 Birdland
Pretty Vacant 3:16 Sex Pistols
Gingão 3:59 Peste & Sida
MTV - Get Off The Air 3:37 Dead Kennedys
Should I Stay or Should I Go 3:09 The Clash
Galinheiro 2:33 M´as Foice
Surfin' Bird 5:08 The Cramps

Ou outra:

Plush (Acoustic) 3:50 Stone Temple Pilots
Wake Up 5:35 The Arcade Fire
I Am The Resurrection 8:14 The Stone Roses
Caravan 5:48 Inspiral Carpets
Take 5 4:12 Northside
Loose Fit 5:07 Happy Mondays
She Comes In The Fall 4:11 Inspiral Carpets
International Bright Young Thing 3:12 Jesus Jones
Rising Sun 3:59 The Farm
L.S.F. 3:18 Kasabian
Vapour Trail 4:18 Ride
This Is The One 4:59 The Stone Roses
Bob's Yer Uncle 5:11 Happy Mondays
Karma Police 4:22 Radiohead
Ziggy Stardust 3:15 David Bowie
Neighborhood #2 (Lalka) 3:32 The Arcade Fire
Lips Like Sugar 4:53 Echo & The Bunnymen
Rock And Roll 4:37 The Velvet Underground
Add It Up 4:43 Violent Femmes
The Shining Hour 3:54 Grant Lee Buffalo
So Young 4:03 Suede
One Thousand Reasons 3:05 The Sound
Spirit (Live) 5:22 Bauhaus
Love Will Tear Us Apart 3:28 Joy Division
Ashes To Ashes 3:38 David Bowie

É por estas razões, acima apontadas, que uma dada noite de S. João no Porto desmascarei uma rede de larápios que queria roubar o meu iPod numa festa em que ele, junto com o iTrip emitindo em FM via um rádio de mesinha de cabeceira, foi o rei do rock...

10.19.2008

O Maquinista

De novo: o anonimato, a coberto de alguma publicidade.
(repetindo o que foi dito há longo tempo atrás)

10.18.2008

Tens sono? Não consegues dormir?

Há lá melhor maneira de encerrar, perto das 4 da manhã, uma longa noite de trabalho?
Ouvindo uma música calminha, relaxante?
André Sardet? Paul Young? Phil Collins?

Nop.
Jello Biafra com os Soulfly.



Até amanhã.

10.15.2008

Le Mondial c´est moi

Breves sobre a cimeira dos anos pares dedicada ao automóvel em Paris.

  • Estive lá em 94 e 96. A comparação com 2008 traz-nos saudades da espectacularidade dos stands das marcas, claramente em perda nesta edição. Tudo mais simples, clean. Sinais da crise, seguramente. Onde parava a banda de Jazz que tocava sem parar em 94 no stand da Mercedes-Benz num palanque, para deleite dos fregueses?
  • Nota-se um claríssimo aumento do número de visitantes. Fala-se no astronómico número de 1.500.000 visitantes em 10 dias, o que dá uma média impossível por dia.
  • A propósito, passar entre a Ferrari e a Rolls-Royce era um exercício penoso; empurrões, pisadelas, histeria... enfim, o novo California é bonito, mas...
  • Notou-se outra falta: as boutiques de merchandising oficial das marcas. Apenas alguns pontos de venda, com poucos produtos. Desilusão neste ponto!
  • Outros pontos de interesse: naturalmente o estudo da Lamborghini para um carro de 4 lugares e portas, o Estoque (um pouco massivo, mas com pormenores conseguidos, como a bandeirinha italiana no guarda-lamas e as jantes de ... 22 polegadas!), o protótipo (ou como disse um dia um industrial do Norte, o protópito) de uma carrinha de 2 portas da Mercedes, que antecipa o estilo do novo CLK e a frente da clássica (e taxista) Classe E;
  • Prémio "se fosse gaja queria um carro destes para mim": o Volvo XC60. Muito bonito, grande classe e presença. Interior mesmo típico da menina bem. Concorrente directo do BMW X3 e do (horroroso) Mercedes GLK lançado neste Salão.
  • O escândalo: leio ao chegar a Paris que o movimento Greenpeace e mais alguns gays da espécie conseguiram suspender a pista de obstáculos para carros todo-o-terreno que costumava animar o exterior do certame, com a desculpa que estes carros são poluentes, agressivos, etc. Dão-lhes importância e depois dá nisto... imbecis! Recordo que se tratava de uma pista artificial, com rampas, valas, charcos de água e lama, passagens em buracos descentrados, etc, onde (de graça, claro está) podíamos ser conduzidos por um piloto de todo-o-terreno no nosso modelo favorito em todas as situações limite de condução.
  • Prémio "a melhor alcatifa": o piso do Rolls Phantom exposto, de cor azul-arroxeada...
  • O carro mais estranho (quase aberrante): Maybach Landaulette (ou seja, uma limousine cabriolet), para mais, todo...branco! 6 metros de ostensiva provocação, incrivelmente feio e deslocado. Junte-se-lhe o pavoroso Rolls Royce Phantom Cabriolet, que mais parece um barco, dadas as suas dimensões desmesuradas (que confirmei em plena rua, ao ver um pato-bravo aos comandos de um, capota aberta, no meio do trânsito...). Ah, o Cristiano Ronaldo tem um...
  • O stand mais conseguido: Fiat. Sem sombra de dúvida. O 500 gigante, tipo insuflável e as flores gigantes davam um ar soberbo à zona da marca de Turim.
  • O maior buzz do salão: obviamente, a premiére mundial do Ferrari California. Já o disse, é muito bonito, com um ar imponente, mas jamais o compraria: é um dos maiores exemplos de automóvel look at me i´m fucking posh que algum dia vi...
  • A gargalhada do dia: sentar-me ao volante do Land Rover Defender e constatar que nada está no sítio e que a posição de condução é uma anedota sem fim (pernas desviadas, volante enorme, braço esquerdo colado ao vidro...).
  • O carro mais bonito em exposição: Alfa 8C Coupé (ou Berlinetta, como dizem por lá). Um clássico instantâneo, um dos carros mais bonitos algum dia fabricado.
  • O catálogo mais conseguido: Porsche 911. Livro, capas duras, 100% cor, mais de 200 páginas. Insuperável. Tenho todos desde 1994 (séries 993, 996 e 997).
  • Os carros que traria comigo:
  • Porsche 911 Carrera 2 Coupé Prateado PDK (Porsche Doppelkupplung, ou embraiagem dupla) com interior castanho Cocoa e o delicioso pormenor do tecto forrado a alcantara da mesma cor. Simples, versão base (que já se manda para uns desavergonhados 345 cv!) sem grandes adornos nem mariquices. Como sempre, o melhor carro ali exposto!
  • Subaru Impreza STI, na nova versão 2 volumes, no tom de azul muito escuro ali exposto. Uma perigosa aproximação visual ao Lancia Delta (Deltona) Integrale da última geração, um hooligan das estradas. E aquelas bacquets Recaro "for Subaru"...
  • Toyota Land Cruiser V8, cinzento escuro. Um jipe é aquilo. O resto apenas se aproxima.
  • Fiat 500 Abarth Essesse branco. Hardcore italiano, 150 cv num carrinho tão piccolo, só pode ser engraçado. E o interior é do melhor naquele segmento.
  • Volvo XC70 D5 prateada (com rodapé preto) ou Subaru Outback 2.0d (prateada). Máquinas de viajar sem receio de intempéries.
Em suma: nunca é um dia mal passado. É e sempre será um privilégio poder ir ao Mondial de l´Automobile.

A menina dança?

Para acompanhar estes radiosos dias que só se encontram em Portugal...

10.14.2008

Apetece dizer:

Até que enfim!

Foi preciso chegar ao grau zero de conspurcação das paredes públicas com grafittis, tags e associados, para que o poder tomasse medidas.
Espero agora que estas se estendam a todo o país.

Risota matinal

A hora de acordar costuma ser penosa e marcada por péssimo humor.
Mas quando ligamos o rádio para ouvir as notícias e somos confrontados com isto, como evitar acordar com uma sonora gargalhada?
Obrigado pá, tornaste o meu dia mais risonho logo pela manhã!

