3.02.2009

Momento de cultura popular

Futebol? Benfica? Três grandes? Claques? Árbitros?

Não. Nem lá perto.
1984. 25 anos atrás.
As bodas de prata daquela que terá sido a mais espectacular edição de sempre do Rali de Portugal Vinho do Porto (assim se chamava ele nestes tempos).
Audi Quattro e Lancia 037 Rally. Hannu Mikkola, Markku Alen, Henri Toivonen. Peninha, Arganil, Viseu.
Povo.
Tracção total e tracção traseira. Paixão. Tinto, branco e muitas minis. Umas quantas sandes de tudo de mais alguma coisa. Rádios a pilhas. Lanternas e fogueiras. Piropos às miúdas que subiam e desciam o troço. Noite, dia, nascer e pôr-do-sol. Cobertores gamados à avó. Asfalto e terra. Frio e calor.



e a segunda parte do momento cultural:



Para uma ideia do que era uma prova nestes gloriosos tempos, fica o itinerário completo e o horário de 1984:

Leg 1 Wednesday 7-Mar-1984

09:15 SS1 Lagoa Azul 1 5.00 km
09:30 SS2 Peninha 1 6.50 km
09:50 SS3 Sintra 1 10.50 km
12:15 SS4 Lagoa Azul 2 5.00 km
12:30 SS5 Peninha 2 6.50 km
12:50 SS6 Sintra 2 10.50 km
15:15 SS7 Lagoa Azul 3 5.00 km
15:30 SS8 Peninha 3 6.50 km
15:50 SS9 Sintra 3 10.50 km
19:25 SS10 Gradil 6.50 km
20:30 SS11 Montejunto 13.50 km
23:11 SS12 Fig. dos Vinhos 20.50 km
23:45 SS13 Campelo 10.50 km
Thursday 8-Mar-1984
02:20 SS14 Préstimo 12.50 km
02:53 SS15 Vouga 8.00 km

Leg 1 total: 137.50 km

Leg 2 Thursday 8-Mar-1984

15:50 SS16 Orbacém 1 11.50 km
16:30 SS17 Gávea 1 11.00 km
17:20 SS18 Extremo 1 6.50 km
17:50 SS19 Arcos/Portela 1 27.00 km
18:33 SS20 São Lourenço 1 27.00 km
19:45 SS21 Orbacém 2 11.50 km
20:25 SS22 Gávea 2 11.00 km
21:10 SS23 Extremo 2 6.50 km
21:35 SS24 Arcos/Portela 2 27.00 km
22:15 SS25 São Lourenço 2 27.00 km

Leg 2 total: 166.00 km

Leg 3 Friday 9-Mar-1984

10:45 SS26 Fafe-Lameirinha 10.50 km
11:02 SS27 Fafe-Lagoa 8.00 km
11:22 SS28 Cabreira 26.50 km
12:38 SS29 Marão 36.50 km
14:00 SS30 Baião 17.50 km
16:33 SS31 Lamego 17.50 km
17:33 SS32 Mões 1 11.00 km
17:53 SS33 Nogueira 1 7.00 km
18:10 SS34 Viseu 1 26.50 km
19:26 SS35 Mões 2 11.00 km
19:46 SS36 Nogueira 2 7.00 km
20:03 SS37 Viseu 2 26.50 km

Leg 3 total: 205.50 km

Leg 4 Saturday 10-Mar-1984

06:32 SS38 Arganil 1 56.50 km
07:55 SS39 Candosa 1 6.50 km
08:41 SS40 Lousa 1 10.50 km
11:22 SS41 Arganil 2 56.50 km
13:01 SS42 Candosa 2 6.50 km
13:47 SS43 Lousa 2 10.50 km
18:00 SS44 Martinchel 9.00 km
19:45 SS45 Coruche 20.00 km

Leg 4 total: 176.00 km

Rally total: 685.00 km

Uma "quase-volta-a-Portugal", com início no Estoril e Serra de Sintra, sempre a subir em direcção ao Centro de Portugal (Figueiró e Campelo, Castanheira de Pêra), passando por Sever do Vouga, para terminar na Póvoa do Varzim, madrugada dentro.
No segundo dia, até à Serra de Arga, bem perto de Vila Praia de Âncora, Ponte de Lima e Arcos de Valdevez, regressando à Póvoa.
Terceiro dia a começar novamente na Póvoa, direcção Fafe, depois serra da Cabreira, serra do Marão, passando pela marginal da Régua para honrar o patrocinador da prova, para sul, até Viseu, via Lamego.
Último dia com a passagem pelos míticos 56 kms. do troço de Arganil (da Aldeia das Dez à entrada de Arganil, sempre pela serra do Açor), Candosa, Lousã, até Tomar para o almoço e os 2 últimos troços, Martinchel e Coruche (sim, a dos toiros...)

Por aqui se vê a dimensão brutal do que foi o rali de Portugal nestes tempos. Num tempo, recorde-se em que não havia auto-estradas, Vias Verdes, Áreas de Serviço 24 horas, etc. Imagine-se o que seria acompanhar esta prova no seu trajecto integral...

Hoje, esta prova resume-se a 9 troços que quase se tocam uns aos outros na serra do Caldeirão... Uma tristeza!

2.25.2009

O viajante



Durante o fim de semana, foi conhecida a notícia da morte do Eng. José Megre.

Desnecessária será a sua apresentação a quem goste de automóveis.

Fica a nota de ser um dos Portugueses mais viajados de sempre, que teve o privilégio de conhecer a fundo todos os Estados soberanos do mundo, à excepção de um, o Iraque.

Ainda na semana passada tinha ido à estante buscar, uma vez mais, o livro que editou em 1999 com os relatos dos seus primeiros Paris-Dakar (de UMM...) e das expedições ao deserto do Teneré, região hoje "proibida" e à América do Sul. Um verdadeiro "tratado" de aventuras.

Acompanhei sempre os relatos dos seus Transportugal, passeios todo-o-terreno que levaram tanta gente aos confins do nosso país e nos quais infelizmente nunca participei.

Cruzei-me com ele algumas vezes, em provas desportivas, como em 2005 na Baja de Portalegre. Era uma figura singular, com o chapéu australiano de abas e o cigarro sempre aceso.

Espera-se que este paíszinho cinzento e maldisposto venha algures a render a devida homenagem a este aventureiro global, para quem não havia fim para a viagem. E que nos ensinou aquela forma de conhecer que passa por andar, muito, percorrer a maior distância que conseguirmos.

Infelizmente, começamos muito mal neste particular: o jornal Autosport (hoje um cruzamento entre o Autosport do antigamente e uma revisteca daquelas de barbeiro/cabeleireiro) nem sequer citou este triste acontecimento na sua capa, apenas no interior. Dedicou-a a um grupo de jovens aspirantes a piloto de F1, todos com aquele ar metrossexual. É o que vende, hoje em dia...

Viagens, passeios, fotografia, automóveis (japoneses, sempre, e também Porsches...) e miniaturas destes (era dono de uma das maiores colecções privadas em Portugal), uma das mais interessantes personalidades portuguesas que deixa este país mais pobre com a sua partida.

2.19.2009

Entruda

Palavra que lembra, ao longe, o nome de um modelo da Suzuki, uma daquelas dos barbudos, chopper, no seu dialecto próprio, horrorosas. Motos, por aqui, só BMW (todas, lindas) e uma ou outra Ducati, e por ver passar...

Palavra que lembra os próximos dias, que de bom apenas têm o facto de cavar umas mini-férias para:
desligar um bocado,
comer bem,
beber qualquer coisa melhorzinha e diferente,
dormir mais,
ouvir música boa até quilhar a bateria do iPod,
retomar leituras de livros que têm estado, incompreensivelmente, em pousio,
ver derbys decisivos numa tasca de aldeia com JB novo a 1,50 € onde os presentes, quase todos acima dos 50, obviamente são TODOS do Benfica
e
tirar fotografias. Muitas. Dos nossos modelos favoritos.

Porque entrudas e quejandos, jamais houve pachorra para aturar. Detesto.

Assim sendo, até quarta.

Ouvisto de passagem: o encanto do futebol falado pelos seus "próta-gonistas"

"Isso é um assunto do forno interno do clube."

Um treinador qualquer. Lido na Sábado que saiu hoje.
Há lá coisa mais linda, ouvista nos últimos tempos?

Um dia destes e a pedido de várias famílias

Recordando o que foi feito por aqui em 2007, aparecerá a Edição 2009, Platinum Edition, do famoso Guia "tudo o que você precisa de saber e conhecer para assistir ao vivo ao Rali de Portugal e tem algum receio de perguntar"...

2.17.2009

Os Cruzados (contra as restrições às liberdades)



Leio, atónito, esta noticia, no site da revista Land Rover Owner International.

Para quem não sabe, o raid Croisiére Blanche é um passeio todo-o-terreno, não competitivo, cuja particularidade é decorrer integralmente sobre neve, em caminhos dos Alpes Franceses e cuja primeira edição remonta a 1977. Trata-se de um dos mais espectaculares eventos desta natureza, acessível a um bom todo-o-terreno (não um daqueles SUV da moda, claro está) desde que equipado com pneus de tracção e correntes nas 4 rodas.

Realizou-se todos os anos. Até este ano.

