4.30.2006

25 do 4

Esta semana passei pela Faculdade de Direito na véspera da comemoração do dia da Liberdade. Reparei que as meninas estudantes (os meninos já não...) traziam em grande maioria um cravo vermelho na lapela.
Nada contra, aviso desde já.
Mas pergunto: quem lhes terá ofertado a flor? Alguém com propósitos politiqueiros? Uma campanha qualquer de marketing do novo shopping center da cidade?
E será que aqueles meninos e meninas (mais estas que aqueles) - certamente ao corrente do simbolismo do cravo (a maioria...já estou por tudo) - terão percebido serem veículos de certa (outra) mensagem?
Vem isto a propósito do lapidar espaço de opinião de Fernando Madrinha no Expresso de hoje, discorrendo sobre a ausência do dito cravo da lapela do nosso Presidente da República no próprio dia e decorrentes leituras políticas desse minúsculo facto.
A mensagem que captei acima no pátio da minha faculdade foi a da colagem ou identificação, qual direito de propriedade, do 25/4 por parte da esquerda. Ali pela via do "arregimentar" de malta jovem. Para parecerem muitos.
Como muito bem nota aquele jornalista, o 25 de Abril é de todos. Não é só da malta do cravo. E bem melhor será nestes tempos pensar o 25 de Abril que o pendurar na lapela do casaco. Bem andou António Lobo Xavier quando disse que o cravo não é o traje oficial do 25 de Abril...

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