10.13.2008

Brevemente

O melhor e o pior do Salão Automóvel de Paris, contado por quem foi espezinhado e empurrado em frente ao stand da Ferrari, que ficava estrategicamente em frente do da Rolls-Royce.

10.07.2008

Pausa

Até inícios da próxima semana.
Até lá, fica esta, pour épater le bourgeoisie que habitualmente passa por aqui:



Vemo-nos na Porte de Versailles, perto do stand da Porsche.

Bomba "Antónia"

Rendo aqui a devida homenagem à chegada ao mercado português de uma das mais infernais encarnações do demo em vestes automóveis:

Mitsubishi Lancer Evolution.



Mais informações aqui.

Sobre ele quero apenas dizer que na sua versão VII (sétima iteração, diriam os informáticos...) - este é a versão X, a propósito... - foi, sem qualquer margem para dúvida, o carro mais espectacular que algum dia conduzi.
Uma máquina de competição, com todos os tiques e manias da espécie, em versão stradale (como diriam os italianos) ou road legal (para os ingleses).
Tenho muitas saudades de lhe esgotar o regime do motor, até perto das 8000 rpm e de trocar aquelas mudanças de uma mãozada só. Ou de o conduzir à chuva. Ou de demorar uns míseros 6 segundos de 0 a 100 km/h.
Gostava de levar este amigo a passear aqui perto, na região centro, num sábado de manhã cheio de sol.
Por exemplo, num pequeno passeio a partir de Coimbra, via estrada do rio até Penacova (para o warm-up), depois rumo a Poiares pela serra, para Góis (com uma foto na ponte de pedra...), subir ao Colmeal. Parar um pouco para ganhar fôlego. Depois cruzar a Selada das Eiras, descer a Folques, subir a Alqueve e terminar com a ligação por Côja aos Penedos Altos, terminando na vertiginosa descida até ao Piodão.
O habitat natural de um carro como este, infelizmente uma espécie em vias de extinção...

Economia para básicos

Só se ouvem notícias sobre a crise económica. Soluções, poucas.
Assim sendo, atrevo-me a avançar uma sugestão aos senhores do dinheiro.
Sugestão esta que teria a vantagem de animar imediatamente o consumo das famílias:

Cancelem todas as hipotecas sobre imóveis detidos por particulares...

Colheita 2008

O insuspeito Pitchfork trouxe-nos esta banda este ano.



M83: Uma das mais saborosas descobertas da colheita 2008.

10.06.2008

Há países e países, há eleições e eleições, há campanhas e campanhas

Enquanto em certos e determinados países, nos comícios temos a inefável Dina e já chegámos a ter o mítico Iran Costa, nos Estados Unidos, na campanha eleitoral, temos este senhor:



Que luxo. Vota Obama!

Amesendando

Leio, deliciado, o último livro de Miguel Esteves Cardoso.
Só pela capa, uma das mais engraçadas que vi ultimamente, merecia que fosse comprado.


Fonte: http://bairrodooriente.blogspot.com/2008/08/em-portugal-no-se-come-mal.html

Mas o verdadeiro encanto aparece quando o abrimos e começamos a ler.
Aquela escrita que só o velho MEC consegue arrancar, como que a falar só para nós.
Depois, o tema - a mesa, os comes e alguns bebes - , que o próprio tão bem conhece.
A seguir, encontrar por lá elogios apaixonadíssimos a casas que tão bem conhecemos e onde somos tão bem tratados: por exemplo, num mesmo dado parágrafo, a tasca de Cacela-a-Velha e o Rui de Silves, a propósito de ameijoas...
A embalar tudo isto, o talento para arrancar aquela gargalhada furiosa a uma pessoa, noite dentro, quando já tudo dorme.
Um defeito a apontar: qualquer meia hora de leitura deste livro depois das 23.00h levará o leitor, com elevada probabilidade à cozinha em busca de qualquer coisa para mordiscar...

10.03.2008

Pausa para os comerciais

É conhecida a predilecção dos publicitários pelo nosso país para filmagens de anúncios de exteriores, seja em video, seja em fotografia. Em especial na temática automóvel, há repetidos exemplos de anúncios e catálogos realizados por cá. A nossa luz é fenomenal para a captura de imagens.

Este exemplo vai mais além: foi uma produção da Ford de meados de 90 para publicitar esse fantástico automóvel que era o Escort Cosworth.



Todo ele filmado em Portugal, em especial na zona centro do país.

De passagem, facilmente distinguimos, por esta ordem:

Aos 0.41s, a vila de Góis e a sua ponte de pedra (por onde Miki Biasion passou certamente a caminho do fabuloso troço que começa uns 500 metros adiante...);

Ao longo do video, algumas imagens colhidas junto ao Mont´alto, Arganil;

Aos 1.59s, uma bem portuguesa "automotora" diesel;

Aos 2.24s, uma filmagem de helicóptero no alto da Serra do Açor, num magnífico plano tantas vezes visto nos "directos" do Rali de Portugal;

Aos 2.55s, começa uma sequência de imagens de uma das mais arrepiantes e espectaculares estradas onde já passei: o antigo troço de Figueiró dos Vinhos dos anos 80 e 90 do Rali de Portugal, junto ao rio Zêzere, sem guardas do lado de fora da estrada...

Aos 3.18s, o que parece claramente ser a aldeia de Folques, percorrendo o Ford a subida para a Selada das Eiras e Colmeal.

Locais estes bem conhecidos de quem se interessa pelo desporto automóvel.

O que é triste, nos dias de hoje, é constatar que já não se fazem anúncios destes e quase desapareceram os carros da classe deste Escort Cosworth...

9.30.2008

1300 segundas-feiras depois

Vencendo uma secular preguiça de ir ao cinema, voltei à sala escura para revisitar o tema Joy Division, em versão documentário, depois do magnífico Control de há uns meses atrás.
Umas filas adiante, uma senhora (inglesa) que me deu aulas no British Council, hoje seguramente perto dos 60.
E que um dia, em plena aula, ficou estarrecida ao ver que um dos imberbes de 15 anos na sala tinha um caderno preto com uma fotografia do Ian Curtis, daquelas clássicas a preto e branco, a forrar a capa.
Logo perguntou ao puto de onde raio conhecia os Joy Division, aproveitando para contar que tinha visto 2 concertos ao vivo da banda em finais de 70 (Bastard!).
Mais tarde, no Natal, foi a Inglaterra e descobriu 2 postais da época com ilustrações da banda, que me ofereceu.
Escusado será dizer que ainda os tenho religiosamente guardados.
Ontem à noite, no TAGV, nova reunião da velha guarda que não esquece esta banda. Os do costume, acompanhados de alguma malta mais jovem, que felizmente tropeçou em obras como Disorder, Transmission, Atmosphere e tantas outras.

9.26.2008

Hoje é dia de Euromilhões

Ao que consta, 130 e tal milhões de Euros, uns 20 e tal milhões de contos na moeda antiga.
Aparece frequentemente nestes dias aquele exercício de saber onde torrar parte desta montanha de dinheiro.
Aproveitando o facto de amanhã decorrer uma feira de carros antigos no Porto aguçou-me a imaginação.
Segue então parte da lista de compras que se seguiria à obtenção do Estatuto de Alto Premiado da Santa Casa de Misericórdia, para amanhã:

Austin Mini Cooper S



Porsche 911 ST 2.4



Porsche 356 B Cabrio



Audi Sport Quattro



BMW M3 Sport Evolution



Pronto. Estes eram os clássicos e quase-clássicos.

9.22.2008

Revival

Andava há anos atrás disto.
Precisamente desde que o States fechou. Altura em que ouvi isto pela última vez.
Mão amiga fez-me chegar as coordenadas necessárias ao download e à busca no YouTube:



Aqui em versão Live:



Numa versão "remix", sempre a bombar:



Também, pasme-se, em versão cântico da bola, pelos adeptos do Middlesbrough:



Com este nome estranho, nunca lá chegaria...
Muito bom. Grandes tempos!