Altura em que um grupelho de "ecologistas" conseguiu ver deferida uma providência cautelar por um tribunal francês que interditou este passeio, por "atentado ao ambiente". Provavelmente o mesmo grupo que impediu a realização da tradicional pista de obstáculos 4X4 no Salão de Paris, em Outubro último.

O inevitável Miguel Sousa Tavares, também ele um conhecido adepto desta forma de evasão (militante do mítico Raid Transportugal, onde participou em 22 de 25 edições!), já vem avisando há tempos que o legislador português, sempre atento a estas modernices vindas da estranja, não tardará também ele a começar a cercear as liberdades de passeio (e de vistas, principalmente) de quem gosta de passear de jipe fora de estrada em Portugal.

O que esses meninos "ecologistas" citadinos desconhecem, eles que tanto gostam de ruminar nos seus Meuns McDonalds e de frequentar aqueles encontros "fracturantes" que se debruçam sobre as "grandes questões do nosso tempo", é que estes passeios, realizados por pessoas civilizadas e muitas vezes com mais consciência ecológica que eles, são um contributo para levar gente às zonas desertificadas dos territórios, animar os que por lá vivem (com a buzinadela ou o aceno à velhota e ao pastor...) e para limpar e desimpedir caminhos pouco trilhados para que no futuro, em caso de incêndio, os bombeiros neles circulem mais facilmente.

Coisas que, obviamente, os ditos "meninos" desconhecem, porque no bairro da cidade onde vivem não há pastores, caminhos ou incêndios florestais. Isso, só na TV e na Net...

Só mais uma coisa: a foto que ilustra este post foi tirada no Douro Superior, perto de Torre de Moncorvo, em 2005, num desses passeios que nos levam onde os outros nunca foram.
Num local que se prevê vir a ser inundado pela construção da célebre Barragem do Sabor. Que, entre outras coisas, servirá para alimentar de energia os MacBook prateados dos meninos da cidade.

2.16.2009

As Batô goes by

O Batô de Leça revisitado.

Depois de um olímpico arroz de marisco, antecipado por umas ameijoas e uns percebes estrondosos e enquadrado por um Duas Quintas Branco 2007 de volta aos seus dias felizes no Fernando de Matosinhos, a abarrotar de "fuôfas" e "fuôfos", não fosse Dia dos Namorados;

E de uma soporífera apresentação dos Tindersticks na sala Suggia da Casa da Música, onde só me lembro da expressão "descafeínado" para qualificar aquelas canções sem a presença do violino que ouvi em 97 ao vivo,

rumou-se ao Batô.

Quem ali entra, espanta qualquer vestígio de sono.
Nunca entrei num sítio (aberto ao público, entenda-se) que se aproxime daquele na música que oferece aos seus frequentadores.
O velho States, nem nos seus melhores dias se aproximou daquela casa. Se vivesse no Porto, passava lá a vida.
Em 2 horas de exposição ao fenómeno (2.15-4.15), de Killers a Cure, de Franz Ferdinand a Clash, de Joy Division a Editors, de Interpol (e que estrondo é ouvir Slow Hands numa discoteca!!) a Marylin Manson, de Nick Cave a Arctic Monkeys, um carrossel de ritmos, épocas e estilos, superiormente mixados pelo DJ de serviço.
Ah, é ainda para mais uma casa mais-que-honesta nas doses de Jameson que serve em troca de 6,50 €...

É por existirem casas como esta que cada vez menos me apetece ir às outras.
As do pum pum pum unts unts unts...

2.13.2009

Coordenadas

To the East, Electrelane.

Por agora, via iTunes, esbugalhando os olhos com a fantástica luminosidade que entra pela janela.

Por acaso, amanhã, heading north: A1, Rotunda da Boavista, Casa da Música, Stuart Staples, Tiny Tears, Porto, Matosinhos, jantar, peixe, marisco, um branquinho fresquinho, Batô, noite, 2 ou 3 católicos com gelo. Coisas que vêm fazendo falta. Hace tiempo.

2.09.2009

Escumalharia diversa

Mais uma vez me dispus a perder tempo a ver um Porto-Benfica.

No final, as conclusões habituais:

- O povo todo presente nas Antas (que pena não terem filmado o camarote da presidência para confirmarmos isso mesmo), em coro, pais, filhos e netos, lá entoaram o seu cântico preferido "SLB SLB FDP SLB" (a pedido do speaker do estádio, sempre actualizado no particular das ordinarices e boçalidades que os adeptos locais tanto apreciam), para tentarem exorcizar o seu eterno medo pelo rival;
- Desafio algum adepto do clube visitado a enunciar algum caso em que o Benfica tenha sido beneficiado num jogo contra o Porto, enquanto revejo no YouTube o Fernando Couto a correr atrás do José Pratas para lhe arrear, o João Pinto com o nariz partido, o Baía a tirar a bola de dentro da baliza na Luz, um brasileiro qualquer do FCP a fazer pirêtos ao Artur Jorge e ao banco do Benfica e o Lisandro Lopez a sacar um penalti escandaloso no jogo de ontem. Entre outros, claro está;
- A propósito deste Lisandro, ao ver aquele momento de futebol à portuguesa, arrependo-me amargamente de alguns elogios que lhe fiz na semana passada, ao falar de futebol com um amigo italiano: dizia-lhe eu que o FCP tinha 2 avançados, um pródigo nas artes do mergulho (Hulk), outro que apenas queria jogar à bola, não perdendo tempo com vigarices. Afinal, ninguém sobrevive à escola do FCP: todos estudam pela mesma cartilha. Veja-se o que se passou na primeira parte: Lucho, sofrendo um toque, tenta sair a jogar. O seu comparsa, vendo a janela de oportunidade, e sabendo-se muito à vontade para o fazer, mergulha e cava o penalti salvador. Um nojo. O costume.
- Assim sendo, resta-me desejar uma exibição magistral de Simão Sabrosa na próxima semana.

2.05.2009

Noções económicas de base popular adaptadas a 2009: a diferença entre recessão e depressão

"A recessão é quando o teu vizinho perde o emprego; a depressão é quando perdes o teu."

Lido algures, entre a imprensa estrangeira. Sim, na nacional não foi de certeza...

2.03.2009

Boss on the moon

Mão amiga fez-me chegar isto:



Como dos autores da música posso asseverar serem grandes ao vivo, será pedir muito pela há tanto tempo aguardada visita do Boss a Portugal?

2.02.2009

Fomos e viemos

Andámos por aí. Cardiff, trabalho e mais trabalho. Pouco passeio, frio, regresso para mais e mais trabalho.
Just like Honey, Jesus & Mary Chain na leitura de mails atrasados mais de uma semana.

1.25.2009

Quando 1+1=3

(Só não estou certo se isto já não apareceu em tempos por aqui. De todo o modo, nunca será demais.)

1.24.2009

São Kapranos, esta noite

(roubando a "deixa" ao locutor da Radar Lisboa)

seguimos noite fora, à procura dos ecos da indignação do Presidente do SC Braga (também conhecido como dependência do FCP mais a norte) pela segunda roubalheira de que são alvo em duas jornadas do campeonato. Como não encontramos os ditos ecos (agora é hora da ceia para receber os visitantes e depois seguir-se-á o calor da noite), prosseguimos, animadíssimos, de Bushmills na mão ao som de Tonight, Franz Ferdinand em grande, grande forma em inícios de 2009!
Afastando-nos, com velocidade acrescida, do lôdo nojento do futebol português, recordando a fabulosa, cheia, esforçada, bem jogada, primeira parte do Man Utd - Tottenham do final da tarde de hoje. Porque futebol, só mesmo ali.

1.22.2009

I´ll be there

And you know its time to go
Through the sleet and driving snow
Across the fields of mourning
Light in the distance

And you hunger for the time
Time to heal, desire, time
And your earth moves beneath
Your own dream landscape

Oh, oh, oh...
On borderland we run...

Ill be there
Ill be there...
Tonight
A high road
A high road out from here

The city walls are all come down
The dust, a smoke screen all around
See faces ploughed like fields that once
Gave no resistance

And we live by the side of the road
On the side of a hill
As the valley explode
Dislocated, suffocated
The land grows weary of its own

Oh, oh, oh...on borderland we run...
And still we run
We run and dont look back
Ill be there
Ill be there
Tonight
Tonight

Ill be there tonight...i believe
Ill be there...somehow
Ill be there...tonight
Tonight

The wind will crack in winter time
This bomb-blast lightning waltz
No spoken words, just a scream...

Tonight well build a bridge
Across the sea and land
See the sky, the burning rain
She will die and live again
Tonight

And your heart beats so slow
Through the rain and fallen snow
Across the fields of mourning
Lights in the distance

Oh dont sorrow, no dont weep
For tonight, at last
I am coming home
I am coming home

U2, A sort of homecoming

Na passagem do The Joshua Tree para o não menos extraordinário The Unforgettable Fire...

Outside is America

Já não me lembrava, sinceramente, da soberba colecção de grandes músicas que compõem o álbum The Joshua Tree dos U2, que vai animando esta ultra-cinzenta tarde de chuva...

Os livros que ficam

Recebi hoje, depois de uma longa espera de mais de 2 meses, o livro "Safari Rally", da autoria de Reinhard Klein.


