4.26.2009

A boa mesa, de volta

Nunca perdendo o hábito de trilhar novas mesas e cadeiras afamadas na ciência lata do hospitality (o brilhante livro "Negócios à Mesa" de Danny Meyer explica de forma esgotante do que se trata...), aproveitando um jantar em Lisboa para visitar um local de referências insuspeitas: o Galito da Estrada da Luz.
Suspeitas confirmadas, um fantástico executor da cozinha alentejana deslocado na capital: os melhores ovos mexidos com espargos bravos que é possível imaginar (e que destronaram os invencíveis congéneres do S. Gião de Moreira de Cónegos...), um ensopado de borrego fabuloso e um lombinho de javali como jamais tinha provado.
Estranhei ser um restaurante 100% fumador, o que julgava proibido pelo regime legal vigente (sendo certo que a sala possui uma extracção de fumo exemplar, apenas se sentindo o cheiro mas jamais o fumo em suspenso no ar), mas não desgostei de acender uma cigarrilha no final do jantar, após a inevitável sericaia com ameixa de Elvas com que religiosamente deve terminar qualquer refeição alentejana...
Última nota para os vinhos: uma carta recheadíssima, com predominio dos produtores alentejanos.
Predomínio destes também nos altíssimos preços cobrados pelos seus vinhos, em comparação com as demais regiões, em especial com o Douro.
Assim, nada como aproveitar e beber um excelente (Douro) Cistus Reserva 2004 a uns justíssimos 16,00 € a garrafa, quando logo ao lado o (Alentejo) Chaminé 2007 (vinho de entrada de gama deste produtor) estava marcado ao mesmo preço... só por gozo, esta!
De duas, uma: ou uns têm o preço dos seus vinhos claramente inflaccionado ou os outros andam a dormir na forma... vou mais pela primeira!

Ainda assim, fechando contas sobre o Galito, um fantástico jantar, muitíssimo bem regado, num daqueles locais que entram directamente para o top 10 da boa mesa em Portugal!

Apanhada algures, sobre o dia que acaba mesmo agora de terminar

"Se a Liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir."

George Orwell

Citação apanhada na revista do Expresso.
Certeira e actualíssima citação para os tempos medrosos, acomodados em que vivemos.

4.20.2009

Bo & Buraka

Portuguese Exports to North America!

Bo, o cão de água português da família Obama:



Buraka Som Sistema no Festival Coachella, a levar os americanos à loucura:

4.19.2009

Para o resto da noite, obviamente só mesmo esta música

Dedicada em especial aos Super-Dragões e ao vergonhoso cântico entoado no Municipal de Coimbra esta tarde:

Hoje foi domingo e fui à bola

Mas pensando bem, mais valia não ter ido.

Sair de casa para ver:

Roubalheira da mais primária, escandalosa, na esteira de tantas e tantas outras vezes, para mais vindo de um personagem reincidente;

Gente do mais ordinário, grunho e boçal que algum dia vi e ouvi (declaração de interesses desde já: acho o mesmo das outras claques todas), que se deram ao desplante de gozar com a Canção de Coimbra para arrotarem os seus cânticos fanáticos (e que bem lhes deve ter sabido, a essa gentalha, a resposta/provocação da Mancha Negra, chamando por Cristiano Ronaldo...);

Ouvir o relato pelo rádio, estando no próprio estádio, 2 ou 3 filas abaixo dos relatadores (da TSF, esclareça-se) que entre várias intervenções do mais parcial que pode haver, a favor do grande envolvido na partida, a dada altura dizem, com ar catedrático para todo o país ouvir, que "o Porto obviamente ia ganhar este jogo". (O que me leva, com efeitos imediatos a não mais ouvir qualquer relato da bola nesta rádio, eu que sempre aí os ouvi.)

É tudo mau demais para ser verdade: um caldo choco de corrupção, putedo, subserviência, tolerância e encobrimento, roubalheira, gente ordinária e arrogante. A caminho da falência, aliás. Com a banda a tocar.

Assim sendo, fiquem com a tetra prostituição e até para o ano.

4.16.2009

Primavera a sul

Aqui ficam alguns instantâneos de autor do Rali de Portugal:

Em primeiro, o rei da estrada: Sebastien Loeb, provavelmente o melhor piloto de ralis de todos os tempos.



Segundo acto, o mesmo Loeb em modo maximum attack* na PEC de Ourique, sexta-feira pela manhã (ZE3). De reparar com atenção no pormenor da roda da frente esquerda...:



Terceiro acto, um Ford Focus WRC e dois destemidos fotógrafos no interior do gancho, no espectacular spot do troço de Silves:



Quarto acto e uma pergunta: que outro evento levaria esta gente toda a sentar-se ali?
(de novo na PEC de Silves)



Quinto acto: pó? É só para quem gosta... (ainda e sempre em ZE3 Silves, definitivamente um local espectacular para fotografar, ainda que por vezes o espaço não chegue para todos...)



Sexto acto: o povo espera pelas máquinas. PEC de Vascão, ao final da tarde de sábado:



Sétimo acto: verde sobre verde, Geninho em modo "alerta" no meio do prado:



Último acto: Sebastien Loeb, 8.00h da manhã de Domingo, a caminho da vitória, na PEC de Loulé. O fantástico nascer do sol no alto da Serra do Caldeirão, uma luz magnífica para fotografar.



Por agora, é tudo que se me oferece oferecer por aqui.

*Expressão creditada ao grande Markku Alen, para aqueles dias em que se anda para lá dos limites...

4.15.2009

London´s Burning

Se todos os jogos de futebol fossem como o Chelsea-Liverpool de ontem, tenho a certeza que mais gente via futebol com regularidade: emoção, espectáculo, um frango do guarda-redes Reina, imprevisto, reviravoltas no marcador, Didier Drogba, Dirk Kuyt, os fabulosos adeptos do Liverpool e o You´ll never walk alone, luta a sério pela bola, Frank Lampard...
Qualquer jogo que termine com o resultado de 4-4 tem que ser bom.
Um clube que brinda os seus adeptos, no final do jogo pela aparelhagem do estádio com o One Step Beyond dos Madness para festejar, não só demonstra bom gosto como mostra merecer ter todos os fins de semana e quartas europeias o estádio cheio.
Se eu vivesse em Inglaterra, todos os fins de semana ia à bola.

4.14.2009

Caso não tenham reparado ( o que é perfeitamente normal)

Inseri um pequeno inquérito em rodapé.

4.13.2009

Dance dance dance dance to the radio

Insónias de fim de semana pascal levaram-me ao encontro disto, noite fora, iPod ligado...

Digestão pascal

Retomando o ritmo, ouvindo coisas boas que a Páscoa nos trouxe...

4.09.2009

Balanço, relatório e contas

Sabe-me muito bem ouvir chover lá fora, enquanto revejo as fotos que tirei no fim de semana passado no Rali de Portugal, numa épica jornada debaixo de uma camada de pó daquele amarelinho e fininho que se aloja por todo o lado...

Mantendo a tradição de levantar bem cedo, estivemos então:

Sexta-feira, no troço de Ourique-1, logo ao início manhã e depois de uma "ligação" iniciada em Coimbra por volta das 5.00h da manhã...;

No mesmo dia, em Malhão-1, 12.00h;

A meio da tarde, em Silves-2;

Para fechar o dia, no Estádio do Algarve, na zona de assistências;

Já no sábado, Santa Clara 1 a abrir;

Vascão 1, antes de almoço;

Santa Clara 2, logo após;

Vascão 2, a fechar o dia, numa ZE (Zona Espectáculo, para quem não saiba...) repleta de povo que pelo número de garrafas vazias ao redor, pareciam estar por ali já há longas horas...

No domingo, alvorada para Loulé 1 (7.50 o primeiro carro na estrada), a que se seguiram os restantes 3 troços do dia, ou seja, lográmos saltar de troço para troço e ver os primeiros 10 concorrentes em todos eles. Melhor, só de helicóptero...

Em suma, estive em 11 dos 16 troços da prova, tudo sem grande stress ou atropelos graves ao Código da Estrada. Tudo bem planeado e pensado, atempadamente...