9.19.2008

E a seguir, temos o quê?

Bauhaus em Castanheira de Pêra?

Nick Cave and the Bad Seeds no Avelar?

The Mission em Condeixa?

Siouxsie and the Banshees na Lousã?

Sisters of Mercy em Figueiró dos Vinhos?

Gene Loves Jezebel em Penela?
Diz que sim...

9.15.2008

Os meus heróis não jogam à bola - 1 ano depois



Recentemente, algures no centro de Portugal (Vila de Rei, claro está) assisti a uma prova de Todo-o-Terreno em que um dos concorrentes, no lugar dos habituais patrocínios, tinha uma fotografia gigante de Colin McRae.
O concorrente era Nasser Al-Attyah, no BMW X-3 Rally Raid Oficial. O último carro que o campeão escocês conduziu em competição. Agora merecidamente guiado também por um piloto que muito se importa com o espectáculo.
No primeiro aniversário da sua morte, aqui registada, e num tempo em que as corridas de automóveis são cada vez mais sensaboronas e pouco espectaculares, fica a homenagem àquele para quem a estrada não tinha limites.

9.12.2008

Prémio "Vai tu"

Já que não te callas.

E agora pergunta-se ao Governo Português: vão bater as costumeiras palminhas ao indivíduo? Também tencionam mandar os EUA al carajo?
Fico à espera para ver.

Socorro.

Os simpáticos senhores da Apple acabam de me apresentar a nova funcionalidade "Genius" do iTunes. De ora em diante o descalabro é certo. Socorro.
Caracteriza-se por (imagino que se encontre patenteada, daí a citação do sacramento das "claims"...) abrir um link directo para a lojinha dos downloads a partir de uma música que estejamos a ouvir na nossa garrafeira particular, exibindo-nos sonoridades afins.
Em pouco tempo, recuperei 5 inesquecíveis músicas que apresentam uma particularidade: todas fazem parte de álbuns de inícios de 90. Por isso, nunca mais ouvidas desde esses tempos em que tínhamos pouco que fazer.

A saber, o sabido "Genius" trouxe-me de volta:

Chapterhouse, Pearl (que em tempos julgo ter andado num anúncio televisivo qualquer)
Lush, Nothing Natural
Curve, I feel love (uma versão quentíssima que vira do avesso a original Donna Summer)
New Fast Automatic Daffodils, Big
World of Twist, She´s a Rainbow (esta sim em exibição nos "comerciais"...)

Estes senhores sabem muito bem como nos fazer gastar dinheiro.

9.11.2008

Prognose

Gostava de avançar no tempo, apenas para saber qual a arma que Herman José vai escolher desta vez para escavacar o cenário da "Roda da Sorte", no último concurso da nova série...

Unforgiven

Hoje, como nos 7 anos anteriores, relembre-se este dia.
Recordando o nó na garganta ao assistir a tudo aquilo em directo.
Nunca mais.

Active Guys´r´us

Acabo de carregar no Outlook a agenda para o árduo fim de semana que se aproxima.
Reparai bem no terror:

Sábado


10.00 - Treinos Livres Formula 1 GP Monza (para o qual se prevê chuva em todo o fim de semana...)
12.45 - Liverpool - Manchester United
13.00 / 14.00 - Qualifying F1 Monza
15.00 - GP2 Monza (força Vairinho!)
17.30 - Manchester City - Chelsea
19.00 - Barcelona - Racing Santander e Inter Milão - Catania

Domingo

9.30 - GP2 Monza, segunda corrida
13.00 - GP Monza F1
15.30 - PTCC (Campeonato Nacional de Velocidade para os amigos) Circuito Braga II
18.00 - Real Madrid - Numancia

Entre RTP e Sport TV, com passagem obrigatória pela dispensa e pelo frigorífico, conforme decorre do exposto, um fim de semana agitadíssimo em frente à TV. Que se lixe a praia, o sol, o exercício, os passeios, etc.

Como dizia um amigo há uns anos, "um bom fim de semana para MIM!"

9.09.2008

Like a Bento



E sábado, por cá, a quem será dedicada?

Era grande, a reportagem

Tropecei num exemplar com 13 anos de idade da extinta "Grande Reportagem". Reli-a, noite fora, como se fosse deste mês.
Tratava-se daquela revista, superiormente dirigida por Miguel Sousa Tavares e José Barata-Feyo, incompreensivelmente desaparecida dos escaparates.
Nessa altura já custava uns impensáveis 790 Escudos (confirmei na lombada na minha última visita). Era cara como o diabo.
Mas foi nela que encontrei alguns dos mais fabulosos relatos de viagens e lugares (muitos deles depois coligidos no livro "Sul" de MST), enquadrados por fotografia sempre de grande nível e artigos de fundo (as mais das vezes polémicos, como aqueles que foram dedicados ao tema do ordenamento do território e dos "atentados" urbanísticos), daqueles que mais nenhuma imprensa queria acolher. Provavelmente porque demoravam muito a ler. Eram compridos. E incómodos.
Nestes tempos de artiguinhos a correr, notas de imprensa e noticiário trivial, muitas vezes até com erros de ortografia, tenho muitas saudades da Grande Reportagem.

9.05.2008

Bem hajam aqueles

Que um dia gravaram um disco assim, relembrado, muito a propósito pelo nosso Androide. Que arrumamos, recuperamos, ouvimos 10 vezes seguidas com o som no máximo, arrumamos outra vez e vamos lá buscar, como se ouvíssemos aquilo tudo pela primeira vez.
Como há cerca de um ano, descendo a fabulosa Av. 4 de Julio de Buenos Aires, a caminho do aeroporto, no fim de 5 dias de asado e tinto Malbec, com o iPod bem alto...

8.29.2008

Viciado

Sim, sou mesmo.
Nas canetas Uniball Vision Elite.



Pretas, Azuis e Vermelhas. Plane-Proof, diz na embalagem. Gasto umas quantas por ano. São um pouco caras, mas que se lixe. Adoro-as. Todas.

Novos ou os mesmos?

Boa pergunta.
Um dilema: considerando os recursos escassos (financeiros e dias de férias, necessariamente por esta ordem), avançar em viagem para paragens ainda não visitadas ou repetir destinos por onde já tivemos o privilégio de passar?
Não consigo decidir.
Repetir um jantar na Garota de Ipanema (e mais suas caipirinhas venenosas) do Rio de Janeiro, olhar de novo a vista do Corcovado. Calcorrear novamente a pé a 5ª Avenida em Manhattan e parar junto dos néons de Times Square. Cruzar a Ponte Carlos de Praga, descer e voltar a subir as escadas da Praça de Espanha em Roma, empanturrar o estômago na Cabana Las Lilas do Puerto Madero de Buenos Aires. Gozar a luz de Lisboa a partir da muralha do Castelo de São Jorge.
Caminhar pelos Campos Elíseos de Paris sem destino certo, só por caminhar; perder um dia na Porte de Versailles no Mondial de L´Automobile, carregando vários kgs. de catálogos da maquinaria de elite por ali exposta.
Vou por aqui. O resto do mundo pode, por ora, esperar.

8.25.2008

As time goes by

Céu meio encoberto, com o sol a querer romper.
Um arroz de lingueirão irrepreensível, empurrado por um verde gelado.
O Ben Harper a fazer-se ouvir pela sala.
Estava-se bem, um dia destes que passou, no Museu do Arroz na Comporta.

Primeiras inquietações da rentrée:

Será admissível o nome "Yebda" para um jogador de futebol? Ainda para mais para um executante engalanado com uma autoestrada amarela na cabeça, pintada com tinta de cabelo daquela barata?

8.18.2008

E então: as férias foram boas?