Na primeira vez que o folheei, muito antes de chegar a meio tinha já formado a minha opinião: trata-se, simplesmente, do melhor livro sobre desporto automóvel que algum dia conheci.

A soma dos conteúdos informativos exaustivos, dos recuerdos de todas as épocas com as inigualáveis fotografias do mago Klein (que é uma constante fonte de inspiração para os nossos paupérrimos bonecos que vamos tentando fazer quando assistimos a provas de automóveis...) dão corpo a um livro delicioso, que apetece ler e folhear noite fora...

Acresce que o Quénia, local de toda a acção retratada neste livro, é um dos locais mais propícios para fotografar. A propósito, o autor elegeu há tempos as suas melhores fotografias dentre várias que constam deste livro: uma com um carro a cruzar um lago multicolorido (mais parecendo uma manobra de Photoshop, tal a exuberância das cores), outra de um Toyota Celica a emergir de uma poça gigante de lama, a que Klein chamou, com propriedade, "o hipopótamo".
Mesmo a foto da capa do livro é monumental!
E quase no final, temos direito a uma maravilhosa foto de um lago com os flamingos da praxe das fotos do Quénia, em que só vendo muito bem, ao longe, surpreendemos um rasto de pó e um minúsculo carro de ralis que passava...

Junto este livro aos outros 3 do mesmo autor, anteriormente lançados ("Rally", "Rally Cars" e "The rise and fall of Group B Cars", com uma certeza: não há melhor sobre este apaixonante tema!

P.S. - Os 2 primeiros encontram-se aliás esgotadíssimos e não foram reeditados, pelo que estão à venda por particulares, em estado usado, por valores exorbitantes... todavia, jamais pensarei em vendê-los. À sua qualidade e valor histórico junta-se um aspecto muito particular: apareço numa foto (discretamente, como sempre...) junto de um grupo de amigos, colhida no Rali de Portugal do ano 2000, no local mais mítico dos ralis em Portugal: a descida do Confurco, no troço de Fafe/Lameirinha... local de várias peregrinações de cariz quase religioso nos idos de 90 e inícios de 2000...

1.20.2009

Hit the North

The Fall, a norte, sábado passado.

Primeira visita à Casa da Música (bem sei, que vergonha, mas é assim a vida...).

Espaço simpático, amplíssimo, ainda assim mais apertado do que a imensa volumetria exterior deixava pensar. Parque de estacionamento subterrâneo com acesso interno muito a propósito para uma cidade invernosa como é a Inbicta.
O esquema clubbing é engraçado, várias actividades a correr em simultâneo, uns bares aqui e ali, ambiente composto.

Mas:

começar com um documentário sobre James Brown, comentado pelo Álvaro Costa, passar para um concerto dos The Fall (que antes de ter início obrigou os presentes a aturar uma performance musical e videográfica inenarrável, uma autêntica agressão aos ouvidos dos presentes, uma rotunda e verdadeira MERDA, da responsabilidade de um artista anónimo que estava ao canto do palco...) e acabar no meio de um set de house, Chemical Brothers, etc, pareceu-me demasiada misturada para uma noite só.
Ainda para mais, regada depois das 23.00h a Água das Pedras como muito gelo, atenta a hora tardia de regresso à base e a ameaça BT que paira, de pirilampo em punho, a cada esquina...

Quanto ao concerto, Mark E. Smith fazendo jus ao seu mau feitio militante, concerto sempre a abrir mas infelizmente sem nenhuma das músicas mais conhecidas.
Apenas engraçado, até pela estrutura etária acima de 45 anos preponderante na sala.
A sala em si é excelente para concertos, pequena q.b., todos perto do palco, boa acústica.

Claro está que os croquetes, francesinhas e imperiais da Cervejaria Galiza estavam na forma habitual, só faltou o golo da Briosa para emudecer os andrades que enchiam a sala de jantar...

Como correu bem o início (musical) do ano, encontro desde já marcado para o mesmo local em meados de Fevereiro no regresso dos Tindersticks a uma terra que os venera, como tive a oportunidade de constatar em 1997...

E, quem sabe, a 2 de Maio, com PJ Harvey, conforme relata o Blitz online neste início de semana?

1.19.2009

Na cabana do Pai Tomás

Quem anda pelo meu escalão etário e obviamente os mais entradotes lembrar-se-ão de uma música cujo título era justamente este e que ironizava ao redor de uma história real que metia arquitectura, vídeos caseiros e andares novos.
Essa música era dos Sitiados, em início de carreira, cujo frontman era João Aguardela.
Banda esta que vi ao vivo, umas 2 ou 3 vezes, no auge da sua plenitude (como diria Jaime Pacheco, a propósito), quando tinha os meus 15/16 anos.
E que proporcionava ao vivo descargas monumentais de festa e energia.
Assim sendo, ficam os meus respeitos, no dia triste em que sabemos da morte de João Aguardela.
Pai deste e de outros subsequentes projectos, igualmente interessantes (v.g. A Naifa).

1.16.2009

Muito mentiroso

Se disser que não estou a gostar, à primeira, do álbum dos Liars que toca no meu iPod esta manhã.
Perigosa aproximação aos Jesus & Mary Chain...

Cito duplamente

Compro, com gosto e com a possível regularidade, a Revista de Vinhos.
Li o editorial da edição de Janeiro, da responsabilidade do seu Director, Luís Lopes, juntando-me agora à citação que José Miguel Júdice faz de uma passagem dele no seu artigo de opinião do Público de hoje:

"Por muito dura que seja a crise, a vida é demasiado curta para beber vinhos fracos."

Certeiro. Concordo e subscrevo.
Vinha isto a propósito de um (certamente) inenarrável estudo da revista Proteste sobre vinhos, em que comparava tintos da Bairrada entre 1,5 € e 25 €...

1.13.2009

Quero-te (por perto mais 30 anos)

Na passagem do 30º aniversário dos Xutos&Pontapés, que terei visto ao vivo umas 4 ou 5 vezes, incluíndo um espectacular unplugged no TAGV há uns anos atrás e uma apoteótica actuação na abertura do inesquecível concerto dos Stones na inauguração do Estádio Cidade de Coimbra em Setembro de 2003, deixo um video da minha música preferida daquela banda a quem, com propriedade, já chamaram de Rolling Stones Portugueses:



Quero, então, mais 30 anos, se não for pedir muito.

Um abraço aos Xutos&Pontapés!

1.12.2009

Remissão dos pecados - Segundo acto

O segundo acto será em Fevereiro, no mesmo local, com os regressados Tindersticks. Dessa vez, com aterragem final programada para o Batô, em fim de festa.

Remissão dos pecados - Primeiro acto

Em jeito de remissão do pecado capital de ter passado o ano de 2008 sem assistir a um único concerto ao vivo, nada como começar logo em Janeiro a retomar esse saudável hábito.
Assim sendo, encontro marcado no próximo sábado com os velhinhos The Fall na Casa da Música, Porto, noite dentro, com escala técnica na Cervejaria Galiza, antes do dito, para um prato de croquetes e uma francesinha. Ou só esta última, se pararmos antes no Capa Negra, uns metros acima...





1.09.2009

Tecnologia friorenta

Nos dias que dão início ao novo ano, os jargões tecnológicos de maior saída nada têm a ver com computadores, bytes, RAM, etc.

Antes, GORE-TEX, POLARTEC, WINDSTOPPER, ALL WHEEL DRIVE, etc...

A propósito do frio brutal que corre por aí, gelo, neve na estrada, etc., fica a faltar apenas este acessório invernal, cobiçado há vários anos, em especial em Andorra, local onde tropeçamos nelas em todas as esquinas:



Subaru Legacy Outback.
Raro, exótico, tracção às 4 rodas, finalmente com motor Diesel.
Uma máquina ideal para combater o inverno, sem correntes...

1.08.2009

"Ouvisto de passagem", versão pontapé na gramática em época de saldos

Lamentando a falta de tamanho de dada peça de roupa e manifestando assim a intenção de abandonar a loja, à afirmação do freguês:

" - Pois é pena já não haver mais tamanhos"

responde, pronta, a senhora da loja, em tom pesaroso:

"Houveram, houveram..."

1.07.2009

Banda sonora do ano novo



Recuperando coisas antigas... e entrando num novo ano.