4.06.2009

Radio Nowhere

Uma notícia que corre por aí, ainda não totalmente confirmada, dá conta da vinda de Bruce Springsteen a Portugal a 16 de Agosto para um mais-que-aguardado concerto.
O local ainda está em discussão, ao que parece.
Por mim, voto no Estádio Municipal de Coimbra, reeditando a monumental festa que foi o concerto dos Rolling Stones em 2003.
Voto este que não se justifica só pela proximidade à base.
Mas também pelo facto de poder ir à picanha a meio da tarde (ali bem perto do Estádio...) e depois tomar o meu lugar na fila para a entrada, com um Jameson num copo de plástico numa mão e o puro na outra (recordando essa tarde de Setembro de 2003 e o trajecto culinário e alcoólico desse dia...).

Seja lá onde for e a confirmar-se o concerto para esse dia 16-8, será uma forma gloriosa de encerrar as férias que devem terminar justamente nesse dia.

El Rei D. Sebastien

Em breve por aqui, o relato possível de 3 dias no meio do pó, de gente a beber aguardente de medronho e minis às 8.00 da manhã, da passagem por terras como Cabeça da Vaca, Dogueno, Barranco do Velho (com uma inesquecível sandes de presunto feita com um pão como já não há em parte alguma...), Malhão e outras que tais e de um cheiro exuberante a laranjas e a "campo" a entrar pelas janelas do jipe que faz esquecer qualquer Acqua di Parma que se põe por aí...

O Maquinista na verdadeira festa do povo: o Rali de Portugal.

4.02.2009

30 minutes to

Últimas antes de segunda ou terça-feira para olhar para a checklist feita em 2007 de bens essenciais a levar para o Algarve esta noite, por forma a desfrutar em pleno do nosso Rali de Portugal.

Desta, feita em 2007, trocaria apenas:



O Mercedes GL por um destes.

4.01.2009

Isto e aquilo

A propósito do post anterior, relembrar apenas que um rali é isto



e isto



mas também é isto



e isto



As 2 últimas fotos foram tiradas em 2 troços do nosso Rali de Portugal.
Foi só virar a máquina na direcção oposta da estrada.
É isto que os ralis nos oferecem.
É por isto que nos levantamos cedo e comemos pó.

NOTA: Fotos do autor. Não foram recolhidas por ai.
As 2 primeiras, em 2008 no troço de São Brás de Alportel.
As 2 últimas, referentes à edição 2007, respectivamente em Santana da Serra e perto de Salir, no alto da Serra do Caldeirão.

3.31.2009

2 days left

Para rumar a sul. Ao encontro do pó, das roulottes de bifanas, dos estradões de terra, do contacto próximo com os afáveis géninhos.
Mas também da primeira sessão de Rui de Silves de 2009.
Venha depressa a madrugada de sexta-feira e a edição ´09 do Rali de Portugal.

3.28.2009

Pobres, falidos e ordinários

O Boavista está à beira da falência.
Um grupo económico decidiu organizar um jogo de caridade no Estádio do Bessa para angariar fundos para ajudar o clube.
Convidaram o Benfica para esse jogo.
Vieram 17.000 pessoas ao jogo.
A claque da casa, a dada altura, começa a cantar o clássico portuense "SLB, F.D.P., SLB".
Todos contentes que eles estavam a cantar. Saltavam e tudo.
Assim seguirão para a falência, o fecho, o desaparecimento dessa agremiação.
Destino merecido, aliás, para gente tão ordinária.

3.27.2009

COCAIR: reserve já a sua viagem!

Uma companhia de aviação de linha branca...

Adiro e subscrevo

O Público começa a descolar definitivamente dos restantes jornais portugueses.

Os semanários (Sol e Expresso), regra geral, estão uma merda (é o termo, não encontro outro) e os outros diários são intragáveis, rasteiros, popularuchos, enfim, desprezíveis.

Na edição de hoje, 2 brilhantíssimos artigos, o de José Miguel Júdice sobre a classe empresarial portuguesa e a "fome de Estado" do tuga médio e o editorial de José Manuel Fernandes sobre o financiamento do SNS.

Sextas e sábados tento comprar sempre este jornal. Para ler alguma coisa de jeito.
E de caminho aproveitar as revistas de fim de semana, que sem se dar por isso, têm muito mais qualidade que as congéneres dos semanários.
E se alguém me conseguir explicar aquela ideia obtusa da revista do Expresso obedecer a um tema fixo por semana, agradecia...

3.26.2009

Oh Deus! Que fazer?

Tu que me conheces, diz-me: o que fazer?

27 de Junho
ELTON JOHN no Estádio do Restelo, Lisboa

27 de Junho
MARYLIN MANSON no Coliseu do Porto


3.25.2009

Está sol lá fora.

Por isso, se o mundo fosse um lugar justo e equilibrado, agora pegava num destes



e partia por aí sem destino, muito depressa, a ouvir isto:



Depois, parava algures para ver o dia a acabar e a noite a chegar, bebia um gin tónico e voltava devagarinho para casa.

Mas não; apenas fiz uma pausa para escrever isto, no meio de uma infindável lista de pendentes, urgências e deadlines...

3.19.2009

Mixed feelings

Primeiras imagens dinâmicas que encontrei:



Porsche Panamera. O primeiro Porsche berlina (depois do SUV Cayenne).

Confesso que uma vez mais a apresentação dinâmica superou as fotos que têm sido conhecidas.

Ou seja, nestas o carro pareceu-me feio, agora parece-me bastante mais interessante.
E convenhamos que 500 cavalos num carro destes, com 4 lugares verdadeiros, auguram tudo menos tédio ao volante...

Mas impressões estéticas à parte, o que ditará o sucesso ou o falhanço deste ambicioso projecto da casa de Zuffenhausen será o feeling de condução: se acrescentará alguma coisa neste particular a um BMW ou outro player já confortavelmente instalado neste segmento, a aposta está ganha. Se for outro carro pesadão, apenas aproveitável em auto-estrada, os potenciais clientes questionarão a compra.

Claro está que nós, portugueses, não contamos para nada aqui; os muitos que se venderão por cá - imagino eu, face a outros exemplos e descontando o efeito "crise" - serão em grande medida para pessoas para as quais isso do feeling não tem qualquer importância... pessoas cujo feeling é mais pelo lado da ostentação pura e simples e que depois nem sequer sabem para que servem as patilhas por trás do volante...

Lembro-me, a propósito disto mesmo, de um comentário delicioso do jornalista Francisco Mota num Auto-Magazine em que testava um 911 Carrera 4, que seria para muitos portuguesinhos entendidos ou puristas um carro menor face ao original Carrera 2 de tracção traseira: entendidos ou puristas esses que na maioria das vezes nunca tinham sentado o cú em nenhum Porsche 911...

3.18.2009

Barranco do Velho, Malhão, Pardieiro, São Barnabé, Marreiros, Cortinhola,

Alte, Soalheira, Assumadas, Boião, Azilheira, Escorvas, Moitinho de Góis, Zebro de Baixo*.

Aproximamo-nos perigosamente de novo mergulho no mais profundo dos Portugais.

Aquele que só visitamos à boleia dos Ralis.

A mais nobre e espectacular modalidade do desporto automóvel, mesmo que ferida de (quase) morte nos dias de hoje pelos sadomasoquistas nazis que mandam nos destinos da modalidade ao nível internacional.

Esse Portugal profundo que temos todo o gosto em percorrer, conhecer, cheirar, apreciar e fotografar, atrás deles.

3, 4 e 5 de Abril, o Rali de Portugal e o Campeonato do Mundo de Ralis de volta à serra Algarvia.

E nós por lá também. "Haja o que ajar", conforme um dia disse um futebolista qualquer.

(E a promessa de uns dias depois de limpa a Canon 400d de todo o pó acumulado, postar por aqui as cores da primavera a sul, entrecortadas pelo C4 do Sebastien Loeb e as cabriolas dos imparáveis Jari-Matti Latvala e Petter Solberg. Entre outros.)

* Estes lugares existem. Todos.

3.16.2009

Música para final de tarde



Wilco, Impossible Germany

Porque há dias que parecem não acabar e noites que não lhes apetece começar.

3.05.2009

Os 2 lindos meninos

Naquelas repetidas conversas sobre automóveis, de forma recorrente surge a pergunta:

Qual é o carro antigo (agora é mais fashion dizer "clássico", mas não me habituo...) que gostavas de ter?

A minha resposta passa invariavelmente por dois carros, totalmente diferentes, mas ambos com um encanto intemporal:

Porsche 356 (fechado ou aberto, adoro os 2...)



e Austin Mini Cooper S.