Não. Ficaram muito aquém das expectativas.
A concorrência entre as praias era fortíssima. Depois, uns dias estava muito calor, outros um vento insuportável, outros ainda bastante fresco para tirar a t-shirt, o que dificultava enormemente a minha prestação.
Por outro lado, já se sabe que de manhã, o que sabe bem é ficar a dormir na caminha e as pessoas têm a mania de ir para a praia logo de manhã, o que é manifestamente desagradável.
Acresce que, em muitos dos dias, ao chegar à praia, ficava bloqueado com o excesso de veraneantes que por lá estavam. É que a praia estava mesmo a abarrotar.
E não posso esquecer a inquietante presença do senhor das Bolas de Berlim e do Nadador-Salvador, que claramente me distraíram e intimidaram naqueles dias.
Num dos dias, inclusivamente, deu-me mesmo um ataque de histeria ao ouvir o som que as colunas do bar da praia emitiam.
Por tudo isto (e mais algumas coisas que por ora não me lembro), pese embora tenha prometido que este ano ia gostar muito da praia, falhei os meus objectivos. Assim, declaro que abandono a minha carreira de veraneante.
Eu durante o resto do ano até sou capaz de passar duas horas seguidas na praia, dar 5 mergulhos numa tarde, ler um livro em 3 dias ao sol, mas não sei bem porquê, chego a Agosto e é sempre assim. Deve ser psicológico, ou lá o que é.
Em suma, este tipo de férias não são para mim.

[Rendo desta forma homenagem aos nossos atletas olímpicos, todos medalhados na categoria "desculpa esfarrapada a resvalar perigosamente para a estupidez, a 15 metros com carabina de pressão, classe 470 com flik-flak à rectaguarda"]

7.31.2008

E pronto.

Até meados do mês, nada mais se passará por aqui.

Declara-se encerrado o estabelecimento por manifesta inércia do proprietário, que, acompanhado de uns 2 ou 3 kgs. de livros, um iPod com 19,32 GB de música e mais alguns apetrechos indispensáveis, se dirige a sul.

Para banda sonora de encerramento de hostilidades, deixo isto.



Tomar acompanhado de um porto tónico (pode ser o Taylor´s Extra Dry White) bem feito, com tónica Schweppes de lata, gelo do bom, rijinho e uma folha de hortelã bem viçosa.

Até um dia destes, se e quando a bateria estiver recarregada.

7.29.2008

Ainda a propósito da notícia do "tecno":

Música tecno não é agressão se ouvida, noite fora, numa discoteca.
Torna-se um verdadeiro atentado se despejada em cima de um pobre cidadão carente de uma manhã de praia.

Unta e espreme

Ainda ao redor da praia, em miúdo ficava intrigado com uns senhores com um cassetete branco que deambulavam vestidos pela praia, com uma espécie de farda.

Vozes avisadas diziam que eram os "Cabos do Mar" e que andavam a ver, entre outras coisas, se as senhoras estavam a fazer topless.

Claro está que já passaram, entretanto, uns anos.

Hoje ouvi na rádio a preocupação do mesmo Cabo do Mar quanto à prática de massagens na praia, sugerindo mesmo a sua proibição na costa algarvia sob sua jurisdição.
Pode ser que, embalado por essa febre proibicionista, o dito Cabo do Mar interpele (em especial no Norte do país) e multe as Neusas Priscilas que se dedicam ao desporto de praia mais abjecto que algum dia presenciei: o de espremer, com as suas longas e bem tratadas unhas, as borbulhas (espinhas, no dialecto nortenho) dos seus namorados e familiares próximos estendidos nas suas toalhinhas de turco coloridas. É que, claro está, há que começar por algum lado.

Banda sonora original

Solidarizo-me com o protesto de Manuel Alegre, colhido aqui.
Detesto em absoluto aquelas animações de praia, com música aos berros e "animadores" de micro na mão, aulas histéricas de aeróbica, pum pum pum, unts unts unts, etc.
São uma fonte de poluição no local onde mais gosto de estar calado, em sossego, a ouvir outro tipo de música: a das ondas a desfazerem-se no areal.
É por essa música que ando muitos quilómetros, e creio que muita gente me acompanhará no sacrifício.
Note-se, aliás, que antes dessa febre poluidora, já as pessoas iam à praia e desfrutavam dela. Sem necessidade de batucada. Para isso, há à noite a Kiss em Albufeira e o Kadoc à beira da estrada. Entre outras.
E há, claro está, o iPod com uns phones, que permitem à Neusa Priscila e ao Nelo Adeodato partilharem, um com cada parte do phone (pressupondo a prévia higiene das cavidades auditivas logo pela manhã, ou com a unhaca, a caminho da praia) ouvir no máximo do volume o CD da Shakira ou da Buraka Som Sistema em plena praia. Mas sem chatear.

7.28.2008

The Stieg

Não, este post não é sobre automóveis, muito menos sobre o agente encoberto da Top Gear que aparece sempre de capacete enfiado e fato de competição branco. Esse é o Stig.

Falo de Stieg Larsson, sueco, autor do best-seller "Os homens que odeiam as mulheres" (título que sofreu uma estranha metamorfose do original "The Girl with the red Tatoo", não privativa da tradução portuguesa, ao que parece).

Poucas vezes fiquei tão viciado numa história. As críticas eram muitíssimo boas, mas as desventuras do Mikael Blomqvist e da freak Lisbeth excederam largamente as minhas expectativas. Foram 500 e muitas páginas devoradas em 10 dias.

No final, apenas tenho a declarar que pese embora tenha adorado o livro, não vou começar a ouvir Elvis Presley. E por aqui me fico...

7.24.2008

Um díptico

Que celebra o achamento, via iTunes, de uma das mais longas marchas de Manchester. Devem ser uns bons 15 minutos de video. Brutal.



Weekender. Flowered Up.

7.23.2008

Se os DJ´s das discotecas fossem todos como este senhor, então eu ia mais vezes à discoteca...



Assombroso.

Salmão da Bahia? Menino (nórdico) do Rio?



AC Jobim por Erland Oye.
Kings of Convenience, Casa da Música, Porto.
Questão de Direito Internacional Privado: Cantor nórdico canta música brasileira em sala de espectáculos em Portugal.

Mais uma grande noite de música que passou. Digo bem. Passou.
Quando tiver oportunidade de ir ver um concerto este ano aviso.

7.22.2008

No future / esta juventude é um espanto

Já ouvi, da boca de gente com idade para ter (mais) juízo, casados e quase pais dizer, de peito feito, que dia 31 lá estarão em Paredes de Coura no mosh.
Gente empregada, profissional liberal, com posições sociais respeitáveis e tal... mas, claro está: and we don´t care!

7.21.2008

Concentração Nacional de IVECO DAILY´s

Traz os tês primos e os tês tios e os tês pais todos!

Jaguar XJ6



Sempre que passo por um (ainda que haja poucos da cor "original"), é inevitável.
Com indisfarçável gozo, lembro-me sempre disto:

7.18.2008

Salvem os colegas dele. Depressa!

O frame principal do Messanger tem uma funcionalidade que permite identificar o que os nossos contactos estão a ouvir no momento.
Dei-me conta, atónito, que um dos meus contactos, há cerca de meia hora atrás, ouvia "Chiquitita" dos Abba no local de trabalho, que partilha em open space com alguns colegas.
Agora, abri de novo o Msn e... "Não mexas no tempo", André Sardet. Deus meu.

Apenas tenho uma coisa por certa: se acaso trabalhasse nessa sala, de duas uma, ou o visado tinha que comprar uns phones com redução de ruído ou a esta hora eu já teria adquirido licença de uso e porte de arma e seria visita regular de espingardarias...

Mesmo não partilhando tão horrenda realidade, tenho para mim que se vir no Msn na linha dele que se encontra a ouvir Santos&Pecadores, aí vou mesmo lá falar com ele. Se ainda for a tempo...

De decibel em decibel

Se o mundo estivesse alinhado com os meus gostos, este fim de semana seria mais ou menos assim:

- Hoje ao final da tarde, Guimarães, direcção Palácio Vila Flor. Um jantar na rua, um verde gelado e depois, The National;

- No final, rumo a Moledo, para a corrente de ar nocturna no paredão, junto ao mar;

- Sábado, direcção sul, Lisboa, Belém. Leonard Cohen. Antes, uma paragem numa praia a Oeste, no caminho.

- Domingo, debaixo de um ar condicionado dos fortes, um almoço de marisco & peixe grelhado.