12.30.2008

Reveillon em tom confessional

Há mais de 10 anos (tempo passa, né?) tive a meu cargo uma missão complicada: organizei, durante 3/4 anos, uma festa de fim de ano. Cujos preparativos incluíam reanimar uma casa abandonada, que só abria para aquele fim de ano e que começavam logo após o Natal e metiam algumas vassouras, baldes de água, uma aparelhagem de som e várias grades de cerveja para animar os faxineiros...
Instalações privadas, o campo como cenário (bem ao centro de Portugal), algumas regras típicas da idade inconsciente dos convivas: ementa fixa, os organizadores locais responsáveis pelo grelhador de febras, por uma panela gigante de caldo verde, um saco industrial de pão caseiro e por não faltar cerveja toda a noite. Os restantes convidados que se juntassem para trazer tudo o resto: bebidas brancas, pretas, às cores, sobremesas, passas (e passa, para dela não prescindisse...).
A música, claro está, nunca prescindia do registo de bom gosto habitual. Nada de brasileiradas, ciganadas, comboínhos ridículos & afins. Quem quisesse essa onda, que se dirigisse a outro estabelecimento. Antes, os habituais Bauhaus (incluíndo um ano em que acabaram 4 ou 5 resistentes profundamente alterados, quase sem luz na sala, a ouvir a versão longa de Bela Lugosi´s Dead...), Pixies, Primal Scream, Iggy Pop, Beck, Cult, New Order, Cramps, Cure, Stone Roses, Happy Mondays, Morphine, and so on...
No auge destes festejos, juntou-se o número absurdo de mais de 40 pessoas naquela festa. Beberam-se mais de 10 grades de cerveja, dezenas de garrafas de whisky, vodka, gin, etc.
Eram tempos de farra, festa e maior abundância que os actuais. E, creio eu, de muito maior vontade ou animus de festa.
Tenho para mim que seria hoje impossível repetir aquele formato de festa.
Mesmo descontando, claro está, os anos que todos temos a mais.
Todos estamos mais acomodados. Ninguém se sujeitava hoje àquela confusão, algum desconforto até, para celebrar um fim de ano. A putalhada actual não se metia numa daquelas...
Em suma, tudo aquilo, hoje, prescreveu.

Mas lá que tinha graça contar a meia noite e dar gás no som com Ziggy Stardust para entrar no novo ano ou ouvir Monkey´s Gone to Heaven ao nascer do dia 1, lá isso tinha. E muita...

Por isso, na nova fase de fim de ano de lareira e tinto, relembro esses tempos muito excessivos em que terminava um ano e outro começava, em condições assaz penosas.

Por aqui me fico, com os votos de bom ano, tanto para os que passaram (o ano) numa terriola à beira do Zêzere em meados de 90, como para os demais que por aqui fazem o favor de passar.

12.29.2008

G, B & U Parte IX

O carro mais bonito do ano: claro está que só pode ser o Alfa 8 C Competizione exposto no Mondial de L´Automobile em Paris. Acrescento tratar-se de um dos mais belos carros de sempre, todas as épocas confundidas...

O melhor carro em que estive sentado: o Porsche 911 Carrera 2 Coupé 997 PDK que estava em exposição no mesmo certame. Prateado por fora, castanho Cocoa por dentro, Coupé (este carro tem que ser fechado, para abertos temos o Aston Martin e os BMW todos), sem mais extras espampanantes. O melhor automóvel do mundo, hoje e sempre.

Os melhores carros experimentados: BMW 123d Coupé e Toyota Land Cruiser V8.
Do primeiro, apenas posso dizer que se andasse mais de um mês com um, o risco de ter um acidente ia subir. E muito. Grande carro, grande motor, muita classe num pequenino Coupé.
Do segundo, que foi das coisas mais brutais que conduzi. Tudo em grande por ali, desde as dimensões ao preço, não esquecendo o sistema de som (Lexus Mark Levinson style, por acaso...), o binário de camião, o troar do V8 4.5 Diesel e o conforto de marcha. Sentimo-nos perfeitamente isolados do exterior, com cara de quem chega a todo o lado montado naquilo, independentemente do tempo, do estado e da inclinação do piso... Acresce ter guiado aquele monstro na mais-que-traiçoeira estrada ao redor do Palace do Buçaco numa tarde de temporal desfeito...

Uma última nota para o surpreendente Lexus GS 450h Hybrid Power, testado em profundidade em meados do ano. Retive a disponibilidade de potência quase instantânea, devida, claro está, à conjugação do motor de explosão com a descarga eléctrica das baterias, tudo num envelope de grande luzo e qualidade, como é apanágio daquele premium label da Toyota.

G, B & U Parte VIII

O melhor Whisky do ano: Old Macallan 12 Anos, oferecido nos alvores de 2008, consumido numa noite só, às mãos de 3 selvagens bebedores, que entre duas mãozadas de caju e algum gelo, diziam eh pá, é mesmo bom este whisky, e eu, anfitrião, a vê-lo desaparecer e os convivas a aumentarem gradualmente o tom de voz... No resto do ano, não voltei a prová-lo, o que é manifestamente lamentável e outro aspecto a corrigir em 2009! Ainda que já esta semana tenha terminado ao noite ao redor de um não menos conseguido Balvenie Doublewood 12 anos, um clássico da maltaria escocesa...

G, B & U Parte VII

A melhor estrada do ano: A Municipal Góis / Colmeal, palco nos anos gloriosos, de um troço de asfalto do Rali de Portugal. Um encadeado de curvas fabuloso, piso em bom estado, marcações no asfalto e rails nos sítios mais perigosos, um pedaço de estrada a pedir uma visita aos comandos de uma máquina com mais de 200 cv, numa qualquer manhã solarenga e depois de uma noite bem dormida...

G, B & U Parte VI

O melhor sketch do ano:



Brilhante a homilia Magalhães e o especial talento do RAP para aqueles personagens portuguesinhos, como o Senhor Padre...

G, B & U Parte V

A melhor acção de campanha eleitoral (de sempre...): Bruce Springsteen nos comícios de Barack Obama. Conforme disse na altura, só aquilo levaria muita gente ao voto no senador de Chicago.
Felizmente, não foi preciso o Boss para que o candidato Democrata ganhasse estrondosamente as eleições Norte-Americanas.

G, B & U Parte IV

A defesa do ano: Peskovic, Guardião da minha Briosa, na visita a Alvalade já este mês. Uma proeza impossível de repetir aquela defesa descompensada, de um lado para o outro, com a bola quase dentro da baliza. Uma defesa fabulosa, que valeu o empate com o Sporting.

G, B & U Parte III

A música do ano: Mansford Roof, Vampire Weekend. Acompanhou o verão ameno de 2008, alguns Gin´s e Portos Tónicos e muitas curvas ao volante.

O concerto do ano: pois não houve. Infelizmente, não assisti a qualquer concerto este ano, coisa que não me lembro de ter acontecido nos últimos 17/18 anos...

G, B e U Parte III

O melhor queijo: uma especialidade da Sardenha, parecido em dimensões ao Parmiggiano, mas cremoso, de barrar tipo Queijo da (nossa) Serra da Estrela. Provado num Turismo Rural nesta ilha Italiana, em visita de lazer em final de jornada de trabalho.
O segredo para o peculiar sabor, intensíssimo? (Contado pelo anfitrião Sardo apenas por eu ser mesmo apreciador de queijo)
Umas moscas que visitam o dito na sua fase de cura, em grande número e algazarra, e que nele depositam as suas larvas, que vêm depois a fundir-se com ele.

Muito bom, a pedir um tinto daqueles poderosos, com uns 14º no mínimo...

G, B & U parte II

O melhor livro: claro está que só podia ser a trilogia Millennium, de Stieg Larsson.
Acabei este fim de semana de ler o segundo volume, "A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo". Cito o rating da "Y" sobre o livro: um page-turner viciante.
É disso mesmo que se trata. Não tenho memória de algum dia ter lido 300 páginas de um livro num só dia. Foi o que sucedeu este sábado, com a vontade compulsiva de ver o destino da louca furiosa Lisbeth.
Agora, algúem que se lembre, rapidamente, de levar estes policiais ao cinema. Deve dar uma sessão de estalo!

Good, Bad & Ugly

Telegraficamente, algumas das coisas muito boas passadas, vistas, provadas e experienciadas neste ano de 2008. Devagar, para não maçar ainda mais.

O melhor vinho provado este ano: Quinta do Crasto Touriga Nacional 2005. Lisboa, Junho. Um dos 5 melhores de sempre, aliás...

12.23.2008

A todos

Um Bom Natal.

De volta, após as festividades, se houver muita vontade, com o repositório dos bons & maus de 2008.

Até lá, espumante bruto, branco, tinto e whisky muito velho e bom são os meus votos para acompanhar a desbunda alimentar típica da época.

12.22.2008

Memórias gustativas - um jantar no Gemelli

Cumpre-se o prometido report de um jantar no Gemelli.

Começando pelo fim, diga-se desde já que gostei muito e que foi ao encontro do que esperava.

No entanto, sempre direi que troco este tipo de restaurantes por qualquer um mais aproximado à arte gastronómica portuguesa: peixe e marisco, um ou outro cabritinho e bacalhau, enfim, um incorrigível rural aqui se confessa. Aquele que jamais trocaria uma ida ao S. Gião de Moreira de Cónegos, ao Camané da Ilha d Faro, ao Ribamar ou ao Tony Bar de Sesimbra, à Maria do Alandroal, ao Fernando de Matosinhos, ao Vitor de São João do Rei ou à Casa Mariana de Afife por um restaurante deste tipo...

Voltando à Rua de São Bento, optámos pela sugestão de degustação, 5 pratos, que passaram por coisas tão díspares como vieiras marinadas com um molho aproximado aos sabores da baunilha, esparguete com molho de trufa branca, um prato de carne de javali e uma sobremesa de queijo mascarponne com chocolate... picante (obtido pela fusão a quente com molho wasabi...)! Em geral, tudo muito bem executado, em proporções nada exageradas e ligações simpáticas entre os pratos.