(Ficando no limbo, à espreita, o Jaguar E Type Coupé...)



Sendo esta premissa certa e sabida, há muito tempo, fica um link para duas fotos inéditas, cómicas, que juntam de forma curiosa os tais 2 meninos (356 e Cooper S) acima referidos...

O blog onde as encontrei é, a propósito, imperdível na temática 356 e um exemplo de devoção a um modelo automóvel!

Escura porém luminosa

Por cá, Dark Was the Night, a encantadora colectânea da insuspeita e sempre adorada 4AD, a abafar a ventania que sopra lá fora.

Por falar em 4AD, corteses são esses senhores, que em troca do nosso mail para a sua mailing list, nos oferecem, free of charge, um conjunto de canções da colheita 2008 para download...

3.03.2009

Fortíssimo



E possível por um dia o mestre Bowie ter dado corpo a esta inesquecível canção.

Só mais uma coisa: não saquem este álbum. Comprem-no na loja.

3.02.2009

Momento de cultura popular

Futebol? Benfica? Três grandes? Claques? Árbitros?

Não. Nem lá perto.
1984. 25 anos atrás.
As bodas de prata daquela que terá sido a mais espectacular edição de sempre do Rali de Portugal Vinho do Porto (assim se chamava ele nestes tempos).
Audi Quattro e Lancia 037 Rally. Hannu Mikkola, Markku Alen, Henri Toivonen. Peninha, Arganil, Viseu.
Povo.
Tracção total e tracção traseira. Paixão. Tinto, branco e muitas minis. Umas quantas sandes de tudo de mais alguma coisa. Rádios a pilhas. Lanternas e fogueiras. Piropos às miúdas que subiam e desciam o troço. Noite, dia, nascer e pôr-do-sol. Cobertores gamados à avó. Asfalto e terra. Frio e calor.



e a segunda parte do momento cultural:



Para uma ideia do que era uma prova nestes gloriosos tempos, fica o itinerário completo e o horário de 1984:

Leg 1 Wednesday 7-Mar-1984

09:15 SS1 Lagoa Azul 1 5.00 km
09:30 SS2 Peninha 1 6.50 km
09:50 SS3 Sintra 1 10.50 km
12:15 SS4 Lagoa Azul 2 5.00 km
12:30 SS5 Peninha 2 6.50 km
12:50 SS6 Sintra 2 10.50 km
15:15 SS7 Lagoa Azul 3 5.00 km
15:30 SS8 Peninha 3 6.50 km
15:50 SS9 Sintra 3 10.50 km
19:25 SS10 Gradil 6.50 km
20:30 SS11 Montejunto 13.50 km
23:11 SS12 Fig. dos Vinhos 20.50 km
23:45 SS13 Campelo 10.50 km
Thursday 8-Mar-1984
02:20 SS14 Préstimo 12.50 km
02:53 SS15 Vouga 8.00 km

Leg 1 total: 137.50 km

Leg 2 Thursday 8-Mar-1984

15:50 SS16 Orbacém 1 11.50 km
16:30 SS17 Gávea 1 11.00 km
17:20 SS18 Extremo 1 6.50 km
17:50 SS19 Arcos/Portela 1 27.00 km
18:33 SS20 São Lourenço 1 27.00 km
19:45 SS21 Orbacém 2 11.50 km
20:25 SS22 Gávea 2 11.00 km
21:10 SS23 Extremo 2 6.50 km
21:35 SS24 Arcos/Portela 2 27.00 km
22:15 SS25 São Lourenço 2 27.00 km

Leg 2 total: 166.00 km

Leg 3 Friday 9-Mar-1984

10:45 SS26 Fafe-Lameirinha 10.50 km
11:02 SS27 Fafe-Lagoa 8.00 km
11:22 SS28 Cabreira 26.50 km
12:38 SS29 Marão 36.50 km
14:00 SS30 Baião 17.50 km
16:33 SS31 Lamego 17.50 km
17:33 SS32 Mões 1 11.00 km
17:53 SS33 Nogueira 1 7.00 km
18:10 SS34 Viseu 1 26.50 km
19:26 SS35 Mões 2 11.00 km
19:46 SS36 Nogueira 2 7.00 km
20:03 SS37 Viseu 2 26.50 km

Leg 3 total: 205.50 km

Leg 4 Saturday 10-Mar-1984

06:32 SS38 Arganil 1 56.50 km
07:55 SS39 Candosa 1 6.50 km
08:41 SS40 Lousa 1 10.50 km
11:22 SS41 Arganil 2 56.50 km
13:01 SS42 Candosa 2 6.50 km
13:47 SS43 Lousa 2 10.50 km
18:00 SS44 Martinchel 9.00 km
19:45 SS45 Coruche 20.00 km

Leg 4 total: 176.00 km

Rally total: 685.00 km

Uma "quase-volta-a-Portugal", com início no Estoril e Serra de Sintra, sempre a subir em direcção ao Centro de Portugal (Figueiró e Campelo, Castanheira de Pêra), passando por Sever do Vouga, para terminar na Póvoa do Varzim, madrugada dentro.
No segundo dia, até à Serra de Arga, bem perto de Vila Praia de Âncora, Ponte de Lima e Arcos de Valdevez, regressando à Póvoa.
Terceiro dia a começar novamente na Póvoa, direcção Fafe, depois serra da Cabreira, serra do Marão, passando pela marginal da Régua para honrar o patrocinador da prova, para sul, até Viseu, via Lamego.
Último dia com a passagem pelos míticos 56 kms. do troço de Arganil (da Aldeia das Dez à entrada de Arganil, sempre pela serra do Açor), Candosa, Lousã, até Tomar para o almoço e os 2 últimos troços, Martinchel e Coruche (sim, a dos toiros...)

Por aqui se vê a dimensão brutal do que foi o rali de Portugal nestes tempos. Num tempo, recorde-se em que não havia auto-estradas, Vias Verdes, Áreas de Serviço 24 horas, etc. Imagine-se o que seria acompanhar esta prova no seu trajecto integral...

Hoje, esta prova resume-se a 9 troços que quase se tocam uns aos outros na serra do Caldeirão... Uma tristeza!

2.25.2009

O viajante



Durante o fim de semana, foi conhecida a notícia da morte do Eng. José Megre.

Desnecessária será a sua apresentação a quem goste de automóveis.

Fica a nota de ser um dos Portugueses mais viajados de sempre, que teve o privilégio de conhecer a fundo todos os Estados soberanos do mundo, à excepção de um, o Iraque.

Ainda na semana passada tinha ido à estante buscar, uma vez mais, o livro que editou em 1999 com os relatos dos seus primeiros Paris-Dakar (de UMM...) e das expedições ao deserto do Teneré, região hoje "proibida" e à América do Sul. Um verdadeiro "tratado" de aventuras.

Acompanhei sempre os relatos dos seus Transportugal, passeios todo-o-terreno que levaram tanta gente aos confins do nosso país e nos quais infelizmente nunca participei.

Cruzei-me com ele algumas vezes, em provas desportivas, como em 2005 na Baja de Portalegre. Era uma figura singular, com o chapéu australiano de abas e o cigarro sempre aceso.

Espera-se que este paíszinho cinzento e maldisposto venha algures a render a devida homenagem a este aventureiro global, para quem não havia fim para a viagem. E que nos ensinou aquela forma de conhecer que passa por andar, muito, percorrer a maior distância que conseguirmos.

Infelizmente, começamos muito mal neste particular: o jornal Autosport (hoje um cruzamento entre o Autosport do antigamente e uma revisteca daquelas de barbeiro/cabeleireiro) nem sequer citou este triste acontecimento na sua capa, apenas no interior. Dedicou-a a um grupo de jovens aspirantes a piloto de F1, todos com aquele ar metrossexual. É o que vende, hoje em dia...

Viagens, passeios, fotografia, automóveis (japoneses, sempre, e também Porsches...) e miniaturas destes (era dono de uma das maiores colecções privadas em Portugal), uma das mais interessantes personalidades portuguesas que deixa este país mais pobre com a sua partida.

2.19.2009

Entruda

Palavra que lembra, ao longe, o nome de um modelo da Suzuki, uma daquelas dos barbudos, chopper, no seu dialecto próprio, horrorosas. Motos, por aqui, só BMW (todas, lindas) e uma ou outra Ducati, e por ver passar...