Merda. Porca miseria. Uma vez mais, tudo passa ao lado.

7.17.2008

Os iniciados

Algures no fórum online do Autosport, perguntava-se outro dia qual tinha sido o primeiro automóvel que os leitores tinham guiado na vida e qual o seu primeiro automóvel do seu percurso de condutor.

A propósito disso mesmo, e com a pequenina ajuda do Google, cá vão as duas primeiras máquinas gloriosas que tiveram que me aturar a tentar conduzi-las (em idade obviamente inconfessável, mais próxima do final da "fase triciclo"):



Honda N600, que ainda há bem pouco tempo circulava alegremente algures em Lisboa...



Land Rover Series I 88, que nessa altura só conhecia esta versão, de vidro para baixo. Um cabriolet em todo o seu esplendor, infelizmente vítima do início das Inspecções Periódicas Obrigatórias...

Quanto à primeira máquina a sério, uma verdadeira escola de condução do dia-a-dia, travões abaixo de medíocre mas um comportamento que fez dele um clássico de sempre:



Morris Mini Clubman 1100 1972 (1996-1998)
Equipado com 4 Yokohama A008 P importados de Inglaterra (que valiam novos praticamente o mesmo que tinha custado o carro todo, gentilmente cedidos free of charge a meio uso), fez corar de vergonha muita gente com carros recentes, à chuva, na rotunda do Papa, aos Arcos do Jardim, pela velocidade estonteante com que curvava nas pedras polidas, ultra-escorregadias...

Santíssima Trindade Veraneante (não dos últimos dias, mas dos finais de tarde)



Gelo, Limão e Água Tónica (Schweppes, como sempre).
O Divino já se sabe qual é...

Midnight summer dream

Estrada fora, num pedaço sinuoso, de bom piso (lembro-me de repente da descida da EN 236 até à Lousã e da estrada Góis-Colmeal), sem trânsito, com isto a tocar:



Ao volante de um destes:

7.16.2008

Melting

E pronto, chegaram de armas e bagagens os 35º graus típicos da época.

Assim sendo, ontem ao final do dia, altura em que ainda persistiam uns bem medidos 34º, rumei à grande superfície mais próxima de onde saí acompanhado de alguns instrumentos de luta contra a canícula: Murganheira Super Reserva Bruto 2002, Marquês de Borba 2007 Branco, Quinta da Aveleda 2007 e Alvarinho Soalheiro 2007. Para consumo imediato, antes do fim do mês. De um trago só.

Ficaram a faltar as folhas de hortelã e os limões para fazerem companhia ao Taylor Extra Dry White e ao Bombay Sapphire que aguardam a chamada em auxílio dos encalorados de fim de tarde.

É tramado o verão...

7.11.2008

Ai fôna

Confesso a minha estupefacção pela corrida desenfreada dos portuguesinhos para comprar o iPhone.
Estupefacto pelo consumismo desenfreado, selvagem que demonstra, pela felicidade alcançada pelo indivíduo pela posse do novo brinquedo.
Estupefacto também porque dar 500 Euros por um gadget da moda com esta facilidade contraria todos os sinais de crise que por aí andam (Ok, alguém empresta o dinheiro, Ok, este ano vão menos dias de férias para se andarem a pavonear de iPhone, são menos uns jantares de peixe e marisco, mais uns menus no Mc Donalds, menos uns livros que se compram, etc...).
Mais estupefacto porque não me imaginava, jamais, numa fila à meia noite à porta de uma loja para comprar fosse o que fosse.
Agora o grau máximo de estupefacção é alcançado pelo preço que a malta está a pagar cá pelo dito: pedir a alguém que traga um dos EUA e que o declare na alfândega (pagando os 21% de IVA e cumprindo os sacrossantos deveres de bom contribuinte) apresenta um lucro tal que dá para comprar 3 iPhones (desbloqueados) pelo preço pedido por um, pelas operadoras nacionais... Roubo? "Nacional-Otarismo" exuberante? Mmm...

Ok, eu até confesso que o iPhone é muito engraçado, já brinquei com um várias vezes.
Mas tenho um princípio de vida segundo o qual não gasto mais de 50 Euros em telemóveis.

7.08.2008

6.

Fiesta.



É isto. Sublimada pelas conquistas recentes do mundo da bola, contra os defensores dos animaizinhos, cagando de alto para o politicamente correcto, respeitando a velha tradição.
Muito nos ensinam nuestros vecinos...

Entretanto, a reunião do Conselho de Justiça da Federação continuou rua fora...

... Com o colectivo a tentar convencer a opinião pública da justeza da sua argumentação (lançando mão da técnica do encierro, comprovadamente eficaz):

Ditado popular (só para fanáticos)

Chuva na pista, Massa não é artista...

Catchwords: F1, Silverstone, Ferrari, Controle de Tracção, Off, Chuva, KDU-Kit de Unhas, Piloto parecido com o Tony Carreira, Piões, 0 pontos.

El Toro

Em tempos passados (coincidindo com os intermináveis finais de Maio e inícios de Junho dos anos de Faculdade), dediquei muito tempo a assistir a partidas de ténis via TV. Em especial, do torneio de Roland Garros.
Desde sempre gostei mais do estilo força bruta neste jogo, daqueles jogadores cuja energia não acaba e que jogam quase sempre à padeirada.
Assim sendo, não é de estranhar a minha predilecção por Rafael Nadal, o jogador mais enérgico que me lembro de ver jogar.
A quem faltava, até domingo passado, derrotar o betinho Federer no sacrossanto relvado do All England Lawn Tennis and Crocket Club, num jogo absolutamente fabuloso, riquíssimo e rijamente disputado. Do qual, infelizmente, não assisti ao 5º e último set, devido ao atraso ditado pela chuva, tarde fora...

Ontem, a música portuguesa ficou mais rica. Ou quase.

Delfins anunciam o fim da banda.

Digo quase porque:
1. O final da banda só ocorrerá MESMO no dia 31 de Dezembro de 2009.
2. Até lá, muita coisa ainda pode mudar.
3. Ainda não ouvi nenhuma notícia análoga sobre o fim dos Santos & Pecadores.

No entanto, a 31-12-2009 cá estaremos para comemorar, com festa rija, a efeméride!

7.02.2008

Com a devida vénia

Cito o colega VLX, num lapidar post sobre a cada vez mais desgraçada realidade da nossa justiça, no inevitável Mar Salgado.

6.30.2008

Vodapoca? Optipoca? Pi-TMN-Poca?

Va por ellos

Quando não joga a Selecção Portuguesa, normalmente torço por quem dá mais espectáculo a jogar. Por isso nunca gostei da Itália, gostei pouco da Alemanha e detestarei para todo o sempre o futebol merdoso e medroso da Grécia.
Assim sendo, ontem torci pela Espanha. Jogaram muitíssimo bem e ganharam com mérito. Tiveram aquilo que se calhar nos faltou a nós: um guarda-redes de luxo (Iker Casillas, classe pura!) e dois pontas de lança a sério (Villa e Torres).
A dada altura, estando o jogo quase a terminar, lembrei-me de todos aqueles portuguesinhos pequeninos que dizem que gostavam muito de ser espanhóis, que em Espanha é que é, muita classe, vive-se bem e tal, que isso de ser português é um bocado treta, que este país não presta para nada, etc.
Pués entonce que se van. La aduana no existe más.

6.25.2008

Cantinho da inveja

A gasolina sem chumbo 98 está a mais de 300 paus o litro?
Paga uns bons 4500 € de seguro por ano?
É um chamariz desgraçado para o carjacking?

É verdade.

Mas é lindo. De morrer.



Upgrade do imortal Porsche 911 Carrera. Pura e simplesmente o melhor automóvel do mundo. Aquele que, ao mesmo tempo, tem a traseira mais sexy algum dia vista num automóvel.
Agora integrando a histórica faixa entre-faróis, que a partir desta série passam a ser de tecnologia led, conforme a última moda dos construtores germânicos.

Ao que consta, à venda a partir de 5 de Julho.

Espera-se que igualmente na costumeira versão Minichamps em 1/43, com caixa cinzenta Porsche, que é o mercado em que tradicionalmente me movimento.