Uma nota altíssima também para o serviço de vinhos, que permite beber quase tudo a copo e assim provar vinhos diferentes consoante a fase do jantar (a que acresce ser sempre mostrada à mesa a garrafa e uma temperatura perfeita tanto de tintos como de brancos, bem assim como copos distintos consoante o pedido): assim, começou-se por um Duplo PR Branco Unfiltered 2007 (que não me surpreendeu, apenas cumpriu), avançou-se em passos seguros pelo já aclamado Duorum Tinto 2007 (um vinho com uma relação preço-qualidade excelente), terminando com o Quanta Terra Grande Escolha 2003, que surpreendeu ao ser provado a seguir ao citado Duorum. Pois parecia vinho açucarado, tal o seu aroma, comparado com a frescura do primeiro.Também por estas variações e mudanças, longa vida ao serviço de vinho a copo nos restaurantes!

Notas finais: conta para 2 pessoas acima dos 125 Euros, mas um restaurante que faz jus à sua fama.
De todo o modo, gostava de voltar, agora para uma refeição normal, pela carta. E, claro está, para aproveitar aquela fantástica selecção de vinhos, ainda que a preços nada módicos...

12.17.2008

Walking Shoes

Sempre que ouço L.S.F., Kasabian, não posso deixar de recordar a minha última passagem por Londres, Junho de 2005, e de uma amplíssima volta a pé, ilustrada por uma playlist que tocou até final da bateria do Ipod, rua fora...

12.16.2008

Ainda o Ponto de Ordem indicado no dia 11

Já está marcada a peregrinação ao templo.
Para dar uma pista, o chef é dos grandes e gostava de ter sido jogador de basquetebol.
Algures no coração da capital. Muito concorrido.

12.12.2008

Branco é

2 Aquisições para um escaldante duelo Norte-Sul, a realizar em breve, de preferência com um peixinho assado por companhia:

Redoma 2007

Herdade dos Grous Reserva 2007

Brancos. Porque nem só de tintos se deve falar.

12.11.2008

Contrato-Promessa

Eu, na qualidade de promitente-vendedor, prometo vir aqui dar conta de uma há muito projectada visita a um dos santuários da mesa Lisboeta, a decorrer nas próximas semanas, se o tempo ajudar.

Ponto de ordem

Ultimamente, pouco ou nada se tem escrito por aqui.
O trabalho tem sido em excesso, na proporção inversa do animus necessário para escrevinhar as inutilidades do costume.
Espera-se, tal como para a conjuntura, uma retoma para breve.
Sem nunca perder o norte à santíssima ordem composta pelos automóveis e pelo que se ouve, lê, come & bebe e se fotografa. E, de quando em vez, se ouve e discute por aí.

12.06.2008

Happy end

São 4.05 da manhã, acaba uma intensa noite de trabalho quase sem paragens (para lá da obrigatória pausa às 22.45 para o resumo do Rali de Gales no Eurosport, imperdível sob qualquer pretexto) ouvindo alto e bom som, via Ipod, Rebellion (Lies), Arcade Fire, porque há músicas que sabe tão bem ouvir, seja a que horas for...

12.02.2008

Brincando aos clássicos instantâneos

Mais uma malha jamais esquecida, companheira, amiga, palhaça...

11.27.2008

Beep Beep

Para fins de tarde com prazos, aceleradíssimos, nada como It´s not over yet, Klaxons, buzinando freneticamente nas colunas do portátil...

As entranhas do bicho

Um dia que as pessoas que gostam mesmo de automóveis mandassem no mundo, os seus interiores seriam qualquer coisa aparentada com isto...

Bom, vamos descontar a cor exterior do bicho, que só seria admissível ser o famoso Azul Le Mans, como todos os demais desta nobilíssima coudelaria...

Ouvisto de passagem (Sobre tendinites e coisas sem explicação aparente)

Negociava-se um novo tarifário de telemóvel ao balcão da operadora num shopping.
Discutiam-se as eventuais vantagens de usufruir de 500 SMS por mês, sendo estas tidas por mais que suficientes. Responde o jovem do front office:

" - Sim, deve chegar, mas olhe que temos aqui clientes que têm pacotes de 1500 (sim, mil e quinhentas) SMS por s-e-m-a-n-a (sim, semana, 7 dias...) e queixam-se que não chegam..."

Só fui capaz de dizer que apenas admito este cenário se o cliente for um qualquer adolescente com menos de 18 anos e com acentuados problemas mentais. E já agora, sem antecedentes de tendinites na família...

11.26.2008

11.25.2008

Sollitaire? Tetris? Pinball? Nop.

Bonito bonito é mesmo grafittar um Porsche Panamera.
Safa, nem a brincar...

11.24.2008

Eles e elas

Mão amiga fez-me chegar um Cd com isto.
Tão simpático que é. Mesmo bom para ouvir em dias como este, de vento, chuva e frio.

11.22.2008

Inacabamentos e simpatias diversas

Na esteira da citação musical anterior, outra que jamais eliminarei das playlists:

No Choice

Domingo temos bola em Coimbra.
Como sempre, nenhuma escolha, fácil ou difícil, a fazer.
Jamais, em tempo algum, torceria por algum clube contra a Académica.
Domingo à noite, Quique, Suazo, Jose Antonio, Sidnei, é tudo para mandar abaixo.

Juntamente com os cativos travesti que levam o cachecol do grande quando joga contra a Briosa.

Força rapazes!

Ruby Tuesday (the night has come to hold us young)

Revolvendo os 40 e tal GB de música no iPod, ressuscita uma música que adoro absolutamente.

Da qual aparece logo à minha frente aquela inesquecível imagem de uma multidão extasiada na Praça de Touros de Cascais, debaixo de chuva persistente, numa noite de Maio, há mais de 10 anos...

Esta:



Por causa desta letra:

wrap me up in always, and drag me in with maybes
your innocence is treasure, your innocence is death
your innocence is all i have
breathing underwater, and living under glass
and if you spin your love around
the secrets of your dreams
you may find your love is gone
and is not quite what it seemed
to appear to disappear
beneath all your darkest fears
i believe in never, i believe in all the way
but belief is not to notice, believe is just some faith
and faith can't help you to escape
and with this ring i wed thee true
and with this ring i wed thee now
and with this ring i play so dead
but no one's asking for the truth, so let me tell you
if you spin your love around
the secrets of your dreams
you may find your love is gone
and is not quite what it seemed
to appear to disappear
beneath all your darkest fears
to the revelations of fresh faced youth
no one will come to save you
so speak your peace in the murmurs drawn
but youth is wasted on the young
your strength is my weakness, your weakness my hate
my love for you just can't explain
why we're forever frozen, forever beautiful,
forever lost inside ourselves
the night has come to hold us young


11.19.2008

Portuguese do it (and drink it) better II

A insuspeita Wine Spectator distingue por esta altura do ano os melhores vinhos do mundo.
Para este ano, na esteira de anos anteriores onde alguns concorrentes portugueses alcançaram posições de relevo, o Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2005 alcançou nada mais nada menos que o terceiro lugar da lista (conferir aqui) dos melhores vinhos do mundo 2008!
Para quem ainda não tem a graça de conhecer o dito, apresenta-se assim:



Um fantástico vinho do Douro (desde 2000 numa forma brutal), à semelhança doutros que mereciam igual distinção.
São 30 euritos muito, mas mesmo muito bem empregados...
O nosso país está de parabéns quando consegue aparecer no meio dos Chateaux de 50 contos a garrafa, com este destaque!
Parabéns a Portugal. Parabéns ao Douro. Vamos comprar uma caixa dele para comemorar!

Portuguese do it better

João Nicolau de Almeida em registo video no Wine Spectator online, sobre o Duas Quintas e seus parentes nobres...

MANUELA António FERREIRA de Oliveira LEITE Salazar

Ele há coisas que se podem até pensar, naqueles dias infelizes. Mas que jamais se dizem. Muito menos na rádio. Só faltou o Campo Pequeno...

O mais triste no meio disto tudo é pensar que não há forma de evitar mais 4 anos de Magalhães, Pinhos, Ministras (da Educação) Poedeiras...



... (e pensar que se ainda estivessem na RTP já tinham ido para o olho da rua ou alvo de censura prévia)...

Temos pena. Muita pena.

11.13.2008

Do que me havia de lembrar...

Uma malha dos tempos das noites de faroeste desta agora adormecida cidade...
Uma vez mais, porque nunca será demais, recordem-se as infernais noites do velho States.

11.12.2008

Depois disto...

...



... ainda alguém tem dúvidas que os ralis são a modalidade mais espectacular do desporto automóvel?

11.10.2008

Repetir é divino

Por isso, justamente por isso, repito aqui o quanto gostei de ler o repositório dos artigos do Miguel Esteves Cardoso no DNA sobre comidas, bebidas e afins, naquele livro com a capa mais patusca dos últimos anos, com a sua mulher empunhando uma couve gigantesca.
Por estar quase a terminar esta suculenta leitura, a minha vontade de passar por alguns dos templos gastronómicos por lá glorificados aumentou de forma incontrolável.
A começar por uma visita já agendada há vários anos: ao Porto de Santa Maria do Guincho.