Palavra que lembra os próximos dias, que de bom apenas têm o facto de cavar umas mini-férias para:
desligar um bocado,
comer bem,
beber qualquer coisa melhorzinha e diferente,
dormir mais,
ouvir música boa até quilhar a bateria do iPod,
retomar leituras de livros que têm estado, incompreensivelmente, em pousio,
ver derbys decisivos numa tasca de aldeia com JB novo a 1,50 € onde os presentes, quase todos acima dos 50, obviamente são TODOS do Benfica
e
tirar fotografias. Muitas. Dos nossos modelos favoritos.

Porque entrudas e quejandos, jamais houve pachorra para aturar. Detesto.

Assim sendo, até quarta.

Ouvisto de passagem: o encanto do futebol falado pelos seus "próta-gonistas"

"Isso é um assunto do forno interno do clube."

Um treinador qualquer. Lido na Sábado que saiu hoje.
Há lá coisa mais linda, ouvista nos últimos tempos?

Um dia destes e a pedido de várias famílias

Recordando o que foi feito por aqui em 2007, aparecerá a Edição 2009, Platinum Edition, do famoso Guia "tudo o que você precisa de saber e conhecer para assistir ao vivo ao Rali de Portugal e tem algum receio de perguntar"...

2.17.2009

Os Cruzados (contra as restrições às liberdades)



Leio, atónito, esta noticia, no site da revista Land Rover Owner International.

Para quem não sabe, o raid Croisiére Blanche é um passeio todo-o-terreno, não competitivo, cuja particularidade é decorrer integralmente sobre neve, em caminhos dos Alpes Franceses e cuja primeira edição remonta a 1977. Trata-se de um dos mais espectaculares eventos desta natureza, acessível a um bom todo-o-terreno (não um daqueles SUV da moda, claro está) desde que equipado com pneus de tracção e correntes nas 4 rodas.

Realizou-se todos os anos. Até este ano.

Altura em que um grupelho de "ecologistas" conseguiu ver deferida uma providência cautelar por um tribunal francês que interditou este passeio, por "atentado ao ambiente". Provavelmente o mesmo grupo que impediu a realização da tradicional pista de obstáculos 4X4 no Salão de Paris, em Outubro último.

O inevitável Miguel Sousa Tavares, também ele um conhecido adepto desta forma de evasão (militante do mítico Raid Transportugal, onde participou em 22 de 25 edições!), já vem avisando há tempos que o legislador português, sempre atento a estas modernices vindas da estranja, não tardará também ele a começar a cercear as liberdades de passeio (e de vistas, principalmente) de quem gosta de passear de jipe fora de estrada em Portugal.

O que esses meninos "ecologistas" citadinos desconhecem, eles que tanto gostam de ruminar nos seus Meuns McDonalds e de frequentar aqueles encontros "fracturantes" que se debruçam sobre as "grandes questões do nosso tempo", é que estes passeios, realizados por pessoas civilizadas e muitas vezes com mais consciência ecológica que eles, são um contributo para levar gente às zonas desertificadas dos territórios, animar os que por lá vivem (com a buzinadela ou o aceno à velhota e ao pastor...) e para limpar e desimpedir caminhos pouco trilhados para que no futuro, em caso de incêndio, os bombeiros neles circulem mais facilmente.

Coisas que, obviamente, os ditos "meninos" desconhecem, porque no bairro da cidade onde vivem não há pastores, caminhos ou incêndios florestais. Isso, só na TV e na Net...

Só mais uma coisa: a foto que ilustra este post foi tirada no Douro Superior, perto de Torre de Moncorvo, em 2005, num desses passeios que nos levam onde os outros nunca foram.
Num local que se prevê vir a ser inundado pela construção da célebre Barragem do Sabor. Que, entre outras coisas, servirá para alimentar de energia os MacBook prateados dos meninos da cidade.

2.16.2009

As Batô goes by

O Batô de Leça revisitado.

Depois de um olímpico arroz de marisco, antecipado por umas ameijoas e uns percebes estrondosos e enquadrado por um Duas Quintas Branco 2007 de volta aos seus dias felizes no Fernando de Matosinhos, a abarrotar de "fuôfas" e "fuôfos", não fosse Dia dos Namorados;

E de uma soporífera apresentação dos Tindersticks na sala Suggia da Casa da Música, onde só me lembro da expressão "descafeínado" para qualificar aquelas canções sem a presença do violino que ouvi em 97 ao vivo,

rumou-se ao Batô.

Quem ali entra, espanta qualquer vestígio de sono.
Nunca entrei num sítio (aberto ao público, entenda-se) que se aproxime daquele na música que oferece aos seus frequentadores.
O velho States, nem nos seus melhores dias se aproximou daquela casa. Se vivesse no Porto, passava lá a vida.
Em 2 horas de exposição ao fenómeno (2.15-4.15), de Killers a Cure, de Franz Ferdinand a Clash, de Joy Division a Editors, de Interpol (e que estrondo é ouvir Slow Hands numa discoteca!!) a Marylin Manson, de Nick Cave a Arctic Monkeys, um carrossel de ritmos, épocas e estilos, superiormente mixados pelo DJ de serviço.
Ah, é ainda para mais uma casa mais-que-honesta nas doses de Jameson que serve em troca de 6,50 €...

É por existirem casas como esta que cada vez menos me apetece ir às outras.
As do pum pum pum unts unts unts...

2.13.2009

Coordenadas

To the East, Electrelane.

Por agora, via iTunes, esbugalhando os olhos com a fantástica luminosidade que entra pela janela.

Por acaso, amanhã, heading north: A1, Rotunda da Boavista, Casa da Música, Stuart Staples, Tiny Tears, Porto, Matosinhos, jantar, peixe, marisco, um branquinho fresquinho, Batô, noite, 2 ou 3 católicos com gelo. Coisas que vêm fazendo falta. Hace tiempo.

2.09.2009

Escumalharia diversa

Mais uma vez me dispus a perder tempo a ver um Porto-Benfica.

No final, as conclusões habituais:

- O povo todo presente nas Antas (que pena não terem filmado o camarote da presidência para confirmarmos isso mesmo), em coro, pais, filhos e netos, lá entoaram o seu cântico preferido "SLB SLB FDP SLB" (a pedido do speaker do estádio, sempre actualizado no particular das ordinarices e boçalidades que os adeptos locais tanto apreciam), para tentarem exorcizar o seu eterno medo pelo rival;
- Desafio algum adepto do clube visitado a enunciar algum caso em que o Benfica tenha sido beneficiado num jogo contra o Porto, enquanto revejo no YouTube o Fernando Couto a correr atrás do José Pratas para lhe arrear, o João Pinto com o nariz partido, o Baía a tirar a bola de dentro da baliza na Luz, um brasileiro qualquer do FCP a fazer pirêtos ao Artur Jorge e ao banco do Benfica e o Lisandro Lopez a sacar um penalti escandaloso no jogo de ontem. Entre outros, claro está;
- A propósito deste Lisandro, ao ver aquele momento de futebol à portuguesa, arrependo-me amargamente de alguns elogios que lhe fiz na semana passada, ao falar de futebol com um amigo italiano: dizia-lhe eu que o FCP tinha 2 avançados, um pródigo nas artes do mergulho (Hulk), outro que apenas queria jogar à bola, não perdendo tempo com vigarices. Afinal, ninguém sobrevive à escola do FCP: todos estudam pela mesma cartilha. Veja-se o que se passou na primeira parte: Lucho, sofrendo um toque, tenta sair a jogar. O seu comparsa, vendo a janela de oportunidade, e sabendo-se muito à vontade para o fazer, mergulha e cava o penalti salvador. Um nojo. O costume.
- Assim sendo, resta-me desejar uma exibição magistral de Simão Sabrosa na próxima semana.

2.05.2009

Noções económicas de base popular adaptadas a 2009: a diferença entre recessão e depressão

"A recessão é quando o teu vizinho perde o emprego; a depressão é quando perdes o teu."

Lido algures, entre a imprensa estrangeira. Sim, na nacional não foi de certeza...

2.03.2009

Boss on the moon

Mão amiga fez-me chegar isto:



Como dos autores da música posso asseverar serem grandes ao vivo, será pedir muito pela há tanto tempo aguardada visita do Boss a Portugal?