6.24.2008

Next Stop

Olhando para este conjunto de "paragens", tão seguidas umas às outras, do Festival Alive de meados de Julho, vontade não falta de ir ver tanta banda de qualidade num dia só:

Cá para mim, seria assim (sublinhados):

DIA 10

Palco Optimus:

Rage Against the Machine - 00H40

The Hives - 23H10

Gogol Bordello - 21H40

The National - 20H20

Spiritualized - 19H10

Galactic - 18H00

Kalashnikov - 17H00

Metro On Stage:

Boys Noize (DJ set) - 02H20

Tiga (DJ set) - 00H50

Hercules & Love Affair - 23H50

Peaches (DJ set) - 22H20

Cansei de Ser Sexy - 21H10

MGMT - 20H00

Vampire Weekend - 18H50

Sons Of Albion - 17H50

Banda Soundtribes - 17H00

6.20.2008

Estado de alma

Slighty depressed.
Felizmente, ligo hoje muito menos ao fenómeno da bola que há uns anos atrás.
Como naquela noite de Junho de 2000, carpindo mágoas em hora de fecho de restaurante, pelo penalti do Zidane que nos afastou da final do Euro.
Sim, nesse ano em que melhor futebol jogámos, como selecção, desde que me conheço...
Fica a lembrança da maior festa que algum dia fiz após um jogo, superior a todas as alegrias do Euro 2004 e a algumas do Mundial de 2006: o dia em que, de um 0-2, virámos 3-2 contra a Inglaterra, contra tudo e contra todos, e a jogar futebol a sério. Nesse início de noite, houve de tudo: cerveja a voar, mosh, gajos em cima de mesas, armários, e no final, uma aparelhagem a debitar Unreasonable Behaviour (bem a propósito...), Laurent Garnier, com um grupo de estudantes de Coimbra em total êxtase, que depois seguiu rua fora...

6.19.2008

Uma proposta de selecção

Um 11 magnífico, para fins de tarde e inícios de noite de verão.
Jogadores da bola? Nop. Líquidos. Dos bons, em 4-4-2:

Na baliza (querem-se valores seguros, experiência, etc.)

1 - Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2004 Tinto

Quarteto defensivo (uma quadra coesa, que confira a devida segurança à equipa e que lhe acrescente força)

2 - Giro Sol 2007 by Dirk Niepoort
3 - Guru 2007 Branco
4 - Herdade dos Grous 2006 Tinto
5 - Vértice Super Reserva Bruto

Meio campo (ajuda e ataque, criação de jogo)

6 - Murganheira Super Reserva Bruto
7 - Taylor´s Extra Dry Port White
8 - Bombay Sapphire
9 - Grandjó Late Harvest

Ofensiva (para rebentar com o adversário)

10 - Bushmills Malt 16 anos
11 - James Martin´s 30 anos Single Malt

Com uma equipa destas, a vitória era certa.
Ficam a faltar os respectivos copos, o gelo (muito), o limão, as latas de Schweppes tónica, as folhas de hortelã, umas amêndoas torradas, um prato de caju, uma cigarrilha Cohiba e um jantar num sítio fresco.

Giro Sol (made in Portugal)

Que está hoje. Bem português.
Imagino que na Alemanha esteja bem cinzento, tristonho, o dia.
Assim sendo, se amanhã já não estivermos no Euro 2008, resta-nos este sol fabuloso.
Este, não se perde, não se rouba, não se tira. E não se troca por qualquer outro.

Por outro lado, se amanhã ainda estivermos em prova, aproveitemos o fresco da manhã, bem cedo, e a luz portuguesa, para sair de casa e ver o ar contente da malta a ir para o trabalho.

Quanto ao título deste post, sim, é verdade, ele coincide com o nome de um belo branco esverdeado português criado pelo grande Dirk Niepoort. E que bom que ele estava ontem à noite...

Fica desde já prometido: se estivermos nas meias finais, terei (outro) Giro Sol comigo para ver o jogo na quarta feira da semana que vem.

Força rapazes!

6.17.2008

David Piper & Vila Real

O nome poderá à primeira vista soar a pipas, vinho, etc. ao estar associado à capital de Trás-os-Montes.
No entanto, este é o nome do antigo piloto-preparador que corria com um Ferrari verde e que deslumbrou, nos anos 70, no Circuito de Vila Real.
Por motivos vários, nunca assisti a esta prova. Por isso digo agora, a alguns dias de distância: eu vou.
Claro está, para o final da famosa descida de Mateus, local do qual se contam histórias de big balls ao volante de um automóvel...

6.15.2008

Infantes da pátria

Os meus votos, a alguns minutos de abrir um rosé geladinho portuguesíssimo (Valle do Nídeo, claro está), aliás bem melhor que as cervejas mortiças com que arruinei a minha garganta na passada quarta-feira num bar de hotel algures na Alemanha, é que a Selecção Portuguesa dê um motivo especial aos nossos emigrantes na Suiça para que amanhã apareçam de peito feito aos seus patrões.
Uma vez mais, força rapazes!

6.09.2008

Bem anda quem diz

Que por cá o povo não anda a bater muito bem.
Música de espera no call center da CP? A da série "Soldados da Fortuna", pois claro...

6.08.2008

Só 1 coisa:

Estamos em dia de arranque de Campeonato da Europa de futebol, e lembro-me agora, de repente, que esta medíocre e irrelevante página surgiu para ocupar espaço na rede há exactamente 4 anos.
4 anos da mais pura trivialidade e encher de chouriços.
Uma coisa é certa: música, copos & pratos e automóveis, e um pouco (cada vez menos) de bola sempre andarão por aqui.

Por falar em bola, céus, Pepe joga bola prá caralho!
E assim me retiro, com um jingle publicitário a ressoar dentro da minha cabeça: "olhó João Moutinho lálálálálá, olhó João Moutinho lá lá lá lá lá lá"... (boa, puto!)

6.06.2008

1. Desfraldar

= Tirar a camisa de dentro das calças.

2. Abrir um branco fresquinho.

3. Ligar a televisão.

4. Ver a estreia da Selecção contra os turcos.

5. Vir à varanda fumar uma cigarrilha e ouvir o povo, ao longe, a festejar.

Força rapazes!

Reumon Gel

De 2 em 2 anos, quando a SIC nos oferece uma fabulosa transmissão em directo do (pouco atraente) Rock in Rio, muitíssimo bem filmada e com recursos técnicos abundantes, dedico uma meia hora do meu tempo a assistir a uma actuação de uma banda de metal.
Para lá dos Faith No More, de que sempre gostei, da onda grunge onde muita gente passeou e do álbum preto dos Metallica, os meus massacrados ouvidos há muito que perderam capacidade de filtrar aquela música rapidíssima e ruidosa.
No entanto, gosto sempre de ver o empenho com que os artistas tocam (o baterista dos Metallica, por exemplo, é um espectáculo por si só, pelo ritmo e velocidade frenética que impõe à sua Tama) e principalmente, a devoção, o fanatismo, do público presente, profundamente conhecedor.
Ainda ontem, no RiR, muitos milhares urraram até ao limite das gargantas e abanaram furiosamente as suas cabeças minutos a fio, numa comunhão com os artistas que mais nenhum estilo musical consegue sequer aproximar-se, quanto mais replicar. Para já não falar do gigantesco mosh que acompanhou toda a performance da banda de Lars Ulrich.
E da arrepiante entrada em cena da banda, com o povo a cantar a música de Ennio Morricone que abre todos os seus concertos, conforme o apontamento conhecedor do especialista Henrique Freitas da Antena 3, imediatamente antes do início do concerto.

Muita Mebocaína Forte e Reumon Gel se deve vender hoje em Lisboa...

Olé

Primeiro, a declaração de interesses: não sou, nem de perto nem de longe, aficionado pela tauromaquia, mas também não é um espectáculo que me repugne em absoluto.

Assim sendo, ao ler notícias superlativamente estúpidas como esta, lembro-me sempre, com indisfarçável gozo, de uma imagem gravada há uns anos, creio que na Praça de Touros da Figueira da Foz, em que o grupo de forcados saíu da praça e deu uma monumental coça naqueles meninos coloridos e fracturantes da Associação Animal...