Limpezas

Nada como uma viagem de carro para constatar que a bandeja dos CD´s necessita de mudanças.
Assim, saltaram fora Sigur Rós, uma colectânea da garrafeira particular, Goldfrapp e Vampire Weekend, dando os seus lugares a:

Neds Atomic Dustbin, God Fodder (um achado dos tempos dos early nineties, energia pura colhida no velho "Som da Frente" do Guru António Sérgio. Especialmente adequado para viagens automóveis nocturnas com muito sono...);

The Cure, 4:13 Dream;

The Walkmen, You and Me;

Uma colectânea a que decidi chamar "o génio de 90 e alguns amigos próximos", por reunir músicas esparsas recolhidas em diversas fontes, que ilustraram muitas tardes e noites de música nos tempos em que tínhamos tempo para tudo:

Bad Boys Countdown Mix Masters
Papa's Got a Brand New Pigbag (Remix) Pigbag
I Feel Love Curve
Popular Nada Surf
Pearl Chapterhouse
Kansas (Flood Mix) The Wolfgang Press
Dead Beat Descendant The Fall
She's a Rainbow (Radio Edit) World Of Twist
Caught in My Shadow The Wonder Stuff
Big New Fast Automatic Daffodils
Baby Turns Blue (Director's Cut) Virgin Prunes
L.A. The Fall
Nothing Natural Lush
M**a Told Me Not to Come The Wolfgang Press
Victoria The Fall



11.04.2008

The rising

Poucas vezes se falou por aqui de política. Em regra, nessas raras intervenções, para dizer mal.
Recordo-me de apenas ter aqui expressado apoio a um candidato a eleições. Já passou esse momento, não interessa.
Hoje, apetece-me publicitar outro desinteressado sentido de voto. Desinteressado porque não conto para ele, seja de que forma for.
Assim sendo, retomando o fantástico The Rising de Bruce Springsteen (seu fervoroso apoiante), também eu, se fosse americano, votaria sem hesitações em Barack Obama.



E porque sempre desconfiaremos de alguém que quer ser Presidente e diz que a sua música de sempre é Dancing Queen dos Abba...

Underwater love

E se de repente os nativos de uma ilha conhecida pelo glamour, resorts, águas cor de esmeralda, Cristianos Ronaldos & Nereidas, mar fantástico, confirmassem todos que o prato típico local é... leitão assado?

Assim se passou, em trabalho, pela ilha da Sardenha. Fotos e comments esparsos em breve.

Sport TV amiga dos que tratam da lide doméstica

Domingo ao final do dia.
Estou numa ponta da casa, entretido em tarefas domésticas, ouvindo o relato da TSF do Bitória - Benfica.
O comentador começa a ficar excitado, Suazo corre para a baliza, grita-se golo (e acrescenta logo o emissor que é "grande golo") e tenho tempo suficiente para me dirigir à sala e assistir, em "directo", ao golo (aliás fabuloso) do David Suazo.
O delay do sinal da Sport TV em relação ao rádio tem estas vantagens. Aqui pelo centro, são pelo menos 8 a 10 segundos...

10.28.2008

José Lobo Saramago Jel



Nobel? Viado?

10.27.2008

(Ainda sobre o post anterior)

Para mais informações sobre adeptos fanáticos que vomitam ao ver a sua equipa perder, consultar a crónica do inevitável Miguel Sousa Tavares na revista GQ de Novembro. Já nas bancas.

No rescaldo do fim de semana desportivo

Mais do mesmo.

Caro Cebola, congratulo-me por teres finalmente percebido a grandeza do clube para onde foste jogar.
Sê então bem-vindo ao mundo do Macaco e dos demais adeptos que dizem que quando perdem por muitos até vomitam bancada abaixo.
E já agora, para a semana pede um blindado à Prosegur para ires para o estádio.
Abraço, pá. E viva o Tacuara.

10.24.2008

Tara de fim de tarde e de início de fim de semana

Depois de ter lido, todo eu inveja, um inspiradíssimo relato de um test-drive de um Porsche 911 Turbo 997, que metia velocidades insanas na via pública, palmas das mãos a transpirar, etc., fica aqui a tara (combinação máquina/som) deste fim de tarde:





Para quem só tem a segunda parte (o som...), fica o consolo de estar amanhã bem cedo em Mortágua para ver um igual a tentar colocar os seus 450 cavalos no chão e gozar com aquele flat-six a gritar desabridamente...

10.22.2008

SMS Fisco

A ser verdade esta tolice, imagina-se já o resto:

SMS Fisco

"Oi pknina/o, tens aki mt IRS p/pagr. Despaxa-t. Bj, FIX."

Respostas possíveis do contribuinte

"Ok. dd teklas?"
"Poh caral..."
"N tenhu dnh. Paga tu, kota!"
"K. Dp pago."

10.20.2008

Jukebox

De vez em quando acompanho a jornada laboral com o meu iPod.
O procedimento é quase sempre o mesmo: escolho uma das várias playlists que contêm a palavra "States", minimizo a janela do Itunes e espero para ver qual a música que virá a seguir.
Como as ditas playlists têm sempre umas largas dezenas de músicas cada uma, e nenhuma delas repetida, dá para todo o dia.

Segue um exemplo de uma sequência de 25:

Deanna Unplugged 2:53 Nick Cave and the Bad Seeds
Baby Screams 3:47 The Cure
Means To An End 4:08 Joy Division
Evil 3:36 Interpol Antics
Behind The Wheel 4:03 Depeche Mode
The Passion Of Lovers (Live) 3:37 Bauhaus
This Wheel's On Fire 5:43 Siouxsie and The Banshees
Walk Away 3:24 Sisters of Mercy
Counting The Days 3:37 The Sound
Slow Emotion Replay 3:55 The The
Rock the Casbah 3:42 The Clash
Take Me To The River 5:33 Talking Heads
Me And The Farmer 2:54 The Housemartins
We Hate It When Our Friends Become Successful 2:30 Morrissey
Common People 5:52 Pulp
Beautiful Ones 3:34 Suede
Planet Claire 4:38 The B-52's
Never There 2:44 Cake
Please Be Cruel 3:37 Inspiral Carpets
You're The Reason I'm Leaving 2:47 Franz Ferdinand
Dancing Shoes 2:21 Arctic Monkeys
Everyday I Love You Less And Less 3:38 Kaiser Chiefs
U-Mass 3:01 Pixies Trompe Le Monde
Rock 'n' Roll Nigger 6:23 Birdland
Pretty Vacant 3:16 Sex Pistols
Gingão 3:59 Peste & Sida
MTV - Get Off The Air 3:37 Dead Kennedys
Should I Stay or Should I Go 3:09 The Clash
Galinheiro 2:33 M´as Foice
Surfin' Bird 5:08 The Cramps

Ou outra:

Plush (Acoustic) 3:50 Stone Temple Pilots
Wake Up 5:35 The Arcade Fire
I Am The Resurrection 8:14 The Stone Roses
Caravan 5:48 Inspiral Carpets
Take 5 4:12 Northside
Loose Fit 5:07 Happy Mondays
She Comes In The Fall 4:11 Inspiral Carpets
International Bright Young Thing 3:12 Jesus Jones
Rising Sun 3:59 The Farm
L.S.F. 3:18 Kasabian
Vapour Trail 4:18 Ride
This Is The One 4:59 The Stone Roses
Bob's Yer Uncle 5:11 Happy Mondays
Karma Police 4:22 Radiohead
Ziggy Stardust 3:15 David Bowie
Neighborhood #2 (Lalka) 3:32 The Arcade Fire
Lips Like Sugar 4:53 Echo & The Bunnymen
Rock And Roll 4:37 The Velvet Underground
Add It Up 4:43 Violent Femmes
The Shining Hour 3:54 Grant Lee Buffalo
So Young 4:03 Suede
One Thousand Reasons 3:05 The Sound
Spirit (Live) 5:22 Bauhaus
Love Will Tear Us Apart 3:28 Joy Division
Ashes To Ashes 3:38 David Bowie

É por estas razões, acima apontadas, que uma dada noite de S. João no Porto desmascarei uma rede de larápios que queria roubar o meu iPod numa festa em que ele, junto com o iTrip emitindo em FM via um rádio de mesinha de cabeceira, foi o rei do rock...

10.19.2008

O Maquinista

De novo: o anonimato, a coberto de alguma publicidade.
(repetindo o que foi dito há longo tempo atrás)

10.18.2008

Tens sono? Não consegues dormir?

Há lá melhor maneira de encerrar, perto das 4 da manhã, uma longa noite de trabalho?
Ouvindo uma música calminha, relaxante?
André Sardet? Paul Young? Phil Collins?

Nop.
Jello Biafra com os Soulfly.



Até amanhã.

10.15.2008

Le Mondial c´est moi

Breves sobre a cimeira dos anos pares dedicada ao automóvel em Paris.