2.02.2009

Fomos e viemos

Andámos por aí. Cardiff, trabalho e mais trabalho. Pouco passeio, frio, regresso para mais e mais trabalho.
Just like Honey, Jesus & Mary Chain na leitura de mails atrasados mais de uma semana.

1.25.2009

Quando 1+1=3

(Só não estou certo se isto já não apareceu em tempos por aqui. De todo o modo, nunca será demais.)

1.24.2009

São Kapranos, esta noite

(roubando a "deixa" ao locutor da Radar Lisboa)

seguimos noite fora, à procura dos ecos da indignação do Presidente do SC Braga (também conhecido como dependência do FCP mais a norte) pela segunda roubalheira de que são alvo em duas jornadas do campeonato. Como não encontramos os ditos ecos (agora é hora da ceia para receber os visitantes e depois seguir-se-á o calor da noite), prosseguimos, animadíssimos, de Bushmills na mão ao som de Tonight, Franz Ferdinand em grande, grande forma em inícios de 2009!
Afastando-nos, com velocidade acrescida, do lôdo nojento do futebol português, recordando a fabulosa, cheia, esforçada, bem jogada, primeira parte do Man Utd - Tottenham do final da tarde de hoje. Porque futebol, só mesmo ali.

1.22.2009

I´ll be there

And you know its time to go
Through the sleet and driving snow
Across the fields of mourning
Light in the distance

And you hunger for the time
Time to heal, desire, time
And your earth moves beneath
Your own dream landscape

Oh, oh, oh...
On borderland we run...

Ill be there
Ill be there...
Tonight
A high road
A high road out from here

The city walls are all come down
The dust, a smoke screen all around
See faces ploughed like fields that once
Gave no resistance

And we live by the side of the road
On the side of a hill
As the valley explode
Dislocated, suffocated
The land grows weary of its own

Oh, oh, oh...on borderland we run...
And still we run
We run and dont look back
Ill be there
Ill be there
Tonight
Tonight

Ill be there tonight...i believe
Ill be there...somehow
Ill be there...tonight
Tonight

The wind will crack in winter time
This bomb-blast lightning waltz
No spoken words, just a scream...

Tonight well build a bridge
Across the sea and land
See the sky, the burning rain
She will die and live again
Tonight

And your heart beats so slow
Through the rain and fallen snow
Across the fields of mourning
Lights in the distance

Oh dont sorrow, no dont weep
For tonight, at last
I am coming home
I am coming home

U2, A sort of homecoming

Na passagem do The Joshua Tree para o não menos extraordinário The Unforgettable Fire...

Outside is America

Já não me lembrava, sinceramente, da soberba colecção de grandes músicas que compõem o álbum The Joshua Tree dos U2, que vai animando esta ultra-cinzenta tarde de chuva...

Os livros que ficam

Recebi hoje, depois de uma longa espera de mais de 2 meses, o livro "Safari Rally", da autoria de Reinhard Klein.


Na primeira vez que o folheei, muito antes de chegar a meio tinha já formado a minha opinião: trata-se, simplesmente, do melhor livro sobre desporto automóvel que algum dia conheci.

A soma dos conteúdos informativos exaustivos, dos recuerdos de todas as épocas com as inigualáveis fotografias do mago Klein (que é uma constante fonte de inspiração para os nossos paupérrimos bonecos que vamos tentando fazer quando assistimos a provas de automóveis...) dão corpo a um livro delicioso, que apetece ler e folhear noite fora...

Acresce que o Quénia, local de toda a acção retratada neste livro, é um dos locais mais propícios para fotografar. A propósito, o autor elegeu há tempos as suas melhores fotografias dentre várias que constam deste livro: uma com um carro a cruzar um lago multicolorido (mais parecendo uma manobra de Photoshop, tal a exuberância das cores), outra de um Toyota Celica a emergir de uma poça gigante de lama, a que Klein chamou, com propriedade, "o hipopótamo".
Mesmo a foto da capa do livro é monumental!
E quase no final, temos direito a uma maravilhosa foto de um lago com os flamingos da praxe das fotos do Quénia, em que só vendo muito bem, ao longe, surpreendemos um rasto de pó e um minúsculo carro de ralis que passava...

Junto este livro aos outros 3 do mesmo autor, anteriormente lançados ("Rally", "Rally Cars" e "The rise and fall of Group B Cars", com uma certeza: não há melhor sobre este apaixonante tema!

P.S. - Os 2 primeiros encontram-se aliás esgotadíssimos e não foram reeditados, pelo que estão à venda por particulares, em estado usado, por valores exorbitantes... todavia, jamais pensarei em vendê-los. À sua qualidade e valor histórico junta-se um aspecto muito particular: apareço numa foto (discretamente, como sempre...) junto de um grupo de amigos, colhida no Rali de Portugal do ano 2000, no local mais mítico dos ralis em Portugal: a descida do Confurco, no troço de Fafe/Lameirinha... local de várias peregrinações de cariz quase religioso nos idos de 90 e inícios de 2000...

1.20.2009

Hit the North

The Fall, a norte, sábado passado.

Primeira visita à Casa da Música (bem sei, que vergonha, mas é assim a vida...).

Espaço simpático, amplíssimo, ainda assim mais apertado do que a imensa volumetria exterior deixava pensar. Parque de estacionamento subterrâneo com acesso interno muito a propósito para uma cidade invernosa como é a Inbicta.
O esquema clubbing é engraçado, várias actividades a correr em simultâneo, uns bares aqui e ali, ambiente composto.

Mas:

começar com um documentário sobre James Brown, comentado pelo Álvaro Costa, passar para um concerto dos The Fall (que antes de ter início obrigou os presentes a aturar uma performance musical e videográfica inenarrável, uma autêntica agressão aos ouvidos dos presentes, uma rotunda e verdadeira MERDA, da responsabilidade de um artista anónimo que estava ao canto do palco...) e acabar no meio de um set de house, Chemical Brothers, etc, pareceu-me demasiada misturada para uma noite só.
Ainda para mais, regada depois das 23.00h a Água das Pedras como muito gelo, atenta a hora tardia de regresso à base e a ameaça BT que paira, de pirilampo em punho, a cada esquina...

Quanto ao concerto, Mark E. Smith fazendo jus ao seu mau feitio militante, concerto sempre a abrir mas infelizmente sem nenhuma das músicas mais conhecidas.
Apenas engraçado, até pela estrutura etária acima de 45 anos preponderante na sala.
A sala em si é excelente para concertos, pequena q.b., todos perto do palco, boa acústica.

Claro está que os croquetes, francesinhas e imperiais da Cervejaria Galiza estavam na forma habitual, só faltou o golo da Briosa para emudecer os andrades que enchiam a sala de jantar...

Como correu bem o início (musical) do ano, encontro desde já marcado para o mesmo local em meados de Fevereiro no regresso dos Tindersticks a uma terra que os venera, como tive a oportunidade de constatar em 1997...

E, quem sabe, a 2 de Maio, com PJ Harvey, conforme relata o Blitz online neste início de semana?

1.19.2009

Na cabana do Pai Tomás

Quem anda pelo meu escalão etário e obviamente os mais entradotes lembrar-se-ão de uma música cujo título era justamente este e que ironizava ao redor de uma história real que metia arquitectura, vídeos caseiros e andares novos.
Essa música era dos Sitiados, em início de carreira, cujo frontman era João Aguardela.
Banda esta que vi ao vivo, umas 2 ou 3 vezes, no auge da sua plenitude (como diria Jaime Pacheco, a propósito), quando tinha os meus 15/16 anos.
E que proporcionava ao vivo descargas monumentais de festa e energia.
Assim sendo, ficam os meus respeitos, no dia triste em que sabemos da morte de João Aguardela.
Pai deste e de outros subsequentes projectos, igualmente interessantes (v.g. A Naifa).

1.16.2009

Muito mentiroso

Se disser que não estou a gostar, à primeira, do álbum dos Liars que toca no meu iPod esta manhã.
Perigosa aproximação aos Jesus & Mary Chain...

Cito duplamente

Compro, com gosto e com a possível regularidade, a Revista de Vinhos.
Li o editorial da edição de Janeiro, da responsabilidade do seu Director, Luís Lopes, juntando-me agora à citação que José Miguel Júdice faz de uma passagem dele no seu artigo de opinião do Público de hoje:

"Por muito dura que seja a crise, a vida é demasiado curta para beber vinhos fracos."