Ainda a propósito da mesma notícia, aguardo serenamente que algum Meritíssimo decrete uma qualquer providência cautelar a proibir a exibição daqueles filmes de sangue abundante, porrada à bruta e violência gratuita com que as TV´s nacionais entretêm a populaça aos fins de semana...

Assim se vai perdendo o juízo!

6.04.2008

Não faltará

apoio, a Norte, a todos os adversários que compuserem o grupo do Benfica na Champions League.
Prevejo aliás nova recepção apoteótica dos Super Dragões a uma claque qualquer de um clube adversário dos lampiões, como fizeram quando a Lazio defrontou o Benfica há uns anos atrás.
Porque há tradições que são para manter.

Ouvisto de passagem

Após a esperada e justíssima suspensão do FCP das provas Europeias por parte do comité da UEFA reunido na Suiça, um adepto portista entrevistado à porta do Dragão disse apenas isto:

"Ó menina, bindo de Lisboa nada me espanta!"

Ainda um dia hão-de tentar provar que aquele Cunha Leal estava no anteprojecto de revisão da Lei da UEFA, aquele lampião...

6.03.2008

Tximi

A alguns dias do início do Euro 2008, 4 anos depois da saudável maluqueira em que nos metemos durante um mês inteiro, tenho andado distante da euforia da bola.
Sei desde já que não alcançarei os níveis de envolvimento e puro gozo de 2000 e 2004 (e um pouco menos no Mundial de 2006). Cada vez ligo menos à bola.
Ainda assim, tenho a minha ideia de como devíamos jogar de início. Todos os portugueses têm uma ideia, aliás.

Quim na baliza

Pepe / Ricardo Carvalho ao centro
Paulo Ferreira / Bosingwa nas laterais

Raul Meireles / Miguel Veloso / Deco ao meio

Quaresma / Ronaldo / Simão (Nani) à frente

Prevejo uma passagem aos quartos sofrida. Já se sabe que se fosse um grupo de tubarões a coisa ia correr melhor, certamente. Assim,vai ser difícil e muito dependente do primeiro jogo contra os turcos. E da frescura do Deco. E da vontade - parafraseando Artur Jorge - de Ronaldo "fazer coisas bonitas"...

Para o segundo jogo, retomo uma tradição antiga: deveres de ofício levar-me-ão a estar nesse dia fora do país, altura em que ainda berramos pelas nossas cores com mais força, tentando incomodar todos ao nosso redor, enquanto enchemos a nossa mesa de copos de cerveja vazios.

Em suma, expectativas em ascensão muito moderada, para que haja poder de encaixe para alguma surpresa desagradável.
O caminho mais fácil é aquele em que as coisas começam a correr bem: o do frigorífico, dos baldes de gelo, dos charutos e, no final, o da buzina do carro. À parolo, incomodando tudo e todos, como muito bem fizeram os nossos emigrantes em Genebra e em Neuchatel, para desespero dos fascistas dos suiços, que - imagine-se! - decretaram que, em caso de vitória, só se poderá buzinar nos 30 minutos imediatamente a seguir ao final do jogo...

Força rapazes!







Rock em quem?

Rock foi isto: O velho Alvalade cheio e o início da história da garrafas voadoras, no longínquo ano de 1992, instigada, uma vez mais, pelo inevitável Mike Patton:



Nota: claro está que este video não foi gravado em Sevilha, mas sim em Lisboa. Em 1992.

Quieren Baladas?




Mike Patton, num acesso de criatividade poucas vezes visto. Beth Gibbons deve ter ficado rouca ao ouvir isto...

5.27.2008

Slogan brilhante

Ouvindo a inevitável Radar noite fora, agarrado ao trabalho inadiável, retenho um slogan bem arrancado de um programa desta rádio (Álbum de Família, se bem me lembro):

"De Elvis a Costello, de Kobain a Kapranos"

Que pena nós, que vivemos na parvónia, só podermos ter esta estação por companhia via Web...

P.S. - Pérola da 1.oo da manhã: Dirty Boots, Sonic Youth. Foge para longe, ó sono maldito!

5.26.2008

Processamento de salários

Notícias recentes dão-nos conta do vencimento (livre de impostos) de José Mourinho no seu novo clube (Inter de Milã0): 9 milhões de Euros, ao que consta.

Assim sendo, peguei na calculadora e escrevi: 9.000.000,00 € / 14 (como é trabalhador dependente, tem direito a subsídio de férias e de Natal) = 642.857,00 € (seiscentos e quarenta e dois mil oitocentos e cinquenta e sete Euros) por mês.
Em finais de Julho e de Novembro, como todos os trabalhadores, o mesmo receberá 1.285.714,00 € (um milhão duzentos e oitenta e cinco mil setecentos e quatorze Euros).

Se tirarmos os "mil" e o "milhão", temos o vencimento líquido de muito boa gente: 642 Euros /Mês, 1285 € nos 13º e 14º meses.

Dá que pensar? Sim. E muito.

Então e que tal a folha salarial proposta a Cristiano Ronaldo pelo Real Madrid?

30.000.000,00 € redondos / ano.

Ou seja, 2.142.857,00 € /mês (dois milhões, cento e quarenta e dois mil oitocentos e cinquenta e sete Euros). O que nos meses de férias e Natal perfazia a soma de 4.285.714,00 € (quatro milhões duzentos e oitenta e cinco mil setecentos e quatorze Euros).

Nos nossos dinheiros antigos, o emblema merengue propõe-se despender com um trabalhador mais de quatrocentos mil contos por mês.

Voltando ao mesmo exercício de há pouco, já se contam em números bem mais baixos os portugueses que recebem mensalmente 2.142,00 Euros...

Pensa-se novamente no caso: será que este trabalho vale tanto dinheiro assim?

5.24.2008

Para lá do limite

Em fim de semana de GP do Mónaco, recordemos o imortal video de uma das mais extraordinárias voltas de qualificação da história da Formula 1: Ayrton Senna, 1989, Mclaren Honda V12 à solta pelas ruas do Principado:

5.21.2008

Em tons de cinzento

A cor do céu que se vê pela janela, cinzento muito carregado, combina absolutamente com Dr. Strangelove, Blonde Redhead, que o computador debita pela sua colunazeca lateral.

5.20.2008

EVEL Hearted You

Um achado nas prateleiras dos supermercados, a uns 3 Euros e pouco.
Muitas vezes, o vinho mais barato de uma carta de vinhos de restaurante.
Mas uma qualidade muito, mas mesmo muito acima do preço marcado.
Evel Branco 2007.
A consumir sem qualquer moderação, até que um riso parvo tome conta de nós.
Enquanto não ganhamos coragem para nos levantarmos da cadeira e constatarmos que o nosso estado já não é o mais puro.

O que é National é bom

E o artista é um bom artista. E gosta de estar com a sua gente.

5.19.2008

Festival da canção

Enquanto eles, quando ganham, cantam o clássico "SLB Filhos da Puta SLB", esse hino familiar do Estádio das Antas, entoado vezes sem conta por famílias inteiras e ensinado desde tenra idade, os outros, quando lhes ganham, cantam-lhes o "cheira bem, cheira a Lisboa".
Depois queixam-se que ninguém os grama.

Um país, dois sistemas

Para quem vive num país que começa no Gerês e tem fronteira a sul na Meta dos Leitões, na Mealhada, nada melhor que visitar o país mais abaixo para um jogo de bola em Oeiras e saír de lá, com duas batatas no saco, ao som do "cheira bem, cheira a Lisboa...", conforme tive o prazer de ouvir via TSF enquanto subia uma Avenida da Liberdade quase deserta ontem à tarde.
Desta forma, igualmente, a Sra. Dona Filomena e o seu marido não tiveram que passar pelo camarote presidencial, que rejeitaram para se sentarem no do lado, amuados, como é costume.