  • Estive lá em 94 e 96. A comparação com 2008 traz-nos saudades da espectacularidade dos stands das marcas, claramente em perda nesta edição. Tudo mais simples, clean. Sinais da crise, seguramente. Onde parava a banda de Jazz que tocava sem parar em 94 no stand da Mercedes-Benz num palanque, para deleite dos fregueses?
  • Nota-se um claríssimo aumento do número de visitantes. Fala-se no astronómico número de 1.500.000 visitantes em 10 dias, o que dá uma média impossível por dia.
  • A propósito, passar entre a Ferrari e a Rolls-Royce era um exercício penoso; empurrões, pisadelas, histeria... enfim, o novo California é bonito, mas...
  • Notou-se outra falta: as boutiques de merchandising oficial das marcas. Apenas alguns pontos de venda, com poucos produtos. Desilusão neste ponto!
  • Outros pontos de interesse: naturalmente o estudo da Lamborghini para um carro de 4 lugares e portas, o Estoque (um pouco massivo, mas com pormenores conseguidos, como a bandeirinha italiana no guarda-lamas e as jantes de ... 22 polegadas!), o protótipo (ou como disse um dia um industrial do Norte, o protópito) de uma carrinha de 2 portas da Mercedes, que antecipa o estilo do novo CLK e a frente da clássica (e taxista) Classe E;
  • Prémio "se fosse gaja queria um carro destes para mim": o Volvo XC60. Muito bonito, grande classe e presença. Interior mesmo típico da menina bem. Concorrente directo do BMW X3 e do (horroroso) Mercedes GLK lançado neste Salão.
  • O escândalo: leio ao chegar a Paris que o movimento Greenpeace e mais alguns gays da espécie conseguiram suspender a pista de obstáculos para carros todo-o-terreno que costumava animar o exterior do certame, com a desculpa que estes carros são poluentes, agressivos, etc. Dão-lhes importância e depois dá nisto... imbecis! Recordo que se tratava de uma pista artificial, com rampas, valas, charcos de água e lama, passagens em buracos descentrados, etc, onde (de graça, claro está) podíamos ser conduzidos por um piloto de todo-o-terreno no nosso modelo favorito em todas as situações limite de condução.
  • Prémio "a melhor alcatifa": o piso do Rolls Phantom exposto, de cor azul-arroxeada...
  • O carro mais estranho (quase aberrante): Maybach Landaulette (ou seja, uma limousine cabriolet), para mais, todo...branco! 6 metros de ostensiva provocação, incrivelmente feio e deslocado. Junte-se-lhe o pavoroso Rolls Royce Phantom Cabriolet, que mais parece um barco, dadas as suas dimensões desmesuradas (que confirmei em plena rua, ao ver um pato-bravo aos comandos de um, capota aberta, no meio do trânsito...). Ah, o Cristiano Ronaldo tem um...
  • O stand mais conseguido: Fiat. Sem sombra de dúvida. O 500 gigante, tipo insuflável e as flores gigantes davam um ar soberbo à zona da marca de Turim.
  • O maior buzz do salão: obviamente, a premiére mundial do Ferrari California. Já o disse, é muito bonito, com um ar imponente, mas jamais o compraria: é um dos maiores exemplos de automóvel look at me i´m fucking posh que algum dia vi...
  • A gargalhada do dia: sentar-me ao volante do Land Rover Defender e constatar que nada está no sítio e que a posição de condução é uma anedota sem fim (pernas desviadas, volante enorme, braço esquerdo colado ao vidro...).
  • O carro mais bonito em exposição: Alfa 8C Coupé (ou Berlinetta, como dizem por lá). Um clássico instantâneo, um dos carros mais bonitos algum dia fabricado.
  • O catálogo mais conseguido: Porsche 911. Livro, capas duras, 100% cor, mais de 200 páginas. Insuperável. Tenho todos desde 1994 (séries 993, 996 e 997).
  • Os carros que traria comigo:
  • Porsche 911 Carrera 2 Coupé Prateado PDK (Porsche Doppelkupplung, ou embraiagem dupla) com interior castanho Cocoa e o delicioso pormenor do tecto forrado a alcantara da mesma cor. Simples, versão base (que já se manda para uns desavergonhados 345 cv!) sem grandes adornos nem mariquices. Como sempre, o melhor carro ali exposto!
  • Subaru Impreza STI, na nova versão 2 volumes, no tom de azul muito escuro ali exposto. Uma perigosa aproximação visual ao Lancia Delta (Deltona) Integrale da última geração, um hooligan das estradas. E aquelas bacquets Recaro "for Subaru"...
  • Toyota Land Cruiser V8, cinzento escuro. Um jipe é aquilo. O resto apenas se aproxima.
  • Fiat 500 Abarth Essesse branco. Hardcore italiano, 150 cv num carrinho tão piccolo, só pode ser engraçado. E o interior é do melhor naquele segmento.
  • Volvo XC70 D5 prateada (com rodapé preto) ou Subaru Outback 2.0d (prateada). Máquinas de viajar sem receio de intempéries.
Em suma: nunca é um dia mal passado. É e sempre será um privilégio poder ir ao Mondial de l´Automobile.

A menina dança?

Para acompanhar estes radiosos dias que só se encontram em Portugal...

10.14.2008

Apetece dizer:

Até que enfim!

Foi preciso chegar ao grau zero de conspurcação das paredes públicas com grafittis, tags e associados, para que o poder tomasse medidas.
Espero agora que estas se estendam a todo o país.

Risota matinal

A hora de acordar costuma ser penosa e marcada por péssimo humor.
Mas quando ligamos o rádio para ouvir as notícias e somos confrontados com isto, como evitar acordar com uma sonora gargalhada?
Obrigado pá, tornaste o meu dia mais risonho logo pela manhã!

10.13.2008

Brevemente

O melhor e o pior do Salão Automóvel de Paris, contado por quem foi espezinhado e empurrado em frente ao stand da Ferrari, que ficava estrategicamente em frente do da Rolls-Royce.

10.07.2008

Pausa

Até inícios da próxima semana.
Até lá, fica esta, pour épater le bourgeoisie que habitualmente passa por aqui:



Vemo-nos na Porte de Versailles, perto do stand da Porsche.

Bomba "Antónia"

Rendo aqui a devida homenagem à chegada ao mercado português de uma das mais infernais encarnações do demo em vestes automóveis:

Mitsubishi Lancer Evolution.



Mais informações aqui.

Sobre ele quero apenas dizer que na sua versão VII (sétima iteração, diriam os informáticos...) - este é a versão X, a propósito... - foi, sem qualquer margem para dúvida, o carro mais espectacular que algum dia conduzi.
Uma máquina de competição, com todos os tiques e manias da espécie, em versão stradale (como diriam os italianos) ou road legal (para os ingleses).
Tenho muitas saudades de lhe esgotar o regime do motor, até perto das 8000 rpm e de trocar aquelas mudanças de uma mãozada só. Ou de o conduzir à chuva. Ou de demorar uns míseros 6 segundos de 0 a 100 km/h.
Gostava de levar este amigo a passear aqui perto, na região centro, num sábado de manhã cheio de sol.
Por exemplo, num pequeno passeio a partir de Coimbra, via estrada do rio até Penacova (para o warm-up), depois rumo a Poiares pela serra, para Góis (com uma foto na ponte de pedra...), subir ao Colmeal. Parar um pouco para ganhar fôlego. Depois cruzar a Selada das Eiras, descer a Folques, subir a Alqueve e terminar com a ligação por Côja aos Penedos Altos, terminando na vertiginosa descida até ao Piodão.
O habitat natural de um carro como este, infelizmente uma espécie em vias de extinção...

Economia para básicos

Só se ouvem notícias sobre a crise económica. Soluções, poucas.
Assim sendo, atrevo-me a avançar uma sugestão aos senhores do dinheiro.
Sugestão esta que teria a vantagem de animar imediatamente o consumo das famílias:

Cancelem todas as hipotecas sobre imóveis detidos por particulares...

Colheita 2008

O insuspeito Pitchfork trouxe-nos esta banda este ano.



M83: Uma das mais saborosas descobertas da colheita 2008.

10.06.2008

Há países e países, há eleições e eleições, há campanhas e campanhas

Enquanto em certos e determinados países, nos comícios temos a inefável Dina e já chegámos a ter o mítico Iran Costa, nos Estados Unidos, na campanha eleitoral, temos este senhor:



Que luxo. Vota Obama!

Amesendando

Leio, deliciado, o último livro de Miguel Esteves Cardoso.
Só pela capa, uma das mais engraçadas que vi ultimamente, merecia que fosse comprado.


Fonte: http://bairrodooriente.blogspot.com/2008/08/em-portugal-no-se-come-mal.html

Mas o verdadeiro encanto aparece quando o abrimos e começamos a ler.
Aquela escrita que só o velho MEC consegue arrancar, como que a falar só para nós.
Depois, o tema - a mesa, os comes e alguns bebes - , que o próprio tão bem conhece.
A seguir, encontrar por lá elogios apaixonadíssimos a casas que tão bem conhecemos e onde somos tão bem tratados: por exemplo, num mesmo dado parágrafo, a tasca de Cacela-a-Velha e o Rui de Silves, a propósito de ameijoas...
A embalar tudo isto, o talento para arrancar aquela gargalhada furiosa a uma pessoa, noite dentro, quando já tudo dorme.
Um defeito a apontar: qualquer meia hora de leitura deste livro depois das 23.00h levará o leitor, com elevada probabilidade à cozinha em busca de qualquer coisa para mordiscar...

10.03.2008

Pausa para os comerciais

É conhecida a predilecção dos publicitários pelo nosso país para filmagens de anúncios de exteriores, seja em video, seja em fotografia. Em especial na temática automóvel, há repetidos exemplos de anúncios e catálogos realizados por cá. A nossa luz é fenomenal para a captura de imagens.

Este exemplo vai mais além: foi uma produção da Ford de meados de 90 para publicitar esse fantástico automóvel que era o Escort Cosworth.