Certeiro. Concordo e subscrevo.
Vinha isto a propósito de um (certamente) inenarrável estudo da revista Proteste sobre vinhos, em que comparava tintos da Bairrada entre 1,5 € e 25 €...

1.13.2009

Quero-te (por perto mais 30 anos)

Na passagem do 30º aniversário dos Xutos&Pontapés, que terei visto ao vivo umas 4 ou 5 vezes, incluíndo um espectacular unplugged no TAGV há uns anos atrás e uma apoteótica actuação na abertura do inesquecível concerto dos Stones na inauguração do Estádio Cidade de Coimbra em Setembro de 2003, deixo um video da minha música preferida daquela banda a quem, com propriedade, já chamaram de Rolling Stones Portugueses:



Quero, então, mais 30 anos, se não for pedir muito.

Um abraço aos Xutos&Pontapés!

1.12.2009

Remissão dos pecados - Segundo acto

O segundo acto será em Fevereiro, no mesmo local, com os regressados Tindersticks. Dessa vez, com aterragem final programada para o Batô, em fim de festa.

Remissão dos pecados - Primeiro acto

Em jeito de remissão do pecado capital de ter passado o ano de 2008 sem assistir a um único concerto ao vivo, nada como começar logo em Janeiro a retomar esse saudável hábito.
Assim sendo, encontro marcado no próximo sábado com os velhinhos The Fall na Casa da Música, Porto, noite dentro, com escala técnica na Cervejaria Galiza, antes do dito, para um prato de croquetes e uma francesinha. Ou só esta última, se pararmos antes no Capa Negra, uns metros acima...





1.09.2009

Tecnologia friorenta

Nos dias que dão início ao novo ano, os jargões tecnológicos de maior saída nada têm a ver com computadores, bytes, RAM, etc.

Antes, GORE-TEX, POLARTEC, WINDSTOPPER, ALL WHEEL DRIVE, etc...

A propósito do frio brutal que corre por aí, gelo, neve na estrada, etc., fica a faltar apenas este acessório invernal, cobiçado há vários anos, em especial em Andorra, local onde tropeçamos nelas em todas as esquinas:



Subaru Legacy Outback.
Raro, exótico, tracção às 4 rodas, finalmente com motor Diesel.
Uma máquina ideal para combater o inverno, sem correntes...

1.08.2009

"Ouvisto de passagem", versão pontapé na gramática em época de saldos

Lamentando a falta de tamanho de dada peça de roupa e manifestando assim a intenção de abandonar a loja, à afirmação do freguês:

" - Pois é pena já não haver mais tamanhos"

responde, pronta, a senhora da loja, em tom pesaroso:

"Houveram, houveram..."

1.07.2009

Banda sonora do ano novo



Recuperando coisas antigas... e entrando num novo ano.

12.30.2008

Reveillon em tom confessional

Há mais de 10 anos (tempo passa, né?) tive a meu cargo uma missão complicada: organizei, durante 3/4 anos, uma festa de fim de ano. Cujos preparativos incluíam reanimar uma casa abandonada, que só abria para aquele fim de ano e que começavam logo após o Natal e metiam algumas vassouras, baldes de água, uma aparelhagem de som e várias grades de cerveja para animar os faxineiros...
Instalações privadas, o campo como cenário (bem ao centro de Portugal), algumas regras típicas da idade inconsciente dos convivas: ementa fixa, os organizadores locais responsáveis pelo grelhador de febras, por uma panela gigante de caldo verde, um saco industrial de pão caseiro e por não faltar cerveja toda a noite. Os restantes convidados que se juntassem para trazer tudo o resto: bebidas brancas, pretas, às cores, sobremesas, passas (e passa, para dela não prescindisse...).
A música, claro está, nunca prescindia do registo de bom gosto habitual. Nada de brasileiradas, ciganadas, comboínhos ridículos & afins. Quem quisesse essa onda, que se dirigisse a outro estabelecimento. Antes, os habituais Bauhaus (incluíndo um ano em que acabaram 4 ou 5 resistentes profundamente alterados, quase sem luz na sala, a ouvir a versão longa de Bela Lugosi´s Dead...), Pixies, Primal Scream, Iggy Pop, Beck, Cult, New Order, Cramps, Cure, Stone Roses, Happy Mondays, Morphine, and so on...
No auge destes festejos, juntou-se o número absurdo de mais de 40 pessoas naquela festa. Beberam-se mais de 10 grades de cerveja, dezenas de garrafas de whisky, vodka, gin, etc.
Eram tempos de farra, festa e maior abundância que os actuais. E, creio eu, de muito maior vontade ou animus de festa.
Tenho para mim que seria hoje impossível repetir aquele formato de festa.
Mesmo descontando, claro está, os anos que todos temos a mais.
Todos estamos mais acomodados. Ninguém se sujeitava hoje àquela confusão, algum desconforto até, para celebrar um fim de ano. A putalhada actual não se metia numa daquelas...
Em suma, tudo aquilo, hoje, prescreveu.

Mas lá que tinha graça contar a meia noite e dar gás no som com Ziggy Stardust para entrar no novo ano ou ouvir Monkey´s Gone to Heaven ao nascer do dia 1, lá isso tinha. E muita...

Por isso, na nova fase de fim de ano de lareira e tinto, relembro esses tempos muito excessivos em que terminava um ano e outro começava, em condições assaz penosas.

Por aqui me fico, com os votos de bom ano, tanto para os que passaram (o ano) numa terriola à beira do Zêzere em meados de 90, como para os demais que por aqui fazem o favor de passar.

12.29.2008

G, B & U Parte IX

O carro mais bonito do ano: claro está que só pode ser o Alfa 8 C Competizione exposto no Mondial de L´Automobile em Paris. Acrescento tratar-se de um dos mais belos carros de sempre, todas as épocas confundidas...

O melhor carro em que estive sentado: o Porsche 911 Carrera 2 Coupé 997 PDK que estava em exposição no mesmo certame. Prateado por fora, castanho Cocoa por dentro, Coupé (este carro tem que ser fechado, para abertos temos o Aston Martin e os BMW todos), sem mais extras espampanantes. O melhor automóvel do mundo, hoje e sempre.

Os melhores carros experimentados: BMW 123d Coupé e Toyota Land Cruiser V8.
Do primeiro, apenas posso dizer que se andasse mais de um mês com um, o risco de ter um acidente ia subir. E muito. Grande carro, grande motor, muita classe num pequenino Coupé.
Do segundo, que foi das coisas mais brutais que conduzi. Tudo em grande por ali, desde as dimensões ao preço, não esquecendo o sistema de som (Lexus Mark Levinson style, por acaso...), o binário de camião, o troar do V8 4.5 Diesel e o conforto de marcha. Sentimo-nos perfeitamente isolados do exterior, com cara de quem chega a todo o lado montado naquilo, independentemente do tempo, do estado e da inclinação do piso... Acresce ter guiado aquele monstro na mais-que-traiçoeira estrada ao redor do Palace do Buçaco numa tarde de temporal desfeito...

Uma última nota para o surpreendente Lexus GS 450h Hybrid Power, testado em profundidade em meados do ano. Retive a disponibilidade de potência quase instantânea, devida, claro está, à conjugação do motor de explosão com a descarga eléctrica das baterias, tudo num envelope de grande luzo e qualidade, como é apanágio daquele premium label da Toyota.

G, B & U Parte VIII

O melhor Whisky do ano: Old Macallan 12 Anos, oferecido nos alvores de 2008, consumido numa noite só, às mãos de 3 selvagens bebedores, que entre duas mãozadas de caju e algum gelo, diziam eh pá, é mesmo bom este whisky, e eu, anfitrião, a vê-lo desaparecer e os convivas a aumentarem gradualmente o tom de voz... No resto do ano, não voltei a prová-lo, o que é manifestamente lamentável e outro aspecto a corrigir em 2009! Ainda que já esta semana tenha terminado ao noite ao redor de um não menos conseguido Balvenie Doublewood 12 anos, um clássico da maltaria escocesa...

G, B & U Parte VII

A melhor estrada do ano: A Municipal Góis / Colmeal, palco nos anos gloriosos, de um troço de asfalto do Rali de Portugal. Um encadeado de curvas fabuloso, piso em bom estado, marcações no asfalto e rails nos sítios mais perigosos, um pedaço de estrada a pedir uma visita aos comandos de uma máquina com mais de 200 cv, numa qualquer manhã solarenga e depois de uma noite bem dormida...

G, B & U Parte VI

O melhor sketch do ano:



Brilhante a homilia Magalhães e o especial talento do RAP para aqueles personagens portuguesinhos, como o Senhor Padre...

G, B & U Parte V

A melhor acção de campanha eleitoral (de sempre...): Bruce Springsteen nos comícios de Barack Obama. Conforme disse na altura, só aquilo levaria muita gente ao voto no senador de Chicago.
Felizmente, não foi preciso o Boss para que o candidato Democrata ganhasse estrondosamente as eleições Norte-Americanas.

G, B & U Parte IV

A defesa do ano: Peskovic, Guardião da minha Briosa, na visita a Alvalade já este mês. Uma proeza impossível de repetir aquela defesa descompensada, de um lado para o outro, com a bola quase dentro da baliza. Uma defesa fabulosa, que valeu o empate com o Sporting.

G, B & U Parte III

A música do ano: Mansford Roof, Vampire Weekend. Acompanhou o verão ameno de 2008, alguns Gin´s e Portos Tónicos e muitas curvas ao volante.

O concerto do ano: pois não houve. Infelizmente, não assisti a qualquer concerto este ano, coisa que não me lembro de ter acontecido nos últimos 17/18 anos...

G, B e U Parte III

O melhor queijo: uma especialidade da Sardenha, parecido em dimensões ao Parmiggiano, mas cremoso, de barrar tipo Queijo da (nossa) Serra da Estrela. Provado num Turismo Rural nesta ilha Italiana, em visita de lazer em final de jornada de trabalho.
O segredo para o peculiar sabor, intensíssimo? (Contado pelo anfitrião Sardo apenas por eu ser mesmo apreciador de queijo)
Umas moscas que visitam o dito na sua fase de cura, em grande número e algazarra, e que nele depositam as suas larvas, que vêm depois a fundir-se com ele.

Muito bom, a pedir um tinto daqueles poderosos, com uns 14º no mínimo...

G, B & U parte II

O melhor livro: claro está que só podia ser a trilogia Millennium, de Stieg Larsson.
Acabei este fim de semana de ler o segundo volume, "A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo". Cito o rating da "Y" sobre o livro: um page-turner viciante.
É disso mesmo que se trata. Não tenho memória de algum dia ter lido 300 páginas de um livro num só dia. Foi o que sucedeu este sábado, com a vontade compulsiva de ver o destino da louca furiosa Lisbeth.
Agora, algúem que se lembre, rapidamente, de levar estes policiais ao cinema. Deve dar uma sessão de estalo!

Good, Bad & Ugly

Telegraficamente, algumas das coisas muito boas passadas, vistas, provadas e experienciadas neste ano de 2008. Devagar, para não maçar ainda mais.

O melhor vinho provado este ano: Quinta do Crasto Touriga Nacional 2005. Lisboa, Junho. Um dos 5 melhores de sempre, aliás...

12.23.2008

A todos

Um Bom Natal.

De volta, após as festividades, se houver muita vontade, com o repositório dos bons & maus de 2008.

Até lá, espumante bruto, branco, tinto e whisky muito velho e bom são os meus votos para acompanhar a desbunda alimentar típica da época.

12.22.2008

Memórias gustativas - um jantar no Gemelli

Cumpre-se o prometido report de um jantar no Gemelli.

Começando pelo fim, diga-se desde já que gostei muito e que foi ao encontro do que esperava.

No entanto, sempre direi que troco este tipo de restaurantes por qualquer um mais aproximado à arte gastronómica portuguesa: peixe e marisco, um ou outro cabritinho e bacalhau, enfim, um incorrigível rural aqui se confessa. Aquele que jamais trocaria uma ida ao S. Gião de Moreira de Cónegos, ao Camané da Ilha d Faro, ao Ribamar ou ao Tony Bar de Sesimbra, à Maria do Alandroal, ao Fernando de Matosinhos, ao Vitor de São João do Rei ou à Casa Mariana de Afife por um restaurante deste tipo...

Voltando à Rua de São Bento, optámos pela sugestão de degustação, 5 pratos, que passaram por coisas tão díspares como vieiras marinadas com um molho aproximado aos sabores da baunilha, esparguete com molho de trufa branca, um prato de carne de javali e uma sobremesa de queijo mascarponne com chocolate... picante (obtido pela fusão a quente com molho wasabi...)! Em geral, tudo muito bem executado, em proporções nada exageradas e ligações simpáticas entre os pratos.

Uma nota altíssima também para o serviço de vinhos, que permite beber quase tudo a copo e assim provar vinhos diferentes consoante a fase do jantar (a que acresce ser sempre mostrada à mesa a garrafa e uma temperatura perfeita tanto de tintos como de brancos, bem assim como copos distintos consoante o pedido): assim, começou-se por um Duplo PR Branco Unfiltered 2007 (que não me surpreendeu, apenas cumpriu), avançou-se em passos seguros pelo já aclamado Duorum Tinto 2007 (um vinho com uma relação preço-qualidade excelente), terminando com o Quanta Terra Grande Escolha 2003, que surpreendeu ao ser provado a seguir ao citado Duorum. Pois parecia vinho açucarado, tal o seu aroma, comparado com a frescura do primeiro.Também por estas variações e mudanças, longa vida ao serviço de vinho a copo nos restaurantes!

Notas finais: conta para 2 pessoas acima dos 125 Euros, mas um restaurante que faz jus à sua fama.
De todo o modo, gostava de voltar, agora para uma refeição normal, pela carta. E, claro está, para aproveitar aquela fantástica selecção de vinhos, ainda que a preços nada módicos...

12.17.2008

Walking Shoes

Sempre que ouço L.S.F., Kasabian, não posso deixar de recordar a minha última passagem por Londres, Junho de 2005, e de uma amplíssima volta a pé, ilustrada por uma playlist que tocou até final da bateria do Ipod, rua fora...

12.16.2008

Ainda o Ponto de Ordem indicado no dia 11

Já está marcada a peregrinação ao templo.
Para dar uma pista, o chef é dos grandes e gostava de ter sido jogador de basquetebol.
Algures no coração da capital. Muito concorrido.

12.12.2008

Branco é

2 Aquisições para um escaldante duelo Norte-Sul, a realizar em breve, de preferência com um peixinho assado por companhia:

Redoma 2007

Herdade dos Grous Reserva 2007

Brancos. Porque nem só de tintos se deve falar.

12.11.2008

Contrato-Promessa

Eu, na qualidade de promitente-vendedor, prometo vir aqui dar conta de uma há muito projectada visita a um dos santuários da mesa Lisboeta, a decorrer nas próximas semanas, se o tempo ajudar.

Ponto de ordem

Ultimamente, pouco ou nada se tem escrito por aqui.
O trabalho tem sido em excesso, na proporção inversa do animus necessário para escrevinhar as inutilidades do costume.
Espera-se, tal como para a conjuntura, uma retoma para breve.
Sem nunca perder o norte à santíssima ordem composta pelos automóveis e pelo que se ouve, lê, come & bebe e se fotografa. E, de quando em vez, se ouve e discute por aí.

12.06.2008

Happy end

São 4.05 da manhã, acaba uma intensa noite de trabalho quase sem paragens (para lá da obrigatória pausa às 22.45 para o resumo do Rali de Gales no Eurosport, imperdível sob qualquer pretexto) ouvindo alto e bom som, via Ipod, Rebellion (Lies), Arcade Fire, porque há músicas que sabe tão bem ouvir, seja a que horas for...

12.02.2008

Brincando aos clássicos instantâneos

Mais uma malha jamais esquecida, companheira, amiga, palhaça...

11.27.2008

Beep Beep

Para fins de tarde com prazos, aceleradíssimos, nada como It´s not over yet, Klaxons, buzinando freneticamente nas colunas do portátil...

As entranhas do bicho

Um dia que as pessoas que gostam mesmo de automóveis mandassem no mundo, os seus interiores seriam qualquer coisa aparentada com isto...

Bom, vamos descontar a cor exterior do bicho, que só seria admissível ser o famoso Azul Le Mans, como todos os demais desta nobilíssima coudelaria...

Ouvisto de passagem (Sobre tendinites e coisas sem explicação aparente)

Negociava-se um novo tarifário de telemóvel ao balcão da operadora num shopping.
Discutiam-se as eventuais vantagens de usufruir de 500 SMS por mês, sendo estas tidas por mais que suficientes. Responde o jovem do front office:

" - Sim, deve chegar, mas olhe que temos aqui clientes que têm pacotes de 1500 (sim, mil e quinhentas) SMS por s-e-m-a-n-a (sim, semana, 7 dias...) e queixam-se que não chegam..."

Só fui capaz de dizer que apenas admito este cenário se o cliente for um qualquer adolescente com menos de 18 anos e com acentuados problemas mentais. E já agora, sem antecedentes de tendinites na família...

11.26.2008

11.25.2008

Sollitaire? Tetris? Pinball? Nop.

Bonito bonito é mesmo grafittar um Porsche Panamera.
Safa, nem a brincar...

11.24.2008

Eles e elas

Mão amiga fez-me chegar um Cd com isto.
Tão simpático que é. Mesmo bom para ouvir em dias como este, de vento, chuva e frio.

11.22.2008

Inacabamentos e simpatias diversas

Na esteira da citação musical anterior, outra que jamais eliminarei das playlists:

No Choice

Domingo temos bola em Coimbra.
Como sempre, nenhuma escolha, fácil ou difícil, a fazer.
Jamais, em tempo algum, torceria por algum clube contra a Académica.
Domingo à noite, Quique, Suazo, Jose Antonio, Sidnei, é tudo para mandar abaixo.

Juntamente com os cativos travesti que levam o cachecol do grande quando joga contra a Briosa.

Força rapazes!

Ruby Tuesday (the night has come to hold us young)

Revolvendo os 40 e tal GB de música no iPod, ressuscita uma música que adoro absolutamente.

Da qual aparece logo à minha frente aquela inesquecível imagem de uma multidão extasiada na Praça de Touros de Cascais, debaixo de chuva persistente, numa noite de Maio, há mais de 10 anos...

Esta:



Por causa desta letra:

wrap me up in always, and drag me in with maybes
your innocence is treasure, your innocence is death
your innocence is all i have
breathing underwater, and living under glass
and if you spin your love around
the secrets of your dreams
you may find your love is gone
and is not quite what it seemed
to appear to disappear
beneath all your darkest fears
i believe in never, i believe in all the way
but belief is not to notice, believe is just some faith
and faith can't help you to escape
and with this ring i wed thee true
and with this ring i wed thee now
and with this ring i play so dead
but no one's asking for the truth, so let me tell you
if you spin your love around
the secrets of your dreams
you may find your love is gone
and is not quite what it seemed
to appear to disappear
beneath all your darkest fears
to the revelations of fresh faced youth
no one will come to save you
so speak your peace in the murmurs drawn
but youth is wasted on the young
your strength is my weakness, your weakness my hate
my love for you just can't explain
why we're forever frozen, forever beautiful,
forever lost inside ourselves
the night has come to hold us young


11.19.2008

Portuguese do it (and drink it) better II

A insuspeita Wine Spectator distingue por esta altura do ano os melhores vinhos do mundo.
Para este ano, na esteira de anos anteriores onde alguns concorrentes portugueses alcançaram posições de relevo, o Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2005 alcançou nada mais nada menos que o terceiro lugar da lista (conferir aqui) dos melhores vinhos do mundo 2008!
Para quem ainda não tem a graça de conhecer o dito, apresenta-se assim:



Um fantástico vinho do Douro (desde 2000 numa forma brutal), à semelhança doutros que mereciam igual distinção.
São 30 euritos muito, mas mesmo muito bem empregados...
O nosso país está de parabéns quando consegue aparecer no meio dos Chateaux de 50 contos a garrafa, com este destaque!
Parabéns a Portugal. Parabéns ao Douro. Vamos comprar uma caixa dele para comemorar!

Portuguese do it better

João Nicolau de Almeida em registo video no Wine Spectator online, sobre o Duas Quintas e seus parentes nobres...

MANUELA António FERREIRA de Oliveira LEITE Salazar

Ele há coisas que se podem até pensar, naqueles dias infelizes. Mas que jamais se dizem. Muito menos na rádio. Só faltou o Campo Pequeno...

O mais triste no meio disto tudo é pensar que não há forma de evitar mais 4 anos de Magalhães, Pinhos, Ministras (da Educação) Poedeiras...



... (e pensar que se ainda estivessem na RTP já tinham ido para o olho da rua ou alvo de censura prévia)...

Temos pena. Muita pena.

11.13.2008

Do que me havia de lembrar...

Uma malha dos tempos das noites de faroeste desta agora adormecida cidade...
Uma vez mais, porque nunca será demais, recordem-se as infernais noites do velho States.

11.12.2008

Depois disto...

...



... ainda alguém tem dúvidas que os ralis são a modalidade mais espectacular do desporto automóvel?

11.10.2008

Repetir é divino

Por isso, justamente por isso, repito aqui o quanto gostei de ler o repositório dos artigos do Miguel Esteves Cardoso no DNA sobre comidas, bebidas e afins, naquele livro com a capa mais patusca dos últimos anos, com a sua mulher empunhando uma couve gigantesca.
Por estar quase a terminar esta suculenta leitura, a minha vontade de passar por alguns dos templos gastronómicos por lá glorificados aumentou de forma incontrolável.
A começar por uma visita já agendada há vários anos: ao Porto de Santa Maria do Guincho.

Limpezas

Nada como uma viagem de carro para constatar que a bandeja dos CD´s necessita de mudanças.
Assim, saltaram fora Sigur Rós, uma colectânea da garrafeira particular, Goldfrapp e Vampire Weekend, dando os seus lugares a:

Neds Atomic Dustbin, God Fodder (um achado dos tempos dos early nineties, energia pura colhida no velho "Som da Frente" do Guru António Sérgio. Especialmente adequado para viagens automóveis nocturnas com muito sono...);

The Cure, 4:13 Dream;

The Walkmen, You and Me;

Uma colectânea a que decidi chamar "o génio de 90 e alguns amigos próximos", por reunir músicas esparsas recolhidas em diversas fontes, que ilustraram muitas tardes e noites de música nos tempos em que tínhamos tempo para tudo:

Bad Boys Countdown Mix Masters
Papa's Got a Brand New Pigbag (Remix) Pigbag
I Feel Love Curve
Popular Nada Surf
Pearl Chapterhouse
Kansas (Flood Mix) The Wolfgang Press
Dead Beat Descendant The Fall
She's a Rainbow (Radio Edit) World Of Twist
Caught in My Shadow The Wonder Stuff
Big New Fast Automatic Daffodils
Baby Turns Blue (Director's Cut) Virgin Prunes
L.A. The Fall
Nothing Natural Lush
M**a Told Me Not to Come The Wolfgang Press
Victoria The Fall



11.04.2008

The rising

Poucas vezes se falou por aqui de política. Em regra, nessas raras intervenções, para dizer mal.
Recordo-me de apenas ter aqui expressado apoio a um candidato a eleições. Já passou esse momento, não interessa.
Hoje, apetece-me publicitar outro desinteressado sentido de voto. Desinteressado porque não conto para ele, seja de que forma for.
Assim sendo, retomando o fantástico The Rising de Bruce Springsteen (seu fervoroso apoiante), também eu, se fosse americano, votaria sem hesitações em Barack Obama.



E porque sempre desconfiaremos de alguém que quer ser Presidente e diz que a sua música de sempre é Dancing Queen dos Abba...

Underwater love

E se de repente os nativos de uma ilha conhecida pelo glamour, resorts, águas cor de esmeralda, Cristianos Ronaldos & Nereidas, mar fantástico, confirmassem todos que o prato típico local é... leitão assado?

Assim se passou, em trabalho, pela ilha da Sardenha. Fotos e comments esparsos em breve.

Sport TV amiga dos que tratam da lide doméstica

Domingo ao final do dia.
Estou numa ponta da casa, entretido em tarefas domésticas, ouvindo o relato da TSF do Bitória - Benfica.
O comentador começa a ficar excitado, Suazo corre para a baliza, grita-se golo (e acrescenta logo o emissor que é "grande golo") e tenho tempo suficiente para me dirigir à sala e assistir, em "directo", ao golo (aliás fabuloso) do David Suazo.
O delay do sinal da Sport TV em relação ao rádio tem estas vantagens. Aqui pelo centro, são pelo menos 8 a 10 segundos...