5.16.2008

Toponímia Furacona

Vai uma pessoa ao site da Meteorologia para ver se amanhã chove e depara-se com isto.
Logo, cabe ajudar os senhores: porque não
SÓCRATES,
PINHO,
PINTO DA COSTA,
CHALANA,
CAJUDA,
SANTANA,
MENEZES,
ASAE
ou
CAROLINA?

Um caso a pensar. Até segunda se não for antes, sim?

5.14.2008

Prémio "Mas aquele programa da Fátima Lopes onde se chorava muito não acabou já?"

"Perdoa-me, desculpa, não sei mais o que fazer"

O Senhor PM, a ser verdade esta propagandística notícia, deve agradecer ao Público o bem que lhe fez à saúde. E ainda diz mal deste jornal...

Quanto ao Ministro da Economia, talvez embarcar com um aquário redondo com o gargalo bem apertado resolva o seu problema de fumar nos aviões. Era outro favor que nos fazia. A nós todos.

Prémio "Ó pá, caga. Ninguém vê, pá!"

Num interessante livro sobre as desventuras dos ilustres (leia-se representantes do Estado) portugueses em Nova Iorque, escrito pelo dono de uma empresa de limousines, a dada altura conta-se uma história de uma senhora VIP que chegando atrasada a Newark Liberty para apanhar o vôo da TAP para Lisboa, por motivos espúrios e extra-laborais (segundo a mesma fonte e sempre alegadamente...) encontrando não só o check-in mas o embarque já completo, exigiu que retirassem um passageiro do avião para que ela ainda seguisse nesse vôo para a capital do império (falido) que lhe paga o ordenado.
Ameaçando de caminho, tudo e todos, em especial o pessoal de terra da TAP que caso não embarcasse, no dia seguinte "iam rolar cabeças".

Vem isto a propósito da nova classe de privilegiados passageiros de avião: aqueles que em terra, com pompa e circunstância, decretam em geral a proibição de fumar em recintos fechados e em especial em qualquer transporte público, mas depois, a recato da cortininha da Business Class, fazendo pouco de tudo e todos e mostrando aquela sobranceria típica do portugesinho investido de poderes, logo acendem os seus cigarros, alegando que se tratava de um "vôo fretado". "Faz o que eu mando, não faças o que eu faço", no caso será pouco para qualificar estas condutas.

Valha-nos o costumeiro Público para denunciar publicamente (veja-se o gigantesco número de comments à notícia, mais de 300, postados ontem no site do jornal), qual voz no deserto, estas poucas-vergonhas que de forma impressiva e simples tudo dizem de quem manda aqui na feira. Temo que no regresso os jornalistas deste jornal sejam convidados a viajar no porão. Ou tenham que comprar bilhete noutro avião...

Claro está - conhecendo o material de que são feitos estes senhores - que, caso alguém ousasse interromper o momento de deleite fumarento dos senhores governantes, incomodando ainda que brevemente o seu fluxo de altos pensamentos para a condução dos desígnios da nação e da amizade com a Venezuela Bolivariana, ficaria perigosamente exposto a ouvir o já referido "amanhã vão rolar cabeças"...

Volto a Nova Iorque e ao tal livro do senhor das Limousines: nele também se diz que por lá, todos são iguais perante um comando ou proibição da lei. Seja um borra-botas qualquer, seja um Primeiro-Ministro. No exceptions!

Agitando as águas

5.13.2008

O rali é isto

Para quem não sabe, um rali decorre no campo, num pinhal, no alto de uma serra. É mais ou menos isto:



Serra do Caldeirão, retomando um spot do ano passado. Perto de Salir e de Barranco do Velho.




Algures na planície alragvia, junto a São Brás de Alportel.



Um campo de malmequeres perto de Almodôvar.

Mas pergunta-se: um rali é só isto? Claro que não.
O que nos leva lá longe é mesmo isto:










Créditos fotográficos: o próprio, armado em discípulo do Reinhard Klein...

5.12.2008

Há mar e mar. Há ir e voltar?

Claro que sim. Ao Mar Salgado, comemorando o seu 5º aniversário.

5.08.2008

Serra do Caldeirão

Retomando o saudável hábito de acordar com as galinhas e seguir monte acima até ao local onde os virtuosos pilotos da mais espectacular modalidade do desporto automóvel (aquele onde os adeptos ganham sempre, sempre que vão assistir) dão todo o gás possível e imaginário.

Comer pó, comer mal e a desoras, aturar bêbados e grunhos, beber cervejas já não muito frescas; mas tirar grandes fotos, estar com aqueles que partilham a nossa maluqueira, dizer muitos disparates de seguida, andar fora do dia-a-dia atrás deles.

Aqueles que guiam como nós nunca guiaremos.

Vemo-nos amanhã e sábado, em locais tão improváveis e toponimicamente esquisitos como Barranco do Velho, Salir, Javali, Cova da Muda ou Vascão.

E para a semana voltamos aqui para contar como foi.

O Rui

Primeira metade da década de 90.

Aproveitando mais um amabilíssimo convite full board (viagem, almoço, passeata, bola no camarote, ceia com marisquinho e imperial e regresso a casa em classe executiva...), mais uma eliminatória europeia ao vivo no Estádio da Luz. Algo distraído, como sempre no que toca ao futebol, deito o olho à equipa provável do Benfica, na época treinada pelo senhor Eriksson (esse mesmo).
Reparo num nome, na posição de avançado, que nunca tinha visto: Rui Costa.
Pergunto, intrigado: quem é este? Respondem-me que era um puto e que diziam que era muito bom.
Lá segui a sua exibição com atenção. Jogava bem, sim senhor.
Em 1993 ou 1994, estive num Benfica-Parma, meia-final da Taça Uefa, no terceiro anel de um Estádio da Luz quase cheio, onde os adeptos em coro cantaram os parabéns ao Rui, que fazia anos nesse dia.
Alguns anos depois, já mais homenzinho (o Rui, claro está...), voltei a vê-lo jogar ao vivo, pela Fiorentina, num jogo da UEFA contra o Benfica. Nesse jogo, na altura em que foi substituído, ouvi o maior aplauso que me lembro de assistir a um jogador da equipa adversária.
Estava sentado muito perto do banco Viola e o Rui ficou de pé, com os braços apoiados à cobertura. Quando Batistuta marca o golo da vitória (um golo fabuloso, aliás), ele abanou a cabeça, cabisbaixo, enquanto toda a equipa festejava. (Nota: este jogo não foi aquele amigável em que o mesmo jogador chorou ao marcar um golo à sua antiga equipa)
Guardo também aquele momento amargo, passado em Berlim em 1997, em que o Rui viu um (segundo) cartão amarelo numa situação em que NUNCA mais vi ninguém ser admoestado: por demorar um pouco mais a render um colega numa substituição.
Perdemos esse jogo, com 10, depois de jogarmos muitíssimo bem e termos encostado os boches à boxe, às mãos de um senhor chamado Marc Batta (quem se lembra deste ranhoso?)
Mais tarde, em 2004, marcou o golo que mais festejei na minha carreira de adepto: o 2-1 à Inglaterra, no prolongamento daquele memorável jogo, de novo no Estádio da Luz. Vitória de Pirro, como se viu... recuperada alguns minutos depois nos penaltis!
Voltei a vê-lo jogar ao vivo contra a Académica, no ano passado e este ano.
Retenho dele aquele toque de bola especial e a forma como centrava a bola para a área. O problema era mais da falta de qualidade dos executantes que recebiam esses centros, mas essa é outra história.

Deixo este tributo ao Rui Costa, a uma forma elegantíssima de estar em campo, a muitas jogadas de encher o olho e a um atleta devoto de um clube, coisa que cada vez mais escasseia neste desporto mercantil.

Já não concordo tanto com o endeusamento feito pela trupe benfiquista ao mesmo Rui Costa. O que é demais, além de chatear, fica mal.
Espero ainda que o Rui tenha pelo menos o mesmo sucesso como Director Desportivo como aquele que teve como jogador. Será pedir demais? Penso que sim. Não acredito muito nestas novas vestes. A ver vamos.

5.03.2008

Armados em Duran Duran?



Ainda bem. Muito bom. Mesmo. O verão aproxima-se perigosamente.