Todo ele filmado em Portugal, em especial na zona centro do país.

De passagem, facilmente distinguimos, por esta ordem:

Aos 0.41s, a vila de Góis e a sua ponte de pedra (por onde Miki Biasion passou certamente a caminho do fabuloso troço que começa uns 500 metros adiante...);

Ao longo do video, algumas imagens colhidas junto ao Mont´alto, Arganil;

Aos 1.59s, uma bem portuguesa "automotora" diesel;

Aos 2.24s, uma filmagem de helicóptero no alto da Serra do Açor, num magnífico plano tantas vezes visto nos "directos" do Rali de Portugal;

Aos 2.55s, começa uma sequência de imagens de uma das mais arrepiantes e espectaculares estradas onde já passei: o antigo troço de Figueiró dos Vinhos dos anos 80 e 90 do Rali de Portugal, junto ao rio Zêzere, sem guardas do lado de fora da estrada...

Aos 3.18s, o que parece claramente ser a aldeia de Folques, percorrendo o Ford a subida para a Selada das Eiras e Colmeal.

Locais estes bem conhecidos de quem se interessa pelo desporto automóvel.

O que é triste, nos dias de hoje, é constatar que já não se fazem anúncios destes e quase desapareceram os carros da classe deste Escort Cosworth...

9.30.2008

1300 segundas-feiras depois

Vencendo uma secular preguiça de ir ao cinema, voltei à sala escura para revisitar o tema Joy Division, em versão documentário, depois do magnífico Control de há uns meses atrás.
Umas filas adiante, uma senhora (inglesa) que me deu aulas no British Council, hoje seguramente perto dos 60.
E que um dia, em plena aula, ficou estarrecida ao ver que um dos imberbes de 15 anos na sala tinha um caderno preto com uma fotografia do Ian Curtis, daquelas clássicas a preto e branco, a forrar a capa.
Logo perguntou ao puto de onde raio conhecia os Joy Division, aproveitando para contar que tinha visto 2 concertos ao vivo da banda em finais de 70 (Bastard!).
Mais tarde, no Natal, foi a Inglaterra e descobriu 2 postais da época com ilustrações da banda, que me ofereceu.
Escusado será dizer que ainda os tenho religiosamente guardados.
Ontem à noite, no TAGV, nova reunião da velha guarda que não esquece esta banda. Os do costume, acompanhados de alguma malta mais jovem, que felizmente tropeçou em obras como Disorder, Transmission, Atmosphere e tantas outras.

9.26.2008

Hoje é dia de Euromilhões

Ao que consta, 130 e tal milhões de Euros, uns 20 e tal milhões de contos na moeda antiga.
Aparece frequentemente nestes dias aquele exercício de saber onde torrar parte desta montanha de dinheiro.
Aproveitando o facto de amanhã decorrer uma feira de carros antigos no Porto aguçou-me a imaginação.
Segue então parte da lista de compras que se seguiria à obtenção do Estatuto de Alto Premiado da Santa Casa de Misericórdia, para amanhã:

Austin Mini Cooper S



Porsche 911 ST 2.4



Porsche 356 B Cabrio



Audi Sport Quattro



BMW M3 Sport Evolution



Pronto. Estes eram os clássicos e quase-clássicos.

9.22.2008

Revival

Andava há anos atrás disto.
Precisamente desde que o States fechou. Altura em que ouvi isto pela última vez.
Mão amiga fez-me chegar as coordenadas necessárias ao download e à busca no YouTube:



Aqui em versão Live:



Numa versão "remix", sempre a bombar:



Também, pasme-se, em versão cântico da bola, pelos adeptos do Middlesbrough:



Com este nome estranho, nunca lá chegaria...
Muito bom. Grandes tempos!

9.19.2008

E a seguir, temos o quê?

Bauhaus em Castanheira de Pêra?

Nick Cave and the Bad Seeds no Avelar?

The Mission em Condeixa?

Siouxsie and the Banshees na Lousã?

Sisters of Mercy em Figueiró dos Vinhos?

Gene Loves Jezebel em Penela?
Diz que sim...

9.15.2008

Os meus heróis não jogam à bola - 1 ano depois



Recentemente, algures no centro de Portugal (Vila de Rei, claro está) assisti a uma prova de Todo-o-Terreno em que um dos concorrentes, no lugar dos habituais patrocínios, tinha uma fotografia gigante de Colin McRae.
O concorrente era Nasser Al-Attyah, no BMW X-3 Rally Raid Oficial. O último carro que o campeão escocês conduziu em competição. Agora merecidamente guiado também por um piloto que muito se importa com o espectáculo.
No primeiro aniversário da sua morte, aqui registada, e num tempo em que as corridas de automóveis são cada vez mais sensaboronas e pouco espectaculares, fica a homenagem àquele para quem a estrada não tinha limites.

9.12.2008

Prémio "Vai tu"

Já que não te callas.

E agora pergunta-se ao Governo Português: vão bater as costumeiras palminhas ao indivíduo? Também tencionam mandar os EUA al carajo?
Fico à espera para ver.

Socorro.

Os simpáticos senhores da Apple acabam de me apresentar a nova funcionalidade "Genius" do iTunes. De ora em diante o descalabro é certo. Socorro.
Caracteriza-se por (imagino que se encontre patenteada, daí a citação do sacramento das "claims"...) abrir um link directo para a lojinha dos downloads a partir de uma música que estejamos a ouvir na nossa garrafeira particular, exibindo-nos sonoridades afins.
Em pouco tempo, recuperei 5 inesquecíveis músicas que apresentam uma particularidade: todas fazem parte de álbuns de inícios de 90. Por isso, nunca mais ouvidas desde esses tempos em que tínhamos pouco que fazer.

A saber, o sabido "Genius" trouxe-me de volta:

Chapterhouse, Pearl (que em tempos julgo ter andado num anúncio televisivo qualquer)
Lush, Nothing Natural
Curve, I feel love (uma versão quentíssima que vira do avesso a original Donna Summer)
New Fast Automatic Daffodils, Big
World of Twist, She´s a Rainbow (esta sim em exibição nos "comerciais"...)

Estes senhores sabem muito bem como nos fazer gastar dinheiro.

9.11.2008

Prognose

Gostava de avançar no tempo, apenas para saber qual a arma que Herman José vai escolher desta vez para escavacar o cenário da "Roda da Sorte", no último concurso da nova série...

Unforgiven

Hoje, como nos 7 anos anteriores, relembre-se este dia.
Recordando o nó na garganta ao assistir a tudo aquilo em directo.
Nunca mais.

Active Guys´r´us

Acabo de carregar no Outlook a agenda para o árduo fim de semana que se aproxima.
Reparai bem no terror:

Sábado


10.00 - Treinos Livres Formula 1 GP Monza (para o qual se prevê chuva em todo o fim de semana...)
12.45 - Liverpool - Manchester United
13.00 / 14.00 - Qualifying F1 Monza
15.00 - GP2 Monza (força Vairinho!)
17.30 - Manchester City - Chelsea
19.00 - Barcelona - Racing Santander e Inter Milão - Catania

Domingo

9.30 - GP2 Monza, segunda corrida
13.00 - GP Monza F1
15.30 - PTCC (Campeonato Nacional de Velocidade para os amigos) Circuito Braga II
18.00 - Real Madrid - Numancia

Entre RTP e Sport TV, com passagem obrigatória pela dispensa e pelo frigorífico, conforme decorre do exposto, um fim de semana agitadíssimo em frente à TV. Que se lixe a praia, o sol, o exercício, os passeios, etc.

Como dizia um amigo há uns anos, "um bom fim de semana para MIM!"

9.09.2008

Like a Bento



E sábado, por cá, a quem será dedicada?

Era grande, a reportagem

Tropecei num exemplar com 13 anos de idade da extinta "Grande Reportagem". Reli-a, noite fora, como se fosse deste mês.
Tratava-se daquela revista, superiormente dirigida por Miguel Sousa Tavares e José Barata-Feyo, incompreensivelmente desaparecida dos escaparates.
Nessa altura já custava uns impensáveis 790 Escudos (confirmei na lombada na minha última visita). Era cara como o diabo.
Mas foi nela que encontrei alguns dos mais fabulosos relatos de viagens e lugares (muitos deles depois coligidos no livro "Sul" de MST), enquadrados por fotografia sempre de grande nível e artigos de fundo (as mais das vezes polémicos, como aqueles que foram dedicados ao tema do ordenamento do território e dos "atentados" urbanísticos), daqueles que mais nenhuma imprensa queria acolher. Provavelmente porque demoravam muito a ler. Eram compridos. E incómodos.
Nestes tempos de artiguinhos a correr, notas de imprensa e noticiário trivial, muitas vezes até com erros de ortografia, tenho muitas saudades da Grande Reportagem.

9.05.2008

Bem hajam aqueles

Que um dia gravaram um disco assim, relembrado, muito a propósito pelo nosso Androide. Que arrumamos, recuperamos, ouvimos 10 vezes seguidas com o som no máximo, arrumamos outra vez e vamos lá buscar, como se ouvíssemos aquilo tudo pela primeira vez.
Como há cerca de um ano, descendo a fabulosa Av. 4 de Julio de Buenos Aires, a caminho do aeroporto, no fim de 5 dias de asado e tinto Malbec, com o iPod bem